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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 [Páscoa 2016] Team "Two Girls One Murderer"

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Shibiusa

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MensagemAssunto: [Páscoa 2016] Team "Two Girls One Murderer"   Sab 5 Mar 2016 - 1:23

Evento da Páscoa 2016: "O Novo Messias"
Citação :
"Corre o rumor que um homem se auto-declarou a nova reencarnação do Eremita dos Seis Caminhos. O rumor teria sido desvalorizado por completo se não fossem outros dados que surgiram logo depois. Segundo vários habitantes, ele diz nas suas palestras que ressuscitou 3 dias depois de ter sido morto e auto-promove-se como sendo um deus e disposto a partilhar o segredo com aqueles que lhe pagarem.
Por uma questão de segurança, foi submetida uma missão para ser aceite por uma equipa que deseje tirar este rumor a limpo de forma discreta."
O evento de Páscoa consiste na realização desta missão sem rank. Todas as equipas receberão a mesma missão e terão que a desenvolver de forma criativa e dentro das possibilidades da equipa.

Regras:
- No mínimo, a missão terá que ter quatro posts. Recomendam-se as regras habituais das missões (dois posts por pessoa).
- Terão um mês completo para fazer a missão (até 5 de Abril, inclusive).
- Podem acabar as missões que já tenham iniciado (uma vez que dificilmente a avaliação dessa missão cruzaria com a avaliação do evento. O tempo de acabar a missão será sempre menor do que iniciar uma missão). No entanto, não devem inscrever-se numa missão como forma de prevenir cruzamento de avaliações. Podem, no entanto, escrever treinos.

Para outras dúvidas, utilizem o tópico do evento.
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MensagemAssunto: Re: [Páscoa 2016] Team "Two Girls One Murderer"   Sex 11 Mar 2016 - 1:27

Naho abriu a porta de entrada da casa de chá, sentindo um arrepio percorrer o seu corpo gelado assim que este entrou em contacto com a temperatura amena e agradável do espaço. Dirigiu-se à recepcionista do estabelecimento, descrevendo-lhe quem viera encontrar ali. O rosto da mulher foi rasgado por um laivo de reconhecimento, e imediatamente pediu à jovem para aguardar enquanto confirmava a presença das duas outras pessoas. Enquanto esperava, a konohanin foi observando o espaço acolhedor. Não se denotavam nenhumas extravagâncias para além dos panos de seda lilases que caíam em cascatas delicadas sobre as paredes, contrastando com os tons claros dos soalhos de mógano.

A recepcionista estava a demorar muito tempo. Entediada, e pensando que não seria má ideia nem má oportunidade para experimentar o que andara a prender do irmão, Naho juntou as suas mãos num selo e concentrou o seu chakra, tentando realizar um Chakra Chie. A sua prática com a técnica era mínima, e o seu controlo de chakra mais parecia uma piada, mas ainda assim conseguiu detectar duas fontes de chakra próximas que se destacavam das restantes. Uma delas era mais modesta, bastante parecida com a sua em termos de dimensão. No entanto, a outra...

Naho teve o seu foco subitamente quebrado pelo regresso da recepcionista, que lhe pediu que a seguisse e a guiou através de um corredor repleto de portas de correr, típicas entradas das salas de casas de chá. Indicou-lhe uma que já se encontrava semi aberta, puxando-a para abrir caminho à jovem que lhe agradeceu com um silencioso aceno.

-Boa tarde. - Saudou Naho assim que entrou na pequena sala. No interior já se encontravam um rapaz e uma rapariga, sentados em direcções opostas de uma pequena mesa. Ambos de cabelos escuros, ambos mais altos que ela… E possivelmente ambos mais novos. “Estou mesmo a ver o filme. Vão ser altos prodígios da ninjeirada, e vou eu andar a passar vergonhas como a idiota.” Os dois no interior da sala saudaram-na, enquanto ela se sentava num dos cantos livres da mesa e se servia de uma chávena de chá quente, imediatamente sentindo a chávena aquecer os seus dedos. - Peço desculpa pelo atraso, não conseguia dar com o sítio. Sou Naho Kita, da vila de Konoha.

-Zehel Matsuri, Kirigakure. - Respondeu o rapaz, num tom de voz calmo mas confiante.

-Shiori Ogawa, Lumié. - Retorquiu a rapariga, arrecadando um franzir de sobrancelha por parte dos outros dois. Provavelmente nunca haviam ouvido falar de tal localização antes. Parecendo não dar qualquer importância a isso, a jovem prosseguiu num tom de voz amistoso. - Podemos prosseguir?

-A única coisa que sei é que se trata de uma missão de reconhecimento. - Começou Naho de imediato. Provavelmente não era boa ideia começar já a passar o papel de incompetente perante os dois estranhos que seriam os seus colegas de equipa, mas preferia clamar ignorância já do que mais tarde cometer falhas por não estar inteirada de todos os factos. - Não li os ficheiros por completo, mas do que percebi anda por aí um Zé a dizer que é a reencarnação de um Eremita, e a dispôr-se a partilhar o segredo dele com aqueles que se disponham a pagar-lhe.

-Pouco mais temos para além disso. - Assegurou Zehel, recebendo acenos em concordância por parte de Shiori. Estendeu um par de folhas na direcção da jovem ruiva, contendo alguns dos detalhes vitais para a missão. - Um dos primeiros batedores que foram enviados não conseguiu muito, voltou à vila com um pedaço de tecido que, alegadamente, pertence ao indivíduo que procuramos. Deverá facilitar um pouco a nossa procura.

-Quanto a vocês não sei, mas se o homem for quem realmente diz ser… Não me sinto propriamente capaz de ir p’rá pancada com ele. - Confessou Naho, inquirindo em seguida se poderia ver o pedaço de tecido encontrado.

-Temos de o encontrar e reunir o máximo de informação possível. Não é certo sequer que vá haver qualquer tipo de confronto. - Troteou Shiori, cada palavra a escorrer confiança. Enquanto a ouvia, Naho ia observando o tecido, revirando-o entre os seus dedos. - Mas se houver, não teremos outro remédio que não encarar de frente.

-Na pior das hipóteses, estou cá eu. - Assegurou Zehel, não recebendo qualquer imposição ou sinal de dúvida por parte das jovens. Naho, pelo menos, não sentia qualquer desejo de duvidar que ele estivesse milhas acima dela mesma e da jovem Shiori. Especialmente se o potencial do rapaz estivesse à altura do chakra que sentira nele momentos antes, ainda na entrada.

-De qualquer das maneiras, não me parece que o homenzinho se esteja a tentar esconder. - Retorquiu Naho, referindo-se ao tecido que segurava nas mãos e que, possivelmente, teria vindo da indumentária dele. Com o rosa choque e amarelão que predominavam as restantes cores, a ruiva duvidava que o indivíduo estivesse a fazer qualquer esforço para ser discreto.

Os três abandonaram o conforto da casa de chá assim que acabaram de partilhar detalhes, sendo prontamente abraçados pelo exterior frio de Kiri. Zehel, estando mais acostumado ao local, guiou as duas raparigas até uma das pequenas ilhazinhas circundantes da vila - o local onde o suspeiro havia sido avistado pela última vez. Haviam concordado previamente que seria o melhor local para começar a procurar. Mas, á parte da localização e do pedaço de tecido rasgado, não tinham qualquer outra informação por onde pudessem pegar. O rapaz não parecia preocupado.

-Não há problema. Devo conseguir localizá-lo com o Chakra Chie, tendo como referência os traços de chakra deixados por ele no pano. - Murmurou ele mais para si mesmo do que para as companheiras.

-Não há necessidade, o homem hoje veio passear a tenda. - Interrompeu Naho, apontando para uma figura ao longe. Apesar da distância era impossível confundir, graças às cores berrantes: as roupas da figura que se avistava ao longe eram consistentes com o tecido que havia sido recuperado pelo batedor. Isso, e o homem andava aos berros por entre as casas, enquanto abanava um pequeno sino.

-Diria que é melhor aproximarmo-nos com cuidado. - Sugeriu Shiori, não descolando os seus profundos olhos castanhos do suspeito. - Seria problemático se ele atacasse ou fugisse antes de conseguirmos chegar perto dele. Portanto aproximamo-nos calmamente, e tentamos não parecer ameaçadores.

“Diria que precisamos de mais do que calma”, pensou Naho enquanto olhava desconfiada para o facalhão que Zehel tinha às costas. Ainda assim seguiu os dois sem qualquer protesto. Para sua surpresa, o suspeito não fugiu nem pareceu minimamente incomodado com o aspecto de nenhum deles. Em vez disso silenciou-se quando o pequeno grupo se aproximou dele, rasgando um pequeno sorriso e abrindo ambos os braços antes que qualquer um deles pudesse tecer uma palavra sequer.

-Viestes partilhar da minha sabedoria, oh jovens? Ressuscitei 3 dias após a minha morte, e voltei… Voltei com poderes capazes de aniquilar até um deus. Sou o novo Eremita dos Seis Caminhos, disposto e capaz de tomar este mundo como meu. - O homem falou num tom de voz estranhamente calmo e acolhedor (ainda que teatral). Um grande contraste, tendo em conta os berros histéricos que proferia ainda há pouco para quem o quisesse ouvir. Os seus olhos espelhavam uma leve confusão, enquanto observava os 3 jovens à sua frente. Não fugiam. Porque não fugiam? Certamente estariam interessados em saber mais, caso contrário teriam corrido... - Não sinto medo em nenhum de vós. Talvez… Sim. Leais súbditos, capazes de seguir as minhas vontades, capazes de enfrentar exércitos por mim. Sereis vós?

Os 3 recém camaradas entreolharam-se, confusos. Certamente era este o homem que procuravam. Encaixava na descrição, e o discurso era certamente o mesmo. Mas algo estava a falhar.

-Como é que um deus assim tão poderoso anda a publicitar-se e a angariar seguidores por si mesmo, sozinho? - Inquiriu Shiroi, num tom doce mas desconfiado.

-Ah… Ahaha. Isso é uma questão complicada de responder. - O homem parecia subitamente embaraçado, como se não esperasse qualquer tipo de questionamento daquele género. Com um movimento lento, tentou alcançar algo que se encontrava no seu cinto. Mas o rapaz do trio não ficou à espera para ver o que sairía dali.

