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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 [Saga "Mistérios Obscuros"] F4 - Uma Luz nas Sombras

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AutorMensagem
Brian$

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MensagemAssunto: [Saga "Mistérios Obscuros"] F4 - Uma Luz nas Sombras   Dom 27 Jul 2014 - 5:27

A noite estava limpa. Apesar da névoa habitual, era possível enxergar as estrelas e a lua - ah, que lua! Era relativamente cedo, e eu resolvi dar uma volta pela cidade. Tantas e tantas coisas a se passar em minha vida! Dali a alguns dias Nazo teria alta do hospital, e eu precisava deixá-lo confortável. Para além disso, eu não tinha a menor ideia de como seria o futuro; antes de conhecer o pequeno, eu não ligava se morresse daqui a uma semana ou em dez anos, mas agora tudo estava diferente... Caminhei sem rumo por cerca de 20 minutos. Nem havia prestado atenção à direção que havia tomado, mas acabei por esbarrar numa conhecida figura:
 
- Que estás a fazer por aqui, Harima? - a voz dele sequestrava-me dos meus próprios pensamentos.
 
- Hã, eu... Só estava pensando. - respondi, confusa, encarando apenas o sobretudo, tão negro quanto a própria noite.
 
- Parece que estás um pouco preocupada, aconteceu algo? - ele perguntava.
 
- Não, não, só estava mesmo a pensar. Devo ter empolgado-me um pouco! - brinquei. - E tu, o que estás a fazer por aqui?
 
- Bom... Para ser sincero eu estava indo na sua casa, tem algo que quero perguntar a você, em particular! _ ele responde, mantendo o tom sério.
 
- Ora, então pergunte. Estou aqui.
 
- Não... precisa ser num local especial! Você poderia me acompanhar?
 
- Por mim tanto faz, apesar de achar realmente desnecessário! - desabafei. Mas mesmo assim, ele esboçava um sorriso.
 
Caminhamos silenciosamente pela rua - que pouco a pouco começava a ficar menos movimentada. Percebi então que estávamos a afastar-nos da zona principal, tomando direção da pequena trilha da qual era tão íntima. Estranhei o que aquele sunanin estava a fazer, mas confesso que sentia-me bastante curiosa. A subida logo iniciou-se; apesar da noite, o luar iluminava bastante o local que não tinha luz artificial de nenhuma espécie, portanto dava para desviar-se dos obstáculos naturais sem grandes problemas. Finalmente após vários minutos de boa subida, alcançávamos o pico, onde com urgência procurei a pedra em que costumava descansar. Ainda precisava de mais treino para deixar de cansar com aquele exercício...
 
- E então... - eu arfava um pouco. - O que estamos a fazer aqui? Espero que tenhas uma ótima razão para ter-me feito subir tudo isto à noite!
 
- Harima... Eu escolhi este local, o lugar de nosso primeiro treino, para lhe fazer uma pergunta! _ ele diz, enquanto fica fitando o luar.
 
- Estou esperando desde que subi tudo isto... - estava mesmo irritada. O que diabos podia ser tão importante que não poderia ser dito lá embaixo!?
 
- Harima... Você me ama? _ ele se vira, mostrando que estava sem seu óculos, podendo assim olhar bem no fundo dos olhos escarlates da jovem, comprovando a veracidade da pergunta.
 
Ri-me. Deve ter soado à primeira vista como deboche, mas na verdade fora de nervoso. Que raios de brincadeira era aquela? Ele continuava a fitar-me, sério, e então compreendi que não estava mesmo a brincar. Vacilei com aquele olhar tão penetrante. Então essas coisas realmente existiam? Um turbilhão de pensamentos e sensações eram metralhadas em mim, e minha única reação era ficar parada, completamente atônita. Eu queria dizer ou fazer algo, mas meu corpo simplesmente não obedecia-me; e assim os minutos foram passando com a mesma duração de séculos. A voz dele ecoou novamente, repetindo a sua última frase; e eu continuava indecisa:
 
- Harima, eu não tenho a noite toda. Se você me ama, apenas diga; se não, diga também. Só não posso conviver com essa eterna dúvida. Se não quiser responder, irei entender e vou embora para nunca mais incomodae você novamente! - ele dizia, com um tom de voz nada habitual.
 
Eu realmente não entendia o que ele queria dizer. Mas diante da minha falta de reação, ele pareceu um tanto tristonho. Foi então que ele deu as costas; a princípio, não ligara, mas ao ouvir um "Desculpe o incômodo, nunca mais irás ver-me outra vez", um aperto inexplicável em meu peito fazia-se sentir. Cada passo dele em direção à trilha pesava e macerava um pouco de mim. Ele já estava quase descendo, quando finalmente entendi; resmunguei baixinho seu nome, mas ele não parece ter ouvido, ou apenas fingia? Falei um pouco mais alto, mas ele não parara. Na terceira vez, via-me gritar:
 
- Brian, espera, por favor! - ele finalmente estancara. E ao virar-se parecia surpreso, seria a água que escorria quente pela minha face? - Por... favor... não... não vá! - eu não sabia mesmo escolher bem as palavras naquele momento.
 
