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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 Missão rank C - Mundo caótico!

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Tio Tsu

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MensagemAssunto: Missão rank C - Mundo caótico!   Qui 3 Jul 2014 - 14:44

Titulo da missão: Mundo caótico!
Descrição: Em uma pequena vila localizada no oeste, algo muito estranho está ocorrendo. As pessoas tem agido de modo contrário ao habitual, usando camisas no lugar de calças, casas sem portas, pessoas puxando carroças enquanto os animais não fazem nada entre outras esquisitices. Sua missão, é descobrir o que está acontecendo com esta cidade e dar algum jeito de resolver este situação, de fato, nada de muito agravante tem acontecido, mas é melhor prevenir do que remediar
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Recompensa: 600 ryos + scroll de novo jutsu + 1 ponto de cumprimento
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Última edição por Tio Tsu em Sex 10 Out 2014 - 15:26, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Missão rank C - Mundo caótico!   Sab 6 Fev 2016 - 22:42

Inscarebo-me.
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MensagemAssunto: Re: Missão rank C - Mundo caótico!   Sab 6 Fev 2016 - 23:56

Inscrita, aguarda mais um pouco para ver se há mais alguém interessado.

A Naho agora é uma ninja com 45 habs, por isso vai fazer coisas de ninjas com 45 habs!
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MensagemAssunto: Re: Missão rank C - Mundo caótico!   Seg 8 Fev 2016 - 13:59

Podes começar, se quiseres leva um personagem secundário que tenhas criado ou permissão.
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MensagemAssunto: Re: Missão rank C - Mundo caótico!   Seg 8 Fev 2016 - 15:31

Inscrito!!

edit: digo... posso?
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MensagemAssunto: Re: Missão rank C - Mundo caótico!   Seg 8 Fev 2016 - 15:33

Seria possível visto que a SP ainda não começou, mas precisa ter um total de habilitações de pelo menos 45 para se inscrever numa missão rank C =(
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MensagemAssunto: Re: Missão rank C - Mundo caótico!   Seg 8 Fev 2016 - 22:22

Naho foi arrancada do seu sono por um súbito solavanco. Olhou em volta, confusa. Ainda estava no interior da carruagem a que pedira boleia, deitada por entre mercadorias. Certamente adormecera durante a viagem. Ouviu a voz indistinta do condutor, e logo após isso apercebeu-se de que a carruagem parara. “Oupa, já chegamos.”

-Muito obrigada pela ajuda. - Saudou Naho, após sair atabalhoadamente da carruagem e acenando em jeito de despedida ao condutor da mesma. Este soltou um sonoro grunhido mal disposto, como que a queixar-se do descaramento e preguiça da juventude. “Bom dia para o senhor também. Jee…”

Graças à boleia, Naho poupara algumas horas de viagem. No entanto, agora que olhava em volta e via ambos os lados da estrada poeirenta rodeados de árvores altas e frondosas, não fazia a mais pequena ideia de onde se encontrava. Tinha consigo um mapa e uma bússola, que lhe haviam sido disponibilizados antes da sua partida para a missão. Sabia como utilizar ambos em conjunto, mas no meio do nada e sem pontos de referência à vista… Ficava complicado. “Não posso andar às voltas, ainda me afasto mais da vila se escolher a direcção errada. Preciso de um ponto de referência no terreno. Um edifício, um planalto, uma depressão no terreno, uma massa de água… Qualquer coisa fora do vulgar.” Claro, nenhuma dessas coisas ia subitamente aparecer à sua frente só porque Naho precisava delas. Antes de tudo, na estrada a sua visão das redondezas era completamente obscurecida pelas árvores.

Subir ao todo de uma das árvores. Era tão simples que Naho nem tivera de pensar ou ponderar sobre o assunto. A jovem Kita concentrou o seu chakra fazendo um selo, realizando um Shunshin que lhe permitiu alcançar o primeiro ramo da árvore sem grandes problemas. Dali em diante os restantes ramos estavam próximos o suficiente para que ela os conseguisse escalar manualmente. Não sabendo bem o que encontraria ao chegar à pequena vila, Naho achou melhor conservar o seu chakra o máximo possível. Agachou-se ligeiramente, impulsionando-se para cima com a força das suas pernas num rápido salto. Tendo conseguido apanhar o ramo seguinte com as mãos, agarrou-se firmemente ao mesmo e puxou em simultâneo com ambos os braços, que lhe doeram ligeiramente ao terem de suportar o peso de todo o corpo. Os ramos seguintes foram mais simples, e necessitaram de pouco esforço da parte da rapariga.

