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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 Filler 5

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AutorMensagem
SP-KK

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Sexo : Feminino
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Registo Ninja
Nome: Naho Kita
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Total de Habilitações: 112

MensagemAssunto: Filler 5   Qui 24 Dez 2015 - 14:31

Filler 5


-De certeza que ficas bem?

Naho respondeu afirmativamente enquanto revirava os olhos, abraçando o rapaz em seguida. Este apertou-a contra o seu peito como se tivesse receio de que ela se fosse desfazer e desaparecer juntamente com a brisa gélida da tarde. Enterrou o seu rosto nos cabelos rubros da rapariga, sentindo o familiar cheiro a terra e pinho. Não era a combinação de odores mais agradável que poderia imaginar, mas tornara-se um gosto adquirido, associado à reconfortante calma e segurança que os momentos partilhados pelos dois sempre tinham. O rapaz afrouxou um pouco o abraço dos dois, olhando Naho fixamente.

-Tens a certeza absoluta de que ficas bem?

-Tenho, sr. psicólogo. - Disse a jovem kunoichi, fingindo estar chateada. -Relaxa. Foi só uma missão feita durante uma ressaca. Com assaltos a uma joalharia. E pancada à mistura. Mais um dia normal na fantástica vida de Naho Kita. Agora despacha-te "masé", tanto tu como eu temos família à espera em casa.

O rapaz fez um ruído frustrado em protesto, mas acedeu ao pedido da kunoichi. Envolveu-a num último abraço e plantou-lhe um beijo na testa antes de se retirar, recebendo mais um revirar de olhos por parte dela. Assim que ele a soltou e se fez ao caminho, Naho recolheu o arco e flechas que pousara de lado, acomodando ambos às costas e percorrendo os últimos passos para chegar a sua casa. Os últimos dias haviam sido, no mínimo, interessantes. Mas a jovem Kita estava esperançosa de que, daqui em diante, as coisas iriam melhorar. E não tinha razão para duvidar disso. Afinal de contas era Natal, e a neve - uma visão tão rara naquela vila - caía agora levemente sobre Konoha, cobrindo cada centímetro num manto branco e delicado. Tinha uma casa quente e alegre à sua espera, com perú acabado de assar. E para além disso, finalmente conseguira substituir o arco que partira há uns dias. Tudo parecia estar a alinhar-se para tornar a sua jornada daqui para a frente numa estrada calma e sem grandes percalços.

Mas depois Naho chegou a casa. Assim que fechou a porta de entrada atrás de si sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha, como se sentisse a presença de algo familiar e nada agradável.

-Até que enfim! Onde é que andaste? - Saudou Miya com um largo sorriso, vindo em passo apressado da cozinha. Tinha ainda nas mãos o pano da louça.

-Encontrei o Kiaro na loja, ele acompanhou-me até casa e estivemos a pôr a conversa em dia. - Respondeu Naho, sentindo-se confusa com o aparente entusiasmo da mãe. Já conseguia sentir o cheiro de perú assado a fumegar.

-Bah, não interessa. Podias era ter-me avisado que o teu mentor vinha cá a casa, fui apanhada totalmente desprevenida! - Retorquiu a mãe da rapariga, agarrando-a de imediato pelo braço e arrastando-a até à cozinha.

-Mentor? - A jovem forçou a mãe a parar a meio caminho. Neste momento Naho sentiu-se ainda mais confusa que antes, e fixou o olhar de Miya com uma expressão séria e preocupada. - Mãe... Eu não tenho mentor nenhum.

-Podes deixar de ser assim desconfiada, só por um bocadinho? - Repreendeu a mulher, dando um piparote no nariz da filha. - Pronto então, não sabias que tens mentor, e não sabias que ele vinha cá a casa, não faz diferença. Ele disse-me que tentou avisar-te antes de vir aqui, mas como de costume nunca ninguém sabe onde é que tu te metes quando sais de casa. Eu é que o convidei para ficar por aqui até tu chegares.

-Mas..

-Nuh-hu. Já andaste a vadiar o dia todo. Agora vais ser uma menina bem educada e vais lá dentro conhecer o senhor. E nada de fazer cara feia! Educámos-te melhor que isso. - Repreendeu Miya, deixando Naho sem escapatória ou resposta possível. A jovem não teve outra escolha senão anuir em concordância e seguir a mãe até à cozinha.

