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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 Uma Família Comum

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AutorMensagem
Ozzymandias

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Registo Ninja
Nome: Hiroshi Daisuke
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MensagemAssunto: Uma Família Comum   Seg 6 Jun 2016 - 23:53


- Kaneda! Acorda ou te arranco da cama! - Gritava sua mãe, batendo bruscamente em sua porta. O quarto do garoto era pequeno, mas aconchegante. Kaneda já estava acostumado a dividir o lugar minúsculo com uma estreita cama de solteiro e a escrivaninha de estudos que ficava ao lado de seu armário de duas portas, sem contar com as três prateleiras onde vários livros de ciência que disputavam espaço com as várias figuras-de-ação colecionáveis. Coisa bem nerd. Ah, não... - Resmungava em sua consciência. Com certa dificuldade - e flagrante preguiça - o jovem Uchiha se arrastou para fora das cobertas e se esparramou no carpete querendo voltar a dormir, virando-se num suspiro ao fitar a luminária amarelada pelo tempo. Tum, tum, tum. Novamente a madeira era golpeada com força crescente o suficiente para acordar o garoto e seu torpor matutino. Esticando o braço apressadamente, Kaneda tateou a parte de cima de seu criado-mudo, quase derrubando o abajur, até encontrar seus óculos e compensar a miopia para não tropeçar nos brinquedos durante sua ida até a entrada.

- Está bem! Já levantei! - Balbuciou, abrindo a porta o suficiente para ver sua mãe empurrar uma colher contra sua boca. O líquido espesso do remédio percorreu sua garganta e repousou em seu estômago deixando um sabor estranho que lhe causava dormência nas papilas. - Ah não, mãe. - Reclamou.

- Hora do remédio, filho. Não tem escolha. Mas olha, sua roupa já está pronta. - Confortou Miyuki, com sua voz suave.

Acenando positivamente, Kaneda voltou a fechar a porta pensando em sua mãe. Miyuki era uma mulher beirando seus cinquenta anos e tentava ser uma mãe exemplar, mesmo tendo dificuldades em dividir seu horário de trabalho puxado no hospital e os afazeres domésticos. Equilibrando sua dureza exigida pelo clã Hyuuga com o afeto maternal, apesar de tudo, a senhora parecia saber como lidar com as peculiaridades de cada um dos três filhos, conseguindo dobrá-los com uma simples encarada daqueles olhos brancos assustadores. Assustadores. Era a opinião de Kaneda sobre o byakugan. O jovem as vezes gargalhava sozinho, pensando em como seu pai reagiria ao acordar de madrugada e encontrá-la encarando-o na escuridão. Realmente assustador. Ok. Vamos lá. - Espreguiçou-se pela última vez antes de começar a se arrumar. Vestindo a camisa do pijama sobre seu corpo franzino, ele buscou sua toalha e saiu do cômodo ainda sonolento, caminhando vagarosamente pelo corredor na direção do banheiro. - Pensa rápido! - Kaneda não pôde reagir em tempo da toalha estalar em suas costas.

- Ai! Seu idiota! - Enfurecia-se, enquanto seu irmão disparava pelas escadas até a parte de baixo da residência. Seu irmão Yokashi era sempre assim, provocador e impulsivo. Mais velho por apenas alguns segundos, ele já começava a ter alguma fama na academia ninja da Folha pelas suas habilidades ninja que se desenvolviam rapidamente agora no segundo ano. Contudo, apesar das brincadeiras pesadas, Kaneda sabia que seu irmão gostava dele. Sempre presente, seja para brincar ou provocar, Yokashi parecia não conseguir externar seu carinho pelo irmão mais novo e assim utilizava dessas brincadeiras para aumentar sua cumplicidade. Pelo menos era o que a cabeça de oito anos do jovem Uchiha conseguia analisar. Vingo-me depois. - Planejou ainda passando a mão na ardência e na marca que a toalha deixara. Seus pés arrastados logo alcançaram seu destino, mas o banheiro estava trancado. Tum, tum, tum. - Ô Yoko! Vais demorar? - O silêncio logo foi quebrado pela voz suave de Yoko que rapidamente destrancou a porta e saiu sorridente com seus longos cabelos negros bem penteados.

