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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 [Bingo Book - Rank S] Carmen Sandiego

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Shibiusa

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MensagemAssunto: [Bingo Book - Rank S] Carmen Sandiego   Sex 6 Jun 2014 - 1:57

Missão de captura de Carmen Sandiego:
Ficha de Carmen Sandiego:
 
Ninjas inscritos:
- Brian Borges
- Ayame Midori
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Shibiusa

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MensagemAssunto: Re: [Bingo Book - Rank S] Carmen Sandiego   Sab 21 Jun 2014 - 22:31

Citação :
Umas semanas antes dos acontecimentos actuais
Ayame estava a limpar a louça do pequeno-almoço quando alguém bateu à porta de casa. Os seus pais já estariam a trabalhar, a irmã mais nova na academia, Kazuma estaria também ocupado. Ela não esperava ninguém e contava até ter um dia sossegado para ir treinar sozinha, sem a supervisão de Hikaru. Primeiro dia de folga em algum tempo; tinha que aproveitar.

Abriu a porta e riu-se com o próprio pensamento que aqueles óculos verdes não enganariam ninguém.
- Que foi? Tenho alguma coisa na minha cara? – perguntou Brian de imediato, não entendendo o porquê do riso dela.

- Nada, nada. Estava aqui a pensar para mim mesma – confessou ela, ainda com um sorriso. – Bom dia, já agora. Entra, entra.

Brian cumprimentou-a e seguiu-a até à cozinha, fechando a porta atrás de si.
- Posso oferecer-te alguma coisa? – perguntou a kunoichi. – Fiquei eu responsável por limpar a louça do pequeno-almoço hoje, por isso desculpa lá a confusão que aqui está.

-Não, obrigado. Na verdade, é bom que esteja sozinha em casa, tenho algo em particular para falar com você! _ diz o Borges, ainda mantendo sua postura rotineira.

Ela pousou o prato que tinha na mão e pegou na caneca mais próxima.
- Huh? Diz lá o que se passa.

-Bem, eu serei direto, eu estou indo agora caçar uma criminosa de rank S. Ela é conhecida como a mestra das fugas e até hoje ninguém conseguiu captura-la. Porém, eu percebi que ela tem uma fraqueza, mas para explorar isto eu precisarei de sua ajuda, Ayame! _ diz o Borges, enquanto alinha seu óculos com a mão direita.

Ela olhou para ele. Mais um convite para uma missão e, para não variar, ela seria a pessoa perfeita para isso de acordo com a visão do Brian.
- Então, e porquê? – perguntou ela. – Não é que esteja a recusar. É o meu trabalho, no fundo. Apenas quero entender.

-Bem... A ladra é conhecida por ser muito bonita e extremamente atraente. Então, alguém assim normalmente tem um ego muito alto, por isto, ela deve ser suscetível a uma futura concorrência. Sendo assim, eu preciso de sua ajuda pois a considero a shinobi mais linda de Konoha e você irá precisar se disfarçar de uma ladra para que ela se sinta ameaçada por você e abra uma brecha para que nós possamos captura-la de uma vez. _ termina o Borges, com um sorriso discreto no rosto.

A konohanin ruborizou até à ponta dos cabelos.
- Eu?... Linda…? Oh… - balbuciou ela, embaraçada. – Se tu dizes… Podemos tentar… Suponho… - ela fez uma pausa para respirar fundo e continuar. - Já tens os dados da missão contigo? Onde é que ela foi vista pela última vez?

-Ela foi vista a última vez no país dos demônios, parece ter roubado uma preciosa tiara feita em ouro e cravejada de diamantes. Porém, isto não vai ajudar muito pois ela não segue um parâmetro, ela rouba um local, às vezes mata os seguranças e depois some sem deixar rastros. Aqui está os dados dela, seu nome é Carmen San Diego! _ disse Brian, enquanto entrega os papéis da foragida nas mãos de Ayame, as quais ele percebe que estão meio trêmulas.

- Complicado… - murmura ela. Ao ler os dados, reparou que a ladra em questão era muito seduzida pelo dinheiro, pela luxúria e não tinha medo de matar ou até de vender o seu próprio corpo para conseguir algo muito bom em troca. Talvez… Um local atravessou-lhe o pensamento. Era um pouco conveniente demais, mas… Não perdia nada em sugerir, não era?
- Há um local não muito longe de Konoha que é bastante conhecido pelo jogo e pelos… Jogos decadentes, se me entendes. Corre o rumor que está um valor muito grande acumulado numa das slot machine de lá e sei que anda muita gente a ir lá por causa disso. Ainda ninguém conseguiu nada, por isso imagina. Será que…?

-Jogos decadentes? Hm... Essa é nova, mas enfim, acho que esta é uma boa ideia, se este prêmio é tão alto quanto diz então tem uma chance considerável dela estar lá e, como este local vive dos jogos, ele seria o subterfúgio perfeito para ela! _termina ele, mesmo sabendo que este local é tão óbvio que poderia ser justamente o que Carmen iria atacar. – Bom, então partiremos imediatamente, ficarei esperando aqui e quando você estiver pronta nós partiremos para este local que você mencionou.

- Hum-hum. É muito perto daqui – explicou ela. - É a vila de Tanzaku. Foi parcialmente destruída há uns anos pelo Orochimaru, segundo o que está na história, mas já foi reconstruída e está com uma reputação igual ou ainda maior. Deixa-me só buscar o meu equipamento e vestir algo mais prático. Desço já.

Ayame subiu ao seu quarto para mudar de roupa e pegou também a sua bolsa de pequenos equipamentos, a sua wakizashi e a sua katana. Desceu e foi à divisão que usavam como armazém para levar consigo alguns produtos que pudessem ser úteis para a missão.

- Pronto, está tudo. Peço desculpa pela demora – disse ela ao entrar na cozinha a apertar a bolsa à cintura. Agarrou na carteira que estava na taça junto da entrada das traseiras e meteu-a também dentro da sua bolsa. – Bem, pode vir a dar jeito, não é? E algo me diz que sim.

Então, para não perder mais tempo, o casal sai de casa e, após direcionarem chakra para as pernas, eles vão executando rápidos e sucessivos shunshins rumo a vila de Tanzaku. O caminho é um pouco longo e tortuoso, sendo necessário que os jovens façam algumas manobras evasivas para desviarem de pedras e também de algumas árvores. Então, após um hora de trajeto eles finalmente chegam até a vila dos apostadores, eles aparentam estar um pouco ofegantes devido a longa travessia, mas basta eles descansarem alguns minutos para poderem recuperar o fôlego.