Ao entrar na divisão Naho nem teve reacção. Sentado à mesa, no meio de todos os seus irmãos, estava Itari. Porque é que eu não estou surpreendida...

-Tudo bem? - Saudou Naho num tom de voz seco. Miya ia começar as introduções quando a filha a interrompeu. - Descansa mãe, já nos conhecemos.

-Estavas demorada rapariga! Que é que andaste a fazer? - Nidorai encontrava-se sentado ao lado da cadeira de Naho, já com uma bruta coxa de perú entre dentes. A jovem Kita não respondeu vocalmente, em vez disso apontando para o arco que entretanto tirara das costas. - Ah, finalmente!

-Mentiras! Ela foi ver o namorado! - Gozou Noa, sentado mesmo ao lado de Itari e de braços esticados em direcção à mãe, que tinha o prato dele na mão. O riso do rapaz morreu imediatamente ao ver o olhar furioso de Miya.

-O dia em que a Naho arranjar namorado é o dia em que me volta a crescer cabelo. - Apontou em modo de brincadeira Nadyr, pai de toda aquela miudagem e marido de Miya, antes de voltar a encher a boca de arroz.

Após colocar de lado o arco e as flechas Naho sentou-se no único lugar disponível à mesa, mesmo de frente para Itari. Este forçou um meio sorriso que não arrancou qualquer reacção da rapariga, que se cingiu a observá-lo atentamente. Aquela expressão não lhe inspirava nem um pingo de confiança. O sorriso podia estar lá, mas o olhar dele continuava vazio e frio. Naho quebrou a sua observação por breves momentos, e quando o fez reparou que Mane olhava para ela de forma inquisidora. Desviou imediatamente o seu olhar do do irmão, fingindo concentrar-se no prato de comida que a mãe acabara de lhe servir.

-E a missão, que tal correu? - Inquiriu Nidorai em surdina, dando um encostozinho a Naho com o cotovelo e tentando ignorar a comoção que os irmãos causavam à volta da mesa.

-Podia ter sido pior. - Retorquiu Naho em tom baixo, encolhendo os ombros enquanto pescava no seu bocado de perú por um pedaço de carne. - Era suposto testarmos umas câmaras novas numa joalharia, mas já lá estava um grupo de ladrões. E com a sorte que eu tenho...

-Tiveram de ser vocês a tratar dos gajos. - Após a irmã anuir silenciosamente, Nidorai soltou uma gargalhada acompanhada por uma forte palmada nas costas da rapariga, fazendo-a entalar-se.

-Juízo meninos. - Repreendeu Miya, tentando impingir alguma ordem à mesa. Quase de imediato dirigiu o seu olhar para Naho - E tu minha menina, espero que não estejas esquecida de que tens um quarto para arrumar.

Naho anuiu, empurrando alguma água garganta abaixo enquanto Nidorai lhe dava pancadinhas fracas nas costas. O resto do jantar foi calmo exceptuando as confusões típicas dos irmãos mais novos, os berros da mãe para tentar manter a ordem, e os picanços do pai para levar os filhos a meterem-se em mais confusões. A jovem Naho, por sua vez, sentia-se extremamente desconfortável. De cada vez que olhava em frente via Itari a trocar laivos de conversa com Miya, que estava de tal modo impressionada com ele que já o tratava como se fosse da família. A rapariga acabou por eventualmente se levantar antes sequer de acabar o jantar, retirando-se para o quarto com a desculpa de querer adiantar arrumações antes de se deitar.

Na realidade, Naho não passou mais do que alguns minutos a organizar os items maiores, após os quais se encontrou sem paciência para mais arrumações (ou para o que quer que fosse, honestamente). Atirou-se para a cama, enterrando a cara na única almofada que lá se encontrava. Soltou um longo e exasperado suspiro. Apetecia-lhe fugir para bem longe dali, de volta para a vida atribulada mas familiar que tinha antes da "graduação". De volta para o que lhe era confortável. De volta para...

