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E o ciclo da vida repete-se! As pacíficas vilas voltam a unir-se para combater um mal em comum. Vem conhecer o melhor e mais antigo role play de Naruto, totalmente em português.
 
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 [Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.

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Kylo Soldier

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MensagemAssunto: [Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.   Qui 2 Mar 2017 - 15:12

Título: 1º Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer
Rank: A
Descrição: Duas famílias se revezavam no comando do País do Trovão. Os Iga e os Koga sempre foram aliados até que um assassinato culminou num ódio entre os dois clãs que perdura até hoje. Contudo, dois jovens das famílias rivais se apaixonaram perdidamente e decidiram deixar o passado para trás num casamento secreto. O problema é que ela está presa no próprio castelo e não poderá sair de lá para casar-se. Sua missão é sequestrá-la para que o casamento se realize. Porém, tenha cuidado, pois ela é filha do Daimyo do País do Trovão e certamente estará bem vigiada.
Recompensa: 1200 ryo + 1 Scroll + 1 ponto de cumprimento
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Ozzymandias

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MensagemAssunto: Re: [Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.   Qui 2 Mar 2017 - 15:32

Trilha:
 

Um grande e barulhento engarrafamento testava a paciência das celebridades em suas limusines, enquanto eram iluminados pelas milhares luzes multicores e intermitentes vindas de uma dezena de cassinos espalhados pela avenida principal considerada metro quadrado mais caro do País da Lua Crescente. Numa confusão divertida, o ruído das moedas e músicas agudas dos caça-níqueis eram sobrepujadas pelo forte grave abafado que fazia vibrar as vitrines das lojas que já há algum tempo haviam fechado pela hora avançada daquela madrugada de sábado. Prostitutas de alto nível se acotovelavam pelas calçadas à procura de companhia remunerada enquanto uma pequena multidão ansiosa aguardava numa fila desorganizada apenas uma oportunidade para entrar numa das mais badaladas casas noturnas da cidade: A Flaming Horse. O "Cavalo em Chamas" estava lotado antes mesmo de abrir suas portas, devido às milhares de reservas feitas pelos milionários que queriam uma diversão muito bem selecionada pelos hosters que filtravam os pretendentes na grande porta aveludada que dava acesso ao seu interior do imóvel. - Os senhores podem passar. - Exclamou o porteiro após receber discretamente uma nota alta oferecida por dois homens que acabavam de chegar.

Percebendo o que acabara de acontecer, os primeiros da fila começaram a sussurrar reclamações enquanto acompanhavam os dois homens ultrapassarem a pequena corda vermelha que os separava dos outros para então adentrarem no recinto. Vestidos com dois ternos negros sem gravata feitos sob medida, um bem mais velho que o outro, ambos passaram por um longo corredor que servia para dissipar o som incrivelmente alto do salão interno, e assim que ultrapassaram outra porta com isolamento acústico, os dois sentiram o choque das ondas sonoras tão intensas que fez com que suas caixas torácicas vibrassem ao som de cada grave desferido pelas inúmeras caixas de som que dividiam espaço no teto com centenas de canhões de luzes e lasers. Onde ele está? - Perguntava-se o mais velho dos dois, tentando olhar por cima de uma massa de pessoas que se misturavam com roupas exuberantes e coquetéis caros. - O que posso... Ajudar aos senhores?! - A garçonete praticamente gritou no ouvido do mais novo que aproximou da moça para lhe dizer que estavam procurando uma pessoa em particular. Um figurão que diziam que poderia eliminar/resolver qualquer problema que viesse a incomodar quem o procurava. Era um nome bastante conhecido no lugar, mas que somente poucos conseguiam ter acesso à ele.

- Verei o que posso fazer. - Concluiu a moça que, como uma verdadeira equilibrista, desviava dos dançarinos mais afoitos com sua bandeja lotada de drinks e petiscos. Urushida e Toneri logo a perderam de vista por alguns minutos, quando finalmente a mulher retornou dizendo que o procurado não poderia recebê-los. Numa expressão de pesar, o mais velho passou a mão no cabelo grisalho e segurou forte no braço da garçonete que começou a se debater. Num instante os seguranças do estabelecimento agiram e convergiram para o local da confusão, mesmo sob os protestos do mais novo que abanava as mãos tentando impedir que haja qualquer agressão, mas não adiantou. O grande punho de um dos brutamontes atingiu o mais velho que caiu e logo foi agarrado por mais dois que começavam a arrastá-lo na direção da saída de emergência. Já o segundo visitante, mais franzino, teve seu corpo carregado com muita facilidade à medida que os convidados abriam caminho com olhares críticos para os "mal-educados" que queriam a acabar com a festa. Quem são aqueles homens e o que queriam com Kazuki? - Daisuke observava toda aquela confusão do camarote, recostado ao parapeito enquanto dividia sua atenção com duas belas mulheres que insistiam em debater sobre a última novela das sete. - Com suas licenças. - Ele se despediu.

O som estridente incomodava seus ouvidos e sentidos enquanto Daisuke descia os degraus até a área comum. Cumprimentando os seguranças flagrantemente incomodados com sua presença, o Akatsuki logo entrou por um corredor à direita, passando pela cozinha quando empurrou a pesada porta que o levou até uma estreita e úmida viela, repleta por grandes caçambas de lixo e garrafas de bebidas vazias espalhadas em cada canto. - Dê-me a carteira ou vocês morrem! - Ameaçou um dos bandidos que espremiam os dois homens contra a parede do beco. Ao que parecia, eles tinham arrumado confusão na boate e agora estavam prestes a serem assaltados por um grupo de quatro elementos que maliciosamente esperavam do lado de fora como predadores de emboscada. Acuados, o mais velho tateava os bolsos à procura de objetos de valor quando seus olhos encontraram os do nukenin que se aproximava silenciosamente do bandido distraído da retaguarda. Enfim uma diversão! - Comemorou ao agarrar o colarinho do primeiro para puxá-lo com toda força contra ele. Surpreso, o homem gemeu alto assim que Daisuke elevou o cotovelo e desferiu um erubô contra o seu peito. Boom!

A pancada projetou o corpo do primeiro bandido contra a parede, quando os outros três fitaram os olhos do Hiroshi que já efetuava alguns selos e enviava chakra para os cérebros dos três. A ilusão os pegou de surpresa com um intenso facho de luz que os cegou completamente em tempo do ninja rodopiar com agilidade e chutar lateralmente a têmpora do segundo. A pancada e o gemido foram suficientes para que os outros dois tentassem correr para longe quando suas cabeças foram jogadas uma contra a outra pelos fortes braços do interventor. Agora os corpos jaziam inconscientes no chão, deixando apenas os dois homens sentados no chão sujo. - Pai... Você está bem? - Gemia o mais novo dos dois esrtanhos, amparando o outro que se escorava no chão próximo à última caixa de descarga. Nem sei porque estou me metendo nisso. – Daisuke pensava ao se aproximar e estender a mão para auxiliar que o senhor se levantasse. - Bela confusão vocês conseguiram lá na boate e aqui fora, não? - Comentou numa retórica descontraída. O senhor logo aceitou a ajuda e se levantou, apoiando-se no outro que acabara de se levantar para não voltar a cair. Só agora o nukenin conseguiu visualizar bem as características dos dois “valentões” que queriam estragar a diversão na boate.

Entretanto, já que o tipo de diversão de boate não o preocupava mais, ele preferiu muito mais uma boa briga naquele beco sujo à conversas fúteis sob o som ensurdecedor dos autofalantes. - O... O... Obrigado... - Gaguejou o mais jovem, constrangido com a proporção que a situação ganhou. O rapaz aparentava seus vinte anos e ostentava uma barba rala sem bigode em seu rosto moreno e livre de rugas de expressão. Vestido com o que parecia ser um terno sob medida, ele esfregou as mãos para limpá-las da sujeira do beco e estendeu a mão direita num cumprimento nada tradicional. Esse cumprimento é feito no extremo oeste e pela cor da pele de ambos, esses homens vieram do País da Trovão. - Raciocinou muito antes que o rapaz explicasse. - Mas o que os trouxe aqui de tão longe? - Perguntou aos dois estranhos. O silêncio constrangedor continuou por alguns segundos quando enfim o senhor mais velho começou a falar. - Esse é meu filho, Toneri. E eu me chamo Urushida Iga. - Apresentou-se. A curiosidade de Daisuke aumentava a cada segundo que ficava naquele beco fétido até que o desenrolar de toda história começou a fazer sentido. Segundo Urushida, sua família e a família do Daimyo do País do Trovão sempre estiveram em pé de guerra desde os tempos de seus ancestrais... E senta que lá vem história. - Pensava o nuke, impaciente ao começar a ouvir os choramingos de algo que acontecera há cerca de cinquenta anos. - Resume logo aí, amigo. - Reclamou aos dois tristonhos decepcionados.