A vila estava bem animada, com várias pessoas a passear nas ruas, a ver as lojas de recordações e a falarem alegremente. Às vezes, via-se um homem e uma mulher a conversar de forma íntima num canto mais escondido das ruas. As portas dos casinos estavam bem sinalizadas e com uma multidão à sua entrada, algo que não passava despercebido a ninguém. Havia também uma rua sinalizada com uma placa vermelha, onde se passeavam mulheres em kimono e os homens ficavam no exterior.

- Distrito vermelho… - murmurou Ayame, que não se agradava com a vista. Também não ficava satisfeita com as mulheres que seduziam fora desse distrito, mas a sua existência era ainda mais perturbadora.

- Algo de esperar tendo em conta o lugar em que estamos – comentou Brian para tentar acalmá-la ao perceber que a rapariga não estava confortável. – Não iremos para ali, de certeza.

- Tendo em conta a descrição “dela”, começo a perguntar-me se não…
- Não me parece que ela fosse satisfazer-se com isso quando tem algo muito mais chamativo nestas ruas. Há um casino em cada esquina. Só temos que encontrar aquele em concreto.

- Bem, não me parece que isso seja difícil – disse ela, apontando para a frente, para um casino que não se poupara a esforços para publicitar o seu grande jackpot. Uma grande placa luminosa tinha sido colocada ao lado da placa com o nome do casino. – Vamos ver a informação que conseguimos obter antes de decidirmos o que fazer.

Entraram no casino e aquele ambiente não enganaria ninguém. Cheirava a vício, desespero e mulherio. As slot machines de um lado, as mesas de blackjack e de roleta noutro. No fundo, estavam as mesas de póquer e, do outro lado, o bar. Todas as zonas eram muito frequentadas e os homens mais velhos estavam todos acompanhados com uma ou mais mulheres.

Não tardou para encontrarem a mulher que estava descrita no documento da missão. Uma morena com um corpo fenomenal, desde o seu cabelo escuro até às suas pernas esculturais, sempre com um ar muito sedutor, “brincava” com um homem com alguma idade que jogava na roleta. Sentava-se no colo dele, massajava-o, fazia puro flirt. E conseguia sempre o que queria. Por várias vezes, observaram-na a receber uma nota de valor elevado depois de fazer beicinho, desaparecendo logo de seguida junto do bar. Voltava novamente e repetia um processo semelhante para pedir outra coisa, fazendo o homem usar nela todo o dinheiro que tinha para jogar e aquele que ganhava.

Toda a cena irritou Brian, que tinha vontade de parar tudo naquele instante e enfiar-lhe a foice pela garganta. Ainda antes de conseguir dar um passo, Ayame parou-o. Ela sabia exactamente o que lhe tinha passado pela mente.

- Não podes. Sabes que ela irá fugir se deres a entender que estás aqui para a caçar – explicou ela. – Não podemos interpela-la assim. Era demasiado simples tendo em conta que ela é a mestra das fugas.


Última edição por Shibiusa em Sab 21 Jun 2014 - 22:43, editado 1 vez(es)
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Shibiusa

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MensagemAssunto: Re: [Bingo Book - Rank S] Carmen Sandiego   Sab 21 Jun 2014 - 22:33

Contendo seus instintos naturais, Brian respira fundo, pois Ayame tem razão e se ele a atacar agora existe grandes chances dela fugir, sem falar que eles precisam dela viva. -Você tem razão, mas o que nós vamos fazer? _ pergunta o ceifero, enquanto retira suas mãos do cabo da foice.

- Vamos disfarçar e jogar um bocado para não chamar a atenção sobre nós. Já vimos o que ela está a fazer. Depois saímos e voltamos com um plano para a apanhar – recomendou Ayame. – Agora o quê exactamente… Afinal, ela É a mestra das fugas…

- Eu acho que podemos nos passar de verdadeiros apostadores, assim podemos nos esconder melhor na multidão! _ recomenda o sunanin, enquanto alinha seu óculos com a mão direita.

- É essa a ideia. Pelo menos, por agora, até conseguirmos um momento oportuno para sair daqui sem chamar a atenção dela. Entretanto… É bom que tenhas trazido dinheiro contigo – e riu-se, ao puxar da sua carteira e agitá-la em frente do amigo.

Diante da jovem e de sua bolsa, Brian continua sério e diz:
-Isto não será o suficiente!
Logo depois se afasta de Ayame para ir até o local que troca dinheiro por fichas. Então, o rapaz retira do bolso um papel bem elaborado, como se fosse uma espécie de documento, ele escreve alguns números nele assim como seu nome e entrega a moça, que ao ver o sobrenome do rapaz e o selo da família dele fica um pouco surpresa. - Por favor, dez mil em fichas! _ diz o rapaz ao entregar o documento de autenticação, que permite que a atendente possa depois pegar o dinheiro diretamente de algum grande banco ligado a Sunagakure. Ao pegar as fichas, que dão um total de cem, Brian volta até Ayame, que se mostra um pouco surpresa. - Num local como este, cujo prêmio é em alto valor, apostas pequenas provavelmente não serão aceitas! _ diz Brian de forma casual, como se o que tivesse feito não fosse nada demais. - Além do mais, não quero que gaste seu dinheiro com isto, tem algo melhor em mente para ele!

- Tipo o quê? – questionou ela. – Claramente não tenho dinheiro para uma mesa dessas. Slot machines talvez, mas isso…

Ele olhou para ela por uns momentos. Foi então que arranjou os óculos, algo que Ayame interpretou como se ele tivesse acabado de ter uma ideia, e disse:

- Anda aqui comigo.
Saíram do casino e Ayame seguiu-o até uma zona mais escondida.

- Ayame, precisamos chamar a atenção da Carmen e isto irá requerer que nós saiamos da nossa zona de conforto!

- Hum-hum, certo, concordo. Mas que tens em mente? Duvido que só tenhas chegado a essa conclusão.

