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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 Exame Akatsuki - Katsu Imagawa

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Tio Tsu

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MensagemAssunto: Exame Akatsuki - Katsu Imagawa   Ter 22 Jan 2013 - 23:52

Akatsuki - Água vs Terra

O caminho foi feito em silêncio entre nós os dois; não por culpa minha, mas sim pela personalidade agressiva e de pedra que ele ostentava. Nos escassos momentos em que trocámos olhares, ele intimidou-me com o seu semblante inexpressivo acompanhado pelas cicatrizes profundas, resmungando incoerências (algumas que eu reconhecia como ofensas) e depressa se esquivava de mim. Descobri que tentava evitar, ao máximo, passar por localidades com grandes arvoredos ou áreas demasiado habitadas por plantas, priorizando os caminhos de terra, montanhas e desfiladeiros desprovidos de vida. Achei que tinha receio de algo, mas as nossas divergências impediam-me de ser ousado ao ponto de perguntar. A diversão da viagem resumia-se à minha pequena e adorável Sekima, que me entretinha com incontáveis perguntas sobre tudo o que a rodeava e alguns mistérios da vida que eu nunca sabia como explicar, graças à sua inesgotável curiosidade infantil. Grande parte do caminhou passou-o sobre os meus ombros, ora agarrada aos meus cabelos (ao qual eu lhe resmunguei por se agarrar com demasiada força) ora agarrada ao meu peito, dormindo quietamente com as suas bochechas encostadas às minhas. Arami, o nome do matulão que me guiava, queixava-se por qualquer comportamento de Sekima, intimidando-a, levando-me depois a resmungar com ele, calando-o. A meio da viagem ele desistira de refilar, optando por afastar-se de nós quando a pequena estava acordada. Muito pouco mais sabia sobre ele…

