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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 [Filler] Busca por Respostas

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Ozzymandias

Membro | Nukenin
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Registo Ninja
Nome: Hiroshi Daisuke
Ryo (dinheiro) Ryo (dinheiro): 30460
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MensagemAssunto: [Filler] Busca por Respostas   Qua 20 Jul 2016 - 23:10

Sob o suave canto dos grilos naquela madrugada agradável e silenciosa, Kaneda mantinha seus olhos abertos, apesar do cansaço. Sentado à beira da janela, ele fitava a luz fraca da lua que atravessava sua janela e desenhava sua sombra na parede oposta do cômodo. Apesar da penumbra, seu quarto estava uma bagunça. Livros espalhados e papéis com anotações revoando aos poucos com anotações e planejamentos de sua vingança que quase lhe trouxe a morte. Como sou fraco. - Inquietava-se ao lembrar daqueles olhos brancos ameaçadores. Um frio na espinha logo lhe subiu à nuca e a imagem da senhora vendada ressurgia, gravada em sua memória. - Você poderá me visitar sempre que quiser. - Ele sussurrava as mesmas palavras da estranha mulher que o salvou das garras da gangue. Quem é ela? O que ela fazia ali? O menino olhava para sua mão com o punho cerrado e após um breve aperto, abriu a mão para que o pingente pudesse escorrer entre seus dedos e brilhar contra a fraca luz da noite. Contudo, aquele mistério não era maior do que a da substância que tomava todos os dias.

- Preciso descobrir que remédio é aquele. - Decidiu.

Arrastando-se para fora da cama em silêncio, Kaneda se esgueirou pela penumbra até a cômoda onde retirou de sua pasta um grosso livro de capa dura. - Identificando Substâncias" - Sussurrou o título escolhido. Vamos ver o que posso encontrar aqui. - Pensava ao retornar da mesma forma à cama para se esconder embaixo das cobertas, onde acendeu a lanterna e começou a folheá-lo em busca de respostas. Ele não tinha dúvidas de que nunca vira qualquer rótulo ou indicação no recipiente que indicasse que se tratava de algum produto industrializado. Mas então... Quem o fabricou? Sua mãe? Mas porquê? Essas perguntas atrapalhavam o seu raciocínio enquanto passava seu dedo pelas páginas quando finalmente uma fotografia impressa chamou sua atenção. Em preto-e-branco, a grande máquina parecia bem complexa com seus inúmeros botões e visores. Espectógrafo. Era o que a legenda revelava. Segundo àquele trecho, para ajudar os cientistas a desvendar substâncias misteriosas, essa máquina era essencial para a análise. Mas onde haveria uma? Não queria esperar pelo amanhecer.

- Cada problema por vez. - Sussurrou.

Apagando a lanterna, o jovem se desvencilhou das cobertas e buscou na cômoda ao lado de sua cama um par de meias para ajudá-lo a disfarçar o ruído de seus passos. A residência esta imersa no silêncio quando Kaneda abriu sua porta vagarosamente e numa traição descabida, as dobradiças rangeram por um breve momento. Aquilo foi suficiente para assustá-lo, fazendo seu sangue congelar. Esperou por mais alguns segundos e quando percebeu que o silêncio continuava, ele decidiu avançar pelo corredor sobre a proteção da penumbra. Descendo os degraus na direção da sala de estar, o jovem dirigiu sua atenção ao grande armário de mogno preso à parede oposta à escada, onde sua mãe guardava o remédio. A maçaneta da portinhola foi acionada, mas como previsto, ela estava trancada. Onde ela guardaria a chave? - Perguntava-se, tentando se lembrar do caminho que sua mãe fazia toda vez que lhes dava o remédio. Quarto, cozinha e armário Aquele pensamento decidiu seus próximos movimentos. Indo até a cozinha, com os pés deslizando no assoalho, Kaneda começou a abrir as gavetas até encontrar um molho.