- Eu e você seremos dois grandes apostadores! Eu irei trocar meu visual e irei me passar por um burguês galante e irei apostar alto, enquanto você irá vestir uma roupa mais... Chamativa e também precisas agir com mais ousadia. Portanto, quero que pegue este dinheiro e compre roupas mais adequadas, me encontre aqui neste local em meia hora! _ diz o Borges, enquanto entrega nas mãos da jovem mil ryos.

Ele saiu do local antes que ela reagisse, muito possivelmente a prever a reacção dela, que acabou a ter que se resignar. Ambos tinham trabalho a fazer e, felizmente, estavam no sítio certo para colocar aquele plano em prática. Não faltavam lojas a transbordar de luxúria por ali.

Já passavam quase cinco minutos da hora marcada quando Ayame conseguiu voltar ao local combinado. Demorara a conseguir montar um visual com as dicas que Brian lhe dera e tendo em conta o que teriam que fazer. Um vestido comprido vermelho, justo e decotado, era tudo menos o estilo dela, por isso parecia ser apropriado. Acabara por se demorar a tentar colocar alguma maquilhagem simples e a fazer um penteado diferente e com um toque de sensualidade.

- Demorou um pouco, Ayame! Mas, devo admitir que você está incrivelmente linda. _ diz o jounin, que havia usado seu dinheiro para mudar um pouco o visual, sua jaqueta agora é vermelha, esta usando luvas de couro na mãos (sem a parte que cobre os dedos indicadores), uma camisa polo de cor preta em baixo, uma calça jeans de cor negra presa por um cinto que contém uma fivela de prata e também está sem seus clássicos óculos. Porém, talvez o seu fator mais notável seja seu cabelo, que agora está totalmente branco, mas não porque está pintado e sim porque Brian fez uso do seu hijutsu apenas para mudar a sua coloração.

- Oh, obrigada… E eu nem te reconheceria – admitiu ela, espantada. – Estás completamente diferente! Mas suponho que era esse o objectivo.

- Situações inesperadas requerem medidas inesperadas! Agora, vamos estabelecer o plano, você vai jogar na mesma que eu e vai ter apenas alguns ryos em fichas, pois vão achar que você é um alvo fácil. Eu irei eliminando os outros jogadores e no fim você irá ganhar, assim irá chamar a atenção da Carmen para você! Porém... Tem algo que preciso perguntar, você sabe jogar poker? _ pergunta o sunanin, que havia esquecido deste detalhe crucial.

- O suficiente para não te deixar mal, suponho – disse ela, ao pensar no desempenho dela enquanto jogadora. Perante o olhar incrédulo de Brian, ela explicou: - Noites de jogatana com a família, ora. Aquilo consegue ficar bastante animado aos sábados, principalmente quando… - calou-se ao perceber que aquilo era irrelevante para a missão e iria aborrecê-lo com isso. – Bem, sei algumas coisas, pronto. Vamos entrar?

- Sim vamos entrar, eu irei na frente e escolherei a mesa e você vem depois! _ diz o Borges, para depois adentrar no cassino juntamente com Ayame, fato que chama uma certa atenção das pessoas do local, devido ao novo visual deles.

Ayame aproximou-se do balcão para trocar algum dinheiro em fichas. Era tão pouco que o empregado fez cara de caso, mas nada disse. Tendo em conta a pouca quantidade de fichas que aquilo dera, o mais certo era ela ser simplesmente arrumada em pouco tempo. Fez o que lhe competia e manteve a sua opinião para ele mesmo.

Enquanto isso, Brian analisava a sala e as diferentes mesas, tentando analisar não só os participantes, como o seu comportamento. O seu comportamento poderia indiciar que estava a tentar fazer batota, algum tique nervoso, se estava a jogar a sério ou simplesmente a jogar por vício. Numa das mesas mais próximas, estavam 6 pessoas, duas delas claramente nervosas, dois homens ricos que apostavam o que lhes apetecia, um homem de óculos que tentava controlar as suas emoções para não se descair e uma mulher que parecia mais interessada em beber que em jogar. Apesar da mesa até parecer conveniente, eram demasiados participantes. Numa outra mesa, estavam 3 pessoas. Um dos homens tentava não mostrar o que sentia com cada jogada, mas uma observação atenta revelava um tique nervoso. Sempre que ele ficava impaciente, o seu pé agitava-se um pouco até ele se aperceber e parar. A única mulher presente parecia um pouco indiferente ao que se passava, apostando sempre muito pouco. Estaria lá apenas a passar tempo. O outro homem também apresentava alguns sinais de nervosismo, tentando disfarçar com o charuto que fumava lentamente. Satisfeito com o que vira, Brian aproximou-se dessa mesma mesa e sentou-se, procurando Ayame discretamente para verificar se ela o via.

Ela não tardou a sentar-se na mesma mesa, pousando as suas fichas, e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha. Sabia que era uma forma de chamar a atenção para si mesma, coisa que resultaria muito bem tendo em conta como ela estava vestida.
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MensagemAssunto: Re: [Bingo Book - Rank S] Carmen Sandiego   Sab 21 Jun 2014 - 22:34

- Vamos ver se hoje estou com sorte, nove mil na mesa, dealer (o homem que distribui as cartas)! _ diz Brian com um sorriso sarcástico no rosto, enquanto coloca sua fichas sobre a mesa.

Ayame colocou algumas das suas fichas sobre a mesa, tendo o cuidado de as repartir bem. Ainda assim, a quantidade era realmente pouca e era inevitável alguns olhares, inclusive alguns de escárnio. E sabia exactamente como os parar.

- Uma mulher bonita não deve arriscar muito sem apalpar terreno primeiro, não é? – comentou ela, piscando o olho. A sedução era um golpe baixo, mas era o que eles precisavam naquele momento. Os olhares pararam de imediato e ela sorriu de satisfação.

- Muito bem senhores, as fichas estão na mesa então irei começar, vamos iniciar a nova rodada em sentido horário começando pelo cavalheiro que acabou de chegar! _ disse o Dealer se referindo a Brian, para depois dar para cada jogador na mesa duas cartas, deixando Brian com um par de oito, naipe preto, uma mão boa o suficiente para começar.

Ayame recebeu as suas cartas e olhou para elas. Uma rainha de copas e um valete de ouros. Ia passar aquela jogada. Não era seguro. Voltou a pousar as cartas.

- Muito bem senhores, as cartas foram entregues e como iremos começar pelo cavalheiro de vermelho, ele pode começar apostando! _ fala o Dealer.

