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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 Dia da Desforra... Mas Nem Tanto.

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Ozzymandias

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MensagemAssunto: Dia da Desforra... Mas Nem Tanto.    Dom 19 Jun 2016 - 1:56

Kaneda não se continha de ansiedade, fitando repetidamente o relógio na parede da sala. O fim do último período estava próximo. Tamborilando o lápis na bancada, o menino repassava todos os passos de seu plano de vingança em sua mente, deixando-o louco por em prática e assim dar o troco nàqueles que lhe fizeram passar tanta vergonha. Agora todos da turma passaram a chamá-lo de "nada" e isso não deveria ficar barato para aquele idiota de olhos brancos. - Ele vai se ver comigo. - Sussurrava enquanto se deitava por cima do desenho malfeito de um menino feito por pequenos riscos com vários rabiscos sob os pés simbolizando - pelo menos para ele - o estratagema de sua incursão vingativa. Trrriiiimmmm O sinal foi dado e como uma fera perseguindo sua presa, Kaneda disparou à frente dos outros alunos e foi o primeiro a sair da Academia. O som de suas largas passadas e a respiração ofegante eram tudo que ele conseguia ouvir. Finalmente a hora da vingança chegou. Já fazia três semanas do episódio da cueca e desde então, o Uchiha não conseguia ir ao corredor da academia sem ser alvo de risadinhas e comentários indiscretos. Agora ele vai treinar com os amigos. - Concluia.

Como um bom estrategista, o menino havia secretamente perseguido os passos de seu alvo. Conheça seu inimigo. Durante essas semanas que se seguiram ao fato, Kaneda conseguiu traçar um padrão nas ações de Kobayashi à ponto de saber exatamente o seu itinerário naquela sexta-feira. Retirando um caderninho do bolso, ele repassou os compromissos que seu alvo teria naquele dia e confirmou o que previa: Nas sextas ele treina com sua turma no campo quarenta e três. Era um lugar um pouco distante para os padrões normais, visto que este margeava a tal Floresta da Morte, mas o menino achava que ali sua gangue poderiam treinar distantes dos olheiros e inimigos que certamente ganharam durante essas campanhas de provocações. - Ei filho! O jantar está quase pronto. - Comentou Miyuki, ao ver o caçula da família entrar em casa e disparar para o quarto sem lhe responder. Fita adesiva. Penas de ganso. Super-cola. Ele lia a lista dos ingredientes da vigança e os jogava diretamente na mochila. Seu coração disparava de emoção. Kaneda já começava a gargalhar sozinho só de pensar no resultado de sua desforra. - Pronto. - Sussurrou, colocando a mochila nas costas para correr de volta à rua. Precisava aprontar aquilo antes das treze horas.

- Ei menino! Não vai comer, não?! - Gritou sua mãe, estranhando a pressa do garoto.
- Nãoo... Tenho que treinar! - Mentiu, perdendo-se de vista ao dobrar a esquina.

Atravessando a multidão com bastante falta de cuidado, numa ansiedade incontrolável, Kaneda observava frequentemente seu relógio para verificar se tudo estava no horário. Faltam quinze minutos. - Ficou aliviado, já que calculara até mesmo o tempo que levaria para a sua chegada à área de treino. Mais alguns passos apressados e pessoas ultrapassadas até que o pequeno muro que circundava o local surgia ao longe. - Estou adiantado. - Sussurrou ofegante, saltando por cima do muro até o outro lado, onde pôde finalmente ver a cerca metálica que dividia a área de treino e a bem conhecida Floresta da Morte. O local não era grande coisa. Com cerca de cinquenta metros quadrados, a área que margeava a tal floresta era coberta por um gramado ressequido e que nunca brotava. Diziam que era por causa das forças malígnas que ali viviam. Superstições infantis. Contudo, as histórias de crianças sumindo naquele local intimidavam a todos menos a turma de Kobayashi. Ali está. - Acenou ao banheiro químico que pretendia. Olhando mais uma vez para o relógio, Kaneda notou que precisava se apressar. Em alguns minutos as primeira testemunhas de sua vingança chegariam.

Então, abrindo a mochila, o jovem vingador começou a retirar as peças aos poucos, montando uma armadilha que tanto planejara. Tudo tinha que dar certo. Abrindo a privada, uma passada rápida com um plástico transparente lhe garantiria uma cobertura perfeita. Ok. Próximo passo. Envolvendo uma bombinha poderosa que comprara na quitanda, ele a depositou no fundo da privada e acionou o dispositivo temporal que inventara. Como previsto, a peça ficou encoberta pela escuridão do fundo do objeto e ainda mais quando depositou um bocado de piche bem viscoso e penas negras numa mistura quase homogênea. Finalmente a armadilha estava pronta. Agora só restava esperar. - Vem vindo alguém. - Atentou aos passos que se aproximavam. Rapidamente o Uchiha recolheu a sobra de material e o colocou na mochila para correr em velocidade e se esgueirou por uma estreita abertura na grade até adentrar na Floresta da morte, onde usou algumas moitas na margem como esconderijo para puxar a câmera. Rec E o aparelho começou a gravar. O garoto estava tão ansioso pela armadilha que sequer percebeu o risco em que se encontrava por ter atravessado a cerca de proteção.

