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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 [Lince] Capítulo XIII - Passarinhos (Segunda Parte)

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Rods

Conselheiro | Kumo
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MensagemAssunto: [Lince] Capítulo XIII - Passarinhos (Segunda Parte)   Sab 25 Out 2014 - 2:43

 . S a g a . N i n j a . d e . M i t s u k u b a n e K o u  
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L   I   N  C  E
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Capítulo XIII - Passarinhos (Segunda Parte)


"Após morder o polegar, Ayne esticou o pergaminho no ar e deslizou o filete sangue por seu conteúdo, que imediatamente irrompeu em uma nuvem de fumo. Nas mãos, agora tinha um abanador gigante azul ornamentado com símbolos dourados. Aparentava ser pesado, mas ela parecia segurar com facilidade. Quando o objeto se movia, liberava uma nota musical boa de se ouvir. Cante, e eu te acompanharei."

A menina dançou para o lado, e seu abano moldou o ar em uma onda de Sol. A melodia monótona se manteve constante até atingir Prio, mas nada aconteceu. Ayane jogou então flexionou o corpo e, em um movimento descendente, soou novamente, desta vez um Lá. O gigante girou o corpo para alcançá-la, mas ela era ágil. Enquanto ele fechava as mãos, esmagando pedras e estruturas em madeira, ela lá escorregava para longe.
 
Kou, aproveitando a brecha, retesou seu arco e atirou uma, duas, três flechas. Quando atingiam o alvo causavam pequenas explosões que não machucavam, porém eram incômodas. Pelo menos, o suficiente para deixar a besta em cólera.
- EU VOU RASGAR VOCÊS!
 
A mão gigante se moveu decrescente, e Kou somente não foi esmagado por ter recuado alguns metros. Ainda sim, a força era tão imensa e animal que o médico cambaleou. Bastou isso para não poder evitar o segundo golpe.
 
Ayane gritou quando viu o menino ser comprimido contra o chão. Por um momento ficou louca, mas voltou a si quando reparou na explosão de fumo. Uma torrente de corvos se formou, maciça e omnipresente, escapando pelos dedos gigantes de Prio e lhe indo até os olhos. Bicavam com força, devorando-o migalha por migalha. A menina girou o corpo para produzir um Si, e deslocou-se para completar sua técnica proibida.
 
Em um ato desesperado, o gigante, que estava cego, puxou do bolso algo semelhante a uma faca, que ainda sim era maior que qualquer um dos kumonins, e se pôs a sacudi-la no ar, mas os corvos eram pequenos demais para serem acertados. 
 
O esforço que Kou estava a fazer já lhe deixava a visão turva. As aves seguiam suas ordens, mas também lhe exigiam o chakra. "Uma última bicada, e posso morrer em paz."
 
Em meio à nuvem negra, Kou se lançou em um soco embebido de chakra que quebrou o polegar de Prio ao menor contato. O aço antes empunhado caia pesado de uma altura absurda, e foi para ele que o pequeno direcionou todo o seu fôlego. Surgiu por trás dele como um parceiro de dança, agarrou-se ao seu cabo e prendeu os pés rigidos em sua bainha.
 
E a lâmina desceu.
 
E desceu até unir-se ao chão em um beijo macio, através do pé da besta.
 
O grito veio, agonizante e ribombante como um trovão, e tudo o que o Mitsukubane fez foi rastejar, metade surdo, manco e ensanguentado, para longe. Viu sua parceira segurar as rédeas. 
 
- Você não sabe piar, passarinho. - Ayane cuspiu para Prio, antes de seus pés firmarem no solo. O primeiro giro desenhou, em linhas azuis, uma marca circular. O segundo inseriu kanjis nas entrelinhas, como um contrato luminoso. O terceiro modificou e dobrou o ar de maneira tão absurda que em algumas partes, só se via vultos. O que quer que fosse, aquilo liberou o pior assobio que Kou já havia escutado na vida. O chão trincou e afundou irregular. 
 
- Concentre-se em mim, Kou -, a menina gritou, mas era difícil. Era uma técnica direcionada, mas a agonia era nauseante. O médico vomitou, de joelhos. O mundo era um borrão de nanquim, até que deixou de ser. Quando voltou a si, Ayane segurava seu rosto, e tudo estava em silêncio novamente. - Você... você está bem?
 
- Sim, sim... - mentiu Kou, ainda arqueado. Por instinto, procurou perigo, mas Prio ainda estava lá, parado, com o pé esquerdo fincado na terra. "Ele não está reagindo, só respira", pode observar. - Ayane, o que você fez com ele?
 
- É complicado explicar... - a menina parecia corar - ...Mas estamos vivos, é o mais importante. Vamos... Temos que... Tohru...
 