- Aposto mil ryos! _ diz o ceifeiro, mantendo um sorriso cínico no rosto.

- Eu passo... _ diz o senhor de óculos, que joga as cartas na mesa.

- Eu pago! _ diz o segundo apostador, colocando o mesmo valor em fichas que o Brian colocou.

- Eu também pago! _ diz a moça que também está na mesa.

- Apostas na mesa! _ diz o Dealer, que agora coloca três cartes comunitárias sobre a mesa viradas para cima, um nove de espadas (naipe preto), um dez de espadas (naipe preto) e uma rainha de copas (naipe vermelho).

- Eu aumento a aposta em mais mil ryos! _ diz o ceifeiro, enquanto coloca mais algumas fichas no seu bolão.

- Eu cubro a aposta! _ diz o apostador que remanesceu no jogo.

- Eu também cubro a aposta! _ diz a terceira apostadora, que agora parece ter poucas fichas.

Ao ver as novas apostas, o Dealer coloca mais uma carta comunitária na mesa, que se trata de um valete de espadas (naipe preto). Diante da nova carta, Brian mantém sua postura fria e calma, não demonstrando qualquer reação aparente, seja feliz ou triste.

- Aumento em mais 500 ryos! _ diz o Borges, colocando mais fichas em sua aposta.

- Eu cubro a aposta! _ diz o segundo apostador, enquanto da mais uma tragada do seu charuto.

- Eu aposto tudo! _ diz a “dama”, que agora aposta todos os ryos que lhe restam, que são aproximadamente mais 2250.

- Eu cubro a sua aposta, minha lady! _ responde Brian, enquanto pisca o olho direito para a apostadora que diante do ato fica um pouco vermelha.

- Eu passo... _ diz o outro apostador, que joga suas cartas na mesa e para por ali, visto que não teria como cobrir a aposta feita por sua concorrente.

Assim, o Dealer coloca a última carta comunitária na mesa, que é uma rainha de paus (naipe preto).

- Apostadores, cartas na mesa por favor! _ fala o Dealer com cordialidade.

- Aqui está! _ diz a moça, revelando que em sua mão ela tem uma rainha de paus e uma rainha de espadas.

- Temos uma quadra (combinação de 4 cartas iguais, visto que tem 4 rainhas na mesa)! Mostre suas cartas agora, senhor. _ requisita o Dealer, se referindo a Brian.

Então, Brian mostra suas cartas, que são dois oito de espadas (naipe preto). Ao verem as cartas deles, todos na mesa ficam boquiabertos, pois Brian acabou de fazer a segunda jogada mais alta que se pode ter no poker, que ocorre quando se tem cinco cartas, do mesmo naipe, que formam um sequência, no caso, um oito, um nove, um dez, um valete e uma rainha.

- Straight Flush! O vencedor é o cavalheiro de jaqueta vermelha. _ diz o Dealer, enquanto da a Brian toda a quantia usada nesta rodada.

Frustrada por ter perdido tudo, a moça se retira da mesa de uma forma bem rude, mas não antes de dar um aviso para Ayame.

- É melhor você sair da mesa logo, seu rostinho bonito não te vai ajudar!

- Eu tenho mais que um rostinho bonito, querida! Além do mais, o jogo apenas começou. _ diz Ayame enquanto pisca o olho direito para Brian, esnobando completamente a moça que lhe advertiu.

O jogo continuou para os que ainda continuavam na mesa. Ayame parecia ter virado o jogo para ela, levando a que os participantes fossem abandonando um a um, até que apenas ficou ela e o parceiro na mesa.
Entretanto, as jogadas tinham chamado a atenção de vários presentes na sala. Alguns tinham-se aglomerado à volta da mesa, com o seu copo na mão ou fazendo algum comentário com algum acompanhante. Entre eles, estava o homem baixinho e gordinho, já meio careca, que a “amiga” deles tentara namoriscar. Ayame sorriu de forma discreta, movendo o olhar entre o homem, a mesa e Brian, esperando que o sunanin reparasse nisso.

Notando o sinal de Ayame, Brian presta um pouco de atença na moça ao lado dela e percebe que se trata de Carmen, que finalmente parece ter dado as caras. Sendo assim, já estava na hora de terminar com aquele jogo.

- Admito que jogou bem, gatinha! Porém, parece que a sorte me prevaleceu. _ disse o Borges, para depois revelar as cartas em sua mão, mostrando uma jogada que ocorre quando o jogador consegue juntar cinco cartas de um mesmo naipe, ainda que fora de sequência.

- Flush! Agora mostre as suas cartas, madame. _ diz o Dealer, se referindo a Ayame.

A jovem solta um sorriso sensual, enquanto coloca as cartas na mesa, fazendo um combo em que ela tem três dez (de naipes variados) e dois noves (também de naipes variados).

- Desculpe, querido! Mas, parece que quem ri por último é a pessoa mais rica. _ diz Ayame soltando um pouco de graça.

- Full-House! A vencedora é a senhorita de vermelho. _ diz o Dealer, enquanto entrega todo o bolão acumulado a Ayame.
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MensagemAssunto: Re: [Bingo Book - Rank S] Carmen Sandiego   Sab 21 Jun 2014 - 22:35

Carmen não sabia quem era aquela jovem de vermelho e cabelos castanhos que acabara de ganhar a mesa. No entanto, reparara nos olhares, nos comportamentos. Aos homens à volta, só faltava babarem-se. Enquanto isso, ela era apenas mais uma na multidão que observava o casal que jogava. E aquela morena de olhos verdes conseguira mais que ela honestamente do que ela a seduzir. Dava-lhe prazer seduzir, ainda assim, mas a quantidade de dinheiro era invejável… E todos à volta dela a olhavam como se lhe quisessem dar uma trinca, até mesmo o dealer e o adversário de cabelos brancos. Tudo parara por uma pirralha como ela.

Ia segui-la e descobrir quem ela era. Ia tirar-lhe todo o dinheiro. Ou melhor… Podia usá-la. Podia metê-la a roubar para ela. Afinal, ela tinha corpo para isso e, claramente, jeito. Faria isso até ter extorquido o suficiente e depois livrar-se-ia daquela cara bonita. Ia arruinar-lhe a vida só mesmo para garantir que não havia mais ninguém a roubar-lhe a atenção. Era isso que ia fazer.