Finalmente na copa da árvore, Naho olhou em volta. Não demorou muito até encontrar um pequeno planalto. Ajustou alguns ramos, de forma a poder ficar sentada e, ainda assim, ter a visão desimpedida. Retirou o mapa da sua bolsa de equipamento, juntamente com a bússola e um pequeno lápis. Antes de fazer o que quer que fosse, orientou o mapa a norte. Após isso, percorreu o mapa da zona com os olhos até localizar a vila para onde pretendia ir, assinalando-a com uma pequena cruz. Ok. “Agora, tentar localizar o planalto no mapa. Eu sei que estou próxima da vila. Por isso… Deve-me bastar procurar nas proximidades, tendo em atenção as linhas de relevo.” Tal raciocínio provou-se correcto e rapidamente Naho conseguiu localizar o planalto no mapa, marcando-o também com um x, detendo-se depois por alguns momentos.. “Espera… Aff, idiota. Isto por si só não me serve de nada. Preciso de mais um ponto de referência para conseguir triangular a minha posição no mapa.” Levantou o rosto, olhando em redor mais uma vez. Não conseguia ver mais nenhum ponto de interesse à parte de um pequeno templo à distância. “Também deve estar marcado no mapa… Algures… Bingo!” Após encontrá-lo assinalou a posição deste com mais um x. Tirou os azimutes dos dois pontos de referência que encontrara um de cada vez, marcando as linhas no mapa até que ambas se cruzassem. Marcou o cruzamento das duas com um circulo: aquele ponto marcava a sua posição actual, mais coisa menos coisa.

“Agora só falta…” Marcou uma linha a ligar a sua posição e a vila a que pretendia chegar. Deixou a borda da bússola ficar encostada a essa linha, rodando o disco de marcação dos graus até as linhas de orientação ficarem paralelas às linhas do norte do mapa. Depois disso, cuidadosamente virou todo o conjunto com cuidado para que nada saísse do lugar, até que a agulha da bússola ficasse, tal como as linhas de orientação, paralela às linhas do norte. “Pronto, problema finalmente resolvidol.” Antes de abandonar o conforto da copa da árvore Naho deu uma última olhadela ao mapa e analisou o caminho que teria de percorrer. Não vendo obstáculos inconvenientes, e à distância a que estava da vila, calculava que demorasse um par de horas a lá chegar. Nada de extraordinário.

“Bem, agora sair daqui.” Não estava para se contorcer entre ramos e galhos no caminho para baixo. Guardou o mapa e a bússola num dos seus bolsos, concentrando-se e rapidamente realizando uma série de selos. Atirou-se do topo da árvore em rápida descensão até ao solo. A um par de metros do solo realizou o último selo necessário, completando um Futon:Kasui e expelindo um forte fluxo de vento que lhe abrandou a queda momentaneamente, permitindo-lhe aterrar delicadamente e em segurança no solo. Voltou a empunhar a sua bússola, verificando a direcção que deveria tomar, e fez-se ao caminho.
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MensagemAssunto: Re: Missão rank C - Mundo caótico!   Seg 15 Fev 2016 - 17:56

Ao sair de Konoha nessa manhã, Naho havia sido informada daquilo que poderia encontrar nesta vila. Ainda assim, custava-lhe um pouco processar tudo aquilo que acontecia à sua volta enquanto seguia a secretária do líder da vila. Ouvir sobre o assunto era uma coisa. Vê-lo acontecer, por outro lado, era completamente surreal.

-Então… Disse-me que isto dura há duas semanas? - Inquiriu Naho, desviando momentaneamente a sua atenção por causa de um homem que passara por si a correr de braços no ar, usando apenas boxers, uma camisa a fazer de capa e um sutiã na cabeça.