- Tem algo a dizer-me, Harima? - ele perguntava, um tanto divertido. - Já que não me queres por aqui, vou seguir teu conselho e voltar à Suna. Porém, do mesmo jeito que eu quero uma resposta, você também tem o direito de saber! Eu te amo, Harima, desde a primeira vez que eu te vi eu senti como se o mundo finalmente fizesse sentido! _ ele diz, mas agora numa postura séria. - Então, não vai me dizer nada?
 
Aquelas simples palavras faziam meu coração acelerar de uma forma que jamais experimentara. O que raios era aquilo? Eu não conseguia responder-lhe, mas a última coisa que eu queria era que ele fosse embora; era ridículo, mas não, não queria voltar à minha vida de antes. Claro que com o Nazo nada seria exatamente como antes, mas... mas...
 
- Por favor... Fique... Comigo! - falar era realmente difícil naquele momento.
 
- Se é somente isto que tens a dizer... Eu sinto muito, mas não posso. Eu fui sincero com você, se não podes fazer o mesmo, não há sentido em continuar aqui! Adeus... - ele virou-se e continuou seu caminho.
 
Ele já estava bem afastado. Então era isso? O que eu poderia fazer para que ele ficasse? Então, num estalo, lembrei do que ele acabara de dizer: "eu te amo". Era isso então, o famoso amor? Como eu ficaria se o perdesse? Vê-lo dar as costas já doía, como seria não vê-lo nunca mais? Só em imaginar tal situação, um arrepio percorreu-me a espinha. Definitivamente não era o que queria. E então, deixando de lado a razão e todos os pensamentos que ainda prendiam-me, meu corpo agiu. Correu até alcançá-lo, nada tão difícil, afinal ele ainda mantinha o ritmo de caminhada. E ao tê-lo entre os braços, apertei-o o mais forte quanto pude, enterrando meu rosto no seu sobretudo, aspirando seu cheiro. Ele parou, talvez um pouco surpreso:
 
- Por favor, não vá. Eu... Preciso de você aqui comigo. Pois eu... eu te amo, Brian. - falei baixinho, ainda com a cara enterrada em suas costas.
 
O Borges sente os braços da jovem, finos e delicados, abraçarem seu corpo. Ele sente suas lágrimas percorrem seu sobretudo, elas são quentes, isto ele pode dizer. Então, Brian vai virando seu corpo, ainda com a jovem abraçada a ele, mas agora ele está de frente para ela. Assim, o sunanin também retribui o abraço, a puxando pela cintura para assim aproximar seus dois corpos.
 
- Harima... Você foi a melhor que aconteceu na minha vida, eu te amo, como jamais amei alguém! _ ele fala com sinceridade, para depois aproximar seus lábios dos dela, lhe roubando um beijo quente enquanto suas línguas vão dançando, como se estivessem ao som de uma bela sinfonia. O tempo parece ter parado de vez agora, nada podia ser ouvido, nem mesmo o som da noite, apenas o barulho ininterrupto de dois corações apaixonados, que finalmente acharam a felicidade que tanto desejavam.

- Harima... Você ainda se incomoda se eu te chamar de minha namorada? _ ele pergunta depois de afastar um pouco seu lábios dos dela, mas ainda mantendo o sorriso.

- Hm... - fiz cara de pensativa, só pra irritá-lo um pouco. - Se não me pedires oficialmente, sim.

- Há, é verdade, me desculpe por isto! _
ele diz de forma engraçada, para depois colocar suas duas mãos sobre a mão direita dela, com todo carinho possível. - Harima, minha dama dos olhos rubros, gostaria de ser a namorada deste idiota?

 
- Ainda perguntas? És mesmo um idiota. É claro que sim! - finalizei, desta vez eu a dar o beijo.

A atitude da garota, de início, pegou Brian de surpresa. Mesmo ela admitindo que o amava, ele nunca pensou que ela teria a própria iniciativa para beija-lo, tal fato é confuso, mas logo se torna algo prazeroso, pois finalmente ela demonstrara de maneira clara, o que sente por ele.
 
- Minha Harima... Como é bom poder dizer isto. Então, por que não vamos no hospital ver nosso filho? Mas agora, como um verdadeiro casal!

Então, de mãos dadas, o casal vai descendo o morro. Eles não falam nada, pois palavras não precisam ser ditas. Logo, eles se encaminham até hospital central de Kiri e ao adentrarem nele vão até a enfermeira da recepção, que no momento estava ocupada escrevendo em alguns formulários.
               
- Senhorita, eu e minha namorada queremos fazer uma certidão de nascimento para Nazo, o garoto do quarto 27. Queremos tê-lo como nosso filho, mas para isto, precisamos de uma carta nos autorizando a emitirmos a autorização, vindo do hospital onde ele está no momento! _ diz o sunanin, enquanto aperta a mão da Harima.
               
 - Desculpe, senhor! Mas aquele garoto tem pelo menos 4 anos, não creio que eu possa emitir uma um carta para vocês conseguirem uma certidão de nascimento para ele, considerando que até tem nome! _ diz a mulher, incrédula.
               
