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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 [Bingo Book - Rank B] Fujita Aya

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Shibiusa

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MensagemAssunto: [Bingo Book - Rank B] Fujita Aya   Dom 16 Nov 2014 - 3:49

Pedido realizado aqui: http://www.narutoportugalrpg.com/t681p60-livro-de-pedidos-de-caca#154952
Ficha do Bingo Book:
 
Ninjas inscritos: Ayame Midori, Kride Uchiha e Azura Inugami
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Shibiusa

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MensagemAssunto: Re: [Bingo Book - Rank B] Fujita Aya   Seg 17 Nov 2014 - 3:55

Era mais um dia em Konoha, com céu limpo, parcas nuvens, e temperatura amena. As pessoas passavam na rua, envolvidas nos seus afazeres diários, tendo especial afluência na zona do mercado. Era dia da grande feira semanal. Para os shinobi, era dia de resgatarem missões para fazer ou responderem a requisitos feitos para alguma em especial. Era para este último dever que Ayame fora chamada, sendo necessárias as capacidades dela para algo que ela ainda desconhecia.
A jovem até poderia passar despercebida se simplesmente caminhasse ao lado de alguém, mas o facto de estar a puxar um outro pela manga, fazendo-o caminhar mais rápido, era digno de se observar.
- …Vá lá, Azura, podias despachar-te. Já sabias que tinha que vir aqui – reclamava ela, entre dentes.
- Nem era suposto eu vir, visto que é uma missão para ti - murmurou ele, revirando os olhos ao lembrar-se da cena daquela manhã. Kazuma e Hikaru quase o fulminavam quando ele disse que a presença dele não era necessária, descartando involuntariamente o papel de guardião que lhe tinha sido incutido por aqueles dois em detrimento do dever da kunoichi. Teria o pescoço em risco se a deixasse sozinha, pelo que acabou por se resignar em acompanhá-la, ainda que não fosse uma missão dele.
- Mas tu és um shinobi ou um cão? Missões também são necessárias para ti – contra-argumentou ela. – Não te custa nada.
“Que comparação”, pensara o ruivo. Ela não tinha pensado muito naquele argumento. Havia cães shinobi. Poderia nomear um número de razões para mostrar a incoerência dela, mas preferiu remeter-se ao silêncio. Realmente, não seria um grande incómodo acompanhá-la…
Ao chegarem junto do edifício do Kage, ela largou-o.
- Espera aqui, já volto – pediu a morena, sorrindo alegremente enquanto entrava pelo pórtico. Iria despachar-se rapidamente e partiriam logo que possível.
Subiu as escadas a correr, cumprimentando todos os que conhecia ao cruzar-se com eles, e, com a pressa e a distração, acabou por bater contra alguém ao chegar junto da porta para onde se dirigia. Pediu desculpa imediatamente e acabou por ir perdendo o pio. Reconhecia aquela pessoa, apesar de não o ver há muito tempo…
- Kride… - murmurou a rapariga, surpreendida. Da última vez que vira o Uchiha, eram sensivelmente da mesma altura. Agora era consideravelmente mais alto e o cabelo negro dele estava claramente mais longo. A puberdade tinha atacado em força. Recompôs-se e sorriu. – Desculpa outra vez. Ia distraída…
- Hum-hum, não é nada – desvalorizou ele, reparando na atrapalhação dela. Ela tinha algo mais na cabeça que os momentos de socialização. Devia achar que estava atrasada, possivelmente. – Também não é que fosse propriamente atento. – Fez uma pequena pausa. Ela ia entrar no gabinete do kage? Então iriam em missão juntos. – Vais entrar?
A kunoichi acenou afirmativamente e, ao ver que ele lhe estava a oferecer-lhe a passagem ao abrir a porta, sorriu e entrou no gabinete.