Era uma vez...
Citação :

Desde sempre, existiam duas famílias que comandavam o poder político do País do Trovão: Os Iga e os Koga. Através de casamentos arranjados entre esses clãs, as famílias começaram a revezar-se no poder político do país até que um fato horrível aconteceu... Numa bela noite de lua cheia, dois jovens namoravam à beiro do pequeno lago da propriedade da família Koga, um casal prometido que acabou se apaixonando... Seria uma história de amor perfeita até que, nesta mesma noite, assassinos contratados pelos Hataki assassinaram brutalmente o rapaz apaixonado, deixando apenas a moça como testemunha. A paz entre os dois clãs acabou naquela noite e uma pequena guerra interna ceifou muitos parentes de ambos os lados. Contudo, no final, apenas os Koga permaneceram no controle político do país. Enquanto isso, os últimos Iga fugiram para uma ilha inóspita que pertencia ao País da Lua Crescente. E isso aconteceu há cinquenta anos...


- Sim... Mas você ainda não explicou porque estão aqui. - Daisuke respondeu secamente.

- É que... É que... Nós somos do clã Iga... E... - O rapaz balbuciava até que finalmente se explicou: - Vou me casar. Casarei com Megume. Megume Koga. Não era ser tão inteligente para começar a perceber para onde essa conversa levaria. No mínimo ele quer ajuda para tirar a moça de casa. - Pensou assim que começou a ouvir toda a história. Entre soluços de agonia e sussurros inaudíveis, Toneri revelou que há dois anos ele conheceu uma moça linda numa excursão a um balneário próximo dali e o amor floresceu. Entre idas e vindas durante a semana que passaram lá, os ele e Megume conversaram sobre tudo, exceto sobre suas famílias e no momento em que se despediam, ambos revelaram seus sobrenomes. Foi um choque para ele e ainda mais para ela, que preferiu se afastar do rapaz. Eles não se falaram mais até que, com extrema saudade, Toneri resolveu retornar ao balneário sozinho, exatamente na data em que os dois se encontraram e para sua surpresa, no mesmo local em que se viram pela primeira vez, ela o esperava. Daisuke fazia uma careta à cada menção doce que o rapaz fazia da namorada. - Ficamos juntos e planejamos nos casar secretamente. - Concluiu, aflito. Agora a verdade estava clara como a neve. O rapaz queria ajuda para "sequestrar" Megume para que eles se casem no mesmo balneário.

- E quando e onde será o casamento? - Perguntou por curiosidade mesmo.

- Daqui a duas semanas. No... Na ilha de Hosegawa. Mas parece que o pai dele descobriu, porque recebi sua mensagem de que estava proibida de sair. - Acrescentou.

- Então, você quer contratar alguém para trazê-la até o local do casamento? - O Akatsuki sorriu.

- Sim. Mas não posso fazer isso. Não tenho treinamento ninja e a residência do Daimyo é muito protegida. - Entristeceu-se.

- Posso fazer isso pra você. Mas custará caro... - Disse, enfatizando o "caro" na sua frase.

- Dinheiro não é problema. - Urushida os interrompeu. O homem estava sério e certamente notara o tom sarcástico que o ninja grisalho colocava nas entrelinhas de suas palavras. Contudo, por mais louca que essa missão poderia parecer, "roubar" algo importante do Daimyo do País do Trovão seria algo muito arriscado e certamente se obtivesse êxito, seu ranking na lista nukenin chegaria a estratosfera. E além disso, aquilo poderia ser bem lucrativo. O útil ao agradável. - Por favor... Nos ajude! - Toneri parecia desesperado e confuso. Inclinando-se mais do que deveria ao estranho na sua frente, ele parecia engasgar ao engolir seu próprio choro. O rapaz realmente estava apaixonado e nesse momento Daisuke se viu no lugar dele. O ninja se lembrou de seu grande amor que morrera em seus braços. Lembrara também da culpa que sentia em não conseguir salvá-la e ainda por ter sucumbido à ira e à vingança, ao invés de abraçar o amor. O coração frio do nukenin esquentou um pouquinho e a resposta não seria outra senão: - Sim. Busca-la-ei. Aquelas palavras pareceram incendiar o coração de Toneri e por consequência seu pai sorriu, abraçando-o em seguida. O Hiroshi então injetou chakra discretamente num selo hiraishin na mão direita e a estendeu para o velho que apertou com firmeza para se fechar o negócio. - Até logo. - Acenou e começou a caminhar de volta ao Flaming Horse, deixando os dois no beco. - Espera! Quando é que o senhor a trará? - Perguntou Toneri, vendo seu contratado quase sumir pela porta dos fundos.

- Espere-nos na Ilha. Eu os encontrarei. - Gritou de volta, tentando sobrepor-se à música que invadira o beco.

Daisuke jurou que escutara um "obrigado" antes de fechar a porta novamente. Pensativo enquanto caminhava de volta à ala vip, ele tentava buscar em sua mente alguma informação sobre o Daimyo do País do Trovão, mas nenhuma informação importante surgiu de suas lembranças . Talvez Kazuki tenha alguma informação. - Pensou momentos antes de adentrar no saguão principal da boate. Novamente seus ouvidos eram açoitados pelo ruído ensurdecedor que as pessoas diziam que era música, acenando para os seguranças que abriram a porta até as escadas que subiam até o passadiço onde a festa principal acontecia. - Pensamos que você tinha esquecido da gente! - Gemeu uma das morenas que lhe faziam companhia. Contudo, o ninja parecia realmente que estava em outro lugar. Aquela nova missão mexeu com o seu brio e sua espinha começou a ser povoada por alguns calafrios e ele sabia que isso só acontecia quando a missão era mortal. - Depois nos falamos. - Dispensou as moças, atravessando o grupo de bêbados que gargalhavam logo antes da entrada para os espaços privativos. A portinhola logo se abriu lateralmente para abrir passagem para alguns figurões que pareciam felizes pelas negociações que ocorreram no lado de dentro quando finalmente Daisuke encarou seu comparsa. Olhos fitando o vazio, com uma grande taça de bourbon na mão direita. - Quem eram aqueles? - Kazuki perguntou ao colega.

- Contratantes. - Falou, despreocupadamente ao se sentar no sofá. - Sequestrarei a filha do Daimyo do País do Trovão. - Concluiu, sorrindo em seguida assim que notou o rosto de espanto de Kazuki que parecia não acreditar no que acabara de ouvir. - Você tem alguma informação sobre a filha dele? Megume? - Indagou.

- Cara... Se eu não te conhecesse há algum tempo, apostaria que você quer se matar. - Gargalhou. - Preciso acionar alguns contatos. Mas acho que amanhã terei alguma coisa.


CONTINUA...


Última edição por Ozzymandias em Qua 8 Mar 2017 - 17:48, editado 2 vez(es) (Razão : Sem razão especificada)
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Ozzymandias

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MensagemAssunto: Re: [Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.   Qui 2 Mar 2017 - 15:39

A grande sala estava silenciosa e escura. Imensas janelas que circundavam o cômodo estavam todas fechadas, deixando apenas passar pelas estreitas frestas uma fria névoa que assolava o Buraco naquela madrugada, três vultos pensativos se apoiavam-se numa mesa retangular, fitando uma imensa maquete iluminada apenas por um plafon que jogava seu facho de luz diretamente sobre a estrutura que mais parecia um castelo medieval em estilo japonês. - Vocês poderiam entrar por cima. - Dizia um dos vultos, apontando por cima das muralhas na direção de uma grande varanda no lado sul do imóvel. Mas como evitar as sentinelas sensoriais? - Daisuke pensava na sugestão de Kazuki que prometeu que o ajudaria a conseguir concluir a missão prometida aos Iga. Contudo, o terceiro homem no local rapidamente apontou as três posições em que os sentinelas estariam posicionados e certamente seriam capazes de perceber qualquer incursão por cima dos muros da residência. Realmente, aquele castelo seria um obstáculo muito difícil se ser ultrapassado. Afinal, não é todo dia que bandidos põem em risco a família do todo poderoso Daimyo do País do Trovão.

