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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 Filler 06 - A descoberta da tempestade

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Kylo Soldier

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MensagemAssunto: Filler 06 - A descoberta da tempestade   Seg 20 Jan 2014 - 22:46

 Kiyo acordou cedo aquela manhã, mas permaneceu ditado em sua cama com os olhos fechados. Imaginara que tudo que passou até ali fosse um sonho. Ter encontrado seu pai, estar vivendo na vila de seu clã, namorar Kaori e morar na mesma casa que ela. Achou que tudo não passasse de sua fértil imaginação, mas foi quando abriu os olhos e notou que estava deitado na cama de casal do seu quarto no vilarejo do clã, que ele realmente percebeu que tudo aquilo era verdade, e que sua nova vida estava prestes a começar.

Alguém bateu na porta do quarto, a princípio o gennin apenas ignorou o barulho, tentou recobrar o sono, mas novamente uma batida. Por alguns instantes a batida parou, mas logo voltou e cada vez mais forte, dando a impressão que derrubariam a porta caso o rapaz não levantasse e fosse destranca-la de imediato. Para a infelicidade do ruivo, ele teve que levantar-se, estava vestido apenas com uma cueca e desejou que quem estivesse a bater na porta desistisse de incomoda-lo quando visse ele daquela forma. Kiyo parou um instante diante da porta esperando que as batidas não voltassem e que ele pudesse deitar-se novamente, mas não foi o que aconteceu.

- Vamos, abra esta porta, sei que está acordado, ouvi seus passos. – era uma voz feminina, sexy e calma, com toda certeza não era a de Kaori, ele sabia, mas ficou tentado a descobrir quem era e assim acabou por abrir a porta.

- Quem me incomoda a essa hora da manhã? – perguntou o rapaz enquanto abria a porta para ver quem estava lá.

Kiyoto arregalou seus olhos ao notar a bela loira em sua frente, com um corpo escultural, seios fartos e olhos verdes. Ela tinha um olhar serio para o jovem, mas que se desfez ao notar que o ruivo encontrava-se apenas de cueca. Por alguns instantes o silencio permaneceu no recinto, nada foi dito por nenhum dos dois, até que Kiyo vez uma cara de quem diz: “Então o que você quer?”. A rapariga balançou a cabeça e voltou a atenção aos olhos do jovem.

- Sou Murakami Rukia, sou uma das responsáveis pela divisão de treino do vilarejo. – respondeu a loira. – Shingaku-sama solicitou a sua presença e a de sua namorada, ele quer que tomem o café da manhã com ele. Compareçam ao prédio principal no topo da montanha, em vinte minutos.

- Certo, irei acorda-la e logo estaremos lá. Obrigada por informar. – disse Kiyo tentando parecer o mais compreensivo possível, afinal tinha vontade apenas de ficar dormindo.

- Estaremos esperando. E lembrem-se de trancar a porta, só por que somos todos um clã não significa que não existem males aqui. – disse Rukia, indo em direção a porta.

O ruivo ficou parado alguns instantes pensando sobre o que a loira acabara de dizer, insinuando que haviam pessoas más e que poderiam machuca-los se não se cuidassem, mas logo recobrou a consciência de que tinha que se arrumar e acordar Kaori para irem ao encontro do líder do clã. Devia ser algo importante para ele ter chamado os dois tão cedo para conversarem.

O jovem atravessou o corredor a passos curtos, esticou-se um pouco para fazer seu corpo despertar. Parou em frente a porta do quarto de sua namorada e bateu na porta, pareceu nada adiantar, foi então que tentou girar a maçaneta e para sua sorte estava aberta. Quando entrou no quarto pode notar a garota deitada na cama, vestida com um pijama que era composto por um short e uma blusa de mangas cumpridas. A Yamada estava deitada de lado na cama, abraçada com o travesseiro, Kiyo por um instante imaginou que ela tivesse dormindo daquela forma pensando nele, ou talvez não, fosse apenas um habito. A vendo daquela forma ele não desejou acorda-la, parecia um belo anjo adormecido, com seus cabelos castanhos caídos sobre as cobertas da cama e sobre o travesseiro que recostava a cabeça, ele realmente não queria acorda-la, na verdade queria deitar ao seu lado e ficar ali com ela pelo resto do dia, mas não podia desobedecer o líder de seu clã, pelo menos não logo no primeiro dia em que estava ali. O rapaz sentou-se na cama ao lado da jovem, acariciou seu rosto de leve e um sorriso abriu em seu rosto, ela tão linda como sempre.