-Complicada? - Os olhos frios de Zehel cerraram-se no suspeito. Com uma velocidade estonteante movimentou-se para perto do mesmo, acertando-lhe no queixo com uma cotovelada e deixando-o atordoado o tempo suficiente para rapidamente lhe amarrar os pulsos com uma porção de Harigane. O olhar do suspeito escorria com raiva, rapidamente congelando em medo quando os seus olhos encontraram os de Zehel. Naho quase conseguiu sentir o homem engolir em seco quando o seu olhar encontrou o do kirinin. - Qualquer complicação que aches que existe agora vai parecer simples, quando vires o que temos à tua espera.

Zehel guiou-as mais uma vez, empurrando o homem à sua frente enquanto andavam. Desta vez levou-as para um local mais recluso - um pequeno armazém abandonado, anexado a um antigo teatro que há alguns anos deixara de ser utilizado.
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Dark_Akira

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MensagemAssunto: Re: [Páscoa 2016] Team "Two Girls One Murderer"   Dom 27 Mar 2016 - 22:02

Forçando a entrada barrada do armazém, os três ninjas e o messias falhado invadiram o local vazio perturbando a fina camada de pó que cobria o chão com os seus pesados pés de humano. Com sucessivas palmadas nas costas do "novo eremita dos seis caminhos", Zehel mantinha-o à sua frente encaminhando-o até onde queria.

- Não pares, continua a andar. - ordenava o chunnin projectando a sua voz ameaçadora para o prisioneiro.

Virando a sua cabeça para Shiori, apontou sorrateiramente para as suas tonfas e simulou o movimento de alguém a bater na nuca do homem. A rapariga franziu um pouco o seu nariz delicado, engolindo o facto de tentar ser sempre o mais pacifista possível. Porém ou era ela que atingia o homem ou ia ser o chunnin que talvez lhe arrancasse a cabeça diretamente.

- Naho trás-me a corda por favor. - ordenou ele a rapariga desviando-se do prisioneiro.

O messias sentiu a sua guarda a aliviar e logo aproveitou para se virar e fitar o kirinin, porventura com intenção de se livrar daqueles 3 ninjas que o faziam de refém.
Um barulho seco encheu o silencio abandonado do armazém quando a tonfa de shiori atingia a nuca do messias que delineava o seu plano de fuga. O homem tombara inconsciente mesmo de cara no chão poeirento do armazém abandonado.

- Cuidado! - exclamou a gennin de Lumié ao ver o desastre que se aproximava de Naho.

Um avalanche de metais fora despoletado assim que a jovem gennin caçadora retirara a corda do seu pouso. Olhando os vários metais e holofotes a tombarem na sua direção a rapariga abriu a sua boca, soltando uma expiração de espanto sem força suficiente para se transformar num grito. Zehel reagiu imediatamente por impulso, tal como tinha aprendido no controlo do cursed seal, com um sonido colocou a mão na barriga lisa da caçadora de konoha e empurrou-a com força para longe do avalanche metálico. Deixando o seu chakra fluir libertou a sua transformação endurecendo a sua pele ao nível do aço. Sob os seus músculos e pele os inúmeros metais colapsaram, cobrindo o rapaz num monte de ferro amachucado e enferrujado.

- Oh meu deus! - exclamou Naho levantando-se do chão sobressaltada e correndo na direção das barras de metal e holofotes começando a afastá-los para libertar Zehel. Shiori concentrou uma grande onda de chakra nos seus músculos enquanto se movia com um shunshin, o chakra ajudaria-a a aumentar a sua força para afastar as vigas mais pesadas do caminho.

- Porque é que estas coisas acontecem sempre! - falava Naho nervosa e ansiosa pela saúde do chunnin enquanto forçava dos os seus músculos a empurrarem e puxarem as vigas de metal.

- Acalmem-se jovenzinhas e afastem-se dos metais. - Falou a voz calma do rapaz debaixo de todos os resíduos metálicos.

As raparigas cumpriram o pedido do kirinin preso debaixo do avalanche e afastaram-se da pilha de metais acumulados. O grunhido de Zehel encheu o local e um brilho arroxeado surgiu debaixo da pilha de metais segundos antes de todo este rebentar em fragmentos metálicos. Saindo de dentro do buraco criado, o espadachim levantou-se intacto saindo de dentro do casulo de metais sem qualquer preocupação. No fundo todo o seu corpo lhe doía devido aos impactos dos metais, porém a sua pele não havia cedido.

- Prendam-no àquela cadeira. - falava o rapaz apontando para uma cadeira de madeira sólida e com muitos detalhes que se encontrava tombada encostada à parede de fundo.

Estupefactas, as duas raparigas olhavam para ele sem saber bem o que dizer, pois não era todos os dias que se conhecia um amaldiçoado. A sua face cinzenta apresentava feições demoníacas e os seus dedos afiados e membros negros completavam a totalidade da paisagem infernal.

- Mas... tu estás bem? - gaguejava Naho percorrendo o corpo do rapaz procurando feridas.

- Bem! Cá está algo que não se vê todos os dias. - exclamava Shiori saindo do choque da visão do amaldiçoado para ir prender o homem como o chunnin pedira.

- Não te preocupes com isto Naho, não foi nada de especial. - falou o jovem conduzindo a konoichi para uma sala separada do recinto do armazém. Shiori seguiu-os pouco depois para terem o briefing sobre o que se iria passar a seguir.
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- Tens a certeza que estás bem? - continuava a perguntar Naho insistindo em perceber se o rapaz não tinha mesmo sido afectado pelo desastre por ela causado.

- Sim rapariga, credo não te preocupes nada do que possas causar me vai deixar seriamente aleijado. - falou Zehel tentando acalmar a rapariga.

- É eu sei que sou a mais fraca do grupo, não precisas de mo recordar... - declarou com rispidez Naho revirando os olhos.

- Não foi isso que quis dizer Naho. - ripostou o chunnin ajeitando a sua postura na cadeira.

- Bem temos mais com que nos preocupar do que estarmos a ver quem quis dizer o quê não acham? - Shiori acabava ali com a iminente discussão que se poderia formar voltando a focar a equipa no assunto importante. - Temos a "encarnação de um deus" a uns 10 metros de nós e estamos a discutir coisas fúteis.

A rapariga realçava o seu sarcasmo quando lhe chamava deus ao fazer as aspas com os seus dedos e com uma expressão sarcástica na cara. Se de facto aquilo era a reencarnação de um deus ele tinha-se esquecido dos poderes na última vida.

- Muito dificilmente aquilo que ele profetiza ser é verdade. Se realmente fosse a reencarnação do eremita dos seis caminhos já se tinha soltado da cadeira e ido embora. Pelo que ele esconde algo e nós precisamos de saber o quê. - falava o chunnin. - Mesmo que tenhamos de usar força para lhe extrair a verdade.

As duas raparigas contorceram-se nas suas cadeiras incomodadas com o facto de ir haver violência envolvida, Shiori por não ser propriamente apologista de violência e Naho por aquilo não ser mesmo algo em que ela tenha sequer hipótese.

- Bem... Nesse campo não vos vou poder ajudar muito. Não sou a pessoa certa para esse tipo de trabalhos. - dizia Naho avaliando correctamente a sua afinidade para aquilo que era necessário fazer naquele momento.

- Podemos fazer o seguinte... Shiori, tu e eu ficaremos encarregues da parte mais agressiva da coisa, a tua força aumentada por chakra pode ser bastante útil para o quebrar tanto a nível físico como psicológico. Se isso não resultar, terei de ser eu a puxar os últimos cordelinhos para que a coisa ande.

- Yep, nada posso fazer nesses campos pessoal... - reforçava Naho as palavras que dissera antes.

- Eu sei, porém terás um papel ainda mais importante que o nosso, enquanto nós o enchemos de porrada e o torturamos, tu serás os nossos olhos e ouvidos no exterior.
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As tarefas de cada um já haviam sido distribuídas, Zehel e Shiori ficariam destacados a torturarem o messias até ele falar enquanto Naho estaria encarregue de procurar informações que lhes estivessem escapado pela vila. Estava encarregue de passear pelos cafés escutando atentamente as conversas que pudessem vir surgindo.

- Sempre que precisares de ir a um café aconselho-te a adoptares esta forma. - aconselhou Zehel juntando um pouco de chakra e fazendo um henge no jutsu.

As feições angulares do kendoca foram cobertas com uma onda de fumo de onde saiu um velhote de aspecto algo degradante, roupas desarrumadas, bochechas vermelhas, dentes amarelados do tabaco. As rugas profundamente marcadas na sua pele enalteciam a aparência idosa, o seu cabelo grisalho, despenteado e sem nenhum cuidado reforçavam o aspecto degradante. Mas o pior de tudo era o hálito de álcool que o rapaz expelia a cada respiração.

- Vamos, tens de conseguir copiá-lo. - ordenou Zehel na pele do homem decadente. - Shiori, vai acordar o nosso convidado e tenta começar a sacar-lhe informações.

Naho abanava o seu braço tentando fazer com que o vento produzido pelo movimento afastasse o hálito alcoólico que pairava no ar.

- Hyu, porque raios tenho eu de me transformar nisso? - perguntava a konohanin enquanto sustinha a respiração.

- Porque é sempre assim que consigo informações dos bares mais recondidos, porventura achas que se uma garota gira como tu puser sequer os pés num desses antros infestados de porcos iria sair de lá sem ter sido assediada? E isto é só a maneira simpática de dizer, eles não te iriam assediar Naho. - falava o kirinin esperando assustar a rapariga.

Os olhos amarelados e cheios de cataratas do homem abriam-se de forma sinistra enquanto fitava a cara enjoada da rapariga. Era uma shinobi agora, não uma caçadora, aquele tipo de sacrifícios eram necessários em missão.

- Vamos tu consegues. - encorajou o chunnin afastando-se dela para lhe dar espaço para respirar, literalmente.