Naruto já os esperava, rodeado de papelada, com Shizune a dar-lhe algumas orientações necessárias enquanto assistente. Cumprimentou-os e deixou-os ficar à vontade na sala até que conseguiu fazer uma pausa no que estava a preencher, sacando de um pequeno dossier que tinha colocado de lado.
- Bem – iniciou ele, ao ver o olhar atento do Uchiha e da Midori, que o observavam em expectativa. – Chamei-vos aqui porque tivemos novas informações num determinado Bingo Book que foi localizado no País do Fogo. Não é que o alvo seja propriamente difícil e tenho a certeza que bastava um de vós para a neutralizar, mas as informações a que tivemos acesso indicavam algumas circunstâncias complicadas na localização dela actual. Assim podem trabalhar em equipa e manterem-se atentos para quaisquer eventualidades – e passou o dossier para as mãos de Kride, que era o que estava mais próximo de si.
Ele deu uma vista de olhos rápida às informações, deixando Ayame espreitar para que também pudesse ler. Uma piromaníaca nas imediações de Yougangakure. Não seria complicada de se caçar e perguntava-se que circunstâncias poderiam implicar uma equipa para aquele determinado perfil. Mas logo veriam….
- Estão ambos de acordo? – perguntou o kage, que, embora não estivesse com pressa de voltar ao trabalho, tinha a sua assistente a fazer-lhe olhares de morte se não retornasse à papelada.
Ambos assentiram e agradeceram, saindo do escritório de imediato.
Enquanto caminhavam para o exterior, falaram de coisas insignificantes para a missão, como o que tinham feito no tempo em que não se viram. Ambos tinham estado fora da vila, embora ela ainda retornasse por várias vezes para visitar a família, algo que não acontecera com Kride. Antes de saírem do edifício, ainda a caminhar, a kunoichi acabou por ganhar coragem para falar de Azura.
- Olha… Importavas-te que uma pessoa viesse connosco na missão? – questionou.
Ele estranhou. Uma terceira pessoa sem reportar ao Naruto?
- Hum… Quem?
Como se tivesse sido invocado, o Inugami apareceu, usando o seu capuz branco sobre os cabelos. Baixou-o ao aproximar-se deles, reconhecendo quem acompanhava a rapariga. Como se se pudesse esquecer…
- Kride – disse ele, secamente. Olhou para a jovem de olhos verdes, quase como que a perguntar se ele era o companheiro dela na missão, pelo que ela não precisou de fazer muito para ele entender que assim era.
- Azura! Que estás aqui a fazer?! – confrontou o Uchiha, estupefacto.
A kunoichi estava confusa. Eles conheciam-se, pelos vistos, e ela não sabia. Desconhecia que história unia aqueles dois. Suspirou.
- Óptimo, poupam-me o trabalho em apresentações.
- O quê? É para ele vir connosco?!
- Hum-hum… - confirmou ela. Azura, para não variar, parecia indiferente à situação, apesar de pressentir alguma tensão ali no encontro. Não entendia. Mas não se sentia confortável a impor a presença do kirinin se Kride não quisesse. - Importas-te?
Ele olhou para ela. Ela não sabia mesmo a história deles. E também não é que fosse tão problemático assim tê-lo a acompanhá-los na missão. O que havia entre eles era passado. E era sempre outro par de olhos atentos. Sabiam lá o que podiam encontrar.
- Está bem… - acabou por dizer, passando o dossier para as mãos do ruivo para que ele pudesse ler as informações. Ia ser uma missão interessante.
Em poucos minutos, Azura devorara tudo aquilo que tinha sido apresentado nos relatórios. A última vez que a criminosa, Aya Fujita, tinha sido vista fora em Yougangakure, uma pequena vila no sul do País do Fogo. Era lá a próxima paragem.
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MensagemAssunto: Re: [Bingo Book - Rank B] Fujita Aya   Sex 21 Nov 2014 - 4:24

