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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 [Filler 58] A Vingança Vem à Galope

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Ozzymandias

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MensagemAssunto: [Filler 58] A Vingança Vem à Galope   Sex 31 Out 2014 - 23:13

A VINGANÇA VEM À GALOPE


*****


Espaço vazio. Era o que existia no centro do cubículo que Daisuke chamava de quarto. Os únicos móveis do local foram cuidadosamente e silenciosamente arrastados até a porta, por onde ninguém conseguiria entrar. O quarto estava selado. - Só se alguém usar explosivos. - Desafiou o ninja, olhando para Kazuki com um sorriso no rosto. O nukenin concordou, acenando para então caminhar até o centro do quarto, onde olhou para o relógio de parede. 11:25. O tempo era curto. Vestidos com algumas roupas civis recentemente subtraídas da lavanderia, eles sabiam que a próxima ronda aconteceria exatamente à uma da madrugada. Esse espaço de tempo teria que dar para organizar as peças finais da conspiração. As cartas foram recebidas e as localizações do mapa alcançadas em alguns dias de viagem. Finalmente estavam prontos. Espero que tudo valha à pena. - Agora começa minha vingança. - Sussurrou o Hiroshi, acompanhando o nukenin ao centro do cômodo. Suspirando, os dois fecharam os olhos e cobriram seus rostos com as túnicas dos beduínos para evitar algum imprevisto. Vamos lá. E como num piscar de olhos, os dois ninjas sumiram de suas posições sem deixar vestígios.... A sorte estava lançada.


*****


A sequidão do início da manhã criava uma leve cortina de poeira sob as casas por onde as sombras de seis ninjas mascarados atravessavam. Pisando sorrateiramente nos telhados de Sunagakure, a equipe ANBU seguia uma trajetória predeterminada numa reunião anterior, onde ouviram surpresos o que deveriam fazer e procurar. Ainda sem acreditar nas informações que receberam, eles logo se aproximaram do alvo contra a luz do sol para evitar serem vistos pelas senhoras que já estendiam suas roupas nos varais do pátio central do prédio. Furtivamente, os seis aterrissaram no telhado mais próximo à entrada, quando o líder acenou para que os outros aguardassem até receberem o sinal para agirem. Os ninjas então se espalharam para fora do campo de visão quando o primeiro ANBU ressurgiu de um rápido shunshin no início do corredor que os levaria ao apartamento de número "12". Tudo estava deserto como previsto. Suna já viveu dias melhores. - Condenava o líder, decepcionado com aquela situação constrangedora. Essa não era a primeira missão do experiente jounin e enquanto se esgueirava pelo corredor, ele se lembrava com orgulho da sua linhagem de mártires que deram suas vidas pelo bem-estar de Suna. Seus avós e pais serviram na ANBU e chegar a conseguir liderar a equipe da divisão urso era uma conquista comemorada por eles todos os dias. Porém, aquele não era um dia para se comemorar. Várias portas passaram pela sua visão periférica até que o número amarelado chamou sua atenção. 12. Havia chegado.

Levando a mão esquerda para o rádio preso a seu pescoço, ele acionou o botão rapidamente para obter confirmação dos companheiros que logo ressurgiram ao seu lado. Levantando os dois dedos na direção de um deles, o indicado se aproximou e se ajoelhou diante da porta, quando retirou duas gazuas que logo penetraram na abertura da fechadura e com um tímido "click" conseguiu destrancar a entrada. Afastando-se, o arrombador deu passagem ao capitão que abriu vagarosamente a porta do imóvel. Era um típico apartamento de solteiro. Um pequeno corredor levava até o início do assoalho onde um par de pantufas descansava. De lá, o ANBU observava a luz do sol que atravessava as laterais da pesada cortina que protegia a sala onde existia uma pequena mesa rebaixada com alguns banquinhos acolchoados de cor vermelha. Utilizando de sua percepção aguçada, o líder percebeu que o local estava vazio. - Espalhem-se. Ele está por perto. Kibuki, venha comigo. - Sussurrou, vendo seus subordinados arremeterem para fora do cortiço. Enquanto isso, ele e Kibuki adentraram no apartamento, passando pela sala na direção do estreito quarto desarrumado, quando o ninja visualizou o terceiro assoalho do lado esquerdo como haviam informado. Em seu íntimo, o ANBU queria que aquele fosse mais uma informação falsa, um engodo, uma distração. Foi quando seus pés alcançaram a tábua, fazendo-a ranger. Não é possível. Não queria acreditar, mas logo suas mãos tocaram o chão, arrancando a tábua solta num puxão violento. A madeira quebrou, confirmando o testemunho.