Observou aquela rapariga a arrumar todo o dinheiro com calma enquanto a multidão começava a dispersar. Ela sorria inocentemente, como se estivesse a tentar seduzir pela inocência. E funcionara. O adversário de cabelos brancos aproximara-se dela para a ajudar com o dinheiro. As mãos deles tocaram-se por coincidência e nenhum dos dois se afastara. Aquilo estava a ficar interessante. Afinal, a jovem de cabelos castanhos era muito boa a seduzir. Seria óptimo poder usá-la para roubar mais e mais aqueles velhos ricos.

Carmen teve que se afastar para não dar nas vistas, olhando de soslaio para o que se passava. Não iria perdê-los de vista.

O casal conversava alegremente, acabados de conhecer. E ele caíra mesmo na armadilha daquela jovem sedutora. Ela flirtava com ele, com pequenos encontrões e risos infantis, sorrisos arrebatadores e olhares intensos. Ela sabia o que fazia. Era curioso. Apesar de serem tão parecidas e querer usá-la, Carmen só conseguia sentir ódio dela.

Em pouco tempo, a jovem tinha conseguido aquele homem. Conseguia perceber pelos olhares, pela intensidade do momento. Ainda antes de saírem pela porta, ela já tinha colocado os braços à volta dele e ele olhava para ela como se ela fosse a única pessoa da sala. Carmen não conseguiu evitar sentir ciúmes; era isso. Ela era bela e tinha noção disso. E aquela pirralha não seria melhor que ela.

Inevitavelmente, aquela tensão do casal traduziu-se num beijo, suave, um pouco tímido, ainda a apalpar terreno. Mas a jovem parecia querer mais e puxou-o para ela para lhe dar um beijo mais intenso antes de saírem pela porta. Carmen iria segui-los e destruir aquela rapariga que se atrever a seduzir na sua zona.

Ao sair, poucos momentos depois, olhou em volta à procura do casal, em particular da rapariga do vestido vermelho e fartos seios. Já não pareciam estar por ali. Tinham sido rápidos a desaparecer.

Foi então que conseguiu capturar um relance de um vestido vermelho a entrar num pequeno hotel, algo que a surpreendeu. Ela estava a ser mesmo rápida. Então tinha entrado no poker para seduzir e usado as suas técnicas de jogo e de sedução. Espertinha. Mas tinha sido ingénua por não ter averiguado se aquela zona já era de alguém antes de ela chegar.

Saltou para o telhado mais próximo para conseguir olhar pelas janelas à procura deles. Não tardaria muito para entrarem num quarto. As suas expectativas foram cumpridas em pouco tempo e ela colocou-se numa posição discreta, mas com boa visão para a janela.

A rapariga estava finalmente a levar as coisas com calma, a tentar seduzir de forma inocente. Olhava para ele de forma sedutora, por cima do ombro, para o chamar. Ele parecia estar a tentar controlar-se para levar tudo com calma, mas acabou por não resistir. Aproximou-se dela e ela virou-se para ele.

- Onde estiveste toda a minha vida, Ai-chan? – dizia ele, passando a mão no cabelo dela.
Ela ria-se e não respondia, escondendo até a cara com alguma timidez.

Ele agarrou-lhe no braço e, quando se iam novamente beijar, ele arquejou e caiu no chão.
- Ai-chan… Eu sabia…

Carmen surpreendeu-se. Ia aproximar-se para tentar averiguar o que se passara.
O homem estava caído no chão, com uma faca na zona abdominal, a sangrar. A jovem parecia indiferente à situação. Simplesmente se baixou para ele e beijou-o uma última vez antes de tentar sair pela janela.

- Desculpa, “amor”, mas negócios são negócios.

Carmen viu a jovem, intitulada de Ai (amor) por aquele que acabara por matar, mudar de roupa para logo a seguir agarrar no saco que levava consigo, saltar para o telhado e depois para o chão, aterrando junto de um beco de uma zona pouco frequentada. Ela olhou para os lados e, não vendo ninguém por perto, avançou até junto de um descampado. Era aquele o momento ideal para Carmen a interpelar.

- Muito bem, minha querida. Conseguiste surpreender-me.
Ayame virou-se devagarinho. A voz sedutora de Carmen conseguira provocar-lhe arrepios pela espinha.

- Ai sim? Então porquê? – perguntou a konohanin.
Carmen surgiu mesmo à sua frente e segurou-lhe no rosto. Passou um dedo pela cara dela enquanto falava.

- Eu vi o que tu fizeste. Tudo. O golpe do dinheiro, a sedução, até a morte. E parabéns, minha querida. Foi fantástico. Soubeste usar a tua beleza como ninguém.

A morena sensual, classificada como nukenin, rodeou a jovem e continuou;
- Excepto como eu. Mas ninguém é como eu, no fundo. E tu… - a mão dela parou no ombro de Ayame, subindo para o pescoço dela. - Pisaste o risco.

Carmen começou a apertar o pescoço dela com uma única mão, tentando asfixia-la com a sua própria traqueia. Apertou um pouco mais e tudo se desfez em folhas, que se voltaram a aglomerar atrás dela.

- Então eu é que pisei o risco, não é, senhora Carmen Sandiego? Fui eu a cometer crimes, burlas, extorsões. Não fui?

A nukenin virou-se de repente, pronta a escapar. Aquela rapariga sabia o nome dela. Ela sabia quem ela era.
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MensagemAssunto: Re: [Bingo Book - Rank S] Carmen Sandiego   Sab 21 Jun 2014 - 22:37

- Não vai fugir não, querida! _ proclama Ayame, para depois fazer uma rápida sequência de selos enquanto concentra seu chakra para fazer brotar do chão várias raízes trepadeiras (Tsubaki no Shibari), que se enroscam nas pernas da Carmen, a prendendo.

Carmen atrapalhou-se com as trepadeiras, mas aquilo não seria um empecilho para ela. Já escapara de coisas muito maiores. E, afinal, ela era mestra em fugas.
- Achas mesmo que isso me vai parar? A mim? – questionava a nukenin, iniciando alguns selos.

Antes que pudesse terminar os selos, Carmen ouve o som do ar sendo cortado e ao se virar nota que algumas shurikens feitas de areia vindo em sua direção, fato que faz ela desviar de imediato, fazendo as estrelas mortais baterem no chão.