-Mais dia, menos dia. - Confirmou a mulher, colando os seus olhos na pranxeta que tinha em mãos e evitando olhar em volta. - Haruo-san dar-lhe-à os detalhes no escritório.

Naho anuiu, compreensiva. Ela própria sentia dificuldades em pensar no que quer que fosse com toda esta comoção que decorria nas ruas da vila. O caminho até ao escritório foi relativamente curto. O espaço em si era simples, e ainda assim impressionante. As paredes eram constituídas por pedras de granito maciças, cobertas quase na totalidade por prateleiras que abarrotavam com o peso de diversos livros, dossiers e documentos. Para além das prateleiras o único outro item no escritório era uma pesada mesa de madeira escura, atrás da qual se encontrava sentado o homem que pedira a assistência de Konoha. Este tinha ar de quem não dormia há dias: cabelo desgrenhado e em total desalinho, olhos encovados e com enormes olheiras, e a expressão de quem desistira da vida há já muito tempo. Ao ver a sua secretária entrar na sala seguida pela konohanin, o seu rosto pareceu iluminar-se um pouco.

-Seja bem-vinda. - Saudou ele, forçando um sorriso amistoso. Tratou rapidamente das apresentações, parecendo não ter paciência para se prolongar demasiado nas mesmas. - Assumo que esteja a par da situação?

-Sim. Era difícil não reparar no que está a acontecer. - Retorquiu Naho, ainda a observar o interior da sala com interesse. - Mas agradecia se me pudesse dar mais detalhes.

Em alguns minutos, todas as hipóteses que Naho considerara como possíveis causas dos estranhos comportamentos foram deitadas por terra. Os comportamentos estranhos haviam começado há várias semanas e de forma gradual. Algumas pessoas voltavam, eventualmente, a um estado relativamente normal, e umas horas depois revertiam para os comportamentos invulgares. E havia ainda um grupo de pessoas que não fora afectado de todo, o que não ajudava em muito já que não existia nenhuma ligação aparente entre os não afectados.

-Alguma hipótese de estarem a ser controlados por outra pessoa? Genjutsu, talvez? - Inquiriu Naho, quase prevendo que a resposta seria negativa.

-Já exploramos essa hipótese. Nada relacionado com técnicas ninja nem controlo exterior por parte de outra pessoa. - Esclareceu Haruo.

-Verificaram os fornecimentos de comida e bebida? Pode soar um bocado rebuscado, mas talvez seja um tipo de envenenamento qualquer. Já li histórias sobre isso.

-Não me parece plausível. Nunca ouvi falar de envenenamentos com este tipo de efeitos. - Haruo parecia ter sido apanhado desprevenido, trocando olhares nervosos com a sua secretária como se pedindo ajuda para o que deveria responder a tal sugestão descabida. “Se lhe começo a pôr entraves e ela não resolver o problema, vai-me culpar a mim. É melhor deixá-la fazer o que bem entender, e na pior das hipóteses enviam-nos alguém mais sensato sem qualquer tipo de pensalização para a vila” - Mas julgo que possamos investigar essa hipótese. Quanto mais não seja para ter a certeza. No entanto é capaz de demorar bastante tempo. O mês que passou foi especialmente afluente na área comercial, e a quantidade de entradas e saídas de produtos de restauração foi enorme. Demoraríamos semanas a testar todos os produtos.

-Hm. - Belo problema. Naho considerava as hipóteses que tinham. Quando chegou a uma conclusão, apresentou a sua proposta. - Os vossos comerciantes certamente já teriam em stock consumíveis anteriores a toda esta situação, e como tal teremos de perceber quais os produtos mais recentes e os mais antigos. Já que vamos ter de mexer em papelada de qualquer das maneiras, podemos aproveitar enquanto a temos na mão e aproveitar para procurar por irregularidades nas ordens de entrega ou alguma inconsistência que pareça suspeita. É um tiro no escuro, mas com sorte vai ajudar-nos a diminuir o número de produtos a testar.

Haruo anuiu, dando logo em seguida instruções à sua secretária para que começasse a trazer a papelada necessária para o gabinete. O silêncio caiu sobre ele e sobre a rapariga da Vila da Folha assim que ficaram sozinhos. Enquanto olhava para a jovem, o líder da vila apenas conseguia suspirar. Ia ser um dia longo.