- Não acredito no que vejo, capitão. - Sussurrou o outro.
- Ok. Temos confirmação. Prendam o homem. - Comandou pelo rádio.


*****


Já do lado de fora, Toshio caminhava de volta a seu apartamento. Segurando a sacola de compras que acabara de fazer numa loja de conveniências, o velho ansiava por chegar para começar a comer seu desjejum. Coisa de solteiro. - Está cheirando bem. - Sussurrava enquanto dobrava a esquina na direção do cortiço. Ele sentia prazer nestas pequenas coisas desde que aquele loiro entojado deixou a Vila. Mais ainda quando este retornou paraplégico. Ele deve morrer logo. Torcia pelo fim de seu arquirrival. O garoto arrogante e metido a esperto havia encontrado seu nêmese e isso o deixava muito satisfeito. Afinal, tinha vencido de forma definitiva e quase mortal. Contudo, não deixou de se mostrar preocupado quando soube que Daisuke estava se recuperando. Toshio sabia que mesmo que o entornado conseguisse falar, ninguém nunca acreditaria nas palavras de um ex-drogado. Estava seguro disso. Contudo, enquanto dividia seus pensamentos com o aroma de pão recém-retirado do forno, quatro vultos acionaram sua percepção cansada, obrigando-o a parar o avanço, dando um passo para trás com receio da aproximação repentina, ao mesmo tempo em que os transeuntes se afastavam rapidamente com receio de algum duelo, pois todos sabiam que quando as 'paredes' - como eram chamados os membros da Divisão Urso - entravam em ação, ninguém poderia ficar a sua frente. O velho se mostrava surpreso com aquilo e antes que pudesse balbuciar algumas palavras para perguntar o que ocorria, um ANBU se aproximou às suas costas e o atingiu com um rápido jutsu elétrico.

O corpo do chuunin tremeu e num ranger de dentes Toshio perdeu o controle de seus movimentos. - Levem-no. - Disse a voz rouca pelo rádio. Rapidamente Toshio foi jogado sobre os ombros de um deles e levado na direção da carroça gradeada que aguardava o final da operação nas imediações do cortiço. Ainda com o corpo dormente, o velho ouviu a portinhola se abrir num ranger metálico, sendo jogado do lado de dentro com certa violência. Seu corpo embateu no assoalho, fazendo o cavalo cambalear. - O que está acontecendo? - Sussurrou, desesperado pela sua situação. Seja o que for, a ideia de estar amarrado dentro daquele veículo o deixava enojado e revoltado. Ele tentava buscar na sua mente qualquer resquício de algum crime que praticara, mas não conseguia, pois sua vida sempre fora regrada a obediência às leis da Vila. O que poderia estar acontecendo? Levantando-se com dificuldade, o professor conseguiu se sentar na lateral da carroça quando ouviu um soluço de sofrimento no lado oposto. Apesar da visão turva, Toshi se virou e seu coração gelou. Makoto, sentado à beira da parede de madeira, chorava baixo pela vergonha que sentia naquela situação. Não precisava ser um gênio para verificar o que acontecia ali. De alguma forma, isso tinha algum "dedo" do aleijado. - É uma armação! É um...! - Gritou o velho, jogando-se sobre a grade na direção do ANBU que os vigiava, mas interrompeu seu protesto ao ver uma fileira de ninjas retirando pequenas caixas de dentro cortiço. Toshio as reconheceu na mesma hora. Eram as caixas que guardava seus enfeites natalinos.

O que significava aquilo? O que será que o idiota fez? Como não percebeu nada? Aquelas perguntas fizeram-no calar e sentar. Ele sabia que em breve teria como se defender, afinal, a justiça teria que ser feita. Eram inocentes. - Calma. Vamos sair dessa. - Acalmava o companheiro chorão. Nesse momento o chicote estalou e a carroça partiu em direção ao à centro de interrogatório, sob o olhar de reprovação de amigos e desconhecidos. Alunos e ex-alunos. Um verdadeiro linchamento público. Pela primeira vez em sua vida, Toshio não conseguiu segurar o choro e se juntou ao rapaz em soluços alternados até chegarem ao prédio, onde a carroça adentrou pelos fundos através de uma entrada lateral que circundava o complexo. Chegamos. O professor acreditava que com a chegada, os interrogadores descobririam a verdade e assim seriam libertados. Então, rapidamente dois jounins se aproximaram para buscá-los dentro da carroça, empurrando-os para fora com certa brutalidade. - Somos inocentes! - Gritou Makoto, desesperado. O homem não respondeu e nem pareceu comovido com aquela demonstração de fraqueza, empurrando-os por um lance de degraus até alcançarem o prédio através de um longo corredor até as salas de interrogatório. Duas portas se abriram e os dois ninjas foram postos em salas estrategicamente separadas. As portas se fecharam. O local não era muito grande. Como as salas de espera dos filmes policiais, os únicos móveis presentes eram uma mesa de madeira presa no chão por grandes parafusos, além de duas cadeiras de plástico. Tudo muito simples.