Depois de longas horas de caminhada em rumo ao destino, finalmente entravamos na Vila da Lava, Youngakure. Era uma vila menor do País de Fogo, com um aspecto pacato, situada junto a uma cordilheira composta por vários cones vulcânicos, recheados de manga nas suas profundezas e que frequentemente lançavam algum do seu conteúdo cá para fora.
- Talvez seja melhor escondermos as nossas hitaites - sugeri - Dois shinobis de Konoha e um de Kiri a vagear por estas bandas vai levantar suspeitas.
Ambos concordaram e assim, os três escondemos as marcas das nossas respectivas vilas.
- Como vamos encontrar a miúda? - perguntou a kunoichi.
- Temos a fotografia dela, certo? - inquiriu o ruivo - Podemos usa-la para questionar as pessoas da vila.
- Sim, sim! - concordou a rapariga - Onde começamos?
- Vamos pela rua, até encontrarmos uma taverna - sugeri - Se não tivermos sorte até lá, estaremos no melhor sítio para encontrar quem dê com os dentes na lingua.
Juntei algum chakra na palma da minha mão, e moldei-o na forma de dois corvos que surgiram sob a mesma. Transmiti-lhes posteriormente algum chakra e ambos se transformaram em cópias da foto original que segurava na outra mão. Entreguei-as aos meus companheiros e assim fomos pela rua, questionando individualmente os moradores da zona que iam passando. Infelizmente, nenhumas das respostas nos tinha trazido qualquer informação. Por fim, encontramos um tabuleta que marcava a presença de um bar e entramos.
Separamo-nos e fomos em direcções diferentes, de forma a questionar mais pessoas em pouco tempo. Avancei até ao balcão e sentei-me num dos bancos, perto de um homem que por lá bebia.
- Café grande, com whisky.. bastante - pedi ao homem ao balcão, que rapidamente se afastou no intuito de servir o meu pedido.
- Oh rapaz, não és muito novo para já beberes assim a estas horas? - disse o homem, agarrado a uma garrafa de vinho. O meu olhar de desprezo e silêncio foram o suficiente para mostrar o que achava sobre a opinião dele.
- Diga-me, já viu esta rapariga por estas bandas? - questionei, ao deslizar a fotografia pelo balcão. O empregado trazia a minha bebida, e eu estiquei a mão entregando-lhe uma nota, pagando pela mesma. Olhei então o rosto do homem que fazia uma cara de espanto e depois me respondia.
- Nu.. nunca a vi mais gorda! - disse o homem, com um tom de voz trémulo e duvidoso o suficiente para me levantar suspeitas. Ele sabe mais do que conta.
- Então obrigado na mesma - respondi-lhe, enquanto levava a caneca à boca e a começava a beber.
O homem, ainda com um ar afectado no rosto, levantava-se e começava a dirigir-se para a porta, na esperança que eu não me apercebesse disso. Com um selo, com a mão escondida dentro do bolso, quebrei a minha técnica e ambos os corvos, transformados em fotografias, se desfizeram e desapareceram, alertando os meus colegas de equipa. Estes olharam-me. Fiz um sinal, apontando com a cabeça para o homem que abandonava o bar. Estes levantaram-se e começaram a seguir o trajecto do homem. Levei mais uma vez a caneca aos lábios e bebi a toda num trago. Segui então o mesmo caminho da equipa e abandonei o bar, saíndo pela porta. Vi o homem a correr ao longe, e já a kunoichi corria, arduamente para o alcançar e então com um salto e um movimento rápido do corpo, a rapariga ultrapassou-o, por cima, dando uma pirueta e aterrando de frente para ele. Logo os seus dedos se cruzavam num selo e depois outro, enquanto esta moldava o chakra que exalava e subitamente, várias ervas surgiram, crescendo do solo, prendendo os movimentos do homem. Uma kunai rasgou as ervas, forçada pelo braço do homem, e tentou atingir a Midori, mas uma outra kunai, lançada pelo Inugami atingiu com tal precisão na que atentava contra a kunoichi, que o homem foi forçado a deixa-la cair, enquanto as ervas voltava a crescer e a restringir-lhe os movimentos por completo, novamente.
E eu aproximava-me, devagar, devagarinho, um passo de cada vez, e muito calmamente.
- O que é que sabes sobre a pessoa que vai pelo nome de Aya Fujita? - questionou Ayame, enquanto fazia mais e mais ervas crescerem em volta dele.
