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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 Filler 10

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AutorMensagem
SP-KK

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Sexo : Feminino
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Registo Ninja
Nome: Naho Kita
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MensagemAssunto: Filler 10   Ter 19 Jul 2016 - 12:51

Filler 10
Nidorai

Naho entrou novamente no seu quarto pela janela, sorrateira. Não tinha demorado muito tempo em casa de Kiaro, com sorte ninguém dera ainda pela sua falta. Rapidamente trocou de roupa, desfazendo-se das pesadas vestimentas de inverno para uma roupa mais confortável e mais "caseira". Despenteou-se (não que fosse algo que precisasse realmente de ser feito, dado o estado "natural" do seu cabelo) e fez os possíveis para rapidamente aquecer tanto o rosto como as suas mãos, procurando apagar qualquer traço de que estivera no exterior. Quando se deu por satisfeita com o resultado abandonou a segurança do seu quarto, dirigindo-se até à cozinha da casa onde calculava que toda a família estivesse reunida. Ao contrário do que era habitual só lá encontrou dois dos seus irmãos.

-Então dorminhoca? - Saudou Moryu, o único adolescente da casa, encontrando-se sentado à mesa a descascar uma laranja. - Estavas a dormir que nem uma pedra, nem com o Nidorai a chegar acordas-te.

-Estava muito cansada. - Desculpou-se Naho, sentindo um bocejo genuíno escapar-lhe os lábios. - Afinal como é que lhe correu a missão?

-Não sabemos. - Respondeu Mane, enquanto Moryu encolhia os ombros e se entalava na ganância de querer comer 3 gomos de laranja em simultâneo. Sem sequer olhar Mane deu-lhe uma forte patada nas costas, fazendo o rapaz não só desentalar-se como bater de cara na mesa. O irmão mais velho continuou a falar, como se nada tivesse acontecido. - Disse para não nos preocupar-mos e foi para o quarto.

-Estranho. - Ponderou Naho, enquanto afagava distraidamente a bochecha direita com as pontas dos dedos. Normalmente, Nidorai regressar a casa após uma missão ao exterior equivalia a ele não se calar durante dias sobre as coisas que vira e fizera. Isolar-se e não falar com ninguém era... Bem, estranho. No mínimo. Mane encolheu os ombros, parecendo tão confuso quanto a irmã. - Que é feito dos pais e do resto...?

-Subiram logo depois do Nidorai. - Respondeu Moryu atabalhoadamente, cuspindo perdigotos e pedacinhos de laranja por toda a mesa. Parou por breves segundos, forçando-se a engolir o que ainda tinha na boca para evitar mais sujidade. - Só estávamos acordados à espera dele, e já que ele não estava com vontade de falar…

A ruiva anuiu silenciosamente, sentando-se logo em seguida à mesa com os irmãos. Sentia-se ferver com a curiosidade, mas estava convencida de que não conseguiria arrancar nada do irmão se o fosse importunar agora. Não mencionando que, do que ela vira durante breves instantes antes de Nidorai entrar em casa, ele certamente necessitaria do repouso. Pousou um dos seus cotovelos na mesa, usando a mão do mesmo braço para apoiar o queixo, fazendo os possíveis para afastar as preocupações que sentia naquele momento enquanto falava distraidamente com os irmãos. Completamente alheia ao cansaço que pesava no seu corpo (ou tentando fazer de conta que ele não estava lá), Naho nem se apercebeu quando as suas pálpebras se fecharam pesadamente, deixando-a a dormitar por entre a conversa que Mane e Moryu partilhavam.

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A ruiva sentiu-se ser cuspida para fora do seu descanso, propulsionada por uma forte pancada na cabeça. Instintivamente agarrou-se ao local que fora atingido, praguejando compulsivamente em protesto. Nova pancada surgiu, desta feita direcionada ao topo da sua cabeça.

-Não se dorme e não se dizem asneiras em frente aos avós! - Reclamou Nadyr com voz estridente, tomando de surpresa todos os presentes na sala.

-Deixa lá filho. - Começou a mulher anciã, dirigindo-se ao genro. Desde o casamento do homem com Miya, tomara o hábito de o tratar como se fosse também ele seu filho. - Quem não faz mais nada da vida tem mesmo de dormir.