Ayane estava acabada, suja, surrada e com vários cortes e machucados. Suas pernas tremiam tanto que parecia que a única coisa restante era o medo. Seu cabelo estava desgrenhado, solto e com uma nova mecha cor de céu. Kou a colocou por trás da orelha e usou seu toque de anjo para ajudar a menina. "No fundo você sente que não vou voltar, não é?"
 
Demoraram um pouco para achar o corpo do outro companheiro, que estava quase soterrado. Os primeiros socorros o trouxeram de volta o fôlego, e um tratamento mais cuidado o puseram de pé, apoiado nos ombros da kunoichi do grupo. Não demorou muito até que as pessoas viessem ao seu encontro, seja tomadas por curiosidade ou pela solidariedade.
 
- Ei, vocês, fujam logo. As Sentinelas logo estarão aí! - alertou uma senhora tão esfarrapada quanto cautelosa.
 
- Mãe, se com tudo ainda não vieram, não virão mais - comentou um rapaz esguio logo atrás dela. - Algo aconteceu. 
 
- Por que vocês não fogem? O que estão esperando? - Ayane parecia alarmada.
- Minha querida... Aqueles guardas, todos eles nos caçarão assim que o fizermos, e nem sei o que pode acontecer de pior!
 
"Eles temem a liberdade."
 
- Senhora, o que fizemos aqui é prova que não há prisão de vidro que não possa ser quebrada. - Kou falou, com mil borboletas no estômago. - Sei que teme, e isto é natural, mas tudo o que queremos é que se sinta livre novamente. Permita-se tentar!
 
A senhora não respondeu, mas segurou sua mão. Toda a gente pôs-se a caminhar atrás do trio quando este se moveu. Estavam exaustos e sem forças, mas não permitiriam que aquelas pessoas soubessem. "Deveria já ter aparecido qualquer guarda. Lince deve ter agido de alguma forma."
 
Não demorou muito até que a primeira sentinela apareceu. Uma menina loira, esguia, de rosto duro. Limitou-se a encará-los, nada mais, para alívio geral. Quando uma segunda se pôs no caminho, Lince deus as caras.
 
- O menino está comigo.
 
- O senhor sabe disso? - sibilou o guarda, de sotaque estranho.
 
- Irá saber. - a Nara puxou Kou pelo braço machucado e o arrastou, fazendo-o acompanhá-la. - Chijou, assegure-se da segurança deles até a floresta. Depois, esqueça tudo.
 
- Hai!
 
Quando o homem começava a guiá-los, Ayane se manifestou.
- Você não irá levá-lo.
 
Lince riu.
 
- Ah, não vou? Fique quieta e tenha amor pela vida, pirralh- uma kunai passou raspando pelo rosto da louca, lhe tirando um filete de sangue. Lince reagiu quase que imediatamente, com uma prisão de cordas trançadas que fez a menina se contorcer imobilizada no chão.
 
A última imagem que Kou teve do seu grupo foi Tohru tentando desamarrar uma Ayane que o fitava, incrédula.
 
Ela chorava por dentro. 
 
"Desculpe-me, Ayane", sussurrou para si mesmo, antes de pôr-se a chorar também. Andou arrastado por um tempo, mas suas pernas não sentiram, e sua mente estava tão repleta de coisas que não perceberam o caminho. Subiam escadas escuras de madeira calados, e andavam por corredores mais silenciosos ainda.
 
- Você é o elo, Kou. É necessário aqui. Não se esqueça. - Lince finalmente falou, antes de me empurrar para dentro da sala do homem que queria me ver morto.



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Bem, saga Lince está em reta final.
Entendo que demorei, mas quando se tem muitos planos, é difícil desenvolver uma coisa totalmente coerente. Ayane tem sido uma personagem melhor do que a encomenda.
Até a próxima!
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Tio Tsu

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MensagemAssunto: Re: [Lince] Capítulo XIII - Passarinhos (Segunda Parte)   Sab 25 Out 2014 - 17:57

Uau, gostei ahah. A Ayane parece ser muito, mas muito mais poderosa do que realmente aparenta! Realmente gostei de como ela salvou a situação! Embora no final não fosse páreo para a Lince xd.

O que mais me interessa continua a ser as verdadeiras intenções de Lince. Ela têm sido o maior mistério desde o singelo início. Fico pacientemente ansioso para ver o que nos queres mostrar.

Continua ^^
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Bruno Moraes

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MensagemAssunto: Re: [Lince] Capítulo XIII - Passarinhos (Segunda Parte)   Seg 27 Out 2014 - 21:38

Então finalmente derrotaram esse Titã, agora Lince leva o pobre Kou para o homem que então quis o matar. Pelo que vi Ayane não vai com a cara de Lince, mas consigo a entender o porquê não confinar e gostar dela. Agora vamos ver o que espera para esse jovem kumonin e o que ele tem de tão importante para ser o Elo de tudo.
 

Força na Historia!!! 
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[Lince] Capítulo XIII - Passarinhos (Segunda Parte)
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