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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 [Filler] Sem Substância - Reconstrução

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Ozzymandias

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Registo Ninja
Nome: Hiroshi Daisuke
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MensagemAssunto: [Filler] Sem Substância - Reconstrução   Seg 26 Dez 2016 - 22:10

Citação :

- Meu amor! Não faça isso! - Yuka chorava e soluçava. - Não enverede pelo caminho da vingança. Isso só lhe trará ruína!
A voz de Yuka acordou-o do frenesi.

Apavorados, os prisioneiros preferiram não ver o destino do último captor nas mãos da besta e machucaram seus pulsos ao tentarem arrastar o pilar de madeira queimada através da areia, mas não conseguiram movê-lo sequer por alguns centímetros. Aquilo era pesado demais, até para aquele grupo desesperado. Porém, quando finalmente os gracejos do moribundo cessaram, os prisioneiros começaram a chorar baixinho. Um choro de despedida, comovente, daqueles em que se esgota a última esperança. - Não vou matá-los. - Disse Daisuke, afastando-se do cadáver. Estava irreconhecível com todo aquele sangue e areia cobrindo seu corpo musculoso. Suspirando profundamente, como se estivesse acordando de um torpor assassino, o nukenin passou pelos prisioneiros e não os encarou, indo direto para a única fonte de água potável no centro daquela ilha minúscula e com ao chegar, tentou buscar um balde para começar a se banhar. Foi quando algo aconteceu. Seus dedos simplesmente atravessaram o objeto como se fosse um fantasma. What the Fuck! Daisuke recuou num salto completamente assustado. Estou morto? Ele olhava em volta à procura de seu corpo, mas o que via eram os pedaços dos piratas e os prisioneiros ainda em choque.

- Não estou morto... Mas o que...? - Sua cabeça agora doía e Daisuke começava a sentir suas forças desaparecerem até que se ajoelhou ainda zonzo. Ele não fazia ideia do que acontecera e mesmo que soubesse, agora estava exausto demais para refletir sobre o assunto. Queria apenas descansar. Foi quando finalmente o rapaz rastejou até o balde e após um pequeno momento de hesitação, seus dedos tocaram o objeto. Certamente ele estava alucinando. Que merda é essa? Então, sentindo a frieza do latão em sua mão, o Akatsuki jogou-o sobre a mureta do posso, enchendo-o de água para puxá-lo de volta num gemido de esforço. Aquele balde parecia ter uma tonelada. O cansaço era aterrador e enquanto ofegava, num impulso ele se olhou pelo reflexo da líquido límpido e se assustou quando uma gota de sangue atiçou a superfície calma e transparente. - Fui atingido no olho? - Comentou, pensando que o chumbo da arma o havia atingido e para retirar essa dúvida, o Hiroshi começou a lavar o rosto para retirar de vez o vermelho ressequido do sangue do inimigo das pálpebras e bochecha. E à medida que conseguia ver sua pele natural, não conseguia identificar onde estaria a perfuração da bala. Todavia, seu olho esquerdo ainda sangrava.

- Por favor! Liberte-nos! - Suplicou um dos prisioneiros.
- Deixe-nos ir. Pode ficar com o tesouro. - Completou outra senhora.

Os pobres achavam que aquilo tudo se tratava de dinheiro. De riquezas. Mas Daisuke estava preocupado com o que sentia que praticamente deixou aquela oferta indesejada passar sem consequência. Muito bem. Tratarei disso daqui a pouco. - Refletiu ao se levantar e cambalear até o lado oposto da ilheta, onde se sentou e começou a se concentrar. Sentindo seu chakra, percebeu que uma grande parcela havia sumido. Mas como assim sumido? - Que porra aconteceu? - Irritou-se, mas mesmo assim tinha energia suficiente para efetuar o selo e conseguir teleportar uma grande quantidade de tábuas e pilares de carvalho perfeitamente lapidados para a construção que faria. O ruído de todo aquele material assustou os prisioneiros e entre as lufadas de ar pelo aparecimento repentino, eles olhavam assustados e curiosos em saber o que tudo significava. Por enquanto é isso. Daisuke se levantou com certa dificuldade. Olho esquerdo ainda fechado pela dor que sentia, o Akatsuki então começou a caminhar da direção dos prisioneiros que entraram em pânico assim que perceberam sua aproximação. Contudo, o homem parecia frio, determinado. - Por favor! Não nos mate! - Suplicou novamente o outro. Foi quando, com a mão espalmada, o nukenin atingiu a corrente, terminando por libertá-los.

- Essa ilha é minha e aqui reconstruirei o templo e o orfanato que existiam aqui. - Disse em voz alta.
- E quanto à nós... Podemos ir sem problemas? - Perguntou a senhora, completamente aflita.
- Levem o que puderem do tesouro e não retornem. Aos que ficarem, serão bem-vindos. - Completou o grisalho.