Naho juntou as suas mãos num selo simples que a ajudava a focar o seu chakra na quantidade necessária para realizar o henge no jutsu. Uma onda de fumo invadiu o local, cobrindo a jovem caçadora de cabelos castanhos. Quando a fumaça começou a assentar revelou uma imagem quase perfeita do velho raquítico, porém faltava algo. Os dentes da rapariga continuavam bonitos e o seu hálito permanecia inalterado. Zehel olhou-a com desaprovação cruzando os braços esperando que a rapariga se decidisse a mudar o que estava mal.

- Mas... É tão nojento Zehel, porque tenho de ter esse hálito horrível? - queixava-se a rapariga batendo o pé no chão.

- Está bom eu cedo do hálito. - Referiu o rapaz saindo do seu estado deprimente numa onda de fumo. - Mas dos dentes amarelos e tortos não te escapas.

E com um dedo empurrou a testa rugosa de Naho abrindo de seguida a porta para que ele pudesse entrar no recinto do armazém. A voz de shiori banhava o local perguntando insistentemente ao homem o porque de ele não deixar escapar quem realmente era e de onde viera. Sentado numa cadeira com uma mesa à sua frente, o messias fitava a rapariga não a levando a sério. A sua face jovem não lhe dava grande credibilidade quando pressionava o homem, pelo que Zehel decidiu intervir. Arrastando a sua cadeira para a virar ao contrário, sentou-se nela apoiando os seus braços nas costas da cadeira perfurando o homem com o seu olhar gélido.

- Então és tu o messias, hein? - questionou o rapaz para perceber como iria ser a conversa do homem.

- És tu que o afirmas ou foram outros que to disseram? - respondia o espertinho com outra pergunta.

- Isso não me responde à pergunta. - declarava o chunnin dando sinal à shinobi que o acompanhava.

A rapariga logo puxou atrás um braço e atingiu o homem com o punho na barriga. Arregalando os olhos com espanto o homem cuspiu um pouco de saliva ao receber todo o impacto na barriga.

- Vamos tenta de novo. És tu o messias, o ressuscitado, o heremita dos seis caminhos? - perguntava novamente Zehel.

- Sou... Isso mesmo, por isso tem muito cuidado meu menino. - respondia o homem cuspindo saliva.

- Boa, temos um progresso. - e novamente o zetsubõ sinalizava shiori.

A rapariga voltava a tensionar o seu músculo do braço e novamente aplicava a sua força num potente punho na cara do homem. Apanhando com o impacto todo em cheio na cara, ele desequilibrou-se e tombou em conjunto com a cadeira. O kiri-nin levantou-se imediatamente aproximando-se do homem caído para o levanta com toda a sua força e voltar a colocá-lo sentado.

- Agora vamos tentar sem mentir. - dizia ele ao sentar-se de novo na cadeira.

Aquela sessão de porrada iria estender-se durante umas quantas horas, tentando o rapaz ceder a mente dele ao perguntar-lhe sucessivamente coisas relacionadas com o que ele afirmava ser. Teria sempre o auxilio da konoichi jovem, que ora o atingia do lado direito, esquerdo ou até de frente, tentando fazê-lo cuspir a verdade.

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Entretanto afastado do armazém, Naho enfrentava o seu primeiro obstáculo em kirigakure. Fitando algo irritada a parede enquanto massajava o couro cabeludo, a rapariga recuperava de uma queda que dera ao tentar usar o kinobiri no jutsu. Uma das desvantagens do tempo húmido e enevoado de kirigakure era exactamente a presença constante de água em todo o sitio. Em konohagakure não tinham estes problemas em trepar paredes como uns animais.
Inspirando fundo, a rapariga reunia novamente chakra na sola dos pés enquanto misturava o seu conhecimento do kinobiri e mizu no kinobiri, teria de expelir um pouco mais de chakra do que o normal para que a sua energia perfurasse a fina camada de água e atingisse a parede. Estando pronta começou a sua corrida novamente e saltou com confiança na direção da parede, os seus pés banhados de chakra colaram-se na superfície escorregadia anunciando o sucesso da preparação da konoichi. Então Naho manteve o seu fluxo de chakra constante de modo a conseguir subir até ao topo do telhado onde tentaria avistar os locais com maior afluência populacional. Logo os seus olhos treinados avistaram o uma multidão reunida numa avenida cheia de pequenos negócios. Zehel dera-lhe as indicações todas que necessitava para encontrar os bares mal povoados, era lá que o chunnin vinha recolher informações sobre criminosos nas zonas, quer fossem assassinos, gangues ou maltrapilhos que gostavam de coisas brilhantes. Correndo com calma pelos telhados, a rapariga manteve a sua respiração controlada para não chegar ao ponto de exaustão demasiado rápido e, quando alcançou a beira do telhado que dava para avenida do comercio, concentrou chakra para realizar um shunshin no jutsu que a colocava no meio da multidão alvoraçada por adquirir os bens pelos melhores preços.

Caminhando tentando passar despercebida ia apanhando restos de conversetas que iam surgindo. Os descrentes animavam-se por já não ouvirem os gritos do desvairado messias falso, os crentes falavam baixo questionando-se se teria vindo para os castigar. Porém ninguém parecia saber de onde ele vinha nem quem era. Logo Naho chegava à primeira taberna mal povoada, o barulho que vinha do interior da taberna dava a entender que no seu interior só brutamontes e homens de má laia lá estavam. Tal como Zehel lhe dissera. Engolindo em seco, a konohanin movimentou-se para uma esquina escondida onde conseguiu realizar o seu henge no jutsu despercebidamente.

- Não há de ser assim tão mau... Afinal de contas não preciso de suportar o hálito horrível na minha boca. - sussurrava a rapariga segurando um selo e invocando o seu chakra para realizar a transformação.

De seguida aproximara-se da porta, sorrateira como uma raposa, não querendo anunciar a sua presença. Inspirava fundo ganhando coragem para entrar naquele "antro de porcos" como Zehel lhe havia chamado. Como medida cautelosa decidiu convergir mais um pouco do seu chakra para realizar um chakra chie, tentava identificar fontes de chakra demasiado próximas dela. A sua inexperiência com o jutsu não lhe dava a garantia de tudo o que sentia fosse verdade, mas à primeira vista era vagamente seguro abrir aquela porta, no interior não existiam chakras muito poderosos. Com o mínimo de barulho que conseguiu, entrou pela taberna e traçou a sua rota directamente para um mesa encostada ao fundo do local. O cheiro a suor e a álcool que banhavam o recinto faziam-na ficar enjoada, Como era possível aqueles porcos cheirarem tão mal. Contendo o impulso de vomitar foi passando pelas várias mesas povoadas dos mais estranhos e suspeitos indivíduos. Todos ali tinham cara de quem andava por negócios estranhos. Zehel tinha-a avisado, se ali entrasse sem o henge provavelmente já teria sido raptada para as traseiras e drogada com qualquer tipo de porcaria.

- O normal imagino. - falou uma voz estranhamente feminina junto da mesa onde ele se sentara.

Uma mulher com um corpo extremamente trabalhado limpava a mesa dela com um pano outrora branco, movia-se ali sem qualquer problema e ninguém lhe tocava por muito estranho que parecesse. Só poderia ser mulher do taberneiro e com aquele corpo já algumas mãos atrevidas se deveriam ter arrependido de apertar a carne que preenchia o vestido simples que envergava.

- Eh, sim o normal por favor. - respondia Naho no corpo do velho alcoólico.

- Se queres sobreviver tens de deixar cair os teus bons modos. - sussurrou-lhe a mulher sem mais ninguém ouvir. - Foi o Zehel que te mandou?

As pernas da rapariga tremeram um pouco debaixo da mesa, obviamente que um velho lascaroso como o que ela estava a impersonar não ia dizer por favor. Com um ligeiro e despercebido abanar com a cabeça respondeu afirmativamente à empregada que logo se afastou dela para lhe ir buscar o seu pedido.
Abrindo os seus ouvidos atentos a rapariga tentou parecer, mais alcoólica, adoptando uma postura mais desleixada e desimportada sem no entanto desleixar a sua escuta atenta. Ia captando conversas sem interesse das mesas em redor, uns falavam de como o individuo x lhe tinha retirado o saque, outro falava de como a sua ultima captura lhe renderia algum dinheiro no mercado. Porém nada que fizesse o seu radar despoltar.

- Tens aqui o teu pedido. - falou a mulher trazendo-lhe uma grande caneca de metal.

- Já não era sem tempo. - respondeu a konoichi tentando seguir o conselho que a empregada lhe dera.

A mulher sorriu-lhe enquanto se afastava para ir atender outra mesa que estava pronta para pedir. Naho continuou atenta a tudo o que o rodeava captando fragmentos de conversas que lhe chegavam aos ouvidos, agarrando na caneca preparou-se para descobrir que tipo de álcool estaria dentro do recipiente, porém foi surpreendida quando os seus lábios tocaram água. Era claro que não poderia ser álcool, recolher informações bêbado não é muito eficiente.
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- De onde vens messias? - tentava Zehel obter uma resposta pela milésima vez.

- Já vos disse... Eu venho do outro mundo, estava morto e voltei. - respondia o ensanguentado messias, o seu corpo já se cobria de nódoas negras e da sua face escorria sangue pelo nariz partido. Era preciso ser-se mesmo muito resistente para conseguir ainda assim manter a sua aparência, quem seria realmente aquela pessoa que eles torturavam.

- Bem estou oficialmente farto de ti. - falava Zehel levantando-se da sua cadeira com um salto.

Puxando as mangas do seu casaco azulado, expunha os seus antebraços duros e musculados enquanto se aproximava do pobre homem em sangue.
Deixando o seu chakra amaldiçoado abandonar a sua tatuagem no pulso direito, o seu corpo transformava-se no demónio amaldiçoado por completo.

- Hmmm serás a cobaia perfeita para eu testar as minhas novas "armas". - disse o rapaz na sua voz assustadora pegando no pescoço do homem.

Com uma sequência de selos o amaldiçoado convergia uma grande quantidade de chakra que logo transferia para o seu oponente colocando a sua mão sobre o peito dele. Segurando um selo, Zehel activava o Ne no Juin imediatamente fazendo-o manifestar-se sob a forma de linhas negras que cobriam o corpo do messias e que o imobilizavam.

