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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 [Filler] Desfecho Fúnebre

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Ozzymandias

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Nome: Hiroshi Daisuke
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MensagemAssunto: [Filler] Desfecho Fúnebre   Seg 26 Dez 2016 - 22:05

Um pequeno bote cruzava a imensidão azul-esverdeada daquela bela paisagem. Uma verdadeira pintura da natureza que empurrava a embarcação com a ajuda da brisa fresca daquela manhã, formando pequenas ondas intermitentes que deslizavam por uma estreita passagem entre corais vívidos e afiados. O Atol dos Tubarões tinha esse encanto paradisíaco, apesar da grande ameaça que tentava se esconder e se misturar com a areia branca do fundo. Era uma ameaça aos desavisados. Aquele Atol justificava seu nome. Parece que nada mudou. - Pensava Daisuke, sentado à beira do bote ao perceber a aproximação de dezenas de pequenos tubarões famintos que vinham investigar o intruso que passava por seus domínios. Com o corpo ainda com alguns curativos, o jovem preferiu não esperar por sua recuperação total para fazer o que tinha prometido para si mesmo quando Yuka faleceu em seus braços. Aquela lembrança o fez suspirar pesadamente, passando a mão carinhosamente no humilde caixão que ocupava a maior parte do fundo raso da embarcação. Daisuke não passeava. Era um cortejo em direção ao destino final de sua amada.

"Terceira estrela a direita e acima no horizonte." - Tristemente ele se lembrava do caminho e de como a conhecera. Aqueles olhos castanhos assustados, observando o ataque pirata pelas frestas das tábuas do esconderijo improvisado. Foi ali que Daisuke mudou o destino dela. Poupando-a da morte certa, mas talvez apenas adiando o inevitável. Mas ela morreu da mesma forma. E talvez tenha sofrido mais ainda sob o julgo de Lian, o traidor. Que ele queime eternamente no expurgo. - Amaldiçoava o desafeto que assassinara com as próprias mãos. O filho de Nero o mostrara o pior que a humanidade poderia exibir. Aquela ambição desenfreada. Aquele desejo mortal pelo poder ao ponto de trair o próprio pai. Daisuke balançou a cabeça para retirar aqueles pensamentos ruins da cabeça pois já estavam dando-lhe enjoo e enjoo no meio do mar poderia ser muito incômodo. - Vamos lá. Hora de andar. - Suspirou mais uma vez ao perceber que chegara ao banco de areia. Afastando a vista, ele já via a grande duna onde se escondia o orfanato. Então, com um pequeno gemido de dor, ele pôs o caixão sob os ombros e seus pés mergulharam na fina e morna camada de água salgada até atingir o leito rígido daquela ilha no meio do nada.

A sensação da areia entre os dedos a cada passada era nostálgica. Seu tempo como pirata, apesar de tudo, fora divertido. Todas as amizades que tinha feito. Todo o conhecimento que adquirira sobre o grande oceano e seus caprichos. Foi a primeira vez desde o início da viagem que Daisuke abriu um sorriso. Bons tempos. Foi então que a memória de Madame Calista lhe veio em mente. Aquela velha estranha acertou na previsão. Realmente sua morte teria sido prevenida se tivesse usado a razão e talvez Yuka estivesse viva nesse momento. Escolhas que fazemos na vida. Ele ainda se penitenciava por não ter ouvido o livramento da bruxa e agora tinha um débito de vida com uma mulher que mal conhecia. Daisuke sentiu um calafrio. Ele sabia que a hora da cobrança chegaria antes mesmo dele perceber. - Talvez... De repente devo visitar a velha depois daqui. - Sussurrou assim que alcançou a duna gigante. Do outro lado ficava o orfanato. Uma tática para manter longe os olhos ambiciosos dos criminosos que passavam naquela rota marítima. Ele suspirou mais uma vez e arrumou o caixão, passando-o para o outro ombro.

Mais uma vez ele acionou suas pernas e agora subia vagarosamente o majestoso monte de areia branca quando os ecos de pessoas se divertindo começou a incomodá-lo. Não deveria haver ninguém ali. Era estranho ouvir algo além do vento e do som calmante do mar, mas a cada passo que dava ao topo, convencia-se de que uma festa estava em andamento naquele local que considerava sagrado. Não por ele, mas era onde Yuka vivia, sob a sombra do templo do rei macaco. Sun Wukong não estaria satisfeito com isso. - O que pode estar acontecendo? - Perguntou-se baixinho, colocando cuidadosamente o caixão pouco abaixo do topo, numa inclinação suficiente para que ele não descesse de volta ao litoral e então rastejou os últimos metros até conseguir visualizar com estranheza o que acontecia do outro lado. Era um grupo de dezoito piratas que bebiam e gargalhavam sentados em volta de várias caixas cobertas por mercadorias possivelmente roubadas, além de um grupo com cerca de doze mulheres choramingando num dos cantos. Amarradas umas nas outras por correntes todas elas estavam presas à um grosso pilar de madeira carbonizada. O pilar principal do orfanato. - Daisuke se inquietou.

Aquilo era inconcebível. Malditos. Era um local que o Akatsuki via como casto, puro da inocência daquelas crianças órfãs que morreram queimadas só por maldade. Maldade dos piratas. Piratas que ali estavam, invadindo e sujando aquela areia branca que ainda possuía as marcas enegrecidas das fundações queimadas, do antigo vilarejo outrora destruído. - Hora de enviar um aviso. - Sussurrou decidido. Rapidamente várias ideias de como matá-los com eficiência passaram por sua cabeça quando finalmente Daisuke cedeu aos seus instintos mais violentos e simplesmente desceu a duna a toda velocidade com os dentes à mostra. Estava ensandecido. Parecia que ele estava revivendo toda aquela violência pirata que o trouxera ali há cerca de dois anos. Os tempos mudaram, mas o sangue continua vermelho e a dor continua a ser excruciante à medida que os homens eram abatidos. Um a um. Gritos ecoaram pela baía, e não só os vindos dos piratas pegos de surpresa. Os reféns estavam completamente apavorados. Amontoando-se uns nos outros, eles se desesperavam à espera de serem os próximos a morrer nas mãos ensanguentadas da besta.

- Não! Por favor! Não! - Gritava o último pirata de pé, encurralado entre alguns caixotes. Visão turva pelas suas lágrimas, o bandido apenas conseguia visualizar o vulto avermelhado e com olhos maldosos da mesma cor. Daisuke sorriu. Homem de sorte. Ele sabia que o recado tinha sido dado. Agora o deixaria vivo para que conte - horrorizado - tudo o que acontecera. Mas antes que pudesse abrir caminho para a passagem do pirata, o homem acuado retirou a mão esquerda debaixo de uma lona escura portando uma arma de fogo. Kaboon! E a pólvora foi acionada num estampido característico. O Akatsuki estava seguro demais para preparar qualquer fuga e esperou pela queimação característica do disparo entrando em suas vísceras. Mas a dor não veio. - Hahahaha! Você errou! - Gargalhou a besta, sentindo seus olhos gotejarem. De emoção? De alegria? Não dava para saber pois rapidamente o líquido se misturava com o sangue dos piratas recém-abatidos. Contudo, o pirata encurralado ainda estava lá. Ele tremia, e seu rosto estava coberto por dúvida e desespero. Como ele havia errado? Como assim, de tão perto?! Estas perguntas logo foram substituídas por pavor. A besta dessa vez não parou e sua vida havia terminado.


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