- Princesa, está na hora de acordar já. Temos que ir tomar café com o Shingaku. – disse o ruivo, cutucou a garota na costela na tentativa de acorda-la.

- Mais cinco minutos. – murmurou Kaori após um longo bocejo.

- Não temos esse tempo, temos que estar lá em quinze. – explicou o rapaz, mesmo achando inútil dar tais informações já que ela ainda estava praticamente dormindo.

Em um salto a garota levantou da cama, assustada, tinha percebido que Kiyo estava no seu quarto, e depois que o viu realmente ficou ainda mais confusa e com vergonha, o jovem encontrava-se apenas de cueca em seu quarto, sentado em sua cama. Por um instante ela tentou puxar algo da memória, tentando se lembrar de coisas da noite passada, mas não lembrava de ter dormido junto ao namorado, e nem de que ele fora dormir apenas de cueca.

- Acalme-se, eu acabei de vir aqui te acordar, não dormi aqui. E desculpa por estar assim, nem pensei nisso quando vim te acordar, mas enfim, arrume-se temos que estar no prédio principal em quatorze minutos. – explicou o gennin retirando-se do quarto, mas antes de sair selando os lábios de sua amada com um beijo de Bom Dia.

Alguns minutos depois os dois já estavam prontos, vestindo suas habituais roupas e não tinham esquecido de seus equipamentos, para caso algo acontecesse. Encontraram-se na sala de estar, Kaori ainda um pouco envergonhada, Kiyo rindo devido a situação de mais cedo. Ele a beijou novamente, mas por incrível que parecesse ela não corou, apenas retribuiu o gesto.

- Vamos indo. – disse o ruivo estendendo a mão para que Kaori a segurasse.

Os dois saíram da casa às pressas haviam demorado um pouco para arrumarem-se, de acordo com o relógio na parede da casa eles tinham mais dois minutos para comparecer ao local sem estarem atrasados. Saltaram as escadarias em direção a construção no topo da montanha, fora um pouco difícil a subida já que os degraus estavam cobertos por neve.

Mas como estava tão quente dentro de casa?”, pensou Kiyo, questionando o fato de sua casa estar tão quente e o lado de fora estar nevando e fazendo muito frio.

Chegaram ao prédio o mais rápido que puderam. Entraram pela porta principal e lá estava o líder do clã, sentado a ponta de um cumprida mesa de madeira que fora coberta por um pano de cor escarlate, vasta comida sobre a mesa, tinha de tudo. Bolos, frutas, sucos, pão e outros alimentos. Haviam cinco pessoas sentadas a mesa, sem contar Shingaku. Um deles era Yukio, pai de Kiyoto. Rukia, a loira que acordara o rapaz mais cedo, também estava lá, e haviam outras pessoas as quais o jovem nunca tinha visto. Shingaku fez um gesto com a mão para que os dois recém chegados sentassem nos lugares que restavam, que eram bem ao lado do samurai de longos cabelos negros.

A manhã avançou rapidamente, Shingaku explicara que naquele dia não haveria treino, iriam apenas conversar. Quando todos deram-se por satisfeitos o samurai pediu para que se retirassem, mas que Kiyoto e Kaori permanecessem.

- Bem, agora que todos se foram podemos falar mais sobre o clã e todo o nosso propósito. – iniciou Shingaku, endireitou-se na cadeira e apoiou os cotovelos sobre a mesa. – Garoto quero que entenda uma coisa, nós somos filhos da tempestade, nós temos em nosso sangue o poder de dominar a tempestade em sua pura forma.

- Quer dizer que a nossa linhagem é a tempestade? – perguntou o ruivo, um pouco confuso.