- Vais nos dizer quem realmente és ou tenho de realmente te puxar ao limite? - perguntava Zehel encostando a sua cabeça ao ouvido dele.

- Já vos disse quem eu sou. - respondeu o homem recusando-se a descoser-se mais.

- Ok, vamos continuar então. - Com uma série de selos o rapaz juntava chakra no seu dedo indicador e médio.

Veias vermelhas surgiram a envolver os dois dedos, pulsando com chakra. Num movimento rápido Zehel encostou os seus dedos na nuca do homem, transferindo o chakra do juinjutsu para o corpo do oponente. Uma tatuagem vermelha encheu a nuca do homem imóvel, Shiori assistia aos sucessivos jutsus de Zehel sem saber muito bem o que se estava a passar.
Zehel voltava-se a sentar na cadeira, mesmo em frente do homem imobilizado, fitava-o com as suas pupilas ovais e olhar gélido. Assim ficou uns segundos, deixando que o nervosismo do desconhecido entrasse para dentro do seu alvo. Endireitando-se enquanto afinava a garganta, juntou as duas mãos uma na outra mantendo-se ainda assim calado a olhar para o ensanguentado messias. O silencio e a antecipação penetravam nas células imobilizadas do morto-vivo, fragilizando a sua confiança e determinação. Zehel apanhou o momento em que a dúvida surgira no cérebro do homem levantando uns dedos para fazer um selo. O juinjutsu Headache que lhe fora implantado activou-se instantaneamente enviando sinais de dor ao cérebro como se este estivesse a ser violentamente mutilado. Ele sentia a sua cabeça como se fosse rebentar, a dor de cabeça enorme e o zumbido estridente que lhe ecoava nos ouvidos resultante do esforço ao qual o cérebro estava a ser suposto valiam por 10 vezes a porrada que levara de Shiori, aquilo era definitivamente um jutsu demoníaco de se usar.

- De onde vens tu? - tentava novamente Zehel soltando o selo libertando o prisioneiro dos efeitos do juinjutsu.

O homem estava ofegante, o facto de estar imobilizado não ajudavam à dispersão da dor do jutsu, ele não se conseguia agarrar à cabeça e muito menos dobrar-se sob si mesmo. Estava amaldiçoado a ficar quieto a suportar as enormes dores de cabeça, podendo apenas gritar por misericórdia da parte dos dois shinobis.

- Venho... do... reino dos mor... - o homem falava ofegante, porém não parecera querer dizer a verdade pelo que o chunnin voltara a atacar segurando o selo que activava o juinjutsu.

Os gritos de dor do messias ecoavam no armazém abandonado, enchendo todo o recinto com o barulho ensurdecedor da tentativa de resistência do homem.
Ou cedia ou partia, não existia meio termo para aquele divino enfermo.
-------------------------------------------------------------------------------

Naho mantinha-se acomodada na sua mesa, dando goles na sua caneca cheia de água enquanto escutava as conversas dos porcos que a rodeavam. O seu nariz tinha-se habituado ao cheiro pelo que poderia ficar ali o tempo que fosse preciso até obter informações úteis.
Atrás dela, conseguiu ouvir uma conversa interessante, após três horas de espera ansiosa.

- O louco que acha que ressuscitou?! - perguntava espantado um homem de cara desformada um pouco mais alto que os sussurros dos seus pares.

- Xiu, sim esse mesmo. Ouve juntei uns quantos dos meus homens e eles juram a pés juntos que podemos sair beneficiados disto. O louco jurou que conseguia fazer os desejos daqueles que o procurassem. - falava muito baixo um dos homens que se juntava à volta da mesa conspirando uma aliança maligna.

- Isso poderia ser bastante útil, quem nos faria frente com alguém assim? Temos de o colocar do nosso lado. - comentava outro dos homens de má fama que se reunia na mesa suspeita.

- E se for tudo um embuste, certamente ficaremos expostos se nada disso for realmente verdade. - afirmava cautelosamente o individuo que porventura teria mais cérebro naquele ajuntamento de parvos.

- Nesse caso, destruímos quaisquer provas que ali estivemos. Não deixaríamos que ninguém conseguisse reportar a nossa presença à vila de kirigakure. Esses ninjas intrometidos certamente nos arruinariam os negócios. - ripostava outro.

Naho escutava atentamente, emborcando da caneca a água que lhe fora trazida, tinha de avisar Zehel sobre aquela conversa. Poderia não ser exactamente o que a rapariga procurava mas já era alguma coisa. Era o primeiro sitio em que procurava e já tinha conseguido informações bastante interessantes.

Terminando a sua bebida, decidiu sair daquele antro malcheiroso para continuar a sua busca.

Ao longo de toda a tarde percorreu a vila sem se cansar, procurando entre mercadores, velhas fofoqueiras, pubs, cafés e tabernas criminosas. Nada, o homem parecia ter surgido realmente de uma cova abandonada no fundo do oceano e viera para ali pregar, ninguém o conhecia nem sabia de onde viera. O homem era realmente um mistério.
------------------------------------------------------------------------------

O prisioneiro ofegava exausto de toda a tortura que a sua cabeça era suposta, a saliva escorria-lhe pelos lábios fracos devido à exaustão extrema. Os seus olhos estavam vermelhos e com derrames devido à força que o homem fazia devido à dor. Os pequenos capilares que raiavam os olhos não haviam resistido à pressão colocada sobre estes, banhando a visão do messias de vermelho.

Zehel ofegava também, porém por razões bastante diferentes, estava farto do homem, o facto de estar com o cursed seal activo também não ajudava nada a manter a paciência. A sua mão tremia com a fúria que tinha do homem não se descoser.

- Zehel... Senta-te, acalma-te por favor. - falava Shiori tentando fazer a sua voz mais calma que conseguia. O rapaz estava a mergulhar num estado de fúria e ela temia que ele fosse matar o prisioneiro num acesso de raiva, as pupilas ovais nos olhos dele estreitavam-se ao ponto de parecerem linhas e a sua expressão estava assustadora.

- Diz-me... - sussurrou. - DIZ-ME DE ONDE VENS! - gritou imediatamente investido sobre o homem ao fechar as suas mãos num selo apertado e com uma libertação furiosa de chakra que se fez sentir no homem tanto no juinjutsu como pelo impacto da onda que o fez tombar para trás. O ruído e dor extrema no interior do crânio do messias fizeram-no finalmente rachar. Ensanguentado, dorido, acabado e rebentado, o homem abriu a sua boca proferindo uma frágil palavra antes de cair na inconsciência.

- Companhia... - disse antes de abandonar o mundo consciente e desmaiar.
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MensagemAssunto: Re: [Páscoa 2016] Team "Two Girls One Murderer"   Qui 21 Abr 2016 - 18:21

-Profeta do Caminho! - Exclamou Naho, levantando-se repentinamente enquanto erguia o braço no ar, segurando um papel amarelão. Quando se levantou a tampa do caixote do lixo saiu disparada a voar, aterrando com um enorme estrondo no meio da rua e atraindo alguns olhares chocados e surpreendidos. Quem a viu e quem a vê, antes completamente enojada pelo simples cheiro de álcool, agora parecia completamente imovível e nada incomodada, sentada no interior de um caixote do lixo e com uma casca de banana a escorrer-lhe pela cabeça abaixo. Abriu o papel e leu o título em voz alta, como se se tivesse esquecido de que estava sozinha. - “Companhia de Teatro O Profeta do Caminho”. Eu sabia que nos estava a escapar alguma coisa.

Perante isto e as informações que ouvira durante as suas voltinhas, Naho tinha quase a certeza do que se estava a passar. Mas queria confirmar algo antes.

----

-Acho que é um pouco tarde para jogar a cartada do polícia bom. - Zehel falava em tom baixo e calmo, negando o pedido de Naho para falar com o prisioneiro.

-Não tem nada a ver com isso. - Contra argumentou Naho novamente. Não estava à espera que pedir para falar com o pseudo-messias fosse aceite com boa vontade, mas também não esperara encontrar tamanha resistência dos dois colegas de equipa. - Eu já tenho uma boa ideia do que se passa. Apenas quero ouvi-lo da boca dele.

- Essa “ideia” é das coisas mais sem fundamento que já ouvi. - Disparou Shiori, recebendo imediatamente um semicerrar de olhos e um meio sorriso trocista por parte da Konohanin. - Depois de levar com toda aquela tortura, se ele soubesse algo de concreto já tinha dito tudo.

-Ou não. - Contrariou Naho, enquanto enchia um prato com o mesmo estufado que os três haviam acabado de jantar. Voltou a tapar o tacho, virando-se de imediato para os dois companheiros. - Não perdemos nada por tentar. Se pancada e força não resultaram, talvez isto resulte.

-Julgo que, realmente, tentar não magoaria ninguém. - Admitiu finalmente Zehel, encolhendo os ombros. - Vamos lá tentar fazer isto à tua maneira.

Em menos de nada já estavam próximos do seu prisioneiro, que entretanto voltara a si e, ao ouvir o barulho de passos a aproximarem-se, abriu os olhos. Estava coberto de sangue seco e equimoses. Zehel e Shiori deixaram-se ficar ligeiramente para trás, olhando com dúvida para a ruiva. Apesar de estar quase reduzido a uma polpa e claramente cansado, o homem que se encontrava amarrado pareceu encontrar uma nova dose de bravado ao ver uma cara nova e de ar menos ameaçador a aproximar-se. Tal falsa coragem desvaneceu-se rapidamente quando, chegando perto dele, o indivíduo notou a jovem a recolher o braço direito para trás. Fechou os olhos e encolheu-se, esperando a força do iminente. Impacto esse que nunca chegou.

-Pode relaxar. Não lhe vou fazer mal nenhum. - Disse Naho num tom de voz sereno enquanto limpava o sangue seco da cara do homem, usando o pano branco que retirara da sua bolsa de armamento, embebido em água.

-Estou a ver. Em vez disso vai torturar-me com a ajuda de comida? - Inquiriu o homem num tom de voz carregado de cinismo, como se a simples ideia de tal conceito o fizesse sentir-se traído. Daí o seu espanto, a par do espanto de Zehel e Shiori, quando sem proferir qualquer palavra Naho começou a alimentá-lo, uma colherada de cada vez, até o prato ficar vazio. Apesar de aliviado e grato, o homem continuava carregado de dúvida e desconfiança. - Qual é a sua ideia?