- ...E a qualquer movimentação estranha, os guardiões levarão a princesa para o quarto de pânico. - Concluiu o terceiro.
- Ah, sim... O quarto blindado que fica atrás do guarda-roupas. Mas isso não será problema. - Garantiu Daisuke.
- Mas se não for problema, porque não arrombar logo o portão da frente e pronto? - Indagou o homem misterioso.
- Porque existem três postos de passagem num raio de três quilômetros. - Respondeu Kazuki, terminando por cruzar os braços.
- Estaria com os ninjas na minha cola em poucos minutos. Problemático. - Completou Daisuke.

Novamente o silêncio tomou conta da sala até que fracas batidas na porta acordaram os três pensadores. - Pode entrar. - Autorizou Kazuki. Logo uma fraca iluminação adentrou no lugar e uma criada idosa se aproximou com uma bandeja nas mãos. O cheiro característico do chá verde invadiu as narinas de Daisuke que notou um pequeno envelope entre as xícaras fumegantes. Encostando a plataforma de alumínio à beira da maquete, a senhora começou a tatear os objetos, distribuindo-os com elegância na direção dos convidados quando Kazuki alcançou a carta e a abriu antes mesmo de dar o primeiro gole. Nesse momento a mulher encerrou sua tarefa e rapidamente caminhou até a porta entreaberta, fechando-a atrás de si sem sequer fazer um ruído. Logo o papel foi rasgado em seu lacre e a informação pareceu alegar o mafioso que passou a mensagem à Daisuke. Este, por sua vez, estendeu a mão com uma expressão curiosa no olhar, mas da mesma força que seu comparsa, sua impaciência e frustração trocaram de lugar com o alívio e ansiedade. - Vamos gente, o que foi que aconteceu? - Perguntou o terceiro, incomodado por não saber o que acontecia. E com um sorriso no rosto, Daisuke passou a brochura para ele.

Citação :

A GRANDE COMPANHIA FOLCLÓRICA APRESENTAR-SE-Á NO CASTELO HAOMARU NO SÁBADO.

O homem das sobras também abriu um sorriso e acenou com a cabeça. Passando a mão na barbicha, ele agora sabia exatamente como proceder assim que a infiltração acontecesse. - Abrirei a porta da frente no momento da apresentação. - Concluiu com satisfação. O plano acabara de ser criado. De alguma maneira, Daisuke teria que se passar por um dos artistas para poder entrar sem problemas no castelo. Uma vez lá dentro, era só desviar a atenção para outro lugar, como um mágico a efetuar truques e então entrar pela porta da frente que seria destrancada pelo contato. Perfeito. Kazuki anuiu em concordância e estendeu um pesado saco de moedas para o estranho que se despediu dos dois com uma breve reverência, recuando alguns metros para abrir a janela. Nesse momento a luz da lua revelou a silhueta do espião, mostrando brevemente seu uniforme de kumonin e a bandana com o emblema da Vila da Nuvem que reluziu contra a pálida iluminação. - Aguardarei toda a ação. - Sussurrou, momentos antes de sumir um rápido shunshin pela madrugada do Buraco. Ele tinha uma longa viagem pela frente e a cada momento perdido - apesar de estar de folga - poderia gerar desconfianças quanto à fidelidade dele com o país. Mas, como dizia Kazuki: "Não há fidelidade que não sucumba a um bom pagamento".

- Você confia nele? - Perguntou Daisuke, desconfiado com o sujeito.
- Não. Mas sei que se acontecer alguma coisa, você saberá improvisar. - Sorriu, dando-lhe um tapinha no ombro.
- Ok. Mas onde está essa Companhia nesse momento? - Suas dúvidas só aumentavam.
- Só existe uma trilha possível para a passagem de carroças e cavalos: Pelo sul, através das colinas de Hiorei. - Informou o experiente mafioso.

Perfeito. - Ao ouvir o comentário de Kazuki, o grisalho suspirou e apressou seu passo na direção da saída. Ele sabia que tinha pouco tempo à perder, já que faltavam algumas horas para que comitiva se apresentasse no castelo. - Pouco tempo para planejar. Terei que improvisar. - Concluía ao chegar no seu quarto. A primeira ação que deveria tomar seria se livrar de qualquer uniforme que o identificasse como nukenin. Assim, abrindo seu guarda-roupas, Daisuke guardou a capa negra da Akatsuki e se vestiu com seu bom e velho quimono que o remontava à época que tinha chegado ao Buraco. Não era novidade para ele que a indumentária estivesse apertada, principalmente por causa de seus músculos que agora eram mais protuberantes. Contudo, como não haveria como uma costureira remodelasse a roupa, ele simplesmente efetuou um breve selo e após uma rápida manipulação de chakra fez com que sua aparência mudasse para uma pessoa mais franzina e que certamente caberia perfeitamente na roupa. Dessa forma, não seria percebido e poderia se misturar perfeitamente na multidão. Agora só restava fazer a viagem. Vamos lá. - Pensou ao fechar os olhos em concentração para tentar localizar qualquer selo hiraishin que o levasse mais próximo às colinas de Hiorei.

- Merda! - Sua frustração aumentou consideravelmente quando percebeu que não havia nenhum atalho até a trilha onde a comitiva estaria. Terei que gastar mais chakra. - Concluiu o ninja, acabando por retirar o tapa-olho para revelar sua pupila avermelhada adornada por três tomoes. Concentrando-se por alguns segundos, Daisuke manipulou sua energia para que convergisse na direção de seu olho esquerdo quando, finalmente, os tomoes se movimentaram e formaram um desenho complexo que tomava toda sua retina. - Estou pronto. - Sussurrou ao se lembrar exatamente das coordenadas da trilha que rasgava as colinas de Hiorei. Lentamente, o akatsuki começou a dobrar o espaço tempo ao seu redor e enquanto sumia num vórtice espacial, ele começava a enxergar seu destino em meio à escuridão da madrugada quando uma fraca brisa acabava de dar-lhe boas-vindas ao País do Trovão. Suspirando como se ainda aguardasse a dor que antigamente incomodava seu olho, Daisuke se agachou numa tentativa de esconder-se num movimento instintivo, mas não havia ninguém ali.

Em silêncio, o nukenin agora olhava ao seu redor na cobertura da madrugada e se via no alto de uma colina coberta por grama e grandes pedregulhos erodidos pelo vento onde o musgo os transformava em gigantes verdes. Estáticos. A trilha fica na face sul das colinas. - Calculou ao se lembrar das aulas de navegação da academia, onde ele usava a posição das estrelas para identificar para onde iria. Para lá. Apontando para a direção correta, o solitário sequestrador juntou algum chakra nas pernas e disparou numa grande velocidade, ziguezagueando agilmente por entre as pedras e enquanto avançava já começava a perceber uma fraca iluminação de fogueiras no horizonte. Aquela visão deixou-o mais tranquilo, afinal, perder a única alternativa de uma infiltração segura no castelo seria realmente uma dor de cabeça gigante. - Lá estão eles! - Sussurrou empolgado enquanto ultrapassava o topo da colina. Novamente seus pés fizeram o trabalho e o frearam atrás de uma construção natural de rochas de onde ele pôde visualizar bem o acampamento da Companhia.
Spoiler:
 
Aquecidos em volta de uma fogueira que queimava seus últimos gravetos, um grupo de quinze pessoas parecia dormir embalado pelo som melancólico de um O-koto que era perfeitamente tocado por uma senhora sentada num banquinho no lado norte do acampamento. Formando uma espécie de muro de madeira, as seis carroças estavam dispostas ao redor dos membros da companhia enquanto, ao sul, uma pequena cerca recém-construída evitava que os cavalos se espalhassem pela relva verde da beira da estrada. Apenas um vigia? - Admirava-se Daisuke ao perceber que um homem sonolento fumava e circundava as carroças com uma lança nas mãos. Realmente, se não houver surpresas, aquela infiltração seria "mamão-com-açúcar". Mas que era estranho, era. Porém, o nukenin sabia que estavam há cerca de vinte quilômetros do castelo e como estavam no coração do País do Trovão, talvez o local fosse bastante seguro. - Agora só me resta escolher o alvo. - Sussurrou para si mesmo na escuridão quando a senhora interrompeu a melodia e no mesmo instante aqueles olhos brancos fitaram os dele. What the Fuck! A cega me ouviu?!

