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 [Ayame Midori] Filler 26 - Mudança ~ O assumir da culpa ~

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Shibiusa

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Nome: Ayame Midori
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MensagemAssunto: [Ayame Midori] Filler 26 - Mudança ~ O assumir da culpa ~   Seg 16 Nov 2015 - 21:47

Mudança
~ O assumir da culpa ~

Naquela noite, após a partida de Azura, reinou o silêncio. Os serviçais teriam certamente ordens para se manterem discretos após a dramática explosão da verdade, sob o risco de serem dados como cúmplices do crime de infiltração. Nenhum deles alguma vez pensara que tinham alguém como Kami entre eles. No fundo, ele parecia apenas um velho serviçal jocoso em relação aos patrões monárquicos e ricos; alguém que partilhava de um humor sarcástico devido aos seus muitos anos de serventia.
A presença inopinada dos senhores Sakuragi ao jantar instaurou um embaraço com o qual a jovem Midori não sabia lidar. Poderia ter tido a audácia (ou, na visão de alguns, a ingenuidade) de ter enfrentado alguém que a podia ter morto em seguida, mas a sua pouca experiência de vida não lhe dizia como enfrentar aquela situação. Kazuma e Hikaru entreolhavam-se com regularidade, mantendo expressões neutras, que faziam Ayame sentir-se ainda mais deslocada por não entender como estariam a sentir-se os seus pares.
Levantaram-se no final da refeição com os habituais agradecimentos e, ainda antes que pudessem cruzar as portas da sala, uma voz feminina chamou-os do interior da mesma. Setsuna procurara momentaneamente a aprovação do marido e a sua propositada distração enquanto se deleitava a tomar o seu saqué foi suficiente. Ambos sabiam o que tinham a fazer.
- Sentem-se, por favor – pediu ela, fazendo de seguida sinal a uma empregada para que lhes desse privacidade.
O trio hesitou momentaneamente, embora acabassem por se sentar nos lugares que tinham ocupado minutos antes. Mantiveram-se em silêncio, à espera do que os senhores Sakuragi teriam para lhes dizer.
Perante a aparente passividade do marido, Setsuna iniciou:
- Temos que vos pedir desculpa… E que vos agradecer. Saibam que estas palavras são sinceras – a voz da senhora subiu ligeiramente o seu tom para frisar a veracidade. Apertou as mãos enquanto voltava ao seu discurso. - Lamento a atitude com que vos recebemos aqui. Depois do que fizeram ao impostor… Foi como se a realidade fosse como um espelho que se partiu. Tantos anos em mentiras… Olhamos para trás e tantas acções, nossas e das outras famílias, estavam erradas. Na sua justificação, fundamentação, motivação. O que quiserem chamar-lhe. E tudo porque aquele homem estava entre nós… Mais uma vez, pedimos desculpa.
O ruivo recostou-se novamente, fechando os olhos enquanto relaxava. Aquilo era, de facto, sincero. No que lhe tocava, aceitou de imediato, mas sabia que o mérito da situação ia para os Midori, netos daqueles nobres que tinham deserdado a própria filha porque ela um dia amara alguém.
- Só fizemos o que achávamos correcto… - comentou Ayame num desabafo quase murmurado. Olhou para Kazuma. Ele é que era o eloquente. Ele saberia o que falar naquele momento. Sentia-se tão pequenina nos seus 17 anos.
O rapaz entendeu de imediato o pouco à-vontade da irmã e sorriu fugazmente.
- A Ayame tem razão. Fizemos o que achamos correcto. Foi assim que fomos educados. Para fazer o que deve ser feito, para defendermos o bem maior – pausou. - Os nossos pais não teriam agido de forma diferente.
Kazuhiro pousou finalmente a taça que tinha nas mãos, tossindo em seco. As mãos da esposa encontraram as suas e confortou-a com um suave aperto.
- A Nadeshiko… - começou por dizer. Os sentimentos assombravam-lhe a voz. Recompondo-se, continuou. – Também teremos errado com ela. Muito mais do que ela algum dia nos possa perdoar. Afinal, isto tudo era mais do que um falso torneio… Tínhamos noção do objectivo desta reunião. Deixamo-nos corromper com os anos, com a ambição pelo poder provocada por este convívio, por estas pessoas, e a Nadeshiko sofreu com isso. Ela nada tinha feito… É culpada do mesmo crime que eu. De se ter apaixonado.
Um novo gesto ternurento não passou despercebido à jovem Midori. Possivelmente, teriam casado por obrigação, como era típico de famílias nobres que queriam manter ou fazer crescer o seu poder, e apaixonaram-se com o passar do tempo. Não conseguiu evitar um subtil sorriso. Os avós tinham realmente mudado naqueles últimos dias após perceberem que a realidade deles fora construída por outrem.
- Essas palavras terão que as dizer a quem devem. À mãe, ao pai… Não podemos responder por eles. Mas aceitamos os vossos sentimentos – acabou por dizer Ayame, ainda inspirada pelo gesto dos seus familiares. Kazuma anuiu em concordância. Era o dever deles aceitar.
O casal Sakuragi agradeceu e disponibilizou-se para ajudar naquilo que pudesse, ainda que pudesse não ser muito. A educação dos netos, embora humilde, tinha os valores e a integridade que Nadeshiko revelara desde sempre, ao ponto de os desafiar por amor. Não iriam interferir mais a não ser que lhes fosse pedido.