-O meu nome é Naho Kita. Pode tratar-me por Naho. - Retorquiu a rapariga num tom prático, espantando mais uma vez tanto o homem como a sua dupla de colegas: que por esta altura achavam que ela tinha perdido a cabeça por completo. - Gostaria de saber quem é o senhor.

-Já vos disse. Sou o eremita, o ressuscitado…

-Não estou interessada no que o senhor diz que é. Quero saber quem é, que nome posso usar para me dirigir a si. - Cortou Naho, arrancando um arregalar de olhos por parte do homem.

-Enja. Pode tratar-me por Enja. - Acabou o prisioneiro por responder finalmente, a sua voz preenchida por um grunhido relutante.

-Enja Sachiaru, correcto? Eu já sei o que se passa, apenas quero ouvi-lo dito por si. - Perante a menção do seu sobrenome, o homem arregalou ainda mais os olhos. Zehel e Shiroi continuavam a observar os dois, não proferindo qualquer palavra e expectantes para ver no que isto ia dar. Enja parecia subitamente acanhado e amedrontado, relutante a libertar uma palavra que fosse. Vendo a relutância do prisioneiro, Naho retirou do seu bolso o panfleto que encontrara no caixote do lixo há algumas horas atrás, estendendo-o para que Enja o pudesse ver. - Foi daqui que descobri o seu nome, não andei a ameaçar ninguém.

-Se já sabe de tudo, não precisa de um relatório meu para nada. - Retorquiu o homem, cabisbaixo.

-Mesmo sabendo preciso de confirmação. - Naho respondeu com um suspiro, retirando uma kunai da bolsa de armamento e cortando as cordas que prendiam as mãos do homem. Zehel e Shiori imediatamente se arreliaram, recebendo um sinal da ruiva para que se mantivessem quietos. “A porra do homem é inofensivo, pelo amor do santo pickle.” - Quanto mais não seja, para convencer os meus colegas a soltá-lo.

-Eu não sou Eremita nenhum. - Acabou a confessar Enja, falando num tom de voz desgostoso e contrariado. - Sou um actor e ensaiador.

-Então não passava de uma brincadeira. - Comentou Shiori a meia voz.

-Deve achar que tem muita piada andar aí pela vila a anuncias que é o Eremita dos Seis Caminhos que vai conquistar o mundo. - Grunhiu Zehel num tom ameaçador.

-Não era completamente mentira Zehel. Apenas é uma verdade um pouco diferente do que assumimos. - Contrariou Naho, olhando para o Kirinin. Com receio de que ele se lançasse novamente contra o actor, a ruiva achou por bem tomar as rédeas da história. - Este armazém em que nos encontramos agora é anexado a um teatro que foi restaurado há pouco tempo. Aqui o senhor Enja e os restantes actores que ele dirige fazem parte de uma companhia recém formada: a Companhia Profeta do Caminho. Estavam a trabalhar num musical, “O Novo Messias” que, assumo, retrata o que poderia acontecer caso surgisse um Eremita ressuscitado. E era esse musical que iam usar para retornar o teatro aos seus dias de glória.

-Não melhora em nada a situação, Naho. Não passava de marketing, publicidade enganosa. E deixou sabe-se lá quantas vilas em alvoroço por causa disto! - Vociferou Zehel.

-Não posso dizer que discorde disso. - Admitiu Naho com voz cabisbaixa. - Mas do que me diz respeito, um musical de publicidade enganosa é uma melhor resolução do que haver um Eremita ressuscitado com sede de poder.

---

-Mas estou curiosa. Como raio é que chegaste à conclusão de que era apenas um musical?

Naho não respondeu imediatamente, fitando os olhos mornos de Shiori. Estavam a percorrer o caminho de volta ao armazém, após entregarem Enja aos seus colegas de trabalho para que estes o levassem até ao hospital e cuidassem dele o melhor possível. Apesar da brutalidade da situação, e das consequências que a sessão de tortura tivera, nenhum deles se mostrou absolutamente indignado. Sabiam que, apesar de eficaz a captar a atenção dos habitantes, o modo como haviam abordado a publicidade do musical poderia atrair atenção indesejada das pessoas erradas - ainda para mais tendo em conta aquilo porque as nações ninja tinham passado graças a passados Eremitas. Tendo isso em conta, ficaram apenas agradecidos por o seu mentor não ter sido simplesmente morto.

-Pareceu-me estranho. - Começou Naho lentamente, tentando procurar as melhores palavras para descrever o raciocínio que usara para encontrar as respostas que encontrara. Havia sido tudo tão imediato e automático que tentar descrevê-lo era quase bizarro. - Um Eremita todo poderoso que precisa de recrutas e discípulos, e se limita a deambular pelo mesmo local todos os dias? Não só isso, mas se realmente tinha poder em suficiência para conquistar o mundo… Faria mais sentido tê-lo feito simplesmente, em vez de andar a apregoar aos sete ventos as suas intenções.

-Mas saltar daí para um musical… - Shiori tentava encontrar uma linha lógica de pensamentos que Naho pudesse ter seguido. Não lhe parecia que existisse uma.

-Recolher informações do que ouvia por aí não deu em nada. - Começou Naho, explicando-se o melhor que podia. - Então comecei a procurar por pistas mais concretas. Não tinha nada que me guiasse nessa direcção, apenas me pareceu a coisa mais óbvia de se fazer. Acabei a encontrar um panfleto num caixote do lixo, a anunciar a estreia do musical “O Novo Messias” daqui a 3 semanas.

-E como é que podias ter a certeza que era relacionado com o nosso prisioneiro? Quer dizer, seria coincidência a mais, mas ainda assim… - Inquiriu Zehel, pensativo.

-Isto. - Naho ergueu o papel que mostrara a Enja. No mesmo encontrava-se o nome da companhia, do musical, data de estreia, e… A cara do homem, a ocupar quase toda a totalidade do poster.

Zehel e Shiori ficaram sem palavras. Portanto em vez de fazer o mais óbvio e partilhar o que descobrira, Naho decidira ir pela via mais longa. “Não era mais fácil teres partilhado logo esta informação?” No entanto nenhum deles se pronunciou, continuando silenciosamente o caminho até ao armazém - já havia passado, e não valia a pena discutir e perder tempo com algo que já estava resolvido.

-----

-Era mesmo necessário? Com tanta pancada encheram tudo de sangue. - Reclamava Naho, raspando os traços carmins do solo enquanto Zehel e Shiori tratavam de arrumar outras partes do armazém. - Pelo menos estendiam um plástico no chão, sempre facilitava a limpeza.

Zehel revirou os olhos, e Shiori limitou-se a soltar uma gargalhada. Haviam prometido limpar o armazém para poder continuar a ser utilizado como local de depósito dos materiais do teatro, já que a maioria da confusão e sujidade havia sido provocada pelos 3 durante o decorrer da sua missão. Claramente Naho não era muito amiga de limpezas, já que não parara de reclamar desde que haviam começado as suas tarefas. Ainda assim os três trabalharam rápido, e em uma questão de horas tinham as limpezas quase terminadas. Estavam a dar os últimos retoques no espaço quando se ouviu uma série de encaixes metálicos, seguidos por um pesado estrondo que ecoou por todo o armazém.

-Que raio… - Shiori perscrutou o espaço com o olhoar, tentando descobrir a fonte do ruído. Enquanto isso, a expressão de Zehel tornava-se carregada e alerta, reflectindo e estado arreliado que subitamente se apoderou do sei corpo. - Oh… Que é feito da Naho?

-Fod@ssec@r@lhoput@quep@riualguémfechouaporta. - Balbuciou uma voz alarmada do interior de um caixote que se encontrava empilhado sobre uns tantos outros, enquanto um par de olhos castanhos esbugalhados e o topo de uma cabeça ruiva, que pertenciam a Naho, espreitavam para fora dele.

-Entreguem-nos o Eremita e deixamo-vos em paz. - Retombou uma voz masculina vinda do exterior, abafada e quase inaudível graças às paredes do armazém.

-Eles estão no telhado. - Apressou-se Naho a avisar os seus companheiros, mantendo o tom de voz no mínimo. De onde se encontrava conseguia ouvir vários pares de passos a esmagar a gravilha do topo do edifício.

-Achas que eles nos estiveram a vigiar até agora? - Shiori inquiriu num sussurro, dirigindo-se a Zehel.

-Pouco provável. - Retorquiu Zehel após algum tempo. Estivera até ali a concentrar com precisão o seu chakra, realizando um Chakra Chie para contabilizar o número de inimigos e a sua localização. - Se o tivessem feito saberiam que o homem já não está connosco. No entanto, acredito que nos tenham seguido até aqui assim que capturamos o homem. Mais importante que isso, agora… estamos cercados.

-Eu tenho uma ideia. - Declarou a ruiva subitamente, aparecendo de um momento para o outro no meio de Shiori e Zehel. - Eu vou abrir a porta e distai-los, estejam preparados para atacar mal eu saia da frente.

Nenhum dos dois teve tempo de dizer o que quer que fosse antes de Naho realizar um selo, concentrando o seu chakra rapidamente para realizar um Henge: transformando-se numa mulher quarentona, baixinha, de pele morena e cabelos negros, rosto complementado por uns grandes e feios óculos quadrados, um vestido tosco cor de rosa, complementado por luvas, chinelos, e um avental amarelos. Na sua mão, um espanador de penas.

-Que raio… - Zehel e Shiori nem tinham palavras perante o caricato da situação. - Essa ideia é horrível. Não deves ter nem perto de reflexos suficientes para uma coisa dessas.

-Oh, menos dramas. Vai correr bem. - Cortou Naho rapidamente, continuando convencida que a ideia era do mais genial que havia. E antes de Zehel ou Shiori pudessem contestar ou sugerir um plano mais viável, já Naho concentrara chakra nas suas pernas para aumentar a sua velocidade com um Shunshin, aparecendo repentinamente junto da porta de metal do armazém e abrindo a mesma.