- É melhor responderes - disse, enquanto me aproximava - Nunca se deve deixar uma mulher sem resposta, deixa-as alteradas ou até mesmo chateadas, furiosas mesmo.
Continuei a caminhar, até os alcançar e fiquei parado, mesmo ao lado dele. Um momento de silêncio surgiu, e o homem olhava-me, questionando a minha imobilidade. Subi o braço à altura do peito, e com um rápido movimento atingi com o cotovelo no nariz do homem preso, fazendo com que este se partisse, e consequentemente jorrasse sangue como uma torneira.
- Isto é por não tentares acertar numa rapariga que só te queria fazer uma pergunta - disse-lhe, secamente, enquanto retirava do bolso uma kunai e a espetava na sua perna, com bastante força. O homem gritou de dor - E esta é por não teres respondido - agarrei-lhe pelo cabelo e puxei-lhe a cabeça para trás, e apenas nesse momento o olhei, com um ar tenebrosamente sério - O que é que sabes sobre a Aya Fujita! Diz-me, ou as consequências não serão bonitas - intimidei - O meu Kage deu-me uma missão, e permissão para usar quaisquer métodos de a ver cumprida, isto significa que posso fazer contigo o que bem me apetecer - menti, criando mais pânico no homem - E quando eu bebo, o meu instinto assassino torna-se mais livre - sugerindo assim que esse seria o seu destino.
- Não, por favor! Ela é uma sacerdotisa do templo de Kagu-tsuchi, o templo do fogo - informou, num tom de súplica na sua voz - Aliás, ela é “a” sacerdotisa! - acrescentou.
- E onde podemos encontrar esse templo? - inquiri.
- Não sei - respondeu prontamente o homem, e afastando o seu olhar do meu.
- Podias ao menos disfarçar que estás a mentir! - gritei-lhe.
Puxei-lhe pelo cabelo ainda mais para trás, e a sua cabeça parecia que até lhe podia saltar do corpo com um “pop” a qualquer momento. Olhei-o nos olhos, enquanto focava chakra nos olhos, acordando o Sharingan completo, que surgia sobre as minhas pupilas. Voltava a concentrar chakra nos globos oculares, desta vez projectando esse mesmo chakra até ao cérebro do homem, subjugando-o sobre o genjutsu do meu doujutsu.
- Não posso.. - tentava dizer, lutando contra o poder da ilusão - Eles.. matavam-me…
- Se não o disseres, estarás já morto - disse, com um sorriso cínico, injectando mais chakra no seu cérebro, e ultrapassando a sua tentativa de lutar contra o meu poder.
- Nas montanhas - disse, agora quase sem expressividade, lembrando o ruivo da equipa - Entre os vulcões a norte, o templo fica entre duas crateras e misturasse bem com o ambiente em volta. Lá vão encontrar os seguidores de Kagu-Tsuchi.
- Muito obrigado - disse-lhe, novamente sério - Fazes as honras, Azura?
Sem responder o rapaz avançou, e concentrando chakra no cotovelo, vários cristais o revestiram, formando uma massa dura e cristalina, com que ele atingiu, o cranio do homem, fazendo-o perder os sentidos. De seguida, o Kirinin rodopiou sobre si próprio com um pontapé que, projectou o homem para um beco, ali ao lado, rasgando mesmo as ervas que o seguravam. A kunoichi permanecia calada enquanto me olhava, com um ar chocado, face ao meu comportamento. Depois dirigiu um olhar ao ruivo também.
- Não era necessária tanta violência - avisou.
- Íamos perder tempo útil de vida - respondi-lhe.
- Mesmo.. - acrescentou o ruivo.
Seguimos em direcção às montanhas, mesmo que não conseguíssemos ver o tal templo. Quando a uma altitude suficiente, depois de usufruirmos do nosso chakra e capacidades shinobi para subir verticalmente as formações rochosas, ficamos sem saber para onde seguir.
- Eu posso tentar uma coisa - disse o Inugami.
- Então? - perguntei.
- Tenho uma técnica que pode ajudar-me a ver à distância. Deixa-me tentar.
Depois de libertar algum chakra, e fazendo um selo, uma camada de cristais ultrafinos surgirem como lentes sobre os seus olhos, que iam se aglomerando perfazendo no fim, uma lente, realmente. O ruivo olhou em volta e procurou o tal templo, depois de algum abanar de cabeça de um lado para o outro, finalmente avistou algo.
- Alguém lá ao longe, e uma espécie de edifício rochoso - informou, apontando, muito serenamente e com a sua típica falta de qualquer expressão.
Assim, seguindo essa direcção nos aproximamos por fim do templo.
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Dorou