Cruzámos um rochedo e deparámo-nos com uma vasta clareira… Unicamente de pedras e mais pedras. Caminhámos demasiado tempo ao sol, e ver que não havia plantas algumas ou até água começou a aborrecer-me. Sekima acabara de me fazer uma pergunta, mas a minha resposta fora tão amarga quanto a minha garganta, levando a pequena a retrair-se. Por momentos pensei que tivesse ficado chateada, já preparando um pedido de desculpas, mas ela abraçara-se ao meu peito e encostara a sua cabeça à minha, ficando calada e levando-me a fazer o mesmo. Arami suspirou e apontou para a clareira.
- Se estás interessado em entrar na nossa organização… - Não era a primeira vez que ouvia aquela voz, mas após tanta caminhada sem trocarmos palavras, fiquei arrepiado quando aquele tom grosso e timbre vibrante ressurgiram - Vais ter de passar no nosso teste!
Suspirei, não estava com vontade alguma para jogos. A pele e garganta seca só me faziam pensar em água e usar um Ninjutsu qualquer para inundar o local e transformá-lo num mar. Sekima iria adorar…
- O que tenho de fazer? - Perguntei, agachando-me para que a pequena saísse dos meus ombros e pudesse esticar um pouco as pernas. Espreguiçou-se e soltou um adorável bocejo como se tivesse acabado de acordar - Precisas de alguma coisa? - Ela acenou-me negativamente, entretendo-se de imediato com um par de pedras.
- Uma luta, homem da água! - Grunhiu agressivamente como se me tivesse a dizer algo que eu já devia saber; além disso, odiava quando ele me tratava por “homem da água”, só por me ter visto a usar um pouco de Suiton - Vais ter de lutar contra mim e mostrar se és ou não um Akatsuki! - Começou a gargalhar sem justa causa - Só lamento por eu ser o teu oponente.
- Então porquê? - Já tinha de mudar-lhe aquela arrogância toda.
- Sou o mais forte dos oponentes com que alguma vez lutaste - Interrompeu-se, olhando para os seus braços como se tivesse a admirar-se - Na verdade, sou até mais forte que qualquer outro ninja!
O que o levou a tirar aquela conclusão? Duvidei que alguma vez lutasse contra um oponente a sério, ou alguém com as minhas habilidades, portanto preferi deixá-lo a vangloriar-se. Olhei de soslaio e vi Sekima ainda a brincar, rindo divertidamente.
- E vamos fazê-lo aqui, no meio do nada? Com a Sekima ali ao lado?
- Então, és assim tão maricas para não gostares de lutar num desfiladeiro? - Sorri-lhe, queria ver se daqui a dez minutos ele ainda chamava isto de desfiladeiro - E para a próxima não trazes aquele piolho, esta organização não é para crianças, literalmente.
- E como sei se a minha entrada está mesmo garantida depois de te dar uma surra? Afinal, podes não ser de palavra… - Não sei porquê, mas tinha uma enorme vontade de provoca-lo, principalmente após ele ter chamado a minha pequena de “piolho”.
Ele apertou os punhos e olhou-me furiosamente. Não me respondeu de imediato, virando-me costas e começando a afastar-se para ganhar distância.
- Sou um homem de palavra. Se me derrotares eu depois trato do resto. De homem para homem, prometo-te!
Não soube explicar, mas o seu tom sério fez-me acreditar que não me mentiu. Acrescentando, este ritual de inserção parecia demasiado banal para ter sido elaborado por ele à última da hora. Confiei nele…
Ajoelhamo-nos de ligeiro e encaramo-nos por algum tempo. Sekima, que ainda se ria enquanto brincava, percebeu a mudança de ambiente e o que vinha a seguir, correndo para longe até subir a uma pedra, suficientemente longe para não ser afetada
- Preciso que me prometas que não a usarás contra mim… - Pedi-lhe, preocupado com a saúde da minha pequena. Não conhecia bem os membros da Akatsuki, mas a organização era famosa pelos seus crimes. Não seria surpreendente se ele usasse a fraqueza dela para me derrotar - Promete-me, de homem para homem.
Ele sorriu ao ver que eu usara as suas palavras para persuadi-lo.
- Não ia fazê-lo, homem da água, não te preocupes, não preciso de batota para esta luta!