Os gêmeos pareciam seres opostos, apesar de terem nascido quase ao mesmo tempo. Enquanto Yokashi era o fogo. Passional. Yoko herdara a paciência e a leveza da mãe, cuidando dos outros dois com uma responsabilidade que Kanena não conseguia imaginar de onde vinha. Ela nunca os acompanhou nas traquinagens de criança, preferindo aconselhá-los a não fazê-las. Certamente parecia que sua alma era mais velha que seu corpo. O Uchiha caçula pensava nisso não de modo pejorativo, mas sim com uma admiração que refletia no bom relacionamento que tinha com ela. Na verdade, apesar de tudo, os três eram bem unidos. - Já está atrasado, Kaneda. - Reclamava seu pai, também descendo as escadas. Opa, melhor me apressar. Seu pai era sempre o último a se aprontar, mas agora só o que faltava naquele terno escuro era a gravata com que Fujasawa lutava para amarrar. Aquela data era bem incômoda para o policial. Na verdade, o distrito Uchiha estava mais triste naquele dia. Era o aniversário do massacre e por isso, todos estavam se arrumando para a cerimônia no templo.

Sabendo disso, Kaneda decidiu parar de enrolar e se apressar realmente. De forma alguma queria despertar a ira de seus pais naquele triste sábado. - Tenho outras coias para me preocupar. - Comentava em baixo do chuveiro. Ele se referia à sua recente inscrição na academia. As aulas começariam em duas semanas e o rapaz não tinha ideia do que enfrentaria. Nem seus irmãos, quando perguntados, tinham autorização para falar já que pregariam algumas peças nos novatos. Tradição maldosa, porém divertida. Mas só quando não se é o alvo dela. Seu estômago roncou. Não havia comido nada ainda. Logo o chuveiro terminou seu serviço e o rapaz retornava para seu quarto, onde sua mãe já deixara seu elegante kimono escuro na beirada da cadeira da escrivaninha e enquanto se vestia, já começava a ouvir a conversa dos familiares que terminavam o café-da-manhã. Kaneda então se apressou e antes mesmo de terminara amarração da faixa adornada com o símbolo do clã Uchiha. Com passos apressados, ele desceu os degraus e se sentou à mesa enquanto seus irmãos conversavam sobre o dia anterior na academia e seu pai se distraía com o jornal.

- Cadê a mamãe? - Perguntou aos parentes quando a mulher já começava a escovar seu cabelo num penteado que só as mães acreditam que eram bonitos. Yoko parecia satisfeita naquela manhã. Finalmente conseguiu organizar a saída da família sem maiores confusões. Agora só faltava a foto oficial da família. Todos os anos era a mesma coisa. Arrumavam-se e sempre na saída registravam o momento. Esse ano não haveria de ser diferente. Melhor deixar espaço para comer lá. - Ansiava o caçula, pensando na quantidade de comida que era  servida no bufê. Kaneda se limpou e terminou sua arrumação no momento em que era chamado para a saída da residência. Família finalmente reunida apesar do tom sério que a ocasião conferia. Miyuki configurou a câmera no tripé e com o verde gramado da residência como paisagem, um click congelou aquela lembrança para sempre, com sorrisos sinceros e amáveis. - Muito bem. Vamos lá. - Comandou o patriarca, abrindo o portão para que sua família passasse. O céu estava azul e sem nuvens. A brisa fria da manhã acariciava o rosto do garoto Kaneda, que em seu íntimo torcia para que a alegria nunca acabasse.    



CONTINUA...


Última edição por Orochi em Ter 7 Jun 2016 - 0:27, editado 2 vez(es) (Razão : Sem razão especificada)
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