- Lá vem eles. - Sussurrou. Coração palpitando.

Liderados por Kobayashi, o valentões corriam na direção do campo de treino com algumas sacolas em punho. - Aqui está bom! - Comandou o líder, quando seus colegas retiraram alguns maços de cigarro e uma garrafa de saquê e copos plásticos das bolsas. Pareciam que fariam uma festa naquela tarde. Alegres e barulhentos, eles rapidamente sentaram-se nas beiradas do muro após checarem que não haviam ninguém nas redondezas quando o rapaz de olhos brancos acenou com algumas brincadeiras e buscou um papel higiênico no mesmo horário de sempre. Isso mesmo! - Comemorou Kaneda, satisfeito pelo intestino regular do desafeto. Tudo estava saindo da maneira que planejara. Câmera ligada. Respiração ofegante. E logo a porta do estreito banheiro químico se fechou atrás de Kobayashi. Olhando para o relógio, o Uchiha mordia os lábios em ansiedade quando finalmente um estrondo forte ecoou aos assustados colegas que largaram as bebidas para temer pela saúde do líder dentro da cabine esfumaçada. Lá dentro, um grito de revolta foi seguido pela porta se abrindo. E da fumaça lá dentro Kobayashi eclodiu como uma bala, coberto pela substância pegajosa misturada com penas e merda. Um horror.  

Kaneda não conseguiu impedir a gargalhada em seu esconderijo. Aquilo era muito engraçado, e o sabor da vingança enchia seu peito de prazer. Agora estamos quites. Seu desgraçado. - Pensou, levando a mão à boca para evitar fazer mais ruído que as reclamações e risos dos meninos que começaram a criar chacota com o Hyuuga virulento. Aquela seria a hora perfeita para se esgueirar e sair dali ileso, e foi isso que o menino começou a seguir. Usando a distração fedorenta, ele rastejou pelos arbustos até a margem da cerca um pouco distante de onde estavam, passando pela estreita abertura quando ouviu algo que o aterrorizou: - Byakugan! - Totalmente sujo, Kobayashi acionava seu doujutsu para vigiar as redondezas. Não foi surpresa quando o desafeto encontrou o responsável. - Ele está ali! Peguem-no! Peguem-no! - Comandou com uma fúria inimiginável. Temerosos com a cólera, os seus iniciaram uma corrida desenfreada contra Kaneda que, apressado, enganchou-se nos arames soltos da cerca. O jovem puxava com toda força, mas as fibras de seu uniforme não o largavam. Xeque-mate. - Pensou por último ao ser alcançado e esmurrado. Zonzo, Kaneda tentou entrar novamente, mas já estava à mercê dos meninos que começavam a puxá-lo de volta.

- Segurem ele! Ele é meu! - Condenou Kobayashi.
- Você mereceu! Idiota! - Esbravejava o Uchiha, tentando se desvencilhar.
- Há algum tempo que desejo fazer isso... - Terminou.

Rodopiando numa pose de juuken, Kobayashi atirou sua mão espalmada no peito do garoto que sentiu seus orgãos internos serem esmagados violentamente. A dor tremenda fez o jovem gritar alto e logo sua voz foi inundada pelo sangue vindo dos pulmões. Isso foi o começo de uma surra que durou alguns dolorosos minutos, mas o corajoso Kaneda não desistiu. Olhava com fúria para seus agressores, como se uma besta estivesse a surgir e trucidá-los. Mais um soco. Olhos injetados, rosto ensanguentado. Mais um chute. Sua visão começou a ficar turva. - Vou matar você e jogar na floresta! - Disse o Hyuuga furioso. Seus companheiros começavam a temer que aquilo virasse realidade porque seu líder não parava. E os que ainda tentaram impedi-lo recebiam olhares animalescos de Kobayashi. Era o suficiente para que se afastassem dos dois e assistissem o jovem deitado em posição fetal, gemendo baixinho enquanto o outro, babando em fúria, continuava a chutá-lo incessantemente. Acho que vou morrer. Já não sinto mais nada. E mais um chute quando algo na floresta rugiu. Kobayashi frenou sua vontade assassina para ver o que se aproximava, mas o que ele viu com seu doujutsu foi suficiente para fazê-lo correr. Seu amigos o acompanharam em debandada, deixando Kaneda à própria sorte.

- Quem... Está...? - Sussurrava, quando uma mão quase esquelética cobriu seus olhos.



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