- Não pense que vai ser tão fácil escapar de nós, Carmen! _ diz um indivíduo voando em cima de uma nuvem de areia (Kodona Sasupenshon sabaku).

- Não... Isto não é possível! Você deveria estar... _ grita Carmen, que parece não acreditar no que seus olhos vêem.

- Morto? É, eu sei! _ diz Brian, que concentra seu chakra da areia de sua cabaça e a faz levitar como uma nuvem (Suna Shigure), cobrindo boa parte do solo em baixo dele. Então, Brian concentra seu chakra na areia, fazendo uso de sua manipulação superior sobre este elemento (Suna no zettai-tekina kontororu) enquanto movimenta suas mãos, fazendo a areia no solo começar a se elevar como paredes, criando uma verdadeira arena de trinta metros quadrados ao redor de Ayame e Carmen, um local que só é possível fugir por cima.

Aproveitando o momento, Ayame fez os selos necessários e soltou uma onda de chakra para o solo em redor, fazendo com que surgissem alguns arbustos de heras em vários pontos dentro daquela prisão arenosa. Podia até nem ser necessário, mas poderiam ajudar se Carmen tocasse neles durante a batalha.

- Mas que… - balbuciou Carmen, olhando à sua volta. Estava encurralada.
Brian saltou para o chão, colocando-se em posição.

- Como é possível estares vivo?! Eu vi aquela cabra a matar-te – exclamou a adversária. Seria possível que tivesse caído num plano deles? Estava confusa com o que se tinha passado. Nunca esperara ser apanhada porque tivera ciúmes de outra mulher que agira tal como ela. – Se és amigo dela, isso faz dela tão má quanto eu!

O sunanin desapareceu de repente, no meio de um shunshin, ressurgindo à frente da sedutora criminosa. Sem lhe dar tempo para reagir, aplicou-lhe um murro na bochecha direita, fazendo-a recuar uns metros. Ele olhou para ela com frieza. Mesmo com os óculos a esconderem, era impossível não sentir.

- Vadia! Não rebaixes a Ayame ao teu nível! Eu sabia que ela não ia ter coragem de levar o plano para a frente, por isso obriguei-a!

Após essas palavras, Brian levanta sua jaqueta e mostra o ferimento para a famigerada criminosa, ainda é possível ver o sangue em sua pele, mas a ferida parece está consideravelmente cicatrizada.

- Aquilo tudo foi um jogo, tudo não passou de um plano arquitetado para você ser vítima do próprio orgulho. Porém, eu sabia que a Ayame não iria me esfaquear, por isto eu obriguei ela a fazer isto, controlando a mão dela por meio de um fio de chakra (Marionete cósmica). Então, quando eu disse “Eu sabia”, era porque eu tinha certeza que eu teria que intervir para o plano dar certo, admito que foi bem doloroso, mas era necessário! _ diz Brian, com um sorriso sarcástico no rosto.

- Seu merda... Como ousa bater no meu rosto perfeito? E não me venha com esta história idiota, se o ferimento foi real, porque a ferida está fechada? _ pergunta Carmen, enquanto sua mão cobre seu rosto, para ver se ele ainda está intacto.
- Por causa do nosso beijo, nós sabíamos que este ferimento poderia ser mortal, então eu escondi uma pilula de zoketsugan na minha boca e quando o beijei eu passei para ele! _ disse Ayame, que devido a situação não se mostrou nem um pouco ruborizada.

Carmen estava chocada. Nunca imaginara que alguém tentaria fazer algo semelhante. Eles tinham conseguido virar o feitiço contra o feiticeiro ao usar a sua própria personalidade.
- Espertinhos, uh? Veremos se continuam a sê-lo quando vos destruir.

Ela sabia que a única maneira de escapar à prisão arenosa era derrotar o rapaz de cabelos pretos à sua frente. Não sabia que capacidades tinha ainda a rapariga, mas acreditava que seria possível escapar se simplesmente destruísse o sunanin. A fuga… Essa há muito que dominara.

Ayame, que não sabia ainda que jutsu poderia usar a sua adversária, preparara dois jutsus para conter com o Renzokuma de forma discreta enquanto tudo se desenrolara. Fizera os selos do Renzokuma, reservando algum chakra para ele, para logo de seguida fazer dois conjuntos de selos, contendo os seus respectivos impulsos. Mais valia estar prevenida alguns jutsus na manga.

Não tardou muito para que o primeiro ataque fosse lançado, nascido da raiva da adversária.
- Katon: Haisekishō!

Brian estava a iniciar a manipulação da areia com o seu chakra para formar uma cúpula quando uma barreira de água (Suiton: Suijinheki) se formou à volta dele ainda antes de acabar o seu próprio jutsu. Olhou para trás por um segundo e viu Ayame concentrada a manipular a água dos Sui Nohara para que esta absorvesse a nuvem de cinzas antes de chegar a eles. Iriam ambos terminar a missão em cooperação. Assim concentrou chakra nas pernas para utilizar o shunshin até ela.

- Não precisavas de ter feito isso. Eu protejo-te as costas – disse ela, ainda a olhar pela barreira, que impedira as partículas de cinza de se espalhar e estalar, tendo agora uma boa quantidade deles a boiar na água. Ela tinha previsto a barreira como um dos jutsus necessários e preparara-o atempadamente com o Renzokuma.

- Não preciso é de me preocupar com as minhas laterais porque estarás ao meu lado e não atrás de mim – corrigiu ele.

Ela ficou surpreendida. Não esperava aquela frase vinda dele. E sorriu, agradecida pela confiança que depositara nela.
- Estás pronta? – perguntou ele.

Ayame não teve tempo para responder. Tinham que mudar os planos imediatamente perante a reacção da sua caça. Carmen tinha desistido do jutsu, visto tê-los afastado, e tinha decidido que era hora de escapar.

- Raiton: Jibashi!
Uma onda de electricidade surgiu em volta da sensual criminosa e ela voltou-se para a parede de areia, pronta a destruí-la. Aquele jutsu seria suficiente para criar uma abertura para escapar, já que não conseguia saltar o suficiente para escapar aos grandes muros de areia. Moveu a sua mão em direcção ao ponto mais próximo para que a electricidade o atingisse.