-Porra da miúda. - Bufou Zehel entre outros praguejos silenciosos. Dirigiu-se a Shiori enquanto libertava a sua Cursed Mark, que lentamente começava a cobrir o seu corpo. - Certifica-te de que a empurras para longe da porta quando eu te der um sinal.

Shiori concordou prontamente, concentrando chakra nas pernas para, com um Shunshin, se conseguir movimentar rápida e silenciosamente para perto da porta - a uma distância suficiente para que nem Naho nem ninguém do outro lado a pudessem ver, mas de onde conseguia ter a visão completamente desimpedida para Zehel. Sem se aperceber do que se passava atrás de si, Naho abriu a pesada porta de metal do armazém enquanto mantinha o espanador em riste.

-Ainda bem que se decidiram a… Mas que raio? - Um grupo de homens já se encontrava no exterior, em frente à porta. Ao verem uma mulher baixinha em trajes de limpeza, detiveram-se graças à confusão. - Desculpe minha senhora. Precisamos de falar com um grupo que se encontrava aí dentro.

-Nooo. Nooo. Ninjas no aqui. - Retorquiu Naho, a voz disfarçada para assumir um tom arrastado e arranhado.

-Temos a certeza de que eles estão aqui. E têm um homem que procuramos. O Eremita dos Seis Caminhos, já ouvir falar? - Insistiu o homem da frente, parecendo desesperado por simplesmente entrar armazém adentro.

-Nooo. Nooo. Meester Eremita no here.

-Nós vimo-los entrar… - Rematou o homem que se encontrava à frente do grupo, deixando Naho pensativa durante vários segundos.

-Eeeh… Noo. No creo. - Provavelmente farto do empecilho, o homem num movimento fluido pegou na Naho em modo empregada de limpeza, lançando-a para cima do seu ombro. Neste estado mais pequeno, tudo o que ela podia fazer era esbracejar freneticamente. - NO! NO! AFUERA!

Shiori lançou-se rapidamente em auxílio da rapariga mal reparou na situação, nem ligando se Zehel já havia dado algum sinal ou não - este, até agora, encontrava-se a concentrar o seu chakra para realizar um Cero. Enquanto Shiori se lançava a toda a velocidade em auxílio da companheira de equipa, esta já começara a executar selos discretamente. Vários capangas repararam, mas era tarde demais. Shiori concentrara chakra no seu punho, embatendo no cimento do solo e destruindo-o em grandes e variados detritos quando subitamente Naho e o seu “raptor” desapareceram; Naho expelira-se a si e ao homem que a agarrara para dentro do armazém com um Kasui, embatendo em Zehel; este último, levando com duas pessoas em cima repentinamente, desequilibrou-se. E em vez de o Cero que preparara arrematar os seus oponentes, acertou no tecto - que começou imediatamente a ruir. Zehel começava a chegar ao limite da sua paciência, cerrando fortemente os dentes para evitar exaltar-se.

Naho prontamente se redimiu. Livrando-se do homem que a agarrara, rapidamente se apoderou do seu arco e reagiu à situação. Shiori vinha a correr a grande velocidade na direcção deles, seguida de perto pelo grupo que os abordara a partir da porta de entrada. Com grande precisão e rapidez Naho aprontou uma das suas setas previamente armadas com tiras explosivas, fazendo força para esticar a corda do arco ao máximo antes de atirar a flecha que acertou um pouco atrás dos pés de Shiori. A tira explodiu poucos segundos depois, criando uma abertura grande o suficiente para a rapariga morena escapar. O homem que viera disparado juntamente com Naho há pouco corrida desenfreadamente para junto dos seus companheiros. Quando estava próximo deles Zehel realizou um selo e o homem irrompeu em chamas afectando também aqueles que se encontravam mais próximos dele a tentar ajud. O kirinin havia-lhe aplicado um Katon: Tenrō antes que ele pudesse fugir, e planeara não o despoletar até um momento oportuno em que mais oponentes pudessem ser apanhados pelas chamas.
Para Shiori e Naho não havia muito a fazer - com todo o poder destrutivo de Zehel qualquer tentativa de ajuda da parte delas poderia acabar a atrapalhar em vez de melhorar a situação. O máximo que podiam fazer era dar-lhe cobertura enquanto ele se concentrava.

Vindo do nada, um enorme calhau que antes pertencera ao telhado do armazém descendeu sobre o trio. Com rápidos reflexos Naho disparou com grande força duas flechas armadilhadas com tiras explosivas em sucessão, despoletando-as de imediato e dividindo o calhau massivo em grandes detritos. Shiori entrou imediatamente em acção, concentrando chakra nas suas pernas e impulsionando-se uma curta distância para o ar, e concentrando chakra nos seus punhos lidou com os detritos deferindo-lhes poderosos murros com a sua força aumentada por chakra: uma, outra, e outra vez. Enquanto isso Naho ia disparando mais flechas armadilhada para o solo, cobrindo os flancos e traseiras do grupo na esperança de mantêr oponentes à distância. Se se tentassem aproximar, bastaria activar as tiras explosivas.

Enquanto as kunoichis se ocupavam com os flancos e rectaguarda, Zehel concentrava uma massiva bola de chakra maligno em tons roxos e negros - um Cero Necrosis. Disparou-o em frente, na direcção de um grupo considerável de oponentes. Vários conseguiram evitar o impacto directo, mas um dos mais distraídos foi atingido no braço esquerdo, fazendo com que o ataque se espalhasse e atingisse outros dois, começando imediatamente a arrancar gritos de dor dos afectados pela necrose que começava a corroer-lhes a carne. Atrás dele Naho concentrou o seu chakra para activar as tiras explosivas, criando uma nuvem de chamas e detritos para separar o trio de outros grupos que se aproximavam dessa direcção.

-Porra. - Na sua esperança de arrecadarem os poderes do Eremita para eles mesmos, o grupo havia mobilizado imensa gente. Por muito bem que o trio se coordenasse dificilmente conseguiriam contrarias tais números com tácticas de controlo e contra-ataque. Naho sabia que, numa situação normal, não teriam grandes hipóteses. Mas neste caso… - Zehel, tens alguma coisa que acabe isto rapidamente? Por este andar vão-nos dominar não tarda nada.

-Nem o digas duas vezes. - Imediatamente Zehel começou a concentrar o seu chakra, formando selos em simultâneo. Quase ao mesmo tempo se começou a sentir uma mudança na humidade do ar.

Um pequeno grupo mais ousado imediatamente começou a aproximar-se com rapidez, talvez com a esperança de parar o kirinin antes que ele conseguisse completar o seu jutsu. Vendo isto Naho acessou rapidamente a situação, concentrando o seu chakra e com rápidos selos realizando um Kasui. “Com todos estes detritos do tecto do armazém, decerto será mais fácil levantar poeira suficiente para nos ocultar aos três durante algum tempo.”. Libertou o jutsu em direcção ao solo, verificando que o seu raciocínio havia sido correcto assim que uma densa nuvem cinzenta de pedaços de cimento se ergueu, animada pelo Kasui. Toda esta diversão foi o suficiente para Zehel terminar a preparação do seu Suiton: Suishōha, que imediatamente explodiu no topo, dispersando a maior parte da poeira erguida por Naho há poucos segundos atrás.
Naho e Shiori observaram enquanto o vortex criado a partir da humidade do ar se transformava numa massiva e destruidora onda, controlada com extrema precisão por Zehel. Em poucos segundos todos os oponentes em redor foram engolfados pela água, que destruiu as restantes fundações do armazém.

O trio de shinobis encontrava-se no centro da destruição, praticamente intactos. Shiori e Naho cobertas de poeira húmida que lhes escorria pelo corpo e roupas, e Zehel no mesmo estado de sujidade, agora retornado à sua forma humana após a dispersão dos efeitos do Cursed Seal. Em seu redor encontravam-se espalhados detritos dos mais variados tamanhos, decorados onde a onde com peças metálicas pertencentes ao material do teatro que se encontrara guardado no armazém. Vários indivíduos se encontravam inconscientes, alguns a gemer enquanto tentavam arrastar-se e libertar-se de calhaus de maior tamanho que os prendiam ao solo. Olhando em volta e vendo a destruição, apenas uma coisa cruzava a mente de Naho.

-Bem, espero que o seguro cubra. - Comentou a rapariga, esperançosa de que a destruição do armazém não significasse o final da companhia de teatro. Zehel e Shiori limitaram-se a abanar negativamente com a cabeça, suprimindo o riso perante o ridículo do comentário dada toda a situação pela qual haviam acabado de passar.


Última edição por SP-KK em Seg 25 Abr 2016 - 18:17, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [Páscoa 2016] Team "Two Girls One Murderer"   Sex 29 Abr 2016 - 3:49


— O que faremos com todos esses bandidos? — Questionou Shiori enquanto batia as mãos pelo corpo na tentativa de libertar-se da poeira, atitude inútil por sinal.

— Deixe que cuidaremos deles. — Uma voz grava veio de onde costumava ser a entrada do armazém.

O grupo virou-se para observar o dono da voz, diante dos escombros da antiga entrada do armazém estava um grupo de shinobis de Kiri, aparentemente a policia local. A frente do grupo havia um homem que destacava-se, ele seguiu em direção ao trio dando passos curtos enquanto seus olhos passeavam de um lado para o outro observando a destruição. Postou-se diante o trio e deu um leve riso com o canto da boca.

— Estávamos aguardando um momento oportuno para capturar esses meliantes, porém acho que nossa espera e planejamento tornou-se inútil. — Comentou o líder do grupo de policiais com um tom de divertimento. — Quem diria que todos eles se juntariam para ir atrás de algo e acabariam se arriscando além da conta. Bem, a única coisa que tenho a lhes dizer é obrigado, podem deixar que cuidaremos deles.

— E o armazém? — Perguntou Naho esperançosa de que pudessem dar um jeito no local também.

— Infelizmente não podemos fazer muito em relação ao local. O máximo é designar alguns homens para ajudar na limpeza dos escombros. — O homem deu leve sorriso triste para a ruiva. Em seguida ergueu o braço direito e deu um sinal para que os outros policiais pudessem realizar o seu trabalho.

