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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 Maluco beleza — Filler 3.

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AutorMensagem
Malkuth

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MensagemAssunto: Maluco beleza — Filler 3.    Qui 10 Mar 2016 - 20:32

Passos ecoantes e intensos quebravam o silêncio das ruas daquele velho bairro solitário, o sol se esgueirava até o seu leito, obscurecido por uma imensa nuvem acinzentada; O prelúdio de uma tempestade. Contudo, não era o clima que preocupava Tolkien, tampouco a iminência do teste de graduação Genin, mas sim o retorno de Reuel, além disso, germinada em sua mente recentemente estava a conclusão de que as respostas para as suas tão fervorosas dúvidas eram o seu próprio irmão. Como não percebi isso antes? Ele deve ter passado pela mesma situação. Papai deve ter dito a ele sobre isso.

Quando os primeiros pingos de chuva começaram a açoitar sua face, conforme corria, conseguira avistar ao longe ofuscada pela névoa que se dissipava, uma silhueta esguia e mascarada à chuva, Tolkien teve a estranha sensação de estar sendo observado. A figura vestia uma túnica azul escuro, e havia um grande rabo de cavalo preto que estava entregue ao vigor do vento. Os contornos difusos foram se tornando visíveis conforme a distância era cortada e ligeiramente próximo um do outro, Tolkien percebeu que ela simplesmente desaparecera. Tão rápida e silenciosa, que ele perguntou-se se realmente tinha sido real. Quem era aquele? Mas sua casa estava tão próxima e a ansiedade de falar com o seu irmão era tanta que simplesmente ignorara o ocorrido, continuando apressadamente.

Seu pai estava debaixo do grande alpendre da casa, sentado numa cadeira antiga, com os pés esticados sobre a coluna de madeira que fazia a divisão entre a varanda e o grande gramado que servia de jardim para a família. Foi de lá que Tolkien apareceu. — Onde está o Reuel? — Perguntara à distância e encharcado, com os cabelos grudados à cabeça e os pés cheios de lama, Hermes tinha olhar fixo ao céu, parecia distante, indiferente, mas respondera com a tranquilidade habitual. — Ele chegou já faz um tempo, descansou um pouco e partiu para o campo de treinos, disse que tem uma nova técnica pra ti.


***


O frio demonstrava toda sua ferocidade a beira do riacho que cruzava a floresta próxima ao portão leste de Kiri, o céu era um grande manto escuro iluminado pelo grande diadema de estrelas. De pé, no espaço entre o rio e o restante da floresta, um homem ligeiramente alto segurava estrelas ninjas entre os dedos, alvos de coloração vermelha e branca eram o seu objetivo, espalhados ao redor da clareira aleatoriamente. Após uma pequena reflexão, ignorando os grossos pingos de chuva que lhe surravam, ele age rispidamente num salto, sua cabeleira branca movimentando-se tão rápida quanto o seu corpo, somente um vulto claro na escura noite indicava sua posição, era como um falcão cruzando o céu aberto. As lâminas foram rapidamente arremessadas, a precisão incrível indicava a enorme habilidade em shurikenjutsu. Ele pousara com suavidade no solo úmido, os dedos esticados movendo-se lentamente, como um titereiro. O chapinhar de passos pesados cortou a sua concentração, Tolkien surge atravessando pequenos ramos de folhas. — Reuel!

Reuel o olhara de súbito, esboçando um sorriso caloroso ao ver a presença do irmão mais novo, que retribuiu da mesma forma. — Hey, estava me aquecendo para o nosso treinamento! — Tolkien se aproximou, tomando cuidado para não tropeçar nos troncos de árvores mutilados que se esparramavam pelo local, mas não deixando de notar a presença dos círculos de madeira pintados em vermelho-branco, está realmente escuro e ele não errou nenhum dos alvos, incrível. — Como tu fez aquilo? — Perguntara, apontando com o braço para um dos alvos que tinha uma shuriken cravada em seu centro. — Aqui, olhe. — Reuel esperou que Tolkien estivesse perto o suficiente e à luz da lua revelara os fios de aço ligados engenhosamente nas lâminas. — Além do conhecimento anatômico, a Oinin exige um treinamento especial para o desenvolvimento da precisão e manipulação dos armamentos básicos, são duas coisas complementares, na verdade. Bem, eu pretendo ensinar a ti o funcionamento da habilidade hoje, então é melhor nos apressarmos e.... — Tolkien o interrompera, estava de fato empolgado mas havia outra coisa que lhe fazia o coração bater mais forte. — Irmão, preciso te perguntar uma coisa. — Os dois se encararam. — A verdade é que, eu não sei por onde começar... tu alguma vez já te perguntaste por que motivos vives? — Reuel o fitara com seriedade. — Foi provavelmente o nosso pai que começou com toda essa conversa sem sentido, certo? Tolkien, eu e você somos diferentes do pai e da mãe, eu entendo que para eles isso seja de fato importante, talvez pelo fato de que a existência deles seja algo tão passageiro quanto a chuva que cai agora sobre nós, mas nós somos diferentes, somos Shinobi, nossa existência será eterna a partir do momento em que nos tornarmos lendas! — Lendas? — E eu te juro, por tudo que é mais sagrado, eu vou me tornar o ninja mais poderoso que já existiu! Esse tipo de conversa não me interessa. — Tolkien desviou o olhar para o chão e proferiu. — Eu me sinto derrotado, por não conseguir responder isso a mim mesmo. Eu simplesmente não consigo aceitar o acaso com um princípio fundamental dos acontecimentos, isso é tão...
 