Com a súbita parada, o sentinela rapidamente saiu de seu torpor ao correr na direção da velha que continuava a olhar na direção das pedras onde Daisuke se escondia. Lascou. O rapaz sabia que precisava agir nesse instante ou seria descoberto pelas habilidades da senhora e sua harpa. Então, juntando as mãos numa cadência de selos, o akatsuki moldou chakra em sua volta e começou a se tornar translúcido até o ponto de invisibilidade. Nesse momento o sentinela já corria para o seu lado com uma lamparina na mão direita e a lança na mão esquerda pronto para atacá-lo. Num misto de medo e ansiedade, o homem ainda escorregou pela subida até que dobrou a coluna de pedras e não viu absolutamente nada. Seja quem fosse, já tinha sumido. - Não há ninguém aqui. - Sussurrou o vigia, certamente já sabendo da habilidade da velha que agora retornava a tocar sua harpa. Enquanto isso, ainda prendendo a respiração, Daisuke se escondia dentro da rocha após usar seu chakra doton numa outra breve cadência de selos.

O vigia ainda tateou as rochas à procura de um invasor, mas não encontrou ninguém. Dando de ombros, ele levou a lança às costas e se virou na direção do acampamento quando um vórtice silencioso tomou conta de seu corpo. Seus olhos arregalados viam seu corpo sumir e antes que pudesse gritar por socorro, o sentinela foi jogado numa dimensão estranha e sem vida. Já sei o que fazer. - Pensou o akatsuki ao acompanhar o sujeito na viagem. Apavorado, o homem caiu aos prantos no piso frio formado por centenas de tijolos hexagonais quando Daisuke surgiu na sua frente. Seu olho descoberto então enviou chakra para o cérebro do alvo, fazendo-o permanecer parado enquanto ele revistava suas memórias recentes. E o genjutsu sharingan fez seu trabalho. Então você é o carregador dos artistas? - Descobriu na sua invasão cerebral. - Muito bem. Tomarei seu lugar. - Disse ao alterar sua aparência numa imagem idêntica ao vigia que foi posto para dormir antes de Daisuke se despedir e retornar ao acampamento. A velha já devia estar dormindo e tudo estava silencioso novamente.


CONTINUA


Última edição por Ozzymandias em Qui 2 Mar 2017 - 19:52, editado 2 vez(es) (Razão : Sem razão especificada)
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MensagemAssunto: Re: [Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.   Sex 3 Mar 2017 - 23:13

As rodas da carroça chacoalhavam pelo caminho formado por uma infindável camada de pedras milimetricamente interpostas, formando um ladrilho tão belo que Daisuke se perdia em pensamentos fúteis, enquanto controlava os dois cavalos que puxavam o veículo na direção do castelo de Haomaru. Ele se lembrava que desde que trocara de lugar com o sentinela na noite anterior, o nuke evitava puxar tanta conversa com o pessoal da comitiva que parecia não se importar em agradá-lo, ditando ordens imperativas como se ele fosse algum tipo de escravo. Essa situação incômoda até que facilitou sua infiltração, pois seu papel exigia apenas baixar a cabeça e servir aos artistas principais: Ni e Chin. Os dois eram um casal de boçais arrogantes, metidos a famosos, que se achavam no direito de humilhá-lo a cada instante. Entretanto, mal sabiam eles que se não fosse pela missão urgente, eles já estariam mortos... Muito mortos. - E o nuke disfarçado abriu um sorriso malicioso quando mais uma vez sua presença foi solicitada.

- Ô idiota! Vai ali e busca mais água! - Exclamou Ni, a megera. Olhando por cima do ombro Daisuke a viu apontando para um pequeno poço à beira da estrada que já passara há alguns metros da comitiva. Ela quer me fazer correr. Ele sabia que tinha que manter seu disfarce, pelo menos até a chegada ao castelo. Merda. E amarrando os arreios na alavanca do freio, o nuke saltou da carroça em movimento e buscou o balde que descansava na prateleira construída na lateral do veículo. Rapidamente ele se viu correndo até o poço e usando a força de seus braços para girar a manivela que trazia o reservatório até a beira do buraco. E sob as gargalhadas da mulher, Daisuke disparava de volta, ainda tentando controlar sua velocidade para fingir que tinha dificuldade em alcançar a carroça que já ia há algumas centenas de metros dele. Não era preciso dizer que a paciência do rapaz estava no limite e ouvir a gargalhada esganiçada da maldita sob o olhar provocador dos outros membros o provocava acima do esperado.

Calma. Calma. Estamos quase chegando. - O Hiroshi tentava se controlar até que finalmente conseguiu subir desajeitadamente na carroça, levando cuidadosamente o balde para despejá-lo vagarosamente na pequena bacia em cima do balcão. Olhando friamente para o rapaz, a megera sequer agradeceu e ainda colocou o dedo à frente da boca para pedir que ele fizesse silêncio para não acordar Chin que roncava numa cama instalada nos fundos da carruagem. - Alto lá! - E o grito vindo da estrada conseguiu acalmar os ânimos do infiltrado, pois ele sabia exatamente do que se tratava. Chegamos... Ainda bem! Daisuke rapidamente se virou para a boleia e alcançou os arreios, puxando-os para frear a carroça num movimento que foi seguido pelos outros membros da comitiva. Nesse momento, cerca de vinte homens vestidos com uniformes acinzentados com a marca dos guardiões do castelo começavam a revistar as seis carroças enquanto dois deles se aproximavam da primeira carroça com uma prancheta nas mãos.

Lá na terceira carruagem, Daisuke observava ansioso a ação dos guardas que tentaram entrar no "reino" de Ni e Chin, mas logo foram rechaçados pela megera que achou estapafúrdia a ideia de vê-los desbravar sua gaveta de calcinhas. - Ok. Ok. - Concordou um deles, sob o sorriso sarcástico dos outros guardiões que aguardavam o lado de fora. - Muito bem! Podem passar! - Autorizou o comandante, acenando aos outros. Consegui! E os estalos dos arreios acionaram novamente a força dos cavalos que continuaram a impulsionar as carroças através da trilha que começou a circundar um grande paredão de rocha até que desembocou num gigantesco túnel onde uma portão de pedra gigantesco foi acionado. O eco de uma rocha daquele tamanho sendo deslocada para a lateral do paredão era assustador e ao mesmo tempo admirável. Logo uma rajada de ar fresco soprou de dentro da passagem por onde as carroças passaram até que finalmente conseguiram ter uma visão completa do castelo de Haomaru. Mas que construção estupenda.

Construído no alto de um rochedo, perfeitamente encrustado numa cordilheira formada por pedras vulcânicas, cujos minerais brilhavam ao refletir a luz do sol daquela bela manhã. O castelo era formado por cinco construções ao estilo medieval japonês que eram protegidas por uma grande muralha, que de tão alta deixava apenas à vista os telhados de quatro unidades enquanto a unidade principal ultrapassava o limite com seus quatro andares gigantescos. Porém, apesar de ser tudo quase idêntico à maquete organizada por Kazuki há dois dias quando planejaram sua ação, ver aquele castelo em toda sua exuberância era realmente emocionante. - Pode fechar a boca, estrupício! - Reclamou a megera que o estapeou na nuca para que ele seguisse pelo caminho até a entrada principal do castelo. Com uma careta, Daisuke chicoteou os cavalos mais uma vez e se acompanhou o restante da comitiva que passou por mais três portões até alcançarem o pátio principal ornamentado por uma vegetação exuberante, além de faisões albinos que circulavam pela propriedade.

- Sejam bem-vindos! Vocês ocuparão aquele prédio do lado sudeste. - Comentou uma senhora sorridente que acabara de descer os degraus vinda do prédio principal. Ela vestia um vestido vermelho com detalhes pretos, bem elegante e adornados, além de possuir um lenço amarrado à cintura com as nuvens negras indicando que ela era um dos guardiões do Daimyo. A famosa elite dedicada à proteção da família real. O fato de não conseguir ver os outros me preocupa. - Daisuke pensava consigo ao mesmo tempo em que manobrava a carroça para estacionar à beira do prédio indicado pela recepcionista. - Anda! Pega nossas malas. - Ni e Chin apressavam-se para descer os pequenos degraus até o chão, certamente para escolher o melhor quarto da "mansão de hóspedes", como dizia a placa inscrita logo na primeira coluna do imóvel. Mesmo irritado, o nuke seguiu logo atrás, usando a força de seus braços para arrastar cerca de cinco malas pela pequena escadaria até entrar no salão principal. Esses idiotas! Vou matá-los com... Uau! - Admirou-se.