-Eu jà me graduei. - Protestou a jovem com clara má disposição, um misto de irritação por ter sido acordada tão subitamente e pelas "bocas" maldosas que os avós tanto gosto tinham em mandar. Acontecia o mesmo de cada vez que visitavam o resto da família.

-E o teu irmão com 15 anos já é Chuunin. - Contrariou o avô com um ronco, tamborilando os dedos impacientemente no braço acolchoado do sofá.

-Apesar de tudo ela tem-se saído bem. - Interveio Mane, tentando salvaguardar a situação e aliviar a "pressão" sobre a irmã antes que ela dissesse algo menos apropriado. - A nossa preocupação agora é com o Nidorai.

-Está doente? - Inquiriu de imediato a avó, coberta de preocupação.

-Voltou ontem de uma missão. Chegou com algumas queimaduras mas nada de muito grave. - Esclareceu a matriarca da casa. - Falando nisso tenho de ir ver como ele está, já deve estar na altura de lhe trocar os curativos. E ver se o consigo pôr a comer qualquer coisa.

-Deixa que a Naho vá fazer isso. - Pediu Mane do nada, arrancando um olhar surpreendido da irmã mais nova. - Ela ainda não o viu desde que ele chegou.

-Anda lá então, eu ajudo-te a preparar o lanche dele. - Anuiu Miya com um leve revirar de olhos. Naho seguiu-a silenciosamente até à cozinha, onde em conjunto prepararam uma pequena bandeja. Miya parecia preocupada. - Por acaso sabes o que fazer com as feridas do teu irmão?

-Sei, não te preocupes. - Retorquiu a ruiva, ostentando uma expressão algo entristecida. "Achas que passava o tempo todo sozinha no meio do nada e não aprendia a fazer esse tipo de coisas?"

-Passa-se alguma coisa? - Inquiriu a mãe, notando a expressão da filha.

"Passa-se que, por uma vez, seria bom não me porem em causa ou duvidarem de mim apenas porque não tinha interesse em tornar-me ninja."

-Não, tudo bem. - Respondeu Naho com um sorriso forçado, engolindo em seco. - E fica descansada, se eu precissar de ajuda chamo.

Miya anuiu, dando-se por satisfeita com a resposta da filha. Naho esgueirou-se de forma a não ter de passar novamente pela sala, de onde ainda ouvia sair  conversas animadas entre os avós e irmãos. Sentia-se grata pela intervenção de Mane. A última coisa que queria naquele momento era estar naquela sala.

Bateu um par de vezes na porta do quarto de Nidorai. Não obtendo resposta acabou a decidir entrar, rezando para que não fosse encontrar o irmão a dormir completamente descoberto e nu. Em vez disso, aquilo que viu foi Nidorai sentado na cama, a olhar para a parede do quarto com um olhar vazio e aparentemente alheio ao que quer que fosse que se passasse à sua volta.

-Nidorai...? - O rapaz pareceu nem sequer conseguir ouvir o chamamento da ruiva, não mostrando qualquer tipo de reacção. Naho pousou a bandeja na pequena mesa do quarto, aproximando-se lentamente do irmão e tocando-lhe levemente com a mão no ombro. O rapaz sobressaltou-se mal sentiu o toque, encolhendo-se e fixando a irmã com um olhar de puro terror. Quando reparou que quem estava no seu quarto era Naho, rapidamente se recompôs como se nada tivesse acontecido. Mas a irmã já vira demais por essa altura. - Trouxe-te comida. E a mãe disse para te ajudar a trocar as ligaduras.

-Eu consigo fazer isso sozinho. - Contrariou Nidorai.

-Achas?- Naho fingiu surpresa perante as palavras do irmão. - Por mim tudo bem, mas tenho de avisar a mãe.

A ruiva quase conseguia ver a cabeça do irmão a pesar as suas hipóteses, e no quão pior seria ter Miya a trocar-lhe as ligaduras em vez da irmã - porque nunca na vida a mãe o deixaria fazer isso sozinho. O rapaz acabou por concordar em deixar que fosse Naho a tratar do assunto, comendo metade de uma sandes com uma mão enquanto a irmã tratava da outra. E por uma boa parte desse tempo os dois mantiveram-se em silêncio.