E assim foi até às 10 da noite. 10 da noite, e ainda nada.

O escritório encontrava-se agora repleto de caixotes, papéis por todo o lado, uma desorganização total. O máximo que haviam conseguido fazer fora descobrir quais os produtos que haviam entrado na vila no decorrer das duas últimas semanas, e na semana antes dessas. Ainda assim a lista era massiva, e não haviam conseguido reduzi-la. Nada de inconsistências, nada suspeito, nada fora do vulgar. Nada.

-Obrigada Morya-san, pode pousar os pratos aí em cima. - Disse Haruo para a secretária, que havia trazido consigo jantar para ele e para a rapariga que os “ajudava”. - Kita-san, quando quiser fazer uma pausa…

-Só um minuto, já me junto a vocês. - Respondeu Naho em tom baixo, enquanto acabava de analisar os papéis que tinha na mão. Ouviu os passos de Haruo a percorrer a sala até uma das mesas que havia ali sido colocada durante a tarde, e conversas murmuradas entre ele e a secretária. Não muito tempo depois ouviu um prato a partir-se, e quando se virou para trás viu Morya caída sobre o colo de Haruo. Levantou-se quase de imediato. - O que é que se passou?

Haruo encolheu os ombros, olhos esbugalhados e surpreendidos.

-Vá, tenta levantar-me mais alto. - Dizia a secretária em voz arrastada, rindo-se enquanto o patrão a tentava levantar e colocar numa posição mais adequada. - Eu sou infinita! Eu sou eterna!

-Tá bonito. - De forma quase inconsciente, Naho concentrou o seu chakra e realizou um Shunshin que a colocou por trás de Morya. Envolveu o tronco da mulher com os seus braços e puxou-a para si, tentando levantá-la para a sentar na cadeira. No entanto, o corpo quase inerte da secretária era mais pesado do que ela esperara, e rapidamente sentiu os braços a arderem com o peso que os forçava a suportar. Quando já tinha a mulher quase sentada, esta contorceu-se repentinamente e deu-lhe uma forte cotovelada no lado do tronco. Surpreendida pela dor súbita e aguda que a fez perder o fôlego de imediato, Naho sentiu as pernas cederem. Numa questão de segundos estava deitada no chão, com Morya a pesar em cima dela. - O que é que lhe deu?

-Não faço ideia. - Haruo levantou-se da cadeira, ajudando Naho a libertar-se do peso de Morya. - Ela estava aqui ao meu lado a acabar de comer uma fatia de bolo, e de repente… Poof.

---

“Bolo. A porra do bolo.”, pensava Naho enquanto entrava na pastelaria onde Morya havia adquirido o bolo que comera. Horas enfiados num escritório, para no final a resposta quase lhes cair no colo.

-Boa noite. - Saudou Naho, dirigindo-se ao homem que se encontrava atrás do balcão. Este respondeu com um silencioso aceno de cabeça. - Lembra-se de uma senhora que deve ter vindo aqui há pouco… Cabelos castanhos de tamanho médio, morena, olhos azuis?

-Levou duas fatias de bolo. Ainda nem tinha saído pela porta e já estava a enfiar uma pela goela abaixo. Gente sem maneiras… - Reclamou o homem por entre o seu bigode, continuando a contar o dinheiro da caixa quando percebeu que a rapariga apenas viera fazer perguntas.

-Detesto ser inconveniente, mas… Poderia arranjar-me uma pequena amostra de todos os ingredientes que usou nesse bolo em particular?
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MensagemAssunto: Re: Missão rank C - Mundo caótico!   Dom 28 Fev 2016 - 1:01

-Na farinha? - Naho encontrava-se no aviário da vila. Tivera de enviar um mensageiro para Konoha com os ingredientes que encontrara, já que nas proximidades da “vila de gente maluca” não havia local nem pessoal capacitado para os testar. Os resultados haviam chegado há minutos, transportados por um falcão mensageiro que neste momento se encontrava empoleirado a rasgar um naco de carne. - Os sacos pertenciam a uma rede de tráfico de droga que operou em Konoha até recentemente. A célula principal foi neutralizada, a encomenda que aí se encontra deve ter ficado perdida na vila quando ia a caminho do comprador, yada yada… Confiscar todos os sacos de farinha que se encontrem na vila.