O lugar parecia muito maior por fora do que por dentro. Com o centro oco, por onde se podia ver o telhado se olhasse para cima, havia uma dezena de mesas adornadas com toalhas brancas adornadas com o símbolo do País do Trovão. No canto oposto à entrada existia uma mesa gigantesca repleta de pratos típicos que fumegavam e exalavam um aroma maravilhoso para o almoço. Já nas laterais, grandes escadarias levavam aos andares superiores onde os quartos ficavam. - Por ali! - Apontou Chin. Daisuke os seguiu pela escadaria mais próxima e assim que adentrou no corredor dos quartos os viu se perderem diante de uma suíte presidencial. Um verdadeiro luxo. - Deixe as malas na porta e vá ajudar aos outros a descarregarem. - Ordenou Ni. Em silêncio, o nukenin disfarçado já começava a sentir certo cansaço em manter seu jutsu tanto tempo e então, ao invés de fazer o que a megera falou, resolveu caminhar até o banheiro para descansar um pouco. Ofegante, o rapaz escolheu um dos boxes sanitários e enfim desativou o henge com grande alívio. A infiltração fora um sucesso, agora era só buscar a princesa.


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MensagemAssunto: Re: [Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.   Ter 7 Mar 2017 - 18:03

Poucos minutos depois, o castelo estava fervilhando de empregados e artistas que ensaiavam seus últimos movimentos num palco montado no pátio principal. Bandeirinhas multicoloridas e lanternas ornamentais embelezavam ainda mais o lugar cercado por um belo jardim onde palmeiras frondosas despontavam altas quase ultrapassando o pomposo prédio imperial. Em todos os cinco prédios existiam escadarias para o piso superior e numa delas - justamente a que levava à residência imperial - fora montado um tatame alongado, onde era acomodada cerca de cinco almofadas destinadas aos membros da família real no momento da apresentação. Tenho que ser ainda mais discreto. - Pensou o nukenin, que acabara de retornar ao papel do empregado. Com seus olhos treinados, ele percebia cerca de uma centena de homens uniformizados que cercavam o pátio, sempre atentos a qualquer movimentação suspeita. Daisuke estava tenso, porém focado em descobrir alguma abertura na segurança enquanto terminava de recolher com pá e escova a última sujeirinha do palco.

- Entra lá e busca meu kit de maquiagens, estrupício! - Comandou a megera, apontando para a residência de hóspedes. Que mulher... - Mesmo baixando a cabeça em concordância compulsória, Daisuke ainda ouviu algumas risadinhas contidas pela guarda pessoal do Daimyo. Ele sabia que sua paciência já estava no limite e que se quisesse agir a oportunidade seria naquele momento, afinal, na hora da apresentação, os seguranças dos figurões que certamente viriam para a apresentação se somariam aos infindáveis guardas do lugar. Mais segurança era igual a problema. Então, sem aguardar, o rapaz acelerou o passo para o quarto da megera e quando a porta se fechou atrás dele, o nuke desfez. - Hora de acordar, estrupício. - Sussurrava enquanto enviava chakra para seu olhos que já desenhavam alguns círculos enigmáticos na pupila esquerda. Nesse momento o espaço-tempo começou a dobrar e rapidamente o corpo do débil segurança sequestrado retornou a essa dimensão, caindo pesadamente ao chão.

O baque do corpo no assoalho, somado ao uso de chakra no local protegido, certamente seriam percebidos pelos sensores do castelo e Daisuke sabia que tinha poucos segundos para forjar uma cena antes da porta ser arrombada. Uma queda e inconsciência... Já sei! - Com raciocínio rápido o nukenin alcançou um vaso com flores e derramou o conteúdo no chão. Ainda tonto, o estrupício começou a olhar em volta ainda perdido, mas logo foi recebido por um soco na nuca que o derrubou inconsciente no chão, exatamente por cima da água derramada pelo vaso. Acena fora criada, agora só precisava sumir. E foi o que ele fez. Manipulando chakra através de seu mangekyu sharingan, o akatsuki deixou seu corpo intangível e assim nenhum sensor poderia sentir seu chakra. Ao longe, o ruído de várias pessoas subindo os degraus indicavam que tinha apenas alguns milésimos de segundo para reagir e "sumir". Meisaigakure no Jutsu. - E em silêncio, a sombra sem substância tornava-se transparente após uma rápida cadência de selo e utilização de chakra. Agora ele podia agir.

- Quem está aí?! - E a porta da suíte master foi arrombada por um grupo de cinco guardiões, que de forma coordenada começaram a averiguar o quarto com cuidado antes de se aproximar do corpo inconsciente do engodo. Nesse momento, um deles se dirige ao centro do cômodo, fecha os olhos em concentração e junta as mãos num selo conhecido. Sensor. Daisuke assistia tudo aquilo ainda tenso por não saber direito se realmente aquele jutsu seria capaz de camuflá-lo totalmente, mas quando os cinco se reagruparam com o sensor e uma deles se agachou sem preocupação à beira do homem desfalecido, o nuke notou que sua estratégia de esconder os fatos tinha funcionado. - Parece que ele é o mais azarado da comitiva. - Comentou outro, seguido por uma discreta comoção de risos. - Leve-o à enfermaria. Cuidado com o galo na nuca. - Disse o que parecia ser o líder. Rapidamente os outros quatro se organizaram em cada lado do ferido e com cuidado o levantaram à medida que se dirigiam à porta.

Enquanto isso, ainda aparentando desconfiança, o líder do grupo começou a acompanhá-los mais lentamente, dando uma última olhada no quarto antes de fechar a porta atrás de si. Ufa. Tenso. - E a sombra sem substância do invasor ficava aliviado, mas mesmo assim o nukenin esperou que os passos dos guardiões se distanciassem o suficiente para começar a agir. Segundo o informante da madrugada anterior, seu alvo ficava no segundo piso da mansão, logo ao lado do escritório do Daimyo. - A porta estará aberta às cinco horas. - Sussurrou para si mesmo as palavras do kumonin. Estava na hora. Nesse momento, Daisuke se aproximou da varanda do apartamento e visualizou o prédio principal. Guardas zanzavam de um lado a outro em todos os níveis e certamente existiam alguns no seu interior. Tenho que arriscar. - Então, mantendo o exímio controle de chakra, o Hiroshi disparou através do parapeito da varanda e em velocidade se aproximou do castelo. Era estranho como seu corpo conseguia ascender e descender à medida que se movimentava, mas ele não tinha tempo para essas frivolidades.

Como um fantasma, Daisuke atravessou a parede rochosa do prédio principal e antes de apreciar a rica decoração do saguão real, guinou para o alto em grande velocidade para atravessar o teto até o segundo piso para enfim chegar onde queria. Este andar parecia uma grande dojo cercado por dezenas de colunas de madeira avermelhada, com assoalho milimetricamente envernizado onde uma grande escrivaninha e uma imensa estante parecia servir de escritório para o Imperador do País do Trovão, que tinha uma vista magnífica do vale através do vão que desembocava na varanda. - Vocês não podem me deixar em paz nem por um minuto?! - Nesse momento o akatsuki percebeu que existia um corredor na lateral esquerda do escritório, justamente de onde a voz se originara. O corredor leva as dependências da princesa. Ela estará sozinha. Deixarei a porta dela aberta. - Mais uma vez a memória do informante vinha em sua cabeça à medida que o fantasma passava através de mais um par de guardiões que vigiavam os dois lados do corredor.

Ela não está sozinha. - O invasor ficou inquieto com essa nova dificuldade. Ainda bem que não precisarei da porta. Improvisarei. E assim ele deu uma passo na lateral para penetrar nas dependências da filha real e se deparou com uma imagem que praticamente lhe queimou a retina. O quarto era rosa... Mas era tão rosa que certamente marcaria sua mente por um bom tempo. - Minha nossa. - Sussurrou, quase estragando seu disfarce. E lá estava ela. Toda chorosa, a princesa estava em meio a dezenas de bichos de pelúcia que se espalhavam na cama - rosa - com travesseiros - rosas - e lençóis que não preciso saber que cor eram. Lá dentro também existia uma penteadeira adornada com ouro, uma estante com vários livros dos mais variados títulos e por fim outra entrada que Daisuke subtendeu que seria a entrada do closet da patricinha. Aliás... Apesar do excesso de rosa, a garota realmente era bela e enquanto reclamava da vida, seu quimono elegante deixava transparecer a pele branca e coxas torneadas que fariam qualquer homem enlouquecer. Acho que sei pelo que o Iga se apaixonou. - Brincou ao se aproximar da garota com cuidado.