Uma série de batidas secas na porta do seu quarto despertaram a rapariga abruptamente. Piscou os olhos, que pareciam pesar uma tonelada, um par de vezes. Tinha a almofada completamente babada e as roupas amarrotadas. Nem se apercebera de que havia adormecido. A voz da mãe fez-se ouvir do outro lado, acompanhada pelo seu punho a bater na madeira da porta mais uma vez. Naho levantou-se o mais rapidamente que pôde, limpando atabalhoadamente a cara dos restos de saliva que ainda lá se encontravam. Ao abrir a porta lá estava a mãe, com Itari poucos passos atrás dela.

-Não acredito que foste dormir sem arrumar o quarto. - Repreendeu Miya imediatamente ao ver os olhos da filha raiados de vermelho. Naho explicou-lhe que adormeceu enquanto arrumava. Miya não parecia convencida, mas também não parecia disposta a discutir naquele momento. - O teu mentor queria falar contigo antes de ir embora. Vê lá se melhoras essa cara e arrumas o que falta antes de voltares a dormir.

Naho acenou afirmativamente com a cabeça, tapando com a mão um bocejo que se escapou por entre os seus lábios. Ouviu a mãe, em voz mais baixa, desculpar-se a Itari pelo "comportamento da minha filha", desejando-lhe boas festas e agradecendo a companhia dele antes de se retirar para acabar de limpar a cozinha. Todo este tempo a jovem Kita ficou sob a ombreira da porta do seu quarto, de ombro encostado ao velho pedaço de madeira enquanto lutava contra o sono. O shinobi à sua frente estendeu algo na direcção dela.

-E isto é? - Inquiriu a rapariga, pegando no scroll que ele lhe estendia sem fazer qualquer tentativa de inspeccionar os seus conteúdos.

-A declaração a confirmar que a partir de hoje sou o teu mentor. - Esclareceu Itari, num tom de voz monocórdico e desinteressado. Perante estas palavras Naho desviou o seu olhar do dele, abrindo lentamente o scroll para verificar o que lá vinha escrito. - Desde que não "levantes ondas" podes continuar a fazer o que quiseres, não faço propriamente questão de te treinar.

-Hm. Portanto, não vais ter o trabalho de me ensinar nada, mas vais ser pago como se o fizesses. Basicamente vais manter-me como o teu porquinho de poupanças, é isso?

-Se preferires posso sempre...

-Eu não prefiro nada. - Suspirou Naho. Não estava para ouvir conversa sobre como lhe devia um favor, e de quão mal ela iria ficar perante toda a gente caso se descobrisse que a sua graduação havia sido falsificada. Sabia perfeitamente que estava de rabo preso, e não havia nada que pudesse fazer.

-Ainda bem que chegámos a acordo. Alguma coisa em que eu possa ajudar que não requira...

-Sabes que mais? Não quero saber. Feliz Natal. - Cortou Naho, fechando a porta na cara de Itari.
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MensagemAssunto: Re: Filler 5   Sex 25 Dez 2015 - 2:46

A família de Naho é uma piada hahahaha, tenho um pouco de pena da moça :v

Menina tua escrita é divina, principalmente nas descrições de ações das personagens, consegues descrever perfeitamente até o mais leve movimento que a personagem faz, amei^^
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Shibiusa

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MensagemAssunto: Re: Filler 5   Seg 8 Fev 2016 - 19:16

Okay, tenho duas opiniões sobre o filler xd

Enquanto filler de Natal, é fraquinho no conteúdo. Adaptaste as ideias ao filler para dar um leve toque a Natal e tal. De natalício não tem muito, o que é um facto. Essa parte aí já sabias pelo comentário que diz no evento.
Colocando de lado o assunto natalício, a opinião já é diferente xd Fácil de ler e de acompanhar. Não tens uma escrita maçuda, por isso...
Passando ao conteúdo em si... Tive que ler várias vezes as primeiras frases porque fiquei um bocado confusa quanto à identidade da pessoa (e até fui ver se ele já tinha sido mencionado no filler anterior). Fora isso, funny stuff xd Ainda não entendi porque é que o Itari se anda a colar tanto. Ou vá, até entendo que é conveniente e a Naho é um bom bode expiatório, mas... xd

Vou ler o próximo para ver se meto tudo em dia xd
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