- Quer dizer que já a usaste?! - Respondi de relâmpago, avançando com uma perna e sorrindo-lhe ironicamente. Devolveu-me com um olhar ofendido.
- Doton: Kuikorosu Tsuchi! - Vociferou de rompante, unindo as duas palmas das mãos e enviando ondas sísmicas de chakra para o solo abaixo de mim.
Olhei para baixo enquanto via duas bocas de lama a formarem-se em ambos os meus flancos. Por instinto, e amor à vida, dei um felino mortal para trás, esquivando da poderosa trituração. Recompunha-me da impensada esquiva, vendo as duas bocarras a juntarem-se e a misturarem-se de novo com a terra.
- Não era suposto avisares antes de começarmos? Já estás a fazer batota!
Vi-o a sentir-se ainda mais ofendido, desembainhando uma espada retangular da sua cintura, movendo-a confortavelmente ao longo do braço. Notei que não era uma espada regular, não pelas ambas laterais cortantes ou ausência de ponta, mas pelo facto desta se misturar com o seu braço, como se dele fizesse parte.
- Vamos ver como falas sem a tua língua! - Gritou antes de saltar em ataque.
O seu salto fora bem impulsionado, pois em questão de segundos chegara perto de mim, esmagando o solo com a espada e causando uma impressionante cratera à volta. Esquivei-me das lacas e algumas rochas originadas pelo impacto e saltitei para trás, tentando evitar proximidade com a nuvem de poeira que o ocultava. Apartou-a com uma velocidade estonteante, tentando atingir-me com diversas estocadas e cortes num manejo da arma razoavelmente bom. Desviei-me dos ataques com alguma dificuldade, vendo-me obrigado a afastar-me rapidamente dele quando a sua lâmina raspou ao lado do meu olho, deixando que um leve fio de sangue escorresse.
Senti um ardor na pequena ferida e imaginei que aquilo se tornaria numa cicatriz superficial. Não tinha tempo para pensar em futilidades, afinal o meu oponente tinha um estilo de luta muito diferente do meu. Até aquele momento caracterizei-o como usuário de Doton e lutador corpo-a-corpo, exatamente duas vertentes às quais eu era capaz, mas que preferia evitar. Hora de também passar a atacar…
Invoquei nos pulsos inúmeras estrelas ninjas ao mesmo instante que as arremessei com uma precisão de falcão, tendo como único alvo o corpulento Arami. Este não se mexeu, deixando que os projéteis se aproximassem. Estranhei, mas rapidamente arregalei os olhos de espanto quando vi todas as estrelas a ricochetearem com a sua pele, qual ferro inquebrável.
- Este é o meu trunfo, homem da água. Converto a minha pele em terra! - Apesar de tentar demonstrar uma cara triunfante, detetei dor no seu olhar e reparei que rangia com os dentes - Ataca com o que quiseres, não me magoas!
Cessei a vã tentativa de magoá-lo com as estrelas. Se a sua pele era feita de pedra então era mesmo complicado magoá-lo com o ferro de todos os projéteis em que pensei arremessar. Suspirei, por pena de não poder experimentar, pela primeira vez em combate, o Juubun Tama no Jutsu…
- Já vais desistir, homem da água? - Perguntou-me, provavelmente por me ter visto a descontrair os braços, após me desiludir de não poder experimentar o mais recente Ninjutsu - Nem deste luta!
- Calma, homem da terra! - Gargalhei após o novo nome que decidira usar contra ele - Afinal, nem usei a minha água! - Focalizei de imediato chakra ao longo do meu corpo e reuni uma ligeira quantidade de selos- Suiton: Mizu Kamikiri!
Um súbito feixe de água invadiu o terreno arenoso, molhando a terra seca e intimidando a segurança de Arami. Este, ante o perigo, modificou a terra ao seu lado até esta virar lama, escorregando nela e evitando o feixe que tudo rasgou em frente, até se desvanecer. O Akatsuki, aproveitando a sua última ideia, morfou mais terra até esta virar lama, aproveitando a falta de atrito para deslizar até a minha direção com ainda mais impulso. Inspirei e expirei, esperei pacientemente.
A sua figura musculada aproximou-se, mais e mais. Tanto que até comecei a ficar com receio da minha ideia… Até que chegou perto o suficiente!