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MensagemAssunto: Re: [Bingo Book - Rank B] Fujita Aya   Dom 23 Nov 2014 - 17:20

A paisagem pedregosa estendia-se até as montanhas e deformações que a vista alcançava ao longe. O terreno fedia a enxofre e fumaça, e os olhos dos três shinobis que esgueiravam-se pelas estalactites que surgiam do solo ardiam a medida que adentravam o território inimigo. Alguns cones surgiam do solo como mini vulcões de pura lava e destruição, instáveis e mortais, era uma loucura passar perto delas e usá-las para se esconder quando aqui e ali algumas explodiam e faziam vir a tona o magma. Nunca se sabia-se qual poderia acabar entrando em colapso.
O grupo parou ao lado de um dos cones em especial e, escondidos atrás de uma rocha, viram mais a frente o que Azura antes indicara como a base inimiga, e realmente era. Uma muralha fundida à montanha sinalizava o que parecia um teplo religioso impenetrável. O grupo admirou-se por tudo aquilo estar relacionado a uma nukenin de rank tão baixo. Algo estava mal explicado naquela história. Na frente dos portões da fortaleza, dois homens vestidos de vermelho e negro vigiavam o local, para além de mais dois que seguravam arcos e observavam do alto de duas torres nas laterais dos muros.
- O que acham da situação? - Ayame perguntou.
- Eu acho… Que é hora de alguma açã- Kride foi cortado enquanto sacava uma katana.
- Não, não. - A kunoichi falou com rispidez. - Não podemos simplesmente entrar pela porta da frente! Não sabemos o número de inimigos do lado de dentro e o quão fortes são. Sugiro uma infiltração.
- Concordo. - Azura adicionou.
- Haai. - E o Uchiha desceu os ombros, triste.
- Eu acho que poderí- Ayame começou a apontar alguns lugares, bolar uma estratégia aos poucos, mas foi cortada pelo kirinin.
- Eu tenho um plano. - Ele disse secamente. - Façam exatamente o que eu disser…


“Precisamos chamar a atenção dos guardas em dois momentos diferentes.”
Ayame lembrava das palavras de Azura enquanto vestida por seu henge, aparentava ser uma camponesa de idade que levava consigo algumas sacolas, nada mais que equipamento shinobi enrolado em alguns panos. Ela surgia pela estrada que levava ao templo e andando em seu passo curto, alertara os guardas com antecedência. Ao seu lado, um cavalo a ajudava a levar as trouxas e caminhava ao seu ritmo. Kride fizera uma nota mental, mataria Azura um dia por convencê-lo a interpretar um cavalo.
Os arqueiros das torres envergaram seus arcos, mas ainda assim não apontaram as flechas para a camponesa, ela estava longe demais para ser atingida… Os dois vigias que estavam no solo apressaram-se para correr e evitar que aquela mulher se aproximasse.
- Ei! O que você quer no templo da deusa do fogo!? - Um deles perguntou, inquisitivo.

“E mesmo que algum camponês, eles não vão estar de fato distraídos. São quatro, quatro guardas não vão prestar total atenção em uma única pessoa. Preciso que façam mais que isso.”
Quando os vigias enfim alcançaram a camponesa, sacaram kunais para intimidá-la.
- E-Eu vim trazer alguns mantimentos. - Ayame falou, interpretando seu papel. - Por favor, essa venda é importante… Me deixem entrar… - Ela suplicou.
- Não soubemos de nenhuma encomenda de suprimentos. - Um deles falou com arrogância, apontando a kunai para ela.

