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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 Filler 04 — Vida nova?

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AutorMensagem
Kylo Soldier

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MensagemAssunto: Filler 04 — Vida nova?   Sab 15 Nov 2014 - 17:41


"Ou você morre um herói, ou vive tempo suficiente para ver você tornar-se o vilão."

O lugar era estranho, úmido e sombrio. O clima mórbido que o local apresentava chegava a dar náuseas na garota. Lisandra estava de pé próxima ao buraco, em volta deste havia uma escadaria que a levaria até onde necessitava chegar. Porém antes que se dirigisse até a mesma sentiu uma tontura, sua cabeça começou a doer, sentiu-se desequilibrada. Seu corpo recaiu em direção do buraco, não iria conseguir impedir que aquilo acontecesse, sua queda seria inevitável. Não tinha controle, ainda doía muito e estava prestes a cair. Foi realmente inevitável, seu corpo lançou-se no profundo buraco, ela nem mesmo tinha consciência do quão fundo era. Mas durante sua queda a dor parecia ter parado, entretanto seu corpo não movia-se, não conseguia reagir. Aquele seria o fim? Morta por uma queda em um buraco? Impossível, enfrentara muitas coisas em sua caminhada para terminar assim.

De repente to o corpo de Lis arrepiou-se, a parte traseira de seu corpo foi a primeira a ter contato com a água gelada. Sua visão encontrava-se embaçada, estava ardendo por estar com os olhos abertos dentro da água. Ela ainda estava incapaz de mexer qualquer parte do seu corpo. Iria desmaiar se permanecesse mais alguns instantes ali dentro. Era realmente o fim. Alguns instantes antes de sua visão ser uma completa escuridão, ela pôde ver, uma imagem distorcida diante de seus olhos. Um homem pálido, com cabelos negros, vestido em um manto desgastado, da mesma cor que seus cabelos. Mesmo não conseguindo ver direito, por maior que fosse a dificuldade ela jamais deixaria de reconhece-lo, jamais esqueceria da imagem da pessoa que representava um pai para ela. Sonho, a divindade que a acolhera muitos anos atrás. O mesmo que havia sumido, o motivo por ela estar indo em direção a Cidade das Sombras, para tentar achar respostas sobre seu desaparecimento. Não poderia ser realmente ele, era apenas um de seus delírios antes da inevitável morte.

Em um salto a jovem despertou. Lisandra acordou sem fôlego, com um olhar assustado. Sua cabeça latejava um pouco no momento que erguera-se, mas em poucos segundos a dor se esvaiu para dar lugar a duvida pertinente que lhe surgia. O que fora aquele sonho? Não lembrava-se bem do que acontecera em seu sonho, apenas dos últimos instantes, os quais estava a afogar-se em um poço de água ou algo do tipo, e também da vaga figura de um homem pairando em sua frente. Olhou para o lado, direto para a janela de seu quarto e notou que ainda encontrava-se de noite. Sua família ainda devia estar dormindo, porém depois de um pesadelo a jovem não tinha a mínima vontade de retornar para sua cama. Ergueu-se rapidamente, retirando os lençóis que estava lhe cobrindo, revelando seu esbelto corpo trajado em roupas intimas de cor preta. Estava um pouco de calor naquela época do ano e era difícil dormir com muitas roupas pois acabava acordando em uma poça de suor.

Lisandra caminhou até a sua janela, sentou-se em seu parapeito e ficou a olhar através do vidro para a bela Kirigakure com pouca iluminação durante a noite. A cidade silenciosa e tranquila naquele horário, era possível até mesmo ouvir os gatos miarem bem longe dali. Aquela situação era a mais desejada pela garota, a tranquilidade e paz das madrugas, às quais ninguém lhe incomodava ou lhe pedia as coisas. Seu irmão não lhe chamava para ajudar a treinar de tempos em tempos, nem sua mãe lhe pedindo ajuda para arrumar a casa, muito menos seu pai insistindo que ela deveria sair e buscar missões para fortalecer-se. Ela queria sim ser uma grande kunoichi, entretanto havia dias que apenas queria deitar em sua cama e não sair de seu quarto por nada. Olhou para trás por um instante, mirando o relógio sob a cabeceira de sua cama. Faltava pouco mais de uma hora para o nascer do sol, pensou em um instante em retornar para sua cama e dormir até quando seu corpo decidisse despertar, mas não era a melhor maneira para fazer as coisas, então decidiu permanecer acordada até que a hora do café da manhã chegasse.

O que será que o destino tem reservado para mim? — Falou a jovem, com sua voz calma e abafada, quase um sussurro para si própria. — Bem, hoje eu sairei da minha rotina, irei atrás de algo mais interessante do que ficar treinando ou deitada o dia inteiro.

O tempo passou mais rápido que a jovem esperava. Afundada em seus pensamento nem sequer percebeu que estava quase de manhã, o único fato que a fez notar tal acontecimento foi a luz invadir-lhe os olhos no instante em que o sol aparecera no horizonte. Levantou-se da janela e seguiu andando até o seu guarda-roupa, onde pegou algumas vestimentas. Na verdade eram suas roupas favoritas. Pegou seus equipamentos, que na verdade eram um punhado de Kunais que tinha. E então saiu do seu quarto, indo em direção da cozinha. Chegando lá encontrou-se com sua família já reunida para o café da manhã. Akira, seu irmão mais velho, como sempre estava comendo maças. Robert, seu pai, estava lendo um jornal ou algo do tipo. Helena, sua mãe, encontrava-se a preparar algumas coisas para comer. Lis sentou-se na mesa, cumprimentou a todos com um bom dia. Pegou algumas coisas que havia por ali para consumir.