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MensagemAssunto: Re: [Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.   Ter 7 Mar 2017 - 19:33

O contato deve ter deixado a porta aberta e, com os guardas do lado de fora, qualquer ruído que ela fizer os homens entrarão aqui. - Pensou o estrategista. Ele sabia muito bem que seu chakra estava se esgotando rapidamente enquanto mantinha o sharingan ativo e sem chakra ele não poderia sequer se defender. Estava numa situação bastante arriscada. - Megume... - Sussurrou como se aceitasse o papel de "fantasma". Soluçando, a moça franziu o cenho e se levantou à procura de algum intruso quando arregalou os olhos ao se ver paralisada. Nas sombras, Daisuke ofegava pelo esforço ao usar uma parcela de chakra para manipular o fluxo de energia no cérebro da moça com o "Genjutsu Shibari", fazendo-a permanecer paralisada enquanto retomava sua forma. O alívio que o nukenin sentiu ao desativar a transparência e se tornar tangível novamente foi libertador. Agora só tinha que manter a garota parada enquanto via a expressão apavorada em seu rosto. Foi uma precaução inteligente. - Concluiu ao perceber que os sentinelas sequer se mexeram do lado de fora. - Precisamos conversar. - Sussurrou. - Não vou te machucar.

Balançando os braços esticados, Daisuke sentia seu o suor descendo pela sua testa enquanto tentava amenizar a ansiedade da mulher. Pelo corpo, aquela conhecida sensação de queimação de quando seu chakra começava a secar, o nukenin cambaleou até a beira da cama da princesa, sentando-se pesadamente no colchão macio. - Quem é você? - Ela sussurrou, numa mistura de aflição e curiosidade. ainda bem que ela se controlou. - Bom... - O invasor então começou a contar rapidamente toda a história acontecida há cerca de dois dias. Da quase surra e do quase roubo que o futuro marido e futuro sogro foram alvos, além do lugar onde os preparativos do casamento estavam à toda. Ao ouvir isso, a noiva parou por alguns momentos em pensamentos e sorriu com ansiedade. - Vamos então. - Ela concordou com aqueles olhos castanhos. Levantando-se com certa pressa, Megume fez uma careta ao nukenin que percebeu a deixa e se virou para respeitar a privacidade enquanto ela parecia pretender trocar de roupa. Saco.

Tudo parecia transcorrer muito bem, e enquanto toda a atenção de Daisuke estava voltada aos sentinelas do lado de fora, um pressentimento percorreu sua espinha como um forte calafrio. Algo está... - Pensava ao se virar para a mulher que agora estocava uma tanto diretamente nas suas costas. - What the Fuck! - E com grande agilidade o ninja conseguiu jogar-se por cima da cama para amenizar o dano infringido nas costas. O sangue escorreu e todo o ruído de luta logo chamou a atenção dos homens do lado de fora que invadiram o quarto rapidamente. Ferido, o akatsuki ainda ofegava quando percebeu que Megume agora acabava de se transformar na mulher que os recebera no castelo. A guardiã parecia ter tomado de lugar com a princesa antes do ataque. - Chamas! - E esticando o dedo indicador à sua frente, Daisuke enviou chakra para o kanji que acabava de surgir no ar quando uma densa parede de fogo dividiu-o dos três que o cercavam, obrigando-os a se afastarem para não se queimarem. A fumaça começou a invadir o cômodo à medida que o fogo aumentava de proporção por causa dos inúmeros bichos-de-pelúcia. A situação se tornava mortal. Preciso fazer alguma coisa.

Minha reserva de chakra está baixa. Não sei onde está a princesa... O que fazer? - Já sei! - E o nuke concluiu o que faria num instante. Fechando os olhos e prendendo a respiração, Daisuke saltou contra a parede fumegante e caiu por cima da guardiã que se fantasiara de Megume. Surpresa com o ataque suicida, a mulher tentou sair da frente, mas Daisuke usou toda força de seu braço esquerdo para agarrar o uniforme dela, jogando-a contra a estante um ruidoso estrondo. A guardião gemeu de dor, terminando por atravessar o móvel à força para então cair e deslizar para dentro do quarto-do-pânico. Ainda bem que o informante não tinha mentido sobre isso. Então, aproveitando a inércia de seu rápido movimento, o Hiroshi acompanhou a mulher e também deslizou pelo estreito corredor escondido atrás da estante quebrada, quando só então rodopiou lateralmente ao invocar e arremessar uma kunai com toda força contra o botão vermelho afixada na lateral da parede metálica. O estalo do botão ativou uma grossa porta de aço que deslizou para a lateral e cerrou os dois dentro daquela câmara de proteção. Agora não tinham saída. Daisuke sabia que a essa hora todo o contingente do castelo estaria além daquela porta.

Com grandes queimaduras por todo o corpo, o nukenin retirava as últimas peças do uniforme apertado que ainda fumegavam para então se sentar à beira do bunker disposto a aguardar que a mulher retomasse a consciência. - Medidas drásticas para situações drásticas... Argh! - Tentava se convencer daquele movimento impulsivo e perigoso que acabou por salvá-lo por alguns momentos. Nesse momento a mulher gemeu e se debateu por alguns segundos. Seus olhos se abriram quando sentiu o cheiro ocre de carne queimada e logo percebeu que estava dentro do quarto-do-pânico. O lugar não tinha móveis. Apenas um cubículo coberto por titânio com um filtro fixado à parede e algumas caixas de ração suficiente para que os protegidos resistissem isolados por alguns dias. - A princesa... Não está aqui. - A guardiã rompeu o silêncio. Não era preciso ser tão inteligente para saber que ela falava a verdade. Daisuke também sabia que a informação de sua investida tinha vazado e por isso a guardiã o esperava para matá-lo. Depois de matar a megera, eu procuro aquele informante. - Comprometia-se quando viu que a mulher tentara se levantar, mas as costelas quebradas não lhe permitiram.

- Nunca falarei onde ela está! - Gemeu com ódio, mau sabendo que aquela frase tinha selado seu destino. Afinal... Se ela nunca me dirá a localização, significa que ela sabe mas não falará. O inteligente estratega sorriu e chamou a atenção da mulher que, ainda deitada, virou o rosto e encarou seu olho vermelho. E antes que ela percebesse o que se passava, Daisuke já enviava algum chakra para manipular seu cérebro à procura de suas lembranças recentes. Passando pelas memórias da guardiã, o nukenin começou a rever o que acabara de acontecer e à medida que se aproximava, as memórias começavam a se tornar mais fracas devido a limitação do chakra e do próprio genjutsu. Vamos lá... Vamos lá... Achei! - E enfim a imagem da mulher se despedindo da princesa surgiu à sua frente. Buscando mais informações, o rapaz percebeu que seu alvo saíra do castelo há cerca de três horas diretamente para a estação de trem instalada nos fundos do castelo. Seu destino? Kumogakure. E pela hora avançada ela alcançaria a Vila Oculta da Nuvem em poucas horas. Lá, ela estaria fora de seu alcance. Ele precisava agir agora.

Desfazendo o jutsu, o ninja logo começou a calcular em sua mente as coordenadas de onde queria ressurgir. - Até logo. - Despediu-se da guardiã que ainda se debatia dolorosamente querendo se levantar. Nesse momento seu mangekyo começou a deformar o espaço à sua frente e como um passe de mágica Daisuke sumia da proteção do bunker para cair exausto no frio metal dos trilhos. O lugar estava escuro e coberto por uma neblina gelada que incomodava ao tocar em suas queimaduras. Suas costas ainda gotejavam sangue enquanto suas mãos estavam apoiadas nos cascalhos que protegiam os trilhos quando o chão tremeu. Dentro da neblina, o nukenin ainda conseguia ver um facho de luz e o ruído daquele monstro à vapor se aproximando rapidamente. Cheguei em tempo. - Então, esforçando-se para se movimentar, o homem ferido invocou uma kunai, arremessando-a com toda força numa trajetória rente ao que esperava ser o teto dos vagões. Um tiro de sorte era tudo o que queria. A kunai atravessou a cortina natural e quando o trem estava para atropelá-lo, Daisuke usou mais uma parcela de seu chakra quase escarço para teleportar-se exatamente onde queria. Vosh!