“E quando chegar a hora, quero que façam algo mais… E depois deixem o resto comigo.”
Kride, transformado em um cavalo, relinchou e pôs-se nas patas traseiras simulando um animal assustado. Avançou contra os vigias e saiu correndo em disparada em direção ao portão, se aproximando dos arqueiros que não demoraram em atirar loucamente no animal desgovernado.
- Não! Cuidado com meu cavalo! - Ayame gritou, dando o sinal a Azura de que a distração estava ocorrendo.


Azura já estava de baixo de uma das torres dos arqueiros neste momento. Aproveitara a distração para se aproximar ao máximo da muralha, e quando a tocou, conseguiu entrar pelas suas paredes como se fossem feitas de algum gel. Se ela era de pedra maciça, ele tinha um jutsu que o permitia traspassá-la.
Os vigias imobilizaram a mulher e puseram a katana em seu pescoço, e o cavalo foi cercado por flechas fincadas no chão, ele seria o próximo a ser atingido, quando os portões de repente rangeram e abrira-se em uma lentidão cinematográfica. De dentro dele saiu outro guarda, desta vez com a face coberta, vestindo um capuz e trazendo na mão uma foice de três lâminas.
- O que estão fazendo?? Seus idiotas! Ela está trazendo os nossos suprimentos! Larguem ela e deixem-na entrar! - Gritou o guarda aos vigias.
Eles soltaram Ayame, que correu até seu cavalo e o puxou para dentro dos portões apressadamente. Quando já estavam lá dentro e a entrada havia sido selada, todos desfizeram seus henges.
- Bom trabalho. - Azura falou.
- Bom trabalho? - Kride encarou o ruivo de frente e apontou-lhe o dedo indicador. - Você assinou a própria sentença de morte. - E começou a caminhar rumo ao interior do templo.
Ayame riu-se e Azura a olhou como quem não entendesse nada. Caminharam por corredores vazios, nem Azura nem Ayame sentiam presenças por perto, por isto estavam despreocupado. Com frequencia mudavam o caminho para evitar eventuais contatos com guardas. Pararam em uma sala que antecedia um salão.
- Vocês estão entendendo o que está acontecendo aqui? - Ayame perguntou, confusa.
- Também não percebi. Eles falam coisas sem sentido, e deveríamos estar atrás de uma criminosa, não em um monastério de loucos. - Kride sussurrou mau humorado.
Azura ficou calado. Ayame incomodou-se com isto.
- Azura? - Ela perguntou, inquisitiva.
- Sim. - Ele falou, indiferente.
- Então…?
- o que?
- O que você acha?
- Eu não ach-
Ela o olhou com aqueles olhos malignos.
- Erm… Existem alguns símbolos importantes a se considerar… - Ele começou. - As roupas são vermelhas e preto. Isso não tem nenhum significado em especial, mas julgando por onde vivem, pelas cores e pelo kanji na roupa-
- Eles tem um kanji na roupa - Kride perguntou, notando que não havia reparado.
- Sim. O kanji de “fogo” está marcado nas costas das roupas deles, e eles tem o mesmo símbolo desenhado na nuca, abaixo da gola das roupas, em uma tatuagem. Se fosse apenas roupas marcadas, eu diria que tratava-se de uma organização… Mas se eles gravaram isto na pele, creio eu que estamos lidando com uma seita…
- De fato. Um dos guardas falou algo sobre uma deusa do fogo… - Ayame adicionou.
- Então… Basiacamente… - Kride pôs a mão no queixo. Ja tinha esquecido o ódio por Azura nesta altura. - Estamos caçando uma deusa?
- Não tenho certeza, mas é melhor não tirar conclusões precipitadas quanto a isto… - O ruivo falou.
- Sabemos que estamos lidando com uma piromaníaca… - A kunoichi olhou aos companheiros com seriedade. - Estejam preparados para lidar com fogo.
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