                                                               
* * *

— Podemos ajudar a limpar o local. — Sugeriu Zehel entre colheradas no prato de risoto em sua frente. — Afinal a ideia inicial era arrumar o armazém para que eles pudessem usar novamente.

— Não acho uma má ideia. — Confessou Shiori enquanto servia-se de mais carne.

O grupo havia descansado durante a noite em uma pousada minimamente higiênica, a garotas dividiram um quarto enquanto o Kirinin ficou em outro. Logo pela manhã decidiram espalhar pela cidade a realidade do que havia ocorrido. As duas kunoichis ficaram de dizer as pontas mais distantes da cidade, com disso ambas trataram de realizar um único selo, concentrar chakra nas pernas e utilizar Shushins para movimentarem-se com mais velocidade, correndo o mais rápido possível para dizer que tudo não passava de uma publicidade para uma peça de teatro. Zehel por sua vez ficou encarregado de disseminar as informações no centro da cidade e em locais mais inóspitos. Ao fim dessa curta tarefa o grupo reuniu-se no restaurante onde estavam naquele momento, teriam uma alimentação mais consistente e poderiam averiguar se algo mais deveria ser feito naquela missão.

— Será mesmo que o seguro não cobre a bagunça? — Resmungou Naho desejando não ter que esforçar-se para realizar uma limpeza daquela magnitude. — Quais as chances de um lugar como aquele não ter um seguro para ocasiões como essas?

— Tens razão, afinal todos os seguros incluem no contrato destruição causada por uma onde gigante e flechas explosivas. — Brincou a jovem morena arrancando risadas do rapaz e olhares penetrantes com ar de brincadeira da outra rapariga.

— Certamente não devem ter nada do gênero, afinal foi reformado agora pouco, provavelmente eles fizeram todo o trabalho sozinhos. — Concluiu o Chunnin terminando sua refeição. — Então, estão prontas para trabalhar mais um pouco?

— Sim! — Exclamou a Ogawa saltando de pé com animo.

— Não… — Cochichou a ruiva fingindo uma falsa tristeza.

                                           
* * *

O trio partiu para o teatro assim que terminada a refeição. Lá chegando observaram algumas silhuetas próximas aos escombros, alguns sentados no chão com a cabeça entre as mãos como forma de preocupação, outros de pé analisando com expressões tristonhas o local. O grupo que ali estava logo notou a aproximação do trio e uma garota veio andando a passos firmes e com uma expressão furiosa na direção dos shinobis. Parou diante deles apontando o dedo na cara do rapaz que pelo seu porte fisico e postura obviamente representava o líder do trio.

— Vocês… — Sussurrou a garota. — MALDITOS! DESTRUIRAM TUDO! — Gritou em seguida exaltando-se e atraindo a atenção de seus colegas que logo aproximaram-se. — Olha o que fizeram, lutamos tanto para conseguir este lugar e lutamos mais ainda para reforma-lo, agora parte dele está em frangalhos graças a vocês. — As lagrimas começaram a brotar nos olhos da garota, sua boca já começava a treme tentando reprimir o choro.

— Nós queríamos pedir desculpas. — A doce voz da pugilista veio antes de qualquer outro do trio. — Sabemos o dano que causamos e além disso ainda ferimos um de vocês…

— Mesmo a ideia de propaganda dele sendo uma maluquice. — Sussurrou Zehel em tom de piada, que lhe acarretou uma cotovelada na lateral do corpo por parte de Naho em forma de repreensão.

— Mas palavras talvez sejam pouco para redimir a bagunça que causamos. — Continuou Shiori mantendo um sorriso delicado no rosto e a voz calma. — Então estamos aqui para oferecer ajuda para limpar os escombros, ajudar a salvar os itens que ainda estiverem usáveis.

— E ainda vamos fazer uma propaganda decente da peça. — Falou o Kirinin com um sorriso amigável no rosto.

As palavras do companheiro fez com que ambas jovens olhassem para ele, entretanto logo entenderam que fazia parte do processo de ajuda. A garota limpou os olhos e comprimiu os lábios, não tinha resposta para aquilo, parecia ter sentido-se mal por ter gritado e falado daquela forma com o Chunnin, mas e certa forma não estava errada em ter agido daquela forma. O grupo de atores logo tomou a iniciativa de começar a limpeza e os shinobis os seguiram.

Zehel foi em direção aos maiores escombros, posicionou-se diante de uma das vigas grossas de metal e agarrou-o em um local mais apropriado. O rapaz concentrou chakra em sua marca amaldiçoada e logo seu corpo começou a tomar uma forma demoníaca, porém isto intensificou suas forças. Tensionou os músculos dos braços e com um esforço começou a mover a viga a arrastando para fora dos escombros e puxando outras peças consigo. Enquanto isto Shiori decidiu partir os blocos de concreto que ainda estavam inteiros para facilitar a mobilidade. A kunoichi concentrou chakra nos punhos e com técnica e força atingiu os maiores blocos, apesar de serem golpes potentes ainda sentia dor nos punhos após alguns golpes seguidos, logo reduzindo a poeira a maioria dos blocos grandes de concreto.

Nato estava ajudando a recuperar as peças e objetos em meio a sujeira. A ruiva fez grande força para mover alguns detritos em seu caminhos, fazendo os músculos de seus braços doerem conforme a constante movimentação. Conseguiu achar algumas peças de roupas e equipamentos ainda úteis e foi os depositando em uma caixa separado. Em dado momento notou que haviam algumas caixas em meio de vigas e pedras. — Me arranjem uma corda! — Gritou a Konohanin e alguns instantes depois dois atores surgiram com uma corda. A kunoichi amarrou uma das pontas da corda na viga maior em seguida realizou um selo com as mãos e começou a concentrar chakra na sola dos pés, usando o Kinobori ela subiu uma das paredes que ainda estava de pé do armazém e aproximou-se de uma das vigas que ainda estavam no teto, ainda controlando o fluxo de chakra nas pernas para não cair. Arremessou a corda por cima da viga no teto e em seguida saltou em direção a ela liberando a concentração de energia nos pés. Agarrou-se na corda para fazer um contra-peso, uma boa ideia, mas não tinha peso suficiente para poder erguer a viga. Escorregou pela corda e contou com a ajuda de alguns atores para levantar a viga usando a corda.

Shiori e Zehel se uniram em determinado momento para lidar com algumas áreas mais acidentadas. A garota reunia poder nos punhos e destruia parte da bagunça, enquanto o rapaz levava pedras de um lado para o outro. Em poucos instantes a morena já estava sentada no chão e ofegante, sentia a dor no corpo devido ao constante trabalho. Zehel parecia menos cansado, porém ainda sim mexia nos músculos tentando aliviar a tensão de dores. Nato logo se reuniu a eles, parecia acabada, entretanto de certa forma o jeito com que se comportava parecia uma piada o que levou a risadas o grupo por alguns instantes mesmo sem um motivo aparente.

— Estamos quase lá. — Anunciou o kirinin.

— Eu não quero mais fazer isso, estou cansada. — Resmungou a ruiva como de costume.

— Eu também quero parar. — Concordou a Ogawa lançando-se de costas no chão.

— Precisamos só limpar essa poeirada. — Analisou o rapaz. — Naho e Shiori poderiam usar suas técnicas fuuton para afastar a poeira e depois usarei suiton para lavar de vez.

Sem delongas as duas garotas tomaram uma posição de melhor visão de toda a área que deveriam usar os seus jutsus. Ambas realizaram uma cadencia de selos o mais veloz que eram capazes. Naho concentrou chakra em seus pulmões e misturou ao ar para expelir uma quantidade considerável de vento pela boca, utilizando o seu Fuuton: Kasui. Já Shiori canalizou sua energia elemental nos punhos e lançou dois socos no ar liberando o chakra de uma só vez e produzindo rajadas de vento com sua técnica Eahandoru. A poeira foi afastada  com as rajadas de ar produzidas pelas duas jovens, porém ainda havia aquele aspecto de sujeira no local, foi quando o rapaz posicionou-se logo ao lado das outras duas e preparou a sua parte. Com movimentos ágeis das mãos produziu uma gama de selos enquanto concentrava uma parcela moderada de seu chakra elemental, expeliu pela boca uma parcela não muito volumosa de água, entretanto o suficiente para limpar boa parte da sujeira ainda remanescente.

— Agora podem deixar com a gente. — Anunciou uma voz já conhecida do trio.

Sendo trazido em uma cadeira de rodas estava Enja. Estava enfaixado e bastante debilitado, mas parecia melhor do que o estado em que os dois torturadores o haviam deixado. Apesar de toda a situação ele trazia um sorriso no rosto e um olhar sincero de felicidade. Algo realmente estranho para um homem que fora torturado até a exaustão por dois dos três ninjas ali presentes.

— Peço perdão se não falei antes, eu só queria que a publicidade fosse real… — O homem abaixou levemente a cabeça com certo pesar e tristeza na voz. — Queria que o teatro estivesse lotado para ver nosso espetáculo.

— Ele com certeza estará! — Exclamou Naho com confiança na voz.

O grupo conversou um pouco mais com os atores, terminaram de arrumar a bagunça do armazém e trataram de resolver os problemas em relação ao ocorrido. O clima era amistoso ao final do dia, o trio ajudou na nova divulgação do trabalho e lamentou de não poderem estar ali os três reunidos daqui a três semanas para assistirem, mas realizaram promessas de fazer o possível para ver as próximas apresentações. Já no final do dia o grupo esquisito e sem muita sinergia já encontrava-se em seu caminho de volta a casa, iriam dar como completa a missão e entregar as verdadeiras informações sobre o tal ressuscitado, dando o caso como encerrado… ou não.


FIM

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MensagemAssunto: Re: [Páscoa 2016] Team "Two Girls One Murderer"   Qui 5 Maio 2016 - 23:03

BUMPITO!
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MensagemAssunto: Re: [Páscoa 2016] Team "Two Girls One Murderer"   Sex 6 Maio 2016 - 2:39

Reservo.
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MensagemAssunto: Re: [Páscoa 2016] Team "Two Girls One Murderer"   Sex 6 Maio 2016 - 16:49

Avaliação de Shiori Ogawa


Habilitações Ninja

Ninjutsu: 3,75 + 1 = 4,75
Taijutsu: 3,75 + 1 = 4,75
Kenjutsu: 2 + 0,25 = 2,25
Genjutsu: 1
Selos: 2,5 + 0,5 = 3
Trabalho de Equipa: 1 + 0,75 = 1,75

Habilitações Corporais

Força: 3 + 0,75 = 3,75
Agilidade: 4 + 1 = 5
Controlo de Chakra: 4 + 1 = 5
Raciocínio: 2
Constituição: 3


Total da Avaliação: 5,5 + 0,75 / 7 + 1 T.E.