A jovem kunoichi dobrou cuidadosamente a carta assim que acabou de a ler, guardando-a no bolso. Recolher toda a farinha da vila seria um trabalho demorado, mas relativamente simples. Poderia, no entanto, revelar-se um problema. Mesmo tendo bons motivos para privar a população da farinha, Naho sabia que as massas não eram propriamente receptivas a lógica nestes casos, e ultimamente isto poderia tornar-se numa pequena revolta. Especialmente se acordassem na manhã seguinte para descobrir que nenhuma das padarias e pastelarias tinha produtos para venda porque uma ninja estrangeira lhes confiscara toda a farinha. O resultado disso não seria bonito. “Há forma de acalmar os ânimos e suavizar o impacto disto. E já sei como.”

----

-Menina Naho, ainda agora aqui chegou e já está a tentar matar-nos a todos. - Rosnou Haruo por entre dentes, enquanto as 3 carroças se afastavam.

De forma a tentar acalmar os ânimos da população quando, no dia seguinte, descobrissem que a farinha tinha desaparecido, Naho concluiu que seria melhor que a farinha (aparentemente) não desaparecesse. Requisitou a ajuda do líder da vila para reunir os não afectados, e foi pedido a estes que se organizassem em grupos e se dirigissem às vilas mais próximas para tentar reunir o máximo de farinha possível. No entanto, isto implicava uma outra problemática. Após descobrir que o culpado da maluquice era a farinha, fora simples para a rapariga juntar dois e dois para perceber o porquê de aquele grupo de pessoas em particular não ser afectado. Cruzando referências com as fichas médicas dessas mesmas pessoas confirmou as suas suspeitas: todos os “imunes” eram intolerantes ao glúten. Alegadamente. Agora, se havia coisa que um grupo de intolerantes ao glúten não gostava, era de ser forçado a ficar na mesma carroça que um monte de farinha. Mas, pelo bem da vila e por entre um monte de praguejos, acabaram por aceitar.

Entretanto, Naho percorreu a totalidade da pequena vila de modo a recolher os sacos que haviam sido adulterados com drogas. Mesmo o espaço a percorrer sendo relativamente pequeno, a tarefa ocupou-lhe a manhã toda. Cada saco de farinha pesava, pelo menos, uns bons 25kg. Os primeiros pouco ou nada lhe custaram, ainda que o peso a surpreendesse de início. Ainda assim fora fácil simplesmente pegar neles e transportá-los para o exterior. No entanto, a continuidade do esforço começou a pesar no corpo da rapariga. Ainda ia no 3º estabelecimento e já sentia dificuldades em pegar nos sacos da mesma forma que fizera inicialmente: a sensação de ardor nos braços derivada do esforço, que por esta altura já lhe parecia tão familiar, tornava difícil tomar a totalidade do peso dos sacos nos seus braços. Ainda assim Naho foi insistindo, chegando ao ponto de não conseguir exercer qualquer força com os braços pelo quão doridos estes se encontravam. Como resultado disto, teve de transportar os últimos sacos nas suas costas para tornar a tarefa mais tolerável - mas ainda assim sentindo um esforço tremendo a ser exercido pelos seus braços.

O almoço foi passado de volta no escritório do líder da vila, com Naho a recuperar do esforço que fizera. Um par de horas depois disso voltaram as carroças que haviam saído da vila nessa mesma manhã com o objectivo de adquirir farinha para substituir a que havia sido confiscada. Os resultados não foram os melhores.

-Como não? Devia era obrigar-vos a irem outra vez, e a não voltar enquanto não tivessem a farinha convosco! - Haruo rosnava no exterior. Naho, tendo-se deixado ficar esticada no chão do escritório, não conseguia ouvir a resposta que o líder da vila recebera. Mas não parecia nada agradado, a julgar pelo seu tom de voz. O homem trocou mais algumas palavras com o grupo, palavras essas que a jovem de Konoha não conseguiu discernir. Quando Haruo voltou a entrar no escritório já Naho se encontrava sentada, olhando para ele com um olhar inquisidor e expectante. - Aqueles pacóvios só trouxeram 1 saco de farinha por grupo, 3 no total.