Sentando-se numa delas, de costas ao grande espelho, Toshio parecia tranquilo. Ele tinha certeza de que sairiam daquele local após os devidos esclarecimentos, quando alguém bateu no vidro do outro lado, comandando pelo interfone que o ninja mudasse de lugar, de forma que ele ficasse de frente ao espelho. O velho obedeceu. Abrindo um sorriso desajeitado, ele viu o reflexo de seu rosto com expressão cansada e preocupada. - Isso vai terminar logo. - Sussurrou para si mesmo, olhando fixamente para sua imagem até ficar completamente distraído em seus pensamentos até que percebeu que alguém entrara no recinto. Jogando a caixa que carregava, o ANBU retirou a máscara e estendeu uma algema para o prisioneiro. - Ponha isto. - Inquiriu num tom severo. Tremendo por causa do nervosismo, Toshi obedeceu, prendendo a mão esquerda à uma barra reforçada presa à mesa. O click incômodo disparou indicando que a algema estava presa. Confirmando que o professor estava bem preso, o interrogador enfim abriu a caixa que Toshio havia reconhecido como sua. - Reconhece essa caixa? - Perguntou num tom formal. O velho não falou, apenas acenou positivamente com a cabeça. Afinal, era onde guardava seus enfeites de natal. Ok. Nesse momento o homem buscou algumas guirlandas e enfeites de plástico, colocando-os à mesa. Aliviado, Toshio se recostou na cadeira, já que continuavam sendo seus enfeites de natal. - Isso aí é meu e... - Comentava, mas logo foi interrompido pelo ruidoso soco na mesa que o ANBU desferira, quebrando as esferas de plástico com um só golpe. E do meio dos pedaços de plástico, surgiram várias ampolas de MIRAKURU e boa quantia em dinheiro.

- ISSO NÃO É MEU! - Retrucou, tentando levantar-se da mesa.  
- Não adianta. Prendemos seu fornecedor e os comparsas. - Apertou-lhe o ombro.
- Isso é armação! Armação! Eu nunca... - Suplicou o velho.
- Todos eles reconheceram você e seu aluno. -
- Isso é impossível! Não conheço nenhum traficante! - Indignou-se.
- Também encontramos drogas no apartamento de Makoto. - Concluiu o ANBU.
- Mas não fomos nós! Foi armação! -
- Já temos provas suficientes. - Terminou, numa careta de desgosto.


CONTINUA...
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Tio Tsu

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MensagemAssunto: Re: [Filler 58] A Vingança Vem à Galope   Sab 1 Nov 2014 - 18:47

Então o Daisuke e o Kazuki usaram o Hiraishin para incriminar os antigos inimigos? Parece que foi um bom plano. Mas pensei que a vingança do Daisuke iria ser muito, muito mais agressiva. Oh bem, pelo menos esse capítulo já deve fechar para ele. Irá compensar certamente com o pirata e o Liam.

Continua ^^
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Ozzymandias

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MensagemAssunto: Re: [Filler 58] A Vingança Vem à Galope   Sab 1 Nov 2014 - 18:49

A vingança ainda não terminou Tio. Muahahahaha!
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Bruno Moraes

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MensagemAssunto: Re: [Filler 58] A Vingança Vem à Galope   Seg 3 Nov 2014 - 21:23

Enfim se começa a vingança e os primeiros a serem pegos foram o ex-amigo e o antigo Sensei. O fato mais curioso foi a parte de prender os tais “fornecedores” que reconheceram eles como comparsas. Estou a imaginar aqui quem são esses caras, pois tendo testemunhas fica mais difícil provar a inocência. Daisuke conseguiu os prender por drogas, mas se fosse por estupro seria melhor, pois sabe muito bem o que fazem com estupradores na prisão. Esses dois iriam ser bem tratados xd

Força na Historia!!!
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[Filler 58] A Vingança Vem à Galope
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