-Fica quieto. - Avisou Naho, sentindo o braço do irmão recolher-se ligeiramente assim que ela começou a limpar as feridas deixadas pelas bolhas das queimaduras. - Ainda pioramos isto acidentalmente sem necessidade nenhuma.

-Reflexos, desculpa. - Respondeu o rapaz num tom seco e ausente, como se os seus pensamentos estivessem a milhas de distância dali. A ruiva continuou a limpeza das queimaduras em silêncio, como se nada tivesse acontecido. Ambos mantiveram-se em silêncio durante largos minutos, até Nidorai finalmente o decidir quebrar repentinamente. - Tens estado com o teu tutor?

-Nope. - Desta feita era a vez de Naho responder de modo seco e curto. A mera menção da existência de Itari fazia o seu sangue ferver de revolta. Fez os possíveis por se abster dos seus sentimentos e manter o tom de voz neutro enquanto respondia ao irmão mais velho, ao mesmo tempo concentrando-se na tarefa que tinha entre mãos. - Porque perguntas?

-Nada. - Nidorai encolheu os ombros instintivamente, observando as mãos da irmã enquanto esta espalhava delicadamente uma porção de pomada antibiótica sobre as bolhas que já haviam rebentado. Aquele silêncio tão fora do comum voltou a instalar-se entre os dois, até finalmente Nidorai ser mais uma vez vencido pela sua curiosidade. - Só me tenho perguntado como é que as coisas vão, se já combinaram dias para treinos… Esse tipo de coisas.

-Não combinámos nada. Possivelmente nunca combinaremos. - A jovem Kita começara a resguardar a mão do irmão com uma ligadura, sendo o mais cuidadosa possível e tentando não se distraír demasiado pela conversa. Tarefa que se revelava cada vez mais difícil.

-Porque não? - Uma expressão confusa tomou conta do rosto do primogénito da família. Vendo que a irmã não fazia questão de lhe responder o rapaz puxou o braço para trás, recolhendo a sua mão injuriada e arrancando um ruído de surpresa e protesto por parte da irmã. - Já aturei explicações mal dadas e meias verdades quando me vieste pedir treinos. O mínimo que podes fazer é dar-me uma explicação, porque honestamente não consigo perceber o que se está a passar.

-O que é que isso importa? Dá cá a mão, ainda não acabei de atar a ligadura. - Naho não esperou que Nidorai se resolvesse a acatar o seu pedido, em vez disso agarrando-lhe no braço e puxando-o na sua direcção, apanhando o irmão de surpresa com a sua força. - Não importa o porquê. Não confio nele.

-Eu só quero perceber o que se passa. - Suspirou Nidorai, desistindo de retirar a sua mão das garras da irmã. Mais uma vez Naho parecia relutante em dar-lhe uma resposta, concentrando-se em terminar os cuidados na primeira mão do irmão para se concentrar na limpeza da próxima. - Porque honestamente… Ele não me pareceu uma pessoa assim tão terrível.

-Obviamente que não. Se eu só tivesse jantado uma vez com ele provavelmente também o acharia um tipo porreiro. Mas infelizmente não tive a mesma sorte que tu e o resto da família. - Por esta altura a ruiva já não conseguia esconder o escárnio na sua voz, tentando no entanto que os seus cuidados à pele debilitada da mão de Nidorai continuassem a ser o mais gentis possível.
-Olha… - Nidorai deteve-se assim que as palavras começaram a abandonar os seus lábios. Parecia debater-se com algo, e a sua expressão preocupada valeu-lhe um erguer de sobrancelha desconfiado por parte da irmã. - Eu só estou preocupado contigo. E confuso. Ele não é assim tão mau.

-Ainda não percebi onde queres chegar com esta conversa. - A konohanin rendeu-se, interrompendo os tratamentos a mão do irmão momentaneamente e fixando o seu olhar no dele. - Achas o quê, que são desculpas minhas para não ter de treinar? Como fui uma nódoa na academia, definitivamente também vou ser um falhanço como ninja?
-Não é nada disso. Apenas acho estranho, e fico preocupado porque reparo que de cada vez que se menciona a existência do Itari, tu cais logo para a defensiva. - Desta vez Nidorai parecia genuinamente tocado, devolvendo um olhar quase paternal à irmã. O rapaz fez um trejeito com a cabeça na direcção das suas mãos antes de continuar a falar. - Eu não estou contra ti. Mas no estado em que estou agora não vou poder sequer pensar em dar-te os teinos que me pedis-te. Não durante muito tempo. Isto tudo sem pensar no que poderá acontecer no futuro.