-Não chega nem para substituir o que havia num único estabelecimento. - Apontou Naho, em tom de voz baixo. - Chegaria ao menos para cobrir as necessidades de amanhã, pelo menos para pão? Daria tempo para contactar um novo fornecedor e fazer uma encomenda urgente, talvez.

-Para o dia inteiro? Dificilmente. Mas também não sou padeiro para saber dessas coisas. - Haruo deteve-se por momentos, acabando por eventualmente retirar um pequeno scroll do topo de uma das gavetas da sua mesa. - Quanto ao seu trabalho, penso que não haja nada mais a acrescentar. Identificou o problema, tomou os passos necessários…

-Não sinto que esteja inteiramente resolvido. Não quando vai causar descontentamento na vila. - Refutou Naho, parecendo lutar contra os seus próprios pensamentos à procura de uma qualquer solução milagrosa.

-Menina Kita, sem ofensa. Entendo e aprecio o seu entusiasmo, mas o seu trabalho aqui está concluído. As consequências da resolução do problema devem ser tratadas pela vila, não por si. - Haruo falava num tom severo e desinteressado, enquanto escrevia no scroll. Assim que terminou voltou a dobrá-lo, entendendo-o em seguida na direcção da konohanin. - Resolveu aquilo que veio aqui para resolver, e estamos-lhe agradecidos. Tem aí a confirmação assinada da minha parte em como a sua missão foi cumprida, para entregar na sua vila.

Naho não ousou sequer discutir, recebendo o scroll com um agradecimento modesto. Ainda assim, enquanto saía do escritório do líder e evitava chocar contra um homem com um cão às cavalitas, não conseguia ignorar a necessidade insistente de que tinha de fazer algo.
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MensagemAssunto: Re: Missão rank C - Mundo caótico!   Qui 3 Mar 2016 - 23:31

Naho esperava pacientemente no ramo de uma árvore, observando atentamente um lago próximo. Num dos seus auto intitulados “momentos de genialidade” (que entre os seus irmãos eram conhecidos como o prenúncio da próxima desgraça causada pelas pobres escolhas da irmã), lembrara-se de aproveitar um dos sacos de farinha e preparar algo que pudesse ser servido a todos os habitantes da aldeia na próxima manhã. Não sabia fazer pão, não sabia fazer bolos… Falando honestamente, não sabia cozinhar grande coisa para além de caça. Mas não deveria ser assim tãooooo difícil fazer massa para pastéis de carne.

Um conjunto de movimentos próximos do lago captaram a sua atenção, assinalando a chegada dos patos de que Naho estivera à espera até agora. Movimentando-se apenas o mínimo necessário para não ser notada pelo bando, segurou o seu arco firmemente com a mão esquerda enquanto desembainhava uma seta com a direita. Colocou a flecha em posição e puxou pela corda, mantendo-a imóvel por momentos enquanto fazia pontaria. Inspirou profundamente, mentalizando-se de que teria de ser rápida se quisesse apanhar mais do que um pato. Inspirou profundamente, libertando a seta que embateu certeira no dorso de um dos patos. Ainda antes de a seta chegar ao seu destino já Naho tinha desembainhado uma segunda, agilmente colocando-a sobre o arco, puxando o fio e disparando mais uma flecha certeira. Repetiu o processo uma terceira vez. Á quarta deteve-se, vendo o grupo de patos esvoaçar para longe dali. “Sem hipótese de conseguir acertar num deles em pleno voo. Mais vale poupar as setas.” Ainda assim, 3 patos constituíam um bom resultado para o pouco tempo que ela estivera à espera.