Hoje eu irei sair. — Disse a garota, avisando a todos que não iria permanecer em casa naquele dia. — Decidi que irei dar uma volta pela cidade.

Vai para algum lugar especifico? — Perguntou seu irmão. — Vai encontrar-se com alguém?

Deixe de ser intrometido, sua irmã não lhe deve satisfação do que irá fazer, ela é grande o suficiente para cuidar de si mesma. —Interrompeu Helena.

Mas ela deve para mim, que sou o pai dela. — Falou Robert, olhando por cima de seu jornal diretamente para o rosto da garota.

Eu não sei para onde vou, eu decidi apenas que iria explorar um pouco os arredores da cidade. — Respondeu a jovem. — Fiquem tranquilos, como a mamãe mesmo disse, eu sei cuidar de mim mesma.

Lisandra pegou uma maçã que estava dentro do pote no centro da mesa e saiu correndo. Atravessou a porta antes que alguém conseguisse dizer algo para para-la. Akira até mesmo se ofereceu para segui-la, mas Helena não permitiu. Na visão de sua mãe Lis é uma jovem forte para lhe dar com seus próprios problemas, ela deve conhecer-se e descobrir o que deseja para sua vida. Helena enxerga em sua filha o mesmo que a mãe dela via nela quando tinha esta idade. Um espirito livre que pode ir para onde for sem precisar que os outros digam o que ela deve ou não fazer. Ela deveria tornar-se forte por conta própria.

A Kirinin havia decidido ir até os arredores da cidade, indo em direção às florestas que envolviam a vila. Durante sua caminhada seus pensamento lhe intrigavam. Aquela floresta lhe parecia familiar. Aquele caminho estreito por entre as árvores lhe trazia um certo ar de nostalgia, mesmo sem lembrar-se de ter estado ali antes. Enquanto caminhava algumas pequenas pontadas lhe invadiram a cabeça. Rápidas lembranças lhe vinham à mente, mas nada concreto, tudo parecia estar meio enevoado. As lembranças daquele local não eram claros, talvez apenas parecesse com algum lugar de sua infância, deveria ser por isso que estava tendo tais vagas lembranças. Conforme ia avançando, mais intensos os pensamentos vinham em sua mente. Gritos e sussurros ecoavam em seus ouvidos. Algo muito estranho vinha lhe acontecendo ultimamente, estes devaneios e memórias que não pareciam suas. Não era possível muitas das coisas que lhe passavam na mente, afinal era uma jovem comum, nascida em uma boa família de Kirigakure. O que lhe estava errado? O que estava acontecendo?

Foi então que a trilha chegou ao fim, terminando em um descampado imenso. No centro desta clareira havia um castelo, um imenso castelo construído em pedras e madeira. Seu olhar para aquele lugar era como de uma criança perdida que encontrava seu lar, porém Lisandra não o reconhecia. O castelo nunca fizera parte de sua vida, não poderia, ela lembraria dele. Foi aproximando-se cada vez mais até estar de frente para as grandes portas principais. Com um pouco de esforço as empurrou, quando se abriram viu um lugar abandonado pelo tempo, velho e desgastado como se estivesse ali apodrecendo a séculos. Mas uma breve imagem, mais nítida que qualquer uma lhe veio na cabeça. Um homem com trajes esvoaçantes, cabelos negros. Segurando a mão de uma pequena garotinha e levando-a para dentro do castelo. Nenhum daqueles pensamentos podia ser real, talvez fosse tudo um Sonho.



Spoiler:
 
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Tio Tsu

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MensagemAssunto: Re: Filler 04 — Vida nova?   Sab 15 Nov 2014 - 19:46

Estou um pouco confuso. Nos Fillers anteriores mostraste uma Lisandra mais arrogante e agressiva, "filha" de seres místicos e residente de uma dimensão que era única a certos seres vivos. No entanto, agora demonstras uma Lisandra muito mais calma e passiva, a morar em Kirigakure com os seus pais e irmão. O que se passou? Fiquei curioso, admito. Será que ela se esqueceu do seu outro mundo ou é algo completamente diferente?

Desculpa, estou um pouco confuso demais. Continua ^^
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Filipe_G

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MensagemAssunto: Re: Filler 04 — Vida nova?   Qua 19 Nov 2014 - 16:01

Wow, este filler acho que foi o melhor dos 4 ._. Agora tou mesmo desejoso que escrevas o próximo xd Ela muda entre o mundo dos sonhos e o mundo real, mas agora qual é que ela considera o real? ._.

I need more^^
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Bruno Moraes

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MensagemAssunto: Re: Filler 04 — Vida nova?   Qua 19 Nov 2014 - 21:29

Pelo visto quis colocar que os fatos com os perpétuos foram na verdade um sonho, ou pelo menos foi isso que o Sonho quisesse que ela pensasse. Agora vamos ver que rumo você pretende estabelecer para essa kirinin, já que pelo visto tirou os Deuses da vida dela (pelo menos por enquanto). Antes ela era uma órfã e agora tem toda uma família amorosa que se preocupa com ela, fico a ver que tipo de conseqüência esse tipo de técnica que muda o passado da pessoa vai se ter na vida da jovem Lis.

Força na Historia!!!
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Filler 04 — Vida nova?
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