Seu peso logo fez com que o teto da casa-de-máquina ranger, mas o barulho era tão ensurdecedor que nem o maquinista, muito menos seu ajudante, perceberam sua intrusão. O vento zunia alto em seu ouvido. Seu suor agora era enxuto pela velocidade, mas seu sangue ainda vertia e logo o ajudante percebeu que um líquido vermelho e viscoso escorria do teto até a janela. - O que é... - Dizia a si mesmo quando o poderoso braço de Daisuke saiu da escuridão para puxá-lo com toda força para cima. Contudo, o maquinista parecia estar tão concentrado no que fazia que nem percebeu que o companheiro tinha sumido e retornado com um semblante pálido e preocupado. - O que aconteceu, Kaoni?! - Gritou o maquinista, tentando sobrepujar sua voz ao do trem. O garoto não lhe respondeu, apenas se virou para mostrar uma tarja explosiva presa em suas costas. O maquinista ainda fez menção de tirá-la, mas Kaoni não esperou e se agachou para acionar a alavanca de emergência que desconectava a locomotiva do restante dos vagões. Chiiiiii! E a locomotiva começou a ganhar distância dos vagões que desaceleravam a cada segundo. - Agora é só encontrá-la. - Sussurrou o nuke, saltando com agilidade por entre os vagões vazios.

Quase sem forças, Daisuke cambaleava sob o teto dos vagões à procura de alguma janela contendo alguma iluminação quando finalmente suas preces foram atendidas. - Parece que estamos parando. - Comentou um homem ao colocar a cabeça para fora da abertura. Nesse momento o nukenin agiu. Arremetendo o punho com toda força remanescente contra o teto, o ninja quebrou a madeira que o separava do interior do vagão e percebeu que havia dois guardiões e duas mulheres sentados nas poucas poltronas elegantes e acolchoadas. Sua intrusão pareceu tê-los pego de surpresa, pois o homem que tentava verificar se o trem parara foi logo atingido por um forte chute lateral nas nádegas, acabando por derrubá-lo fora do trem ainda em movimento. Surpresas com o que houve, as mulheres gritaram e começavam a se levantar enquanto o segundo guardião as guiava para os fundos do vagão. - Não tenho tempo pra isso! - Enfurecia-se ao utilizar o antebraço esquerdo para bloquear a estocada da espada do terceiro segurança, sendo logo respondido por um forte gancho de direita. Bumf! - E o guardião desmaiou com o impacto na mesma hora. - Ele está vindo! Corram! - Gritou o último guardião, esperando o ninja no corredor do vagão.

E nesse momento, Daisuke invocou duas kunais. Uma delas possuía uma tarja pegajosa, enquanto a outra, um selo hiraishi. Fazendo uma rápida mira e compensando o balançar do vagão desacelerando, o akatsuki arremessou as duas armas para que se chocassem no meio do caminho. O estalo do metal criou uma rápida faísca logo à frente do guardião que se surpreendeu ao ver que seu oponente usava a kunai para se teleportar já a sua frente. Elevando o joelho com fúria, o nuke atingiu o último segurança numa forte joelhada que elevou o corpo do sujeito até o teto quebrado. Enquanto isso, a outra kunai atingia a soleira da porta de saída do vagão onde Megume e a criada acabavam de passar. Splosh! - E as duas foram engalfinhadas pelo líquido pegajoso a ponto de não mais conseguirem se mover. A mulher agora estava a sua mercê. - Por favor, não me mate! - Desesperava-se a noiva ao notar a aproximação do algoz. Mas Daisuke já sabia que ela ficaria feliz assim que ele contasse sua história. O problema é que ela teria que providenciar um penteado mais ousado para compensar toda aquela coisa entranhada nos seus cachos. - Toneri ficará feliz em saber que sua noiva está a caminho. - Sussurrou no ouvido da garota.


CONTINUA...


Última edição por Ozzymandias em Qua 8 Mar 2017 - 0:44, editado 1 vez(es) (Razão : Sem razão especificada)
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MensagemAssunto: Re: [Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.   Sex 10 Mar 2017 - 22:40

A enfermaria estava completamente diferente do que era. Onde antes existiam cerca de dez leitos para atender os feridos das incursões criminosas do Buraco, naquela madrugada apenas um deles permanecia no centro da sala, enquanto os outros estavam empilhados no canto da parede norte, único lado onde não existia janelas. Cercado por duas bandejas de alumínio contendo diversos tipos de suturas e ferramentas médicas, o leito parecia arrumado e pronto para receber alguém muito machucado. - Anda rapaz, onde você está? - Kazuki sussurrava para si mesmo, enquanto olhava para a equipe médica que se sentava nas várias poltronas espalhadas pelo cômodo, entediados e sonolentos. O relógio parecia estar quebrado, pois o tempo insistia em não passar. Já havia se passado uma hora desde o horário marcado para o retorno de Daisuke, mas até agora o sujeito ainda não tinha retornado à base. Talvez ele roubara a mulher para seu próprio "interesse". Quem sabe? Contudo, Kazuki não deixava de se sentir preocupado com o seu aliado.

- Mestre Kazuki, o senhor quer uma... - A enfermeira saía para buscar chá para o grupo quando... Vosh! - E Daisuke aparece na lateral da cama, deitando-se pesadamente no leito enquanto uma mulher coberta por uma gosma grita e o xinga de palavrões conhecidos e outros nem tanto. Não é preciso dizer que a equipe médica foi toda pega de surpresa e no momento em que o médico começava a dar ordens às enfermeiras para cuidar do ferido, Kazuki agarrava a mulher pelo braço e praticamente a arrastava para fora da sala de cirurgia. Toda chorosa e sem entender o que acabara de se passar, Megume parecia chocada e olhava em volta tentando imaginar onde estava e quem eram aquelas pessoas até que finalmente se viu num quarto elegante e com uma vista espetacular da imagem da lua sob o mar do litoral. - Quem são vocês? - Indagou ao ser "empurrada" para dentro do quarto para só então responder a pergunta da mulher. - Toneri... Ele me ama! ele me ama! - E a garota começou a saltitar e abraçar Kazuki ainda sem-graça com tudo aquilo.

Já há alguns metros dali a equipe médica se esforçava para estancar o sangramento nas costas de Daisuke que permanecia virado de lado na maca, calmo e sereno, apesar da dor excruciante da intervenção em seus ferimentos e queimaduras. A essa hora, o Daimyo deve estar recebendo a notícia do sequestro. - E o akatsuki sorria graças ao sucesso da sua missão. Ele até podia imaginar toda comoção que aquele crime causaria na Aldeia da Nuvem e certamente Darui enviaria seus mais fortes homens para recuperar a princesa, procurando-a em todos os lugares. Porém, uma lembrança inquieta surgiu em sua mente e a imagem da falsa princesa sentada naquele quarto rosa, ouvindo tudo sobre o casamento e o local onde isso aconteceria. - Essa não. - Daisuke sussurrou para si mesmo, levantando-se mesmo contra vontade da equipe que ainda terminava as últimas suturas. - Mas o que você está fazendo?! - Perguntou o médico, todo assustado com esparadrapos entre as mãos. - Arruma tudo pra viagem doutor. Vamos viajar. - Ele concluiu numa careta de dor.  

- Como assim, viajar? Pra onde?! - O médico indagou.
- Vamos todos para a ilha paradisíaca de Hesegawa. - Concluiu, preocupado.

***

Nada mais tinha graça. A lua estupenda quase no horizonte azul escuro do mar noturno. As dezenas de fogueiras que circundavam os bangalôs privativos e as serenatas ouvidas ao longe, em que os amantes comemoravam a felicidade. O drink à mesa do bar, com aquele pequeno guarda-chuva para adornar a taça finamente esculpida no cristal. As belas mulheres solteiras que zanzavam de um lado a outro do saguão do hotel, certamente procurando diversão custosa e tal. Nada disso tem graça. - Toneri entristecia-se cada vez mais à medida que o tempo passava. Sentado numa das poltronas do lugar, ele deixou sua bebida no pequeno móvel à frente da poltrona e seus olhos novamente se perderam em lembranças e tristezas até que seu pai se aproximou com uma prancheta nas mãos. - Acalme-se filho. Nossa família chegará em breve e tenho certeza de que a moça também chegará. - Comentou o senhor, tentando manter-se positivo quanto à responsabilidade doada ao nukenin musculoso. Porém, Toneri não conseguia pensar noutra coisa senão Megume.