- Merda – murmurou a kunoichi. Fez rapidamente os selos que necessitava para chamar o seu homúnculo, que surgiu logo após a aplicação de chakra. Tinha que usar o Hijou Kaihi que mantivera no Renzokuma para a impedirem. – Vai, Brian!

Com um impulso de chakra imediato, o jutsu foi colocado no ceifeiro, que partiu a toda a velocidade para a nukenin. Ele sacou da sua foice e aplicou força num golpe horizontal, que Carmen escapou com um kawarimi. O sunanin podia não lhe ter acertado, mas parara o seu jutsu e impedira assim a sua escapatória.

- Vadia! Não vai escapar desta vez. _ diz o Borges, que mesmo tendo errado acertado um troco de madeira seu golpe teve uma força tão grande que o cortou no meio.
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Shibiusa

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MensagemAssunto: Re: [Bingo Book - Rank S] Carmen Sandiego   Sab 21 Jun 2014 - 22:39

A terrível criminosa então aparece a alguns metros de distância do ceifeiro e lhe arremessa alguns kunais, os quais o Borges deflete com movimentos hábeis e rápido de sua foice. Depois, o rapaz aproveita a velocidade aumentada pelo jutsu de Ayame e parte mais uma vez para o ataque, chegando perto da meliante e desferindo um corte vertical de cima para baixo com sua arma. Porém, antes do ataque atingir seu alvo, Carmen faz uns selos e usa Raigen Raikōchū, criando um flash de luz tão intenso que cega temporariamente o rapaz.

- Tolinho, eu sou demais para você! _ diz a fugitiva, para depois girar seu corpo e executar um chute aéreo bem na cara do Borges, tão forte que ele é jogado alguns metros para trás, caindo de costas no chão.

- Ou não – disse Ayame, que se aproximara entretanto. Com um selo e uma dose de chakra, o seu cabelo adquiriu o aspecto de espinhos (Harisenbon), lançando-os em grande quantidade na direcção da adversária.

Carmen riu-se:
- Como se isso fosse suficiente.
Ela não teve muitas dificuldades em evadir os espinhos, que mudavam de direcção a cada desvio. Na verdade, ela estava quase como se estivesse a brincar com a kunoichi.
Uma outra voz feminina ouviu-se por trás deles.

- Mas isto poderá ser! Chikurin!

Um clone de Ayame, que se escondera por trás de Carmen, aproveitando o seu ângulo morto, espetou uma cana de bambu no chão. Várias canas surgiram do solo, afiadas como lanças e rápidas no seu ataque, atingindo a nukenin pelas costas, que tentava desviar-se de ambos os ataques. O ferimento não fora grave, um produto da sua fantástica velocidade, e desviou-se de imediato da dupla fonte de ataques com um Ho Shunshin no Jutsu.

Com dificuldade, Brian concentra um pouco do seu chakra e o liberta de uma vez usando o genjutsu kai, recuperando sua visão finalmente para ter uma surpresa ao ver Ayame controlando muito bem a situação. Porém, a jovem também precisava de sua ajuda então, o jovem retira de dentro do seu sobretudo suas duas pistolas gêmeas e começa a dar vários tiros sucessivos, mirando nos braços e pernas dela, pois ele sabe que não pode mata-la, do contrário, não irá receber a recompensa.

Devido a velocidade das balas, Carmen acaba não conseguindo desviar de todas, levando um tiro na sua perna esquerda e um no braço direito, o qual sai uma fumaça negra, que simboliza que um a parte do chakra dela está se perdendo.

- Mas... Que arma é esta? _ pergunta a malfeitora, que nunca viu nada parecido.

- Uma que, além de letal, drena chakra! _ diz o ceifero, ainda apontando as pistolas para ela.

- O que… - ia começar a nukenin, sendo surpreendida por uma chuva de folhas à sua volta. A Ayame clone usara o Shizen Sōsa: Jōki como distracção.

Enquanto isso, a Ayame original utilizou outro jutsu de homúnculo. Fazendo os selos e distribuindo o chakra, libertou o uso do Gaihi e ordenou ao homúnculo que usasse esse jutsu no Brian. Voltando a libertar chakra, deixou também usar o Hijou Kaihi nele para proporcionar um ataque rápido e com poucas sequelas.

Uma vez mais, Brian rodou a sua foice nas mãos e impulsionou-se em velocidade para a adversária, aproveitando a distracção dela. Baixou-se e, com o cabo da foice, executou um golpe de baixo para cima, acertando na barriga de Carmen violentamente, o que a faz subir no ar, tornando aquele o momento ideal para executar um pontapé rodado com força.
Carmen foi projectada para longe, caindo de costas e magoando-se ainda mais do que já estava nesse local. Levantou-se a custo, contendo a dor.

- Acabou a brincadeira, meninos. Acabou – pronunciou ela, já com raiva. - Kokuangyo no Jutsu.

A escuridão envolveu Brian e Ayame totalmente. Não conseguiam ver nada à volta deles. Tinham sido apanhados num genjutsu da nukenin, um dos pontos fortes dela.

Ouviam-se risos vindos de uma direcção, depois de outra. Carmen estava a brincar com eles, tentando trocar-lhes o sentido de orientação. Utilizando a velocidade dela a seu favor, aproximou-se de cada um deles à vez para atacar, fugindo logo de seguida para os desorientar.

Aproximou-se de Ayame pelas costas e acertou-lhe com o Rakanken, usando a Palmada de seguido de Joelho Ascendente, golpes que Ayame não esperava e acabou por cair. Carmen escapou ainda antes que ela conseguisse voltar a colocar-se de pé.

A nukenin tentou repetir o mesmo com Brian, mas ele era bastante mais forte. Usava o Rakanken com algum ataque e escapava, tentando voltar através de outro ângulo para o desorientar. Os ataques, no entanto, revelavam-se um pouco infrutíferos contra ele, sendo apenas úteis para intimidar e desorientar. Carmen acabou por desistir da ideia. Com ele, funcionaria muito melhor ninjutsu. Era a maneira mais rápida de acabar com ele.

“Droga... Mesmo que eu saia deste genjutsu, a Ayame não terá forças para se livrar sozinha, preciso fazer algo e rápido.” _ pensa o Borges, enquanto fica atento para qualquer novo ataque. - Ayame, onde você está? _ grita o jounin.

- Brian... Estou aqui! _ diz a garota, com uma voz meio abatida, como se tivesse acabado de ser atingida.