Suas palavras pareciam ter chicoteado os prisioneiros que dispararam na direção dos caixotes, retirando algumas joias, colares, moedas e o que mais podiam carregar. Enquanto isso, não dando à mínima para a movimentação dos outros, Daisuke se sentava nas tábuas tentando recuperar um pouco sua força para começar a construir. Ele certamente tinha sido alvo de um genjutsu. Um pirata deveria ter algum treinamento shinobi ou então estava sob o efeito de alguma droga. Mas isso não importava naquele momento. Yuka. - Pensou com tristeza ao efetuar mais um selo e trazer o caixão até ele. O pesado objeto surgiu ao seu lado após um fraco brilho que foi suficiente para deixar os prisioneiros em pânico. - Corram! - Gritou um deles. E os tolos debandaram ilha à fora, começando por roubar o bote em que Daisuke tinha navegado até lá. A luta por lugares foi feroz, mostrando a verdadeira face cruel da humanidade que o Akatsuki conhecia muito bem e não demorou muito até que três dos mais fracos estivessem boiando nas águas límpidas do atol. Já os outros, suspiravam aliviados à cada remada para longe daquele local de morte. Para longe dos piratas e da besta. O silêncio agora pertencia às gaivotas que começavam a se aproximar ansiando pelos mortos.

- Você... Construirá... Um orfanato aqui? - Indagou uma senhora, saindo dentre os caixotes acompanhada por uma moça aparentemente mais nova que se agarrava à sua túnica com flagrante medo à figura que se sentava de costas para elas. Aquelas duas terem ficado surpreendeu Daisuke que, virando apenas o rosto, conseguiu visualizar a dupla. A senhora aparentava ter seus sessenta anos e estava vestida a uma túnica surrada. Grisalha, ela tinha as marcas do tempo em seu rosto acompanhada com seus olhos lacrimosos de cor azul. Um azul tão claro que transparecia carinho e sofrimento. - Chamo-me Yahiko e está é minha neta, Saiana. - Comentou a velha, aproximando-se enquanto tentava não se esbarrar com os corpos dos seus antigos captores. Realmente surpreendente. Mas porque elas ficaram? Após presenciarem tudo aquilo? Toda aquela violência? Tendo essas dúvidas em mente, o Hiroshi as olhou profundamente e com o sharingan, começou a esmiuçar suas memórias. Então é isso. Ele não precisou ir tão longe para conseguir uma justificativa: Elas eram escravas dos proprietários do tesouro. E agora que seus patrões estavam possivelmente mortos, elas não tinham para onde ir. Não havia lugar para onde ir. Seu olho esquerdo voltou a doer e logo seu genjutsu deixou de funcionar.

- Muito bem. Podem ficar. - Sussurrou, voltando-se para o caixão.
- Começaremos limpando a bagunça.- Concordou a velha.
- Obrigado, meu senhor. - Disse a outra.

Daisuke acenou e se ajoelhou para efetuar um jutsu doton capaz de identificar onde existia rocha firme o suficiente para sustentar os alicerces do templo. Com isso em mente, o rapaz ainda sério e com dores no olho conseguiu chakra para se dividir em três. - Comecem pelo templo. - Comandou o original às duas cópias. Suas imagens acenaram enquanto agarravam cada um uma grossa viga de madeira, levando-as na direção indicada. Logo terminaremos Yuka, você terá um lugar para descansar. - Pensou por último, passando a mão novamente no caixão. Contudo, ele sabia que precisava de mais explicações do que havia acontecido. Ele precisava saber se estava envenenado ou se estava sobre o efeito de um genjutsu perigoso que o fez pensar que não tinha substância. Ele ainda estava distraído quando a garota mais nova se aproximou com um balde e esponja, estendendo-o para ele. Só então Daisuke percebeu que ainda estava coberto pelo sangue dos inimigos e aquilo o fez sorrir um pouco. - Cuidado para não derrubar senhor. - Sussurrou Saiana sob o olhar de estranheza do rapaz. - Sim. Nós vimos. O senhor parecia um fantasma durante a lua. Os piratas atacavam e os ataques passavam pelo senhor como mágica. - Ela completou, trêmula de medo. Não estava sob o efeito de nada. Olho sangrando e dor sem perfuração de bala.

- Obrigado. Pode retornar à sua avó. - Ele agradeceu e enquanto via a garota se distanciar, e seus clones já afixando os pilares, o rapaz finalmente concluiu que seu sharingan o tinha conferido uma nova habilidade. Uma habilidade similar à que tinha visto em um antigo comparsa. Um antigo aliado. Nesse momento a imagem de Katsu Imagawa surgia em sua mente. Era isso mesmo. Ele se lembrava perfeitamente daquela técnica. O mangekyo sharingan seria de grande ajuda na sua luta por independência que viria assim que Gaina desse o ar de sua graça. Agora só restava treinar e esperar. Construir e trazer os órfãos para aquele lugar. E não seriam órfãos comuns. Sua meta seria conseguir jovens talentosos para fazer parte de seus planos de conquista. Uma meta desenhada após sua vingança ter sido plena e como Yuka havia falado... "Após a vingança, não resta mais nada". - Mais ou menos, meu amor... Ainda tenho que deixar minha marca nesse mundo. Ainda tenho que fazer com que se lembrem de mim não só como um ninja desgarrado. Quero que se lembrem de mim como um... Conquistador. - Sussurrou para si, acabando por deitar-se sob o sol daquele final de manhã. A areia tremia com os pilares sendo colocados no lugar. O templo de Sun Wukong atingiria sua glória através dos atos daquele rapaz. E que o destino que se traçara para ele se cumpra.

- Preciso mesmo retornar àquela bruxa para saber mais sobre o futuro. - Concluiu, com uma seriedade estampada no rosto.


CONTINUA...
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