— A derrota que tu sentes é um estado de mente, ninguém é derrotado, até aceitar a derrota como realidade. E não te esqueças, toda causa tem um efeito, todo efeito tem uma causa, o acaso é uma falsa impressão sobre como as coisas realmente acontecem. Mas tu nunca irás conseguir entender o padrão do universo, não agora, pois ele transcende o próprio conhecimento humano, ficar se lamentando pelos cantos não vai te levar a lugar algum. O principal disso tudo é, se não acredita que o acaso seja algo real, defina a causa da tua própria existência e dê um sentido a ela. — Reuel sentou-se sobre um dos troncos de madeira, temendo que a discussão se estendesse.

Os dois se calaram, Reuel não sequer medira as palavras e de fato, não fazia o seu estilo; Mas Tolkien percebeu que havia algo diferente brotando dentro dele, no fundo do seu coração e transbordando, borbulhando, queimando como o fogo que um dia os deuses conceberam aos homens, e foi aí que ele realmente viu que todo o vazio preenchido pelas perguntas foram agora, preenchidos unicamente por ele, pela sua própria existência, pela primeira vez em toda a sua vida ele estava satisfeito por escutar a si mesmo. Ele sabia que não era igual ao seu irmão, tampouco igual ao seu pai, ele era justamente ele. Ele era a ponte entre a fagulha divina e o profano, Prometheu?

— Entendo — E nisso rira — então o meu corpo físico é resultado ideoplástico da minha consciência, sim, causa e efeito! — Tolkien pareceu insano para Reuel, mas aquelas palavras realmente faziam sentido na sua cabeça, era como se, o corpo físico em que ele habitasse agora fosse um veículo que a vontade ou o seu “espírito” usasse como meio de exercer influência sobre o material, o físico, o palpável. — Era isso o que os grandes mestres queriam dizer quando falavam “vós sois deuses”. E sim, realmente, agora eu entendo. Eu sou um Deus, tu é Deus, todos são! Isso é magnífico, é uma alegoria perfeita e ao mesmo tempo... literal? E tem mais — Ele sentou-se à grama ignorando toda a relva úmida e olhando como um louco para o seu irmão. — Se eu sou a causa, isso realmente prova que Papai estava certo, o homem é o seu maior empecilho, pois afinal, é ele mesmo que define se é ou não é, se faz ou não! É o caminho que ele trilha que define isso, são suas escolhas.

— Acho que já descobri o teu problema, tu é bipolar, só pode. — Mas Tolkien não deu ouvidos ao irmão, ele parecia ter encontrado por fim o ouro dos alquimistas, lapidado a pedra bruta do ego e por fim descoberto o ouro da sua própria essência. Este pôs-se de pé num pulo. — Anda, levanta-te desse tronco e vamos começar o treinamento, eu preciso me tornar a pessoa mais influenciável desse mundo, eu vou me tornar a maior lenda de todas, só assim eu posso falar sobre as verdades que andam antes e depois das vírgulas do destino! Só assim eles vão acreditar em mim, só assim!

Entendendo-o ou não, Reuel levantara-se e começara uma breve explicação sobre manipulação de lâminas, Tolkien era agora uma outra pessoa.


Ufa, terminei o prólogo, as coisas farão mais sentido daqui pra frente, agradeço a todos que leram até aqui.
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Kamus

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MensagemAssunto: Re: Maluco beleza — Filler 3.    Seg 21 Mar 2016 - 20:14

eita, vi apenas hoje a tua postagem...

o filler está bem pequeno, é quase que apenas um arremate final para dar início aos acontecimentos. mas não tenha dúvidas, ficou plenamente confirmada a neurose do teu personagem!

veremos, mas acredito que ele ainda vai levar muito na cara, pq agora sim ele se abriu pra ver coisas se concretizarem na sua frente.

yup, estou a espera do próximo.
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Maluco beleza — Filler 3.
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