- Sim, você tem no seu sangue a capacidade de dominar o elemento a qual chamamos de Ranton no mundo shinobi. – explicou o homem.

- Mas como podem fazer isso desde que nascem? – questionou Kaori.

- A muito tempo minha jovem, cinco grandes guerreiros desafiaram o Deus do mar e das tempestade, Susanoo. Eles foram colocados em desafios para provarem seus valores, aqueles que sobrevivessem teriam um presente do Deus. Quando um único deles restou de pé ele ganhou a imortalidade e um dos poderes de Susanoo, o controle sobre a tempestade. – o olhar do guerreiro estava distante dali, as palavras saiam de sua boca como se a cada silaba uma imagem de todo esse acontecimento passasse em sua mente. Ele recostou-se na cadeira, apoiou os braços nos da cadeira e ficou a imaginar.

- Esse guerreiro é você. – afirmou Kiyo. – Ontem mesmo disse que construiu esse templo, sendo que ele foi construído a mil e seiscentos anos.

Kaori deu uma cotovelada em Kiyo para alerta-lo que o assunto parecia delicado para o homem, mas o jovem apenas ignorou. Shingaku havia dito que explicaria tudo então o ruivo não estava fazendo nada mais do que tentar tirar suas dúvidas e impor seus pensamentos.

“Ele é imortal, é poderoso, por que ele está tão triste?”, questionava o rapaz em seus íntimos pensamentos, tentando descobrir por sua própria conta o porquê de um homem tão poderoso se remoeria por fatos que ele não tinha culpa, afinal qual era a sua culpa em ser o mais forte dos guerreiros e ter sobrevivido aos desafios de Susanoo. O seu prêmio era mais do que merecido, enfrentar os desafios de uma divindade e sair vivo, não era tarefa para qualquer homem.

O homem voltou a sua posição anterior, apoiando os cotovelos sobre a mesa mantendo a cabeça sobre as mãos entrelaçadas. Kiyoto estava prestes a descobrir o motivo de tanta tristeza e agonia, algo que talvez o fizesse mudar de ideia sobre o merecido prêmio do líder de seu clã. Algo que talvez revoltaria o nobre coração do rapaz.

- Eu sou ele, mas talvez não merecesse ser. – disse Shingaku.

- Mas você sobreviveu aos desafios, qual a sua culpa de os outros não serem fortes o bastante? – questionava Kiyo.

- Porque além de mim havia mais um que era forte. – explicou o homem, deixando mais perguntas na cabeça do jovem.

- Mas então por que você ganhou? – perguntou o ruivo.

A pergunta fez os olhos do samurai ficarem mais distantes, seus lábios contraírem, ele franziu a testa, abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu de sua boca, apenas o silêncio. A expressão de terror em sua face mostrou que mesmo um homem imortal tinha uma fraqueza, talvez não fosse física, mas mental.

Continua...
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Bruno Moraes

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MensagemAssunto: Re: Filler 06 - A descoberta da tempestade   Qua 22 Jan 2014 - 17:22

Um bom filler mostrando que tem um grande mistério por de trás do grande Mestre. Estou aqui a me perguntar qual foi o acontecimento que o fez virar Imortal.
Também digo que o Kiyo é bem safado também, pois até parece que não percebeu que estava apenas de cueca quando foi falar com a namorada, acho mesmo que ele gostaria de saber a reação dela para talvez ter uma grande manhã xd 

Força na Historia irmão  
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Tio Tsu

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MensagemAssunto: Re: Filler 06 - A descoberta da tempestade   Qui 23 Jan 2014 - 15:16

Concordo com o Bruno, o Kyo sabia bem que estava de cueca e o que estava ao fazer ao deitar-se em tal estado com a namorada também quase nua. É, o escritor não é um anjinho, ele sabe o que faz xd.

Acho que o Samurai imortal é capaz de ter feito algo que agora se arrepende muito. Havia alguém mais forte que ele e então matou-o, traiu-o ou enganou-o, entre muitas outras hipóteses. Criaste o suspense perfeito, portanto continua!
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Filler 06 - A descoberta da tempestade
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