- Não! Nazo foi encontrado por Harima em condições deploráveis, ele apenas usa o nome que usaram para chama-lo, não podendo nem ser visto como indivíduo pois não recebeu um nome oficialmente. Então de acordo com a constituição shinobi, como eu sou homem de posses, que possuo meu próprio sustento, assim como a Harima, queremos um uma carta emitindo a permissão para que nós possamos conseguir a certidão de nascimento dele num cartório apropriado, com o nome de Nazo H. Borges, visto que ele é um menor! _ diz Brian, olhando com determinação para a enfermeira.
 
Vendo que o rapaz está realmente decidido, a enfermeira pega os papéis da Declaração de Nascido vivo, o documento necessário para validar a certidão de nascimento de Nazo. Logo, Tanto Brian como Harima assinam no local, colocando seus nomes.
 
- Este documento precisa ser levado em cartório num prazo de até 15 dias. Coloquei que o filho de vocês nasceu a quatro anos atrás, mas você não irão ter problemas quando forem homologar a certidão de nascimento dele! _ diz a enfermeira, enquanto pisca o olho direito para Brian e Harima, como se dissesse que tudo vai ficar bem.
 
Acenando com a cabeça, Brian pega o documento e junto com sua amada eles vão até o quarto de Nazo, que neste momento está a dormir profundamente.
 
- Ele... É tão lindo! _ diz Harima, enquanto fica a observar seu filho pela pequena janelinha na porta.
 
- Puxou a mãe! _ diz Brian de maneira engraçada.
 
Então, o casal adentra no quarto da maneira mais silenciosa possível. Harima vai caminhando com passos lentos até a beirada da cama, passando as mãos no cabelo do garoto para depois beijar-lhe a testa, um sinal de afeto que consegue acordar o garotinho, o fazendo abrir seus pequenos olhos.
 
- Mamãe!? _ ele pergunta, ainda meio manhoso.
 
- Oi... Meu querido! É... A mamãe! _ a jovem diz com certa dificuldade enquanto se aconchega ao lado do garoto, não conseguindo conter as lágrimas que escorrem do seu rosto.
 
- Olá, meu campeão! Nós temos uma surpresa para você! _ fala o sunanin, para depois se sentar ao lado do filho, do outro lado da cama. - A partir de hoje, você será conhecido como Nazo H. Borges, nosso filho!
 
- Se você são meus pais agora, podem dormir comigo? _ pergunta a criança, que mesmo sem receber uma resposta já puxa a mão de Harima e de Brian, como se os chamasse.
 
O casal fica se olhando, um sorriso sincero brota no rosto da jovem, que sem esperar por Brian já levanta o lençol e se deita do lado de Nazo, colocando seu braço direito embaixo da cabeça dele, para que ele pudesse se apoiar (como um travesseiro). Brian responde da mesma maneira e, depois de colocar o documento dentro do bolso do sobretudo, ele se deita do lado oposto da cama, enquanto sua mão esquerda segura a mão direita de Harima, como uma corrente. Assim, Nazo fecha seus olhos e cai num sono profundo, sabendo que agora estará sempre protegido, por seu pai e sua mãe.
 
 

Continua...
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Tio Tsu

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MensagemAssunto: Re: [Saga "Mistérios Obscuros"] F4 - Uma Luz nas Sombras   Dom 27 Jul 2014 - 17:17

Awn, o final foi mesmo aquela que coisa que promete que o Filler logo a seguir seja sangrento e de infelicidade xd. Não o desejo, mas já vi tanta coisa japonesa que por acaso nem me surpreendia xd.

Gostei do que li, a relação deles agora virou ainda mais lamechas. Acho que apenas vai "melhorar" a cada dia que passa, portanto vou continuar ligado xd.

Continuem ^^
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Brian$

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MensagemAssunto: Re: [Saga "Mistérios Obscuros"] F4 - Uma Luz nas Sombras   Qua 6 Ago 2014 - 22:47

Obrigado por ter lido Tsu, sim, deve ter ficado meio meloso mesmo Razz Porém, eu te garanto uma coisa, eles só assim entre eles mesmos ^^ .

Mais uma vez, obrigado por ter lido!
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Bruno Moraes

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MensagemAssunto: Re: [Saga "Mistérios Obscuros"] F4 - Uma Luz nas Sombras   Qui 7 Ago 2014 - 23:33

 
Esse filler me passou despercebido, somente ontem quando respondeu ao Tsu que fui perceber a existência dele. Admito que ainda acho muito estranho como duas pessoas sombrias ficaram tão melosos, chega a ser até um certo ponto engraçado como se na verdade toda aquela rebeldia estivesse a esconder um coração de uma criança querendo um afeto. Não sei se foi intencional ou não, mas tinha hora que escrevia em primeira pessoa sendo a Harima como narradora e outra hora escrevia em terceira pessoa. Pelo que vi esse filler só foi para confirmar o namoro de Brian e Harima como também a oficialização de registrar o Nazo como filho legítimo deles, só que creio que a vida está muito mar de flores na vida dos dois e não tarda para acontecer algo.
 

Força na Historia!!!   
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