De volta ao vilarejo, Naho esgueirou-se para o interior da primeira padaria que encontrou. Sorte das sortes, encontrava-se vazia. Pousou os 3 patos, alguns legumes que encontrara, e o saco de farinha sobre o balcão, e procurou o resto dos ingredientes que assumiu serem necessários para fazer a massa. Manteiga, ovos… Eh, devia chegar. Após isso a primeira coisa que fez foi arranjar os patos para os cozinhar, depenando, limpando, e desossando as 3 aves, fazendo um refogado com os vegetais e a carne esfiada. “Daqui para a frente é improviso.” Misturou atabalhoadamente a farinha com a manteiga e os ovos, não medindo quantidades. Não estava a resultar muito bem. Naho sabia mais ou menos a textura que a massa crua deveria ter, e foi acrescentando farinha até obter a consistência que achava correcta. Misturar a massa por completo, e esticá-la, foram tarefas mais dolorosas do que antecipara. Vira-se forçada a dar murros na massa uma, outra, e outra vez, sentindo o seu braço arder com o esforço e os nós dos dedos latejarem pela resistência oferecida pela base de mármore do balcão. Esticar a massa, mesmo com o rolo, também requeriu bastante força por parte da jovem konohanin: no final da tarefa conseguia sentir os braços e as costas entorpecidos pelas dores, assim como uma leve ardência nos lados do tórax.

Dando-se por satisfeita com a massa que fizera, Naho começou a cortá-la em pequenos círculos para fazer tartezinhas individuais. Recheou-as com os conteúdos do refogado que fizera anteriormente, levando tudo ao enorme forno que se encontrava no espaço, e rezou para que tudo saísse bem quando as retirasse lá de dentro.

Nope.

O recheio ficara decente, comestível pelo menos. Mas no todo as tartezinhas haviam ficado com um aspecto terrível, como se fossem um monte de caca sobre cartão molhado. “Porra. Não posso apresentar isto assim.” Naho concentrou-se, fixando um único selo enquanto concentrava o seu chakra e realizava um Henge nas pequenas tartes. Uma nuvem de fumo surgiu, cobrindo-as momentaneamente, em seguida desaparecendo para dar lugar a pequenas tartes de aspecto profissional e apetitoso. Dando-se por satisfeita, Naho arrumou a confusão que causara na cozinha estranha.

No dia seguinte, e já que as formalidades haviam ficado todas tratadas ao início da tarde, partiu logo de alvorada de regresso a Konoha. Não ficou tempo suficiente para ver qual a reacção ao seu cozinhado, nem deixara qualquer indicação de que haveria sido ela a deixar aquele mimosinho para os habitantes da vila.. As poucas pessoas que acordaram já sem sintomas de maluquice deram por si espantadas ao ver uma bancada cheia de tartezinhas de carne, todas elas com aspecto delicioso.
Poucas horas depois de as terem comido, todos eles acabaram no hospital.

FIM
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MensagemAssunto: Re: Missão rank C - Mundo caótico!   Qui 3 Mar 2016 - 23:53

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MensagemAssunto: Re: Missão rank C - Mundo caótico!   Sab 5 Mar 2016 - 12:03

Avaliação de Não Kita

Habs Ninja
Ninjutsu: 4,25 + 0,5 = 4,75
Taijutsu: 1
Kenjutsu: 7 + 0,5 = 7,5
Genjutsu: 1
Selos: 4,25 + 0,75 = 5
Trabalho de Equipa: 2,5

Habs Corporais
Força: 5,5 + 1 = 6,5
Agilidade: 9,25 + 0,5 = 9,75
Controlo de Chakra: 3,75 + 0,5 = 4,25
Raciocínio: 5,5 + 1,25 = 6,75
Constituição: 3,75 + 0,5 = 4,25

Rendimento da Missão: 5,5/7
Total de Habilitações: 47,75 > 53,25


Recompensa Completa!

Gostei bastante da missão, bem fresca comparado ao habitual e teve temas bem variados a começar pelos azimutes e acabar em culinária ninja. Relembro só que apesar das tartezinhas serem pequenas a duração do Henge no Jutsu nelas não é ilimitada, é afectada pelo chakra gasto na técnica.

Tava para dizer que a Naho era boa companheira de campo por ser desenrascada com comida mas pela forma que as vítimas dela acabaram... nope nope nope.


Edit: Actualizado!
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MensagemAssunto: Re: Missão rank C - Mundo caótico!   

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Missão rank C - Mundo caótico!
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