-E o teu ponto é…?

-Confia nele. - Quase implorou Nidorai, parecendo estar perto do desespero. - Não sei o que raio se passou entre vocês para estares tão desconfiada dele. E apesar de achar que o mínimo que podias fazer era confiar em mim e contar-me o que se passa, não te vou condenar por não o fazeres. Apenas te peço que, em troca, confies nele enquanto teu tutor. Ele pode ensinar-te muito.

-Não sei se acredite que preocupação é tudo o que te vai na cabeça agora. Tal como não consigo acreditar que estejas a defender alguém que nem sequer conheces em detrimento da tua própria irmã. Tu não és assim. - Realçou Naho, fazendo o irmão engolir em seco. Não era típico de Nidorai defender tão fervorosamente alguém que mal conhecia. Tanto quanto sabia a única interacção deles havia sido durante a noite em que Itari aparecera em casa da jovem para jantar sem ser convidado. - Mas vou-te mostrar o mesmo respeito que me mostras a mim, e não te vou pressionar para saber mais nada. Mas confiar nele? Já é pedir demais.

-Mas…

-Não me peças para prometer o que eu não vou cumprir. - Cortou Naho de imediato, não deixando o irmão tecer o seu comentário e tentando deixar claro que o assunto ficaria encerrado ali. - As minhas interacções com ele serão mínimas, e vou ser cortês o suficiente para não ser mal educada com ele. Mais do que isso, nunca. Se achas que ele merece tanta confiança assim, fica tu com ele.

Nidorai ainda tentou protestar, encontrando apenas silêncio por parte de Naho. Esta terminou de tratar das queimaduras do irmão, saindo do quarto acompanhada da bandeja vazia e deixando Nidorai com um simples "até logo". Naho parecia ter entrado em auto-piloto enquanto ponderava sobre palavras e reacções do irmão, mal dando conta que passara pela cozinha e voltara para a sala, sentando-se juntamente com o resto da família mais uma vez. Pelo final da tarde já tinha a maioria das suas duvidas racionalizadas, e uma decisão quase tomada.

O forte de Naho não era a inteligência, mas perspicácia era coisa que não lhe faltava. E neste momento ela tinha a certeza de uma coisa: nunca na vida Nidorai escolheria defender alguém que não conhecia em detrimento de um familiar. Todo o seu comportamento, toda aquela conversa, apenas poderiam querer dizer que acontecera algo entre os dois. Que existira alguma interacção,  e uma de grande significância, para além do jantar na casa dos Kita. Naho quase podia apostar que isso acontecera durante a última missão do irmão. Não que lhe importasse minimamente o quando nem o como tal tinha acontecido. Mas este "encantamento" por parte do irmão em relação a alguém como Itari não podia significar boas notícias. Naho temia pelo tipo de coisas em que o tutor poderia envolve o irmão, temia o tipo de problemas em que ele poderia ser envolvido. Ainda não se esquecêra que um homem inocente havia acabado preso para que Itari pudesse atingir os seus fins. E isto apenas por um salário baixo como tutor iniciante. Era impossível para ela prever o que podetia acontecer em troca de algo mais importante, mais valioso que isso. Um homem que não olhava a meios para atingir o que queria… Naho não podia sequer pensar nas possibilidades que se lhe abririam ao ganhar a lealdade e confiança de alguém como o seu irmão.

Não sabia como raio Itari conseguira causar uma impressão tão grande no irmão. Nem sabia quais as possíveis consequências das suas próprias acções. Mas este laço, fosse ele qual fosse, entre o seu irmão e o seu tutor, era potencialmente demasiado perigoso para Nidorai. Não tinha escolha. Custasse o que custasse, Naho iria esta rasgar esse laço.


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MensagemAssunto: Re: Filler 10   Seg 8 Ago 2016 - 22:34

Citação :
Mas este laço, fosse ele qual fosse, entre o seu irmão e o seu tutor



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