As chaves resistiram e tilintaram ao serem movimentadas e em um segundo o garoto já retornava ao armário para começar a testar as opções. Não eram muitas, mas certamente ele gastaria tempo importante para não ser descoberto. Droga... Não é essa. - Seu coração palpitava e ele ofegava a cada tentativa quando outra porta rangeu. Um bocejo alto indicava que alguém tinha acordado. Nesse momento seu treinamento ninja falou mais alto e num deslize para a lateral, o Uchiha se escondeu num espaço estreito entre o armário e a viga que sustentava o telhado, onde a escuridão o deixava camuflado. Não demorou até ouvir passos na escada e logo sua irmã sonolenta coçava os olhos e passava por ele sem perceber na direção da geladeira. A luz opaca do eletrodoméstico clareou sua posição e ele agradeceu que sua irmã estava de costas. A menina logo bebeu sua água e retornou cambaleando da mesma forma que veio. Essa tinha sido por pouco. Kaneda só esperou ouvir a porta se fechar para reiniciar sua investida e, por sorte, a primeira chave escolhida era a correta. Click.

O armário se abriu, revelando cerca de uma dezena de frascos de vidro. Alguns vazios e outros quase transbordando pelas rolhas mal afixadas, Kaneda podia jurar que viu aquela substância borbulhar com sua presença. Já na prateleira inferior, dezenas de seringas esterilizadas estavam organizadas num estojo de alumínio bem elegante. - Mas para quê serviriam as seringas? - Sussurrou no escuro, intrigado com mais um mistério que se apresentava. Deixa pra lá. Uma coisa por vez. Então, já sabendo que sua mãe perceberia qualquer movimentação nos frascos e para se precaver disso, o Uchiha buscou uma das seringas e a espetou num dos vasilhames através da rolha para sugar o líquido negro e viscoso. Só de imaginar que aquilo escorria pela sua garganta todos os dias já lhe dava ânsia de vômito. Esses pensamentos o distraíram e atrapalharam seus movimentos, sendo necessário um balançar de cabeça para colocar a consciência no lugar. A seringa agora estava repleta do líquido e agora teria que deixar tudo da maneira que estava antes. E assim a portinhola se fechou mais uma vez e a chave girou. Click.

- Chave dentro... E pronto. - Comentou baixinho ao empurrar de volta a gaveta.

Parecia que sua investida tinha sido bem-sucedida. Seu coração batia forte no peito e com alguns passos apressados ele conseguiu retornar ao seu quarto. Fechando a porta vagarosamente, Kaneda agora se viu sozinho na segurança de seu quarto, onde imaginou onde esconderia aquele material antes do dia terminar de amanhecer. Ele já conseguia visualizar a fraca claridade da aproximação do sol na Aldeia da Folha e terminou por esconder a seringa num dos vários bolsos que seu uniforme ninja trazia. - Aqui posso levá-la ao laboratório sem que percebam. - Sussurrou com um suspiro de cansaço. Aquela noite mal dormida agora começava a lhe cobrar o preço. Com o nível de adrenalina retornando ao normal, seus músculos começaram a doer por causa de toda tensão envolvida e foi inevitável seu retorno à cama num rápido e necessário cochilo. Não posso... Tenho que chegar cedo ao lab. Antes que minha mãe vá trabalhar. - Pensava enquanto sentia sua consciência se perder na névoa de morfeu. - Hã! - Num suspiro alto, o jovem acordou com a luz do sol queimando a pele de seu rosto.

- Não, não, não. Acho que dormi demais. - Reclamou.

Ouvidos atentos tentaram perscrutar o andar de baixo tentando adivinhar quem da família havia acordado primeiro, mas para sua sorte não ouviu nada além do vento balançando carinhosamente as cortinas da sala de estar. Ainda dá tempo. Então, abrindo a janela com o mesmo cuidado que a sua porta na madrugada, Kaneda disparou pelo telhado onde já conseguia ver a silhueta do hospital sob a névoa matutina da Aldeia da Folha. Alguns pássaros revoaram com a sua rápida passagem na rua do destino quando finalmente a porta automática se abriu e o Uchiha se esgueirou para trás do sofá com receio de ser reconhecido por algum funcionário do hospital que trabalhasse com sua mãe. Praticamente engatinhando até o setor de análises, seguindo a indicação das placas presas ao teto, ele entrou por um extenso corredor até se deparar com um balcão onde uma senhora corpulenta cochilava. - Vim trazer esse material para o exame. - A mulher o olhou de cima a baixo, mas pareceu que não o havia reconhecido, afinal, o jovem estava sem seus óculos característicos. Ainda bem. - Agradeceu seu esquecimento.



CONTINUA...

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