Somatório: 30 + 6,25 = 36,25


***


Avaliação de Naho Kita


Habilitações Ninja

Ninjutsu: 4,75 + 1 = 5,75
Taijutsu: 1
Kenjutsu: 7,5 + 0,75 = 8,25
Genjutsu: 1
Selos: 5 + 1 = 6
Trabalho de Equipa: 2,5 + 0,75 = 3,25

Habilitações Corporais

Força: 6,5 + 1 = 7,5
Agilidade: 9,75 + 1 = 10,75
Controlo de Chakra: 4,25 + 1 = 5,25
Raciocínio: 6,75 + 0,75 = 7,5
Constituição: 4,25 + 0,5 = 4,75


Total da Avaliação: 7 + 0,75 / 7 + 1 T.E.


Somatório: 53,25 + 7,75 = 61


***


Avaliação de Zehel Matsuri


Habilitações Ninja

Ninjutsu: 48,5 + 1 = 49,5
Taijutsu: 25,75 + 0,25 = 26
Kenjutsu: 35,75 + 0,25 = 36
Genjutsu: 13,5
Selos: 24,5 + 1 = 25,5
Trabalho de Equipa: 9,25 + 0,25 = 9,5

Habilitações Corporais

Força: 29,25 + 0,75 = 30
Agilidade: 42,5 + 0,5 = 43
Controlo de Chakra: 65,25 + 1,25 = 66,5
Raciocínio: 16,5
Constituição: 42,75 + 0,25 = 43

Total da Avaliação: 5,25 + 0,25 / 7 + 1 T.E.


Somatório: 353,5 + 5,5 = 359


***


Comentários: Foi uma missão fraca, e acredito que vocês sabem disso. Tanto o é que o último post parecia uma missão de rank "D" em se limpar um galpão destruído. A parte da tortura em si foi a que mais me chocou. torturar um cidadão de Kiri (mesmo com marketing doentio) certamente não foi interessante. Senti-me até mal por ler aquilo. Sempre achei que a linha entre um ninja e um nukenin fosse mais clara e distante do que fora apresentada na missão. Se realmente isso não fosse um evento especial, sinceramente eu votaria para que Zehel e Shiori fossem transferidos para os nukenins. Acho que aqui vocês foram longe demais e mesmo com a desculpa dada no final, certamente o Kage ficaria horrorizado.  


Atualizado.



Última edição por Orochi em Sex 6 Maio 2016 - 17:04, editado 2 vez(es) (Razão : Ortografia.)
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MensagemAssunto: Re: [Páscoa 2016] Team "Two Girls One Murderer"   Sex 6 Maio 2016 - 17:09

Orochi escreveu:
Sempre achei que a linha entre um ninja e um nukenin fosse mais clara e distante do que fora apresentada na missão. Se realmente isso não fosse um evento especial, sinceramente eu votaria para que Zehel e Shiori fossem transferidos para os nukenins. Acho que aqui vocês foram longe demais e mesmo com a desculpa dada no final, certamente o Kage ficaria horrorizado.  

Só para contexto: http://naruto.wikia.com/wiki/Konoha_Torture_and_Interrogation_Force

E tenho a certeza que Konoha não é o único caso :p
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MensagemAssunto: Re: [Páscoa 2016] Team "Two Girls One Murderer"   Sex 6 Maio 2016 - 17:11

Bem, existem casos e casos! Talvez tenha se passado um pouco do limite, considerando um pouco os arquetipos dos personagens que realizaram a tortura! Mas enfim, não acho necessário que seja discutido algo como isso, foram pequenos deslizes!
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MensagemAssunto: Re: [Páscoa 2016] Team "Two Girls One Murderer"   Sex 6 Maio 2016 - 17:48

Ui essa justiificação não valeu nem dois sestercios...

As vilas têm interrogadores quer tu queiras quer não queiras. Se te deu a volta à barriga ou não não é problema meu. Deixo já o aviso para evitares as minhas missões de caça pk elas serão traumatizantes para ti aparentemente.

Anyway tens um gajo com um cursed seal e com juinjutsus específicos para causar dor, e mil e um exemplos de personagens originais que usaram métodos mais "hardcore" para extrairem informações. Fds existe uma profissão de interrogação ahah.
Mais facilmente se tornaria crime o facto de se matarem pessoas em missões de rank B ou A do que isto.

Especialmente segundo o contexto temporal do forúm, depois de toda a merda de 3 heremitas e uma deusa que aterrorizaram o mundo com os seus actos criminosos é mais do que justificável uma tortura puxada para fazer alguém vomitar a verdade.

Sooo dito isto o comentário foi meio que ridículo...
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MensagemAssunto: Re: [Páscoa 2016] Team "Two Girls One Murderer"   Sex 6 Maio 2016 - 17:58

Primeiro: Você não é um interrogador, então você deveria ter encaminhado à turma dos interrogadores de verdade.
Segundo: Torturou um suspeito sem justificação suficiente, vez que haveria outras maneiras de se provar que o sujeito era um inconsequente. (minha opinião)
Terceiro: Se desejares uma reavaliação é só solicitar. Está no seu direito. Só não acho certo dizer que minha opinião como staffer seja ridícula.


Última edição por Orochi em Sex 6 Maio 2016 - 17:59, editado 2 vez(es) (Razão : Sem razão especificada)
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MensagemAssunto: Re: [Páscoa 2016] Team "Two Girls One Murderer"   Sex 6 Maio 2016 - 18:33

bem começando já do fim, não é a tua opinião como staffer que é ridícula, nem vou sequer questionar a avaliação que creio estar bastante boa e adequada, nesses pontos está tudo conforme.

Não, o que é ridiculo é o facto de apertarmos um gajo para que ele cuspa informação e nossa é logo nuke, que ultrage, geralmente podemos ser mauzinhos e andar à pancada com gajos desconhecidos que nos façam frente, mas puxar um gajo para vomitar a verdade pela força, ai nossa não! Era melhor combatê-lo e decepar-lhe um membro...

O facto de ser justificação suficiente sim é uma opinião tua, tudo bem, se fosse esse o teu comentário ya na boa, para ti não é justificação para apertar alguém poder ter ali o próximo trazedor do caos no mundo.
Agora partir dai para uma ameaça indirecta da intenção de voto é de levar alguém a ser nuke directo isso sim é ridiculo a meu ver.

O Zehel tb não é estrategista nem tutor nem monge nem lutador, uiiiii eu não posso usar taijutsu nem fazer estratégias nem ser sensei de alguém, nem rezar num templo oh well.

E tal como a tua opinião da justificação para a tortura não ser suficiente, a minha opinião da parte que remete à transformação para Nuke do Zehel é simplesmente que é ridículo, são opiniões.
Tal como tu deste a tua eu dei a minha, não interessa se és staffer ou não, o estatuto não justifica nem de perto o facto de ter de tratar uma situação com paninhos quentes pk tens alguma coisa ao lado da vila que não diz membro.

A achega final é que aparentemente comprei juinjutsus para encher a minha ficha, pk não sou interrogador e não posso apertar pessoas com eles.
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MensagemAssunto: Re: [Páscoa 2016] Team "Two Girls One Murderer"   Sex 6 Maio 2016 - 18:34

Vamos lá ter calma com isto, e esclarecer um par de coisas.
Ao primeiro ponto tenho isto a dizer, que está no primeiro post:
@Shibiusa escreveu:
Por uma questão de segurança, foi submetida uma missão para ser aceite por uma equipa que deseje tirar este rumor a limpo de forma discreta.
Capturar um caramelo que diz ser o Eremita (não havendo provas se é realmente ele ou não) e entregá-lo a outra equipa seria tudo menos discreto ou seguro. Quantos seguidores é que ele tem? Poderão atacar durante a transferência do suspeito para o libertar? Entre outras questões que se poderiam pôr aqui. Tendo em conta essas questões, não será tão espantoso assim que a equipa queira tratar do assunto com as próprias mãos.
A tarefa foi entregue a uma equipa, que apenas foi instruída a tratar do assunto de forma discreta. Nada mais, nada menos.

Segundo ponto, o Akira já deu justificação. Junto a isso os pontos que fiz acima. E saliento o que o Akira disse: após a captura, não havia forma de saber que o homem era apenas um charlatão. Poderia ou não ser o Eremita, e mesmo não sendo ele poderia saber onde o alvo se encontrava. Na altura da captura e tortura, não havia a certeza de que era apenas um charlatão. Contexto e ordem cronológica importam.

Terceito ponto, não sejamos melodramáticos. Ninguém se queixou da avaliação. A única queixa que está a ser feita é ter sido mandado imediatamente da sua parte um "isto não é coisa para ninjas de vila, se não fosse missão de evento seguia já com o meu voto para os dois virarem nukes". Já se viu mais do que uma vez no fórum que a primeira ofensa, independentemente de quão grave, leva um aviso. Por vezes existem ofensas graves diversas e repetidas, e ainda assim um aviso apenas chega. Mas aqui por uma primeira transgressão (se é que podemos ir aí), justificaria logo mandar consequências? Sei que não vão haver, mas da maneira que foi dito, ficou a ideia de que existiriam caso fosse uma missão normal. Espero que isso faça claro o porquê da resposta agressiva.


Volto a frisar o ponto que frisei no Discord, não estou a dizer que o uso da tortura foi correcto. Mas também não vou fingir que seria completamente implausível.


Última edição por SP-KK em Sex 6 Maio 2016 - 18:37, editado 1 vez(es) (Razão : Palavras repetidas)
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MensagemAssunto: Re: [Páscoa 2016] Team "Two Girls One Murderer"   

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[Páscoa 2016] Team "Two Girls One Murderer"
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