- Raigen Raikochu! - Gritei, após uma rápida descarga de chakra.
Soltei um súbito clarão de luz que levou Arami a assustar-se de espanto e a fechar os olhos. Como estava a deslizar, foi incapaz de cessar o seu avanço, mantendo, contudo, a espada em riste. Abaixei-me para evitar o gume da arma, e depressa me voltei a erguer, colocando o braço em gancho.
- Rariatto! - Gritei com a adrenalina a bombear-me no sangue, sentindo o seu pescoço duro como pedra a fraturar-se ante o meu ataque. Com a inércia, o seu corpo cedeu e os seus pés desequilibraram-se, caindo e escorregando sobre a lama até pararem quando foram de encontro com a areia - Não uso só água…
Ele levantou-se, cuspindo para o chão e virando-se para mim. Sorriu-me, mostrando nem um pouco de dor e voltou a manobrar com a espada, revelando ainda confiança para a luta.
Não lhe queria dar descanso, então focalizei chakra para o meu próximo Ninjutsu, mas o meu oponente antecipou-se.
- Doton: Chidōkaku!
A terra ao meu redor depressa se modificou, tremendo e desequilibrando-me, fazendo-me perder a postura e concentração de chakra. Com uma ordem de mão, um círculo desenhou-se e a terra desceu de rompante, afundando-se e levando-me no centro. Sobressaltei-me, não esperava tal feito.
Olhei para cima e vi-o a aparecer na borda do círculo, rindo-se audível o suficiente para me provocar. Apesar da longa distância, consegui vê-lo a espetar com a espada no solo, erguendo-a com grande ímpeto ao mesmo tempo que arremessava um gigante pedregulho na minha direção.
- Como merda é que ele fez isso! - Gritei a ninguém em especial, atirando-me em frente para esquivar-me do pedregulho que desfazia o solo da minha localização anterior.
Levantei-me ainda alarmado, só para evitar outro pedregulho gigante que quase me esmagou. Naquela posição, e constantemente invadido por meteoritos, não conseguia realizar nenhum Ninjutsu ou lançar armas para poder evitar ataques. Ele estava a limitar-me a esquivas, esperando cansar-me para depois dar a luta como vencida.
Não lhe ia dar esse doce!
Espalhei chakra ao longo do corpo e, longe da vista dele, pois as pedras cobriam a minha figura, deixei-me transformar numa poça de água, que posteriormente se viu esmagada por um gigante pedregulho. Senti, a natural dor do esmagamento, mas o facto de não ter partido nada deu-me alento para aguentar a dor. Ouvi uma risada alta a ecoar ao longo do circular vale e concluí que ele pensou que me havia derrotado, de acordo com o meu plano. Ainda em forma de água afastei-me debaixo da grande pedra, socorrendo-me para detrás dela sem ser visto. Reformulei o meu corpo ao mesmo tempo que o círculo à minha volta começou a erguer-se, procurando o seu ponto de origem.
- Já te dou motivos de risada! - Grunhi, apertando-me contra a superfície rugosa da pedra, ouvindo depois o estalar do solo quando o círculo abraçou o resto da sua essência.
Saltei para cima da pedra sem esperar uma confirmação da identificação do meu oponente. Já tinha uma Fuuma Shuriken à mão, arremessando-a mal avistara Arami, que se encontrava perplexo a olhar para mim, enganado da minha morte. Este prontamente bateu com a espada no solo, criando uma súbita parede de terra que absorveu o dano do meu projétil.
Rangi os dentes de raiva.
- Futton… - Nem acreditei que ia usar o ácido contra ele, o primeiro oponente com o qual usaria este poder com confiança - Satsuei Fushoku!
Disparei curtos fluxos de uma mistela verde, que atingiu a sua parede de lama. Por momentos, Arami deu-se ao luxo de rir e calculei que ele pensara que o ataque fora inútil. Idiota usuário de lama…
O ácido depressa reagiu com a superfície afetada, corroendo-a com facilidade e emanando o característico vapor. O criminoso assombrou-se quando viu buracos a formarem-se na sua defesa e afastou-se aos soluços. Devia ser a primeira vez a ver Futton.