O jovem se culpava por não ter coragem suficiente de buscá-la sozinho, e a ideia de encará-la após ter contratado alguém para isso o deixava temeroso. Ou ela não viria, ou sentiria vergonha de ter um noivo covarde.- Ah... Pai... Eu não sei... - Duvidava da realização da cerimonia quando um relâmpago cortou o céu daquela noite de uma firmamento sem nuvens. O ruído do trovão no jardim à frente do lobby chamou a atenção de todos que se esticavam para enxergar o que acontecia na área dos estacionamentos quando um grande ribombar metálico assustou os presentes que começaram a recuar aos poucos imaginando o que poderia ser aquilo. E entre o sussurro dos curiosos e gritinhos de mulheres histéricas, uma grande caixa metálica esmagava um veículo de última moda, uma febre entre os ricaços da região. Toneri ainda podia jurar que ouvira alguém chorando pelo prejuízo do carro quando seu pai se levantou para ver o ocorrido... Vosh!

E ao lado dele, Daisuke aparecia como mágica, seguido por Kazuki e a equipe médica surgia como mágica no saguão do hotel e como planejado, o rebuliço do carro distraiu os hóspedes o bastante para que sua chegada não fosse assim tão percebida. Funcionou. - Comemorou Daisuke após gastar algum chakra após realizar alguns selos no Buraco e usar a "Transferência Divina" para enviar o material médico para o hotel desejado, enquanto Kazuki tratava de transportar o restante da equipe através do selo hiraishin posto em Daisuke. - Toneri! - Gritou uma das enfermeiras. O rapaz e seu pai, assustados com os eventos repentinos, permaneceram calados por alguns segundos antes de digerir tudo aquilo. Megume?! - E o rapaz choroso abriu os braços e gritou emocionado num reencontro tão açucarado que podia adocicar até o mar reluzente que beirava a ilha. Os dois finalmente se encontravam, depois de tanto tempo e sofrimento. E enquanto isso Daisuke caía nos braços de Kazuki, quase sem forças e com alguns pontos rompidos.

- Muito obrigado! Muito obrigado! - Agradecia Urushida, inclinando-se também emocionado.
- Não comemore ainda, meu amigo. Apressa o casamento. Kumo virá em poucos dias. - Respondeu Kazuki, sorrindo do destino.

 
HÁ ALGUNS QUILÔMETROS AO NORTE DALI...


A chuva era péssima para seus cadernos de anotações. Sentado num banquinho de uma pequena casa de Lamen à beira da estrada, o moreno de óculos estranhos folheava seus rascunhos enquanto aguardava o pedido chegar. Cabelos presos num rabo de cavalo, Killer Bee coçava a longa barba loira que se entremeava com alguns fios grisalhos da idade que chegava. Em seu braço direito, a antiga tatuagem de quando ainda era jovem e suas rimas não eram assim tão boas. Ele ria ao se lembrar das idas e vindas naquele mundo agora pacífico e dos amigos conquistados durante essa jornada. - Aqui está mestre B. - Dizia a garçonete, com um sorrisinho no rosto como se estivesse diante de uma grande celebridade. O homem abriu um sorriso e agradeceu numa rima matadora que a deixou ruborescida ao se despedir. Nesse momento alguns passos apressados espirrando na lama chamaram a atenção do ninja que fingiu não se importar, virando-se para o prato pronto para comer, quando um jovem ninja puxou de lado a persiana e falou: - Senhor B... Uma mensagem de Kumogokure. - Disse o ninja da chuva, estendendo-lhe um scroll. - Vamos ver, o que ou como devo proceder... Yeah! - Respondeu, pegando o papiro para abri-lo momentos depois da partida do jovem mensageiro.


Citação :

BEE... A FILHA DE HURANO FOI SEQUESTRADA.
ELA ESTÁ NA ILHA DE HOSEGAWA.
VOCÊ É O MAIS PRÓXIMO DA REGIÃO.
FAVOR, RECUPERE A MOÇA.

ASS.: DARUI


- Hey, tio! Olha aqui! Embale a comida... Pois o Killer Bee tem missão! Pra trazer a moça sumida! Bakayaro! Konoyaro! - Apressou-se.



FIM



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MensagemAssunto: Re: [Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.   Sex 10 Mar 2017 - 23:36

Reservo!
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MensagemAssunto: Re: [Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.   Sex 17 Mar 2017 - 23:43

Bumpinho
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MensagemAssunto: Re: [Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.   Dom 26 Mar 2017 - 14:07

Eu vou pegar nela com o aval do Kylo (que está entretanto também cuidando de arranjar os meus estragos xP)

Assim que puder farei a avaliação.
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MensagemAssunto: Re: [Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.   Dom 26 Mar 2017 - 21:54

Ninjutsu: 99,75 +0,25 +0,25 +0,25 +0,25 : 100,75 + 0,25 : 101
Taijutsu: 113 +0,25 : 113,25
Kenjutsu: 108,25 +0,25 : 108,5  +0,25 : 108,75
Genjutsu: 23,75 +0,25 +0,25 +0,25 : 24,5
Selos: 64,5 +0,25 +0,25 : 65
Trabalho de Equipa: 6,5

2,5+0,75 : 3,25

-

Força: 119,75 +0,25 +0,25 : 120,25 + 0,25 : 120,5
Agilidade: 127,5 +0,25 : 127,75 + 0,25 : 128
Controlo de Chakra: 165,75 +0,25 +0,25 +0,25 : 166,5 + 0,25 : 166,75
Raciocínio: 57,5 +0,25 +0,25 +0,25 : 58,25 + 0,5 : 58,75
Constituição: 119,25 +0,25 : 119,5

2,5 + 1,25 : 3,75

7/7

1005 + 7 : 1012

Notas:
- limusines!? Aff Isso pra mim soa estranho no naruto world xd
- esta é uma sra. short-story autêntica! =]



Essa foi uma sra. Missão e vc merecia o dobro dos pontos.
Me custou imenso a cortar...

Recompensa total (até dava vontade de dar mais)!

Falta atualizar.


Última edição por GhosTTerroR em Seg 27 Mar 2017 - 23:30, editado 5 vez(es) (Razão : Sem razão especificada)
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MensagemAssunto: Re: [Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.   Seg 27 Mar 2017 - 21:49

Atualizado!
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MensagemAssunto: Re: [Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.   Seg 27 Mar 2017 - 23:00

LOL. Ghost... Essa é uma missão. Vale 7 pontos. Razz E preciso saber se passo nesta primeira fase do teste. Hehe.


Última edição por Ozzymandias em Seg 27 Mar 2017 - 23:01, editado 1 vez(es) (Razão : Sem razão especificada)
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MensagemAssunto: Re: [Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.   Seg 27 Mar 2017 - 23:32

Mil perdões foi da pressa também. Acabei por não verificar a situação corretamente.

Tudo atualuzado.

E sim, passou, por mim passava já dois testes de uma vez... xd
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MensagemAssunto: Re: [Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.   Qui 30 Mar 2017 - 2:08

Olá! Só passando por aqui para perguntar se mais alguém deve votar ou se devo passar logo para a segunda fase (final)?
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MensagemAssunto: Re: [Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.   Qua 5 Abr 2017 - 1:30

Ozzymandias escreveu:
Olá! Só passando por aqui para perguntar se mais alguém deve votar ou se devo passar logo para a segunda fase (final)?

Último lembrete! Caso não haja mais ninguém para votar, acho que devo postar a próxima fase daqui à 24 horas. Razz
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MensagemAssunto: Re: [Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.   Qua 5 Abr 2017 - 3:00

Meu voto: APROVADO

Gostei muito da missão! Demorei bastante a lê-la até pelo tamanho e tudo mais! Acho que está muito boa e com uma historia suficiente, até mais do que suficiente, para passar para próxima fase. Como acho que ninguém mais vai ler a missão por inteiro e aprovar acho que pode ir para a próxima!
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[Missão Privada] 1° Teste Kyoukan: O Amor Deve Prevalecer.
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