Então, seguindo a voz da garota, Brian consegue finalmente acha-la na escuridão, para depois pega-la pela cintura e ficar bem junto dela.

- Ayame, feche os olhos e prenda a respiração! _ diz o ceifeiro, para depois jogar uma bomba de gás pimenta no chão, liberando ambos do genjutsu.

Carmen foi apanhada de surpresa. Não esperava que o sunanin utilizasse uma estratégia para livrar ambos do genjutsu. Estava a contar poder divertir-se com, pelo menos, a rapariga.
- Vamos acabar com isto, Ayame – disse Brian de forma a que só a kunoichi o ouvisse.

Ela concordou. A batalha já se estava a alongar há muito tempo e só estava complicada porque tinham que a capturar viva. Se Brian não quisesse saber desse factor, já a teriam apanhado.

O sunanin apanhou a foice caída durante o genjutsu e girou-a nas mãos.
A konohanin, pelo seu lado, fez selos rápidos e, concentrando chakra, utilizou o Soutei em Brian para amortecer o dano que ele pudesse receber. Repetiu o envio de chakra ao utilizar o Soutei nela mesma e o Hijou Kaihi nos dois. Naquele mesmo instante, partiram para a adversária, que não esperava um ataque duplo em velocidade.

Brian utilizou o cabo da sua foice com força para empurrar ligeiramente e dar espaço para o movimento seguinte, fazendo um golpe vertical de cima para baixo e assim projectando a nukenin.

Enquanto isso, Ayame fizera selos e juntara algum chakra nas suas mãos para o Suiton: Mijin Supea, formando uma bola de água. Assim que Carmen foi projectada por Brian, ela atacou com múltiplos feixes de água em várias direcções.

A quantidade de golpes que Carmen recebeu levou a que esta ficasse claramente mais lenta. Não conseguiria proteger-se dos ataques seguintes se eles se seguissem à mesma velocidade.

Para finalizar a missão, faltava capturar. Para tal, Brian concentrou chakra na areia manipulou-a com as mãos para realizar o Sabaku Kyū em volta da atraente nukenin, que não teve hipóteses de se defender.

Então, Brian começa a ir fechando suas mãos aos poucos, compactando cada vez mais a areia, podendo ser visto o medo estampado nos olhos da meliante, que começa a gritar, clamando por sua vida.

- Brian! Você está matando ela! _ grita Ayame, enquanto tenta segura o braço dele, em vão.

- Esta mulher... Não merece perdão, deve ser exterminada! _ grita o Borges, enquanto vai fechando cada vez mais a sua mão, causando ainda mais dor a Carmen.

Então, num gesto desesperado, Ayame beija Brian levemente nos lábios e depois o abraça, com todas as forças.

- Brian... Você não é um demônio! Por favor, pare!

O jovem fica receoso, mas depois ele respira fundo e abre sua mão, parando o processo de compactação do caixão de areia.

Carmen estava sem sentidos após aquele processo. Ayame verificou a pulsação dela e ela estava ainda viva, apesar de desmaiada.

Brian ficou à espera da confirmação dela, para garantir que não tinha morto a nukenin. Quando a obteve, começou a arrumar o seu material, começando pelos muros de areia e pela sua foice. Um barulho forte chamou a sua atenção. A kunoichi de Konoha tinha-se aproximado de uma árvore e tinha-lhe dado um murro, chegando a ferir a pele nos seus dedos, e escondera a cara logo depois durante uns segundos.

- Ayame, está tudo bem? – perguntou ele, perplexo com a atitude.
Ela levantou-se, esfregou a cara e disse com um sorriso enquanto esfregava os dedos:
- Tudo óptimo. Era só para voltar à realidade e a mim mesma, para desligar a persona.

A jovem olhou em volta por alguns momentos antes de voltar a falar, desta vez num tom autoritário, cobrindo as suas mãos com chakra verde:

- Agora senta aí, que tenho trabalho a fazer no teu ferimento!
- Está tudo bem, isto nem sangra nem nada…
- SENTA E ESTÁ CALADO! A médica é que manda.
Não hesitando, Brian sentou-se. Quando ela queria, conseguia meter medo.

FIM
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Tio Tsu

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MensagemAssunto: Re: [Bingo Book - Rank S] Carmen Sandiego   Dom 22 Jun 2014 - 4:15

Avaliação de There seems to be plants everywhere I go:

HN:
Ninjutsu: 32,75+1,75=34,5
Taijutsu: 4,5
Kenjutsu: 8,5
Genjutsu: 6,75
Selos: 15,25+1,5=16,75
Trabalho de Equipe: 9,5+1=10,5

HC:
Força: 4
Agilidade: 12,75+0,25=13
Controle de Chakra: 29,5+2=31,5
Raciocínio: 10,75+1=11,75
Constituição: 10,25+0,5=10,75

Total avaliado: 7/7 + 1 T.E.
Total de Habs.: 144,75+8=152,75


Avaliação de CÁ COMILÃO D: :

HN:
Ninjutsu: 101,75+1,25=103
Taijutsu: 22+0,25=22,25
Kenjutsu: 57,25+1,25=58,5
Genjutsu: 9,5+0,25=9,75
Selos: 31,75
Trabalho de Equipe: 14,5+1=15,5

HC:
Força: 22
Agilidade: 43,75+0,75=44,5
Controle de Chakra: 105,5+1,25=106,75
Raciocínio: 20,5+1,25=21,75
Constituição: 41,75+0,75=42,5

Total avaliado: 7/7 + 1 T.E.
Total de Habs.: 470,25+8=478,25

Comentários: Adorei os links das mudanças de roupas! A sério, muito relevantes xd. Adorei ainda mais como o Brian usa o Hijutsu para apenas mudar de cor do cabelo...
A cena do póquer foi algo aborrecido... Não digo que a culpa é vossa, se calhar é porque acho o jogo em si nada de especial xd. Não gosto de ver e depois ainda tenho de ler, ver-vos a explicar as regras e afins... Foi uma tortura xd.
Admito que vocês tiveram aí um plano genial, principalmente quando explicam a morte do Brian e como aquele último beijo lhe salvou a vida! Not bad, not bad!
Então a Ayame é do tipo que quando beija a primeira vez não quer outra coisa? Se a Harima souber...

Tem a recompensa completa! Atualizado ^^
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