Ainda antes de voltarem para o quarto, a kunoichi recordou as palavras de Kami, que a assombravam desde então. Aproveitou então o timing para falar sobre isso aos avós, na esperança que tivessem alguma informação que apaziguasse aquela curiosidade:
- Já agora… Aquele homem disse que nós não sabíamos as nossas origens, que não as pedimos aos nossos. Presumindo que ele poderia estar a referir-se a vocês também… Que nos podem dizer sobre isso?
A senhora mais velha ponderou por uns momentos antes de responder.
- Não sabemos ao que ele se referiria. Da nossa parte, podemos contar-vos a lenda que iniciou tudo isto do Torneio das Kugeka e a parca história que se sabe à volta da mesma. Mas vale o que vale. É uma lenda. Não serão factos. Por isso, julgo que, se alguém vos deve explicações, será alguém do lado do vosso pai.
Lendas… As lendas, segundo a opinião de vários pensadores, tinham alguma dose de verdade ou, no mínimo, uma lição a retirar. Podia não ser muito, mas poderia dar-lhes algumas luzes sobre o que, de acordo com Kami, lhes tinha sido escondido. A avó, no entanto, teria alguma razão na sua resposta. E quem melhor para os ajudar a descobrir a verdade que os seus familiares mais velhos?
- Importavam-se que chamássemos a nossa avó paterna cá? – questionou Kazuma, matutando na possibilidade de surgirem algumas respostas. - Agradecemos a vossa disponibilidade e podem muito bem estar certos. Por isso, julgo que as respostas podem surgir com a vossa sabedoria conjunta, dos dois lados da família.
Kazuhiro procurou o olhar da esposa e reparou na centelha de confirmação. Ambos sabiam que iria custar-lhes enfrentar a mãe do homem que lhes tirara a filha, sabendo tudo o que os fizeram passar depois desse momento. Eram culpados de pequenos crimes de difamação. Mas deviam isso aos netos. Deviam-lhes a coragem que eles tiveram, as desculpas que eles mereciam depois da verdade. Por isso assentiu. Estava na hora de enfrentar os seus próprios demónios.
Ao saírem da sala de jantar, o trio dirigiu-se ao exterior, sob a orientação do Midori mais velho. O ruivo, que até ao momento tinha permanecido em silêncio, dirigiu-se a ele enquanto andavam:
- Então, qual é a tua ideia? Kuchiyose?
- Há maneira mais fácil de comunicar à distância quando partilham a mesma invocação? – contrapôs Kazuma, com um sorriso rasgado. Trincou o seu dedo e, num instante, desenhou no chão o círculo de invocação. Muito mais rápido do que alguma vez ela conseguiria, pensava Ayame.
A habitual nuvem de fumaça surgiu assim que a mão dele tocou o chão, dissipando de imediato com o movimento de uma grande raposa branca.
- Boa noite, Shirou – cumprimentou o Midori, sob o olhar atento da irmã e do melhor amigo. Como seria de esperar dele, a raposa nada disse e acenou com o focinho em resposta. – Podes avisar a avó que precisávamos que ela viesse a Cha no Kuni, por favor? Ela de certeza que já sabe o que se passou por cá e está relacionado com isso. E connosco.
O olhar vítreo da raposa encontrou o verde dos olhos dos Midori. Estava preocupado. Sabia o que tinha acontecido lá e agora queriam falar com Chou.
- Está tudo bem? – a voz de Shirou soou profunda, masculina, quase ríspida.
- Sim, a sério. Já percebi que soubeste também. O pior já passou e não há qualquer perigo – Kazuma passou a mão no focinho da raposa das neves, afectuosamente, para o acalmar. - Apenas precisávamos da sabedoria da avó para responder a umas questões.
Shirou acenou novamente, para ele e depois para Ayame e Hikaru, e desapareceu numa nuvem de fumaça.
Aquele método de comunicação nunca falhara graças aos grandes laços que tinham com as kuchiyoses, que muitas vezes habitavam os terrenos e as estufas dos Midori. Sabiam que, no dia seguinte, Chou Midori estaria em Cha no Kuni. Por agora, podiam ir descansar.

Spoiler:
 
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Anotherx

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MensagemAssunto: Re: [Ayame Midori] Filler 26 - Mudança ~ O assumir da culpa ~   Ter 17 Nov 2015 - 10:42

Eeeeh não está nada mau, sinceramente não me importava de escrever assim quando ESTOU inspirado xd
(Não tou dentro da história coiso e tal pinta roxo)Parece-me que o problema para teres ficado bloqueada era mesmo o conteúdo do filler, que apesar de obrigatório não tem nada de especial tirando o pedido de desculpas deles e algum diálogo aqui e ali.

TL;DR: Nota-se que é forçado, não posso negar isso e a qualidade vai degradando do inicio ao fim do filler. Mas mesmo que não seja o teu melhor está bom e pode ser que ao concluíres este trecho da história te inspires novamente!
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Tio Tsu

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MensagemAssunto: Re: [Ayame Midori] Filler 26 - Mudança ~ O assumir da culpa ~   Qui 19 Nov 2015 - 19:46

Nem achei o Filler mau de todo, muito menos corrido ou algo do género. Se poderias ter explorado melhor? Se calhar, mas ficou bom, nevertheless. Agora é que a história promete ficar boa, só tens de a aproveitar bem e fazer Fillers maiores ahah.

Continua!
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