Aproveitei o seu espanto para me afastar, afinal a minha forma de luta requeria distância, arremessando algumas estrelas ninjas para o manter ocupado. Aquando uma distância razoável, olhei por cima do ombro dele, vendo a pequena Sekima sentada sobre a rocha, fitando-me com um sorriso caloroso e mexendo alternadamente as pernas, demonstrando alguma energia que gostaria de gastar a brincar. Desviei o olhar, não me queria distrair com ela.
- Gen no Kirigakure! - Clamei, após mais gasto de chakra e união de selos.
A minha localização ocultou-se com a aparição de névoa a espalhar-se das mangas da minha camisola e deixei, por momentos, Arami confuso. Contudo, o meu plano era afetá-lo com a ilusão e tal não aconteceu quando ele optou por afastar-se o mais rapidamente possível da névoa. Se calhar conhecia a técnica! Não o deixei escapar, saltando, superando a altura atingida pela névoa, e vendo-o de costas, correndo para não ser encalçado pelo Genjutsu. Disparei pela boca uma gigante bola de fogo, após os selos e chakra necessários, e acompanhei o ataque com um arremesso, lateral, da segunda Fuuma Shuriken, desenhando um arco para que esta não fosse afetada pelo fogo. Posteriormente, aterrei sobre o solo, vendo-me ainda encoberto.
Corri em frente, para apartar-me da névoa agora inútil, e deparei-me com Arami ainda de pé, com uma parede de lama à sua frente. Nela encontrava-se a Fuuma Shuriken cravada e o solo ao seu redor queimado pela minha bola de fogo.
- Homem da água, porque sinto que não estás a lutar a sério? - Deu-me vontade de afoga-lo - Daqui a pouco começo eu a lutar a sério!
Dito aquilo, correu na minha direção com grande afinco. Arremessei-lhe estrelas e mais estrelas ninjas, mas este endureceu a sua pele até ficar castanha como a pedra, rebatendo todos os projéteis com socos e outros golpes ágeis que em nada lhe diminuíram a velocidade. Até estar perto de mim…
Socou-me a cara com grande brutalidade e seguiu-se com outro na minha barriga, fazendo-me cuspir sangue para cima dele, sem esquecer o sangue que já havia engolido. Todavia, aproveitei o impulso em frente para me agarrar ao seu braço e levá-lo a grunhir de irritação. Antes dele poder livrar-se de mim, deixei chakra Futton escapar-se das pontas dos meus dedos, reagindo com o seu braço e corroendo-lhe violentamente a pele. Grunhiu de dor enquanto vapor se emanou e afastou-me com um pontapé nas virilhas, atirando-me contra o chão, já exausto. Ainda a soltar urros de dor, com uma grande região do seu braço sem pele e a mostrar a carne, soltou insultos para o ar e deixou cair a sua espada, batendo com raiva contra o solo arenoso.
- Filho da puta! Cabrão, idiota! - Gritou sem cessar, incapaz de aliviar o ardor que sentia, que era intensificado pela passagem do frio vento.
Cuspi algum sangue para o solo e afastei-me a rebolar, erguendo-me, embora há segunda tentativa, e olhando para a dança caótica que Arami realizava, devido às dores que lhe presenteara. De repente ele cessou, fitando-me e mordendo o lábio inferior com força enquanto a sua mão cobria a carne do braço inverso.
- Usas ácido, homem da água? - Perguntou-me, agachando-se para agarrar a sua espada sem nunca retirar os olhos sobre mim.
Desta vez não houve sorrisos irónicos. A dor no estômago, a sua queimadura no braço… Eram feridas que nenhum de nós iria perdoar ao outro, retirando-nos de imediato a vontade de provocar o adversário. Agora era a sério, tudo ou nada…
Ataques físicos nele resultavam em nada. A sua habilidade de transformar pele em pedra, aliada com bons Ninjutsus de defesa e um corpo mais forte que o meu faziam-no imune aos meus golpes. Arremessar armas já se provou ser mais útil e o Suiton começou a ficar um pouco óbvio… Hora de inovar!
- Doton: Utenpen! - Vociferou Arami, ao mesmo tempo que batia com a palma da mão no solo e se afastava com um salto.
O terreno à minha frente começou a tremer fortemente. Por momentos, devido às semelhanças, pensei que ele estivesse a usar uma versão diferente do Chidōkaku, mas o que se sucedia era de longe muito diferente. Pedregulhos emergiram das entranhas da terra, estabilizando-se em diversos pontos da localidade e mantendo ínfimos intervalos entre si, originando um ainda mais apertado desfiladeiro; agora com tonalidades azuis e, se o meu pensamento se encontra correto, controlável por Arami. Pensando no Akatsuki, este acabara de subir para cima de um dos pedregulhos, bastante longe de mim (algo invulgar no estilo de luta que até então apresentara) e desenrolara um pergaminho, ajoelhando-se para poder poisá-lo no solo e fitando-o, com um selo feito.
Não tive a ousadia de perguntar-lhe o que planeava fazer (porque raios ele haveria de responder?) e coloquei-me em alerta, esperando um ataque de qualquer lado. A ofensiva começou quando, de um selo abaixo dos meus pés, emergiu um pilar de terra que chocou com o meu corpo e contorceu-se, arremessando-me contra o ar. Fui apanhado de surpresa mas a pancada não havia sido tão forte, permitindo-me, em pleno ar, rodopiar e ganhar um ponto de equilíbrio. Outra surpresa sucedia-se quando, quase como magia, um dos pedregulhos do desfiladeiro se moveu para as minhas costas, amortecendo o arremesso feito em mim da pior maneira possível: costelas a gritar de dor e algumas lascas de pedras a cravarem-se superficialmente perto da minha espinha. Inerte, e ainda encostado ao pedregulho móvel, agarrei-me fortemente ao que me amparara a queda, rezando fortemente para que esta não me fizesse cair daquela altura tão grande. Como esperado, a pedra moveu-se abruptamente, fazendo-me perder o equilíbrio e obrigando-me a encarar a vertiginosa altura. Acabei por espalhar chakra pelo corpo e, quando encontrei-me com o chão, desfiz-me numa poça de água. A dor da queda permaneceu, mas pelo menos consegui manter os ossos intactos. A poça de água formulou-se outra vez no belo adulto que eu era e ouvi gargalhadas ao longo do desfiladeiro.
- É agora que perdes, homem da água! - Só pela alcunha já reconheci quem era o autor, não precisando de distinguir a sua voz vibrante - Estás em minha casa, agora. Perdeste!
Bela casa que ele tinha, cheia de pedregulhos, terra, areia, lama e por aí fora. Devia ser divertido descobrir onde ele fazia as necessidades… Mas em que porcaria eu estava a pensar? Encurralado num desfiladeiro e, agora que reparei, todo o chão a meu redor encontrava-se inundado de selos, aqueles que criavam pilares de terra e me atrapalhavam. Custou-me a admitir, mas a casa era mesmo dele…
- Doton: Golem no Jutsu! - O que ele ia mandar agora?
Atrás de um aglomerado de pedras apareceu um assombrosamente grande vulto. Os seus passos causavam pequenos sismos e a sua forma, algo macabra, eriçava-me os pelos de tal forma que eu já sabia a complicação que daí vinha. Vi então a sua forma: uma enorme pedra a que foram adicionados braços e pernas, resultando num humanoide deveras estranho, mas ao mesmo tempo forte.
O “golem”, nos seus passos sísmicos, avançou em minha direção, afastando os pedregulhos do desfiladeiro com o seu vasto tamanho. Por momentos, pensei em ataca-lo, mas só a ver um dos seus braços a triturar um par de pedras ao seu lado com um dedilhar me fez arrepender da decisão. A sua pata, grande pata, elevou-se no ar para me esmagar, fazendo-me atirar para um dos lados para esquivar-me da estrondosa colisão que fez com o solo. Assustado, afastei-me o máximo que podia, levando a que o “golem” me seguisse, qual predador a cheirar a sua presa.
Cessei a fuga, consciente que só a esquivar não ia ganhar o duelo, e focalizei chakra, reunindo já alguns selos. Fui, contudo, interrompido por outro selo, que regurgitou um pilar de terra. De novo fui impulsionado para o ar, onde o monstro rochoso se aproveitou para esbofetear o meu corpo, direcionando-me contra o solo. Só faltou o pedregulho, que movido pelo Arami se colocou na interseção, amparando-me a queda com mais lascas a cravarem-se nas costas. Quase inconsciente, não tive as forças para evitar a queda, espatifando-me contra o solo. O mundo começou a ficar negro e pequenas tonturas juntaram-se às incontroláveis dores nas costas e o abundante sangue delas a fugir…
- Pai! - Um grito infantil clareou-me a visão - Pai, Pai! - O que se passava? Sekima? - Pai! Levanta-te, pai! - Era a voz de Sekima! Esquecera-me totalmente dela quando me concentrara tanto na luta. Não sabia se ela estava bem e temi que estivesse a pedir ajuda - Levanta-te, pai! Levanta-te, não deixes o mau da pedra ganhar!
Pisquei com os olhos, certificando-me que as tonturas se encontravam mais ténues e a escuridão que já não me assolava tanto. Palmeei as minhas costas, encontrando cada uma das lascas e retirando-as a todas, jorrando mais sangue, consciente que seria o último a derramar-se.
Ergui-me, ainda cambaleando e com a cabeça a latejar, fitando o assustador “golem” que parecia devolver o olhar. Ficara quieto no meu breve momento de fraqueza, e agradeci por não ter-se lembrado de esmagar-me; agora iria devolver-lhe o favor.
- Hijutsu: Kirisame! - Gritei enquanto elevava um dos braços, descarregando todo o chakra aglomerado para a atmosfera a meu redor.
Em segundos, o desfiladeiro foi invadido por uma forte chuva e névoa algo densa, que se espalharam até cobrirem toda a área rochosa. Com esta dádiva, os selos espalhados pelo solo perdiam a sua utilidade, além de Arami já não poder usar grande parte dos seus Ninjutsus.
Não conseguia ver nada à minha frente graças ao nevoeiro e ao empilhamento das rochas, mas também não precisava de o fazer. Iria inundar aquilo tudo de vez!
- Suiton: Dai Bakusui Shoha!
Chafarizes de água emergiram aos meus pés, elevando-me em altura e jorrando água em sua frente. Em rápidos segundos, encontrei-me a guiar um par de ondas gigantes, que inundaram o desfiladeiro em curto tempo e o transformaram num vasto lago. O “golem” nem foi capaz de oferecer resistência ao poder das ondas, sucumbindo de imediato numa pilha de rochas.
- Doton: Chidōkaku! - A voz grossa dele voltou a pronunciar-se, certificando-me que as ondas ainda não o haviam atingido e que eu não sabia a sua localização exata.
Nada aconteceu e soltei uma gargalhada suficientemente audível para ele a ouvir. A minha chuva corroía-lhe o chakra, e o Doton que ele tentara usar exigia espalhar chakra no solo! Idiota!
Mantinha-me de pé sobre a superfície da água, esperando por algum sinal. Nada surgia e pensei que Arami já tivesse desistido. Era o que deveria fazer… Chuva que corroía chakra, a névoa a impedir-lhe de brincar com o desfiladeiro corretamente e uma inesgotável fonte de água da qual eu me poderia usufruir… Até hoje não conheci ninguém capaz de me derrotar após estes três fatores!
- Homem da água! - A sua voz… Olhei para cima por reflexo, vendo-o a descer velozmente e com a espada em riste - Não vou desistir facilmente!
Sorri-lhe e vi-lhe no olhar, por escassos momentos, que ele não entendera o meu sorriso. O seu ataque falhou redondamente e o corpo entrava agora no frio da água do meu lago, tal corpo que acabou por emergir à superfície, a boiar inconsciente.
Para quem não entendeu: Eu havia usado o Suiton Genjutsu: Mizu Genkaku aquando a criação das ondas gigantes de água. Não tinha a certeza do que aconteceu entre o Arami e as minhas criações, mas a aparição da ilusão foi confirmou as minhas suspeitas de que havia ingerido água. Depois aparecemos num vasto mar onde me diverti um pouco, o suficiente até a sua mente causar o desgaste.
Deixei-me cair sobre a água, também exausto. O meu adversário inconsciente e o duelo ganho. Podia entrar na Akatsuki, mal ele acordasse claro, e iria festejar à noite com a minha pequena Sekima… Sekima! Onde é que ela estava?
Tentei levantar-me, com a intenção de procura-la, mas os pés falharam-me e cai de face contra a água. Não me conseguia mexer e a água pareceu modificar-se, como se me fosse a abraçar…

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MensagemAssunto: Re: Exame Akatsuki - Katsu Imagawa   Qui 24 Jan 2013 - 22:21

Depois de ler esse pequeno texto de meras 4000 palavras (cansei maluco), aqui está:

Avaliação de Katsu Emogawa (O homem d'água):

Habilitações Ninjas:

Ninjutsu: 63 + 1,5 = 64,5
Taijutsu: 20,75 + 0,25 = 21
Kenjutsu: 37,25 + 0,5 = 37,75
Genjutsu: 31,5 + 0,75 = 32,25
Selos: 36,25 + 0,75 = 37

Trabalho de Equipa: 12

Habilitações Corporais:

Força: 17,75
Agilidade: 33,25 + 0,25 = 33,5
Controlo de Chakra: 66,5 + 1,5 = 68
Raciocínio: 16,25 + 0,25 = 16,5
Constituição: 34,75 + 1,25 = 36


Avaliação: 7/7

Total de Habilitações: 369,5 + 7 = 376,5

Comentários:

Uma luta bem bem bem bem grande, caramba cheguei a ficar com vertigem de tantas palavras. Na minha avaliação chegou a ficar com 8 pontos, mas tive que tirar 1 para ficar dentro dos parâmetros da avaliação.
Explica-me uma coisa, quando foi que o Emogawa ganhou uma filha? Eu perdi alguma coisa pelo caminho?
Não tenho muito o que comentar e quero ver o próximo que você disse que vai ser em filler. OK

Spoiler:
 
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Tio Tsu

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MensagemAssunto: Re: Exame Akatsuki - Katsu Imagawa   Qui 24 Jan 2013 - 23:58

Não, não ganho pontos.

Wait, como assim não tens nada a comentar? É um exame e és da Staff, tens de formular alguma opinião e dizer se passo o exame ou não xd. A cena da filha, bem...

Formula lá aí uma opinião sobre o exame e diz se concordas ou não com a minha aprovação ^^
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MensagemAssunto: Re: Exame Akatsuki - Katsu Imagawa   Sex 25 Jan 2013 - 0:15

Para mim teria que esperar o resto da historia para comentar se está dentro da Akatsuki, por isso não comentei nada xd.

Você tem já os requisitos para entrar, sinceramente não vejo o porque de não aceitar a sua integração a Akatsuki, até acho bem o estilo de seu char Katsu, pois combina com ele a Akatsuki. Um char bem egocêntrico, que acha que não precisa de ninguém para sobreviver, de repente dentro dela ache um motivo a mais para lutar.

Por mim está dentro Wink
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Tio Tsu

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MensagemAssunto: Re: Exame Akatsuki - Katsu Imagawa   Qui 31 Jan 2013 - 17:51

Segue-se a mesma cena como na Criação de Linhagens e afins. Quero seguir com a minha história e não estou com disposição de esperar muito tempo. No meu próximo Filler, não deve tardar muito, já vou dizer que o Katsu é Akatsuki... (Pelo menos é o que gostaria de fazer)...

Podiam, por favor, ler e comentar isto, dizendo a vossa opinião querida Staff?
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Bruno Moraes

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MensagemAssunto: Re: Exame Akatsuki - Katsu Imagawa   Sab 2 Fev 2013 - 18:30

Ninguém mais comenta sobre o Exame, pois se passar esse final de semana e ninguém mais comentar, vou dar como aprovado a entrada do Katsu na Akatsuki
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Bruno Moraes

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MensagemAssunto: Re: Exame Akatsuki - Katsu Imagawa   Seg 4 Fev 2013 - 20:57

Com ninguém mais comentou.

Citação :
Venho para oficializar a entrada de Katsu Imagawa na Akatsuki.


Parabéns Tsu Very Happy , agora tenho um objetivo de longo prazo no Fórum, Te caçar Twisted Evil

Espero que se divirta bastante com sua nova Jornada. Quero saber também como é que vai ficar o Katsu como o mais novo Papai do Fórum
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MensagemAssunto: Re: Exame Akatsuki - Katsu Imagawa   

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Exame